domingo, abril 12, 2009

Por um PS democrático, livre e com futuro

Eu defendo que o debate político permanente deve ser uma das características de um Partido que se quer vivo, dinâmico e livre. Gente que tenha ideias, apresente propostas, formule criticas e denuncie erros. O PS precisa deles. O que prejudica o PS não é que fale quem pensa de forma diferente, mas sim que estejam calados a especializarem-se em intrigas. O que o PS não precisa é de cobardia.

Parece-me que num contexto democrático um partido político que pugna pela pluralidade e pela defesa da cidadania no seu seio, é um partido moderno, um partido com futuro.

Eu gosto de ouvir. E pondero sobre as críticas que me fazem. Não as entendo como pessoais e procuro perceber as suas motivações. Partindo sempre do princípio que estou a lidar com pessoas sérias.

Compreendo que este debate, quando não é feito no momento próprio, possa ser entendido como forma de trazer debilidade à expressão pública da linha partidária.

Percebo e concordo que o debate político deve ser organizado com forma de trazer riqueza ao processo de definição programática e de tomada de decisão do PS. Não concordo que a discussão se dê exclusivamente nos órgãos do Partido. Acho esse entendimento redutor daquilo que deve ser um processo dinâmico e aberto de reflexão e discussão ideológico-política, incentivando a participação de militantes, aderentes e não filiados, sobre os temas que entendam discutir.

Há aqui um equilíbrio que temos de conseguir. Da minha parte estou, como sempre estive, disponível para participar na acção política de um PS livre, democrático e que viabilize formas de discussão organizada, enriquecedora e politicamente proveitosa. É, pois, necessário que os dirigentes do PS façam um esforço para respeitar as opiniões diferentes e promover um debate franco e aberto à reflexão e ao enriquecimento das decisões.

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