Sábado, Julho 04, 2009

Breve análise ao Governo PS

1. É possível dividir em dois períodos a governação PS na República. A primeira acontece até Julho de 2007, anterior à Presidência da UE, a segunda a partir do final da Presidência (inicio de 2008). Se a primeira metade foi marcada pela dinâmica reformista e corajosa, com muitos e inegáveis resultados em vários domínios (educação, área social, défice orçamental, balança comercial, atracção e incentivo ao investimento privado, turismo, e-Gov, reforma do sistema político - e foram muitas - , entre muitos outros exemplos possíveis) em que toda a oposição aparecia muito descredibilizada, Sócrates passeava na Assembleia da República, o PSD perdia Lisboa e preparava-se para entrar na errática liderança de Menezes. Depois, a partir do Verão de 2007 sentiu-se uma ausência clara dos governantes. Pareceu andarem a leste dos problemas do país (inicio da crise financeira nos EUA). Sócrates andou iludido. Falhou em não fazer uma remodelação ministerial logo após a Presidência da UE, em criar uma nova dinâmica, dar nova vida ao Governo.

2. Os resultados na Justiça são medíocres. Alberto Costa é um mau Ministro. Lamentável estas declarações perante as evidências. Ministro autista. Falhou nas reformas dos Códigos de Processo Penal e Penal. Nunca transmitiu confiança aos portugueses, sempre muito ausente nas polémicas que marcaram a Justiça neste últimos anos. A par deste, os ministros do Ambiente, Agricultura e Pescas, Ensino Superior e Ciência e Obras Públicas já deveriam estar na rua. Faltou sangue novo, novas ideias, outra atitude na política.
Muito foi feito, mas fica muito por fazer, a começar por uma verdadeira reforma do sistema fiscal e não avulsa.

3. Da equipa ministerial salve-se a visão de Sócrates, a justiça de Vieira da Silva, a ponderação de Ana Jorge, o equilíbrio de Luis Amado, o rigor de Teixeira dos Santos e a vontade de Pinho.

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