segunda-feira, abril 06, 2009

Se não louco....

Sobre esta perfeita loucura bem realçada pelo Rui Caetano e sobre a natural revolta do André Escórcio, recupero estas declarações de Alberto João Jardim: "aquando o Euro 2004, «queriam que eu cometesse a loucura de fazer um estádio para 30 a 40 mil pessoas mas era com o dinheiro da Região e eu não sou louco».

Durante a preparação do Euro 2004 um dos estádios propostos era na Madeira. Alberto João Jardim recusou pela simples razão de ser uma iniciativa de um governo do PS. O que ele agora argumenta não corresponde à verdade.

É certo que o estádio teria que ter 30.000 lugares para receber o Euro 2004, mas poderia ser feito usando - em parte - bancadas amovíveis que seriam retiradas depois de terminado o Europeu. Como aconteceu em Leiria ou no Bessa.

Se Alberto João Jardim fosse responsável teria aproveitado a oportunidade para fazer um bom estádio que servisse o Marítimo e o Nacional. As vantagens dessa opção são óbvias. Do ponto de vista:

- Político: Fechava de vez a questão.
- Promocional: Colocaria a Madeira no palco mediático mundial, numa promoção sem preço.
- Económico: Teria encaixado os retornos imediatos do evento.
- Financeiro: Teria poupado dinheiro ao erário público porque financiar um estádio é sempre mais barato do financiar dois estádios.
- Planeamento do território: evitava que se multiplicasse duas estruturas que têm o mesmo fim, num espaço com uma densidade populacional tão elevada como é o Funchal.
- Custo de manutenção - as despesas de manutenção do estádio divididas pelos dois clubes reduziria o esforço financeiro, que em última analise é feito - outra vez - pelo erário público.

Se isto não é loucura, é certamente gestão danosa.

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