Estamos a pouco tempo das eleições europeias e é a primeira oportunidade que o País tem de discutir questões europeias, entre as quais destaco o tratado de Lisboa, que foi pouco apresentado e mal explicado à generalidade da população.
Mas o que é que temos visto nesta campanha?
Politica caseira. Apenas politica caseira.
Razão tinham aqueles que justificavam que o tratado corria o risco de ser chumbado em referendo não por os portugueses serem contra ou não o compreenderem mas porque as questões nacionais sobrepor-se-iam à questão do Tratado.
Se calhar é assim em todo o lado, mas gostaria que em Portugal fosse diferente, e que fossemos capazes de discutir o que realmente interessa em cada momento. Não sendo assim, é a nossa maturidade democrática que fica em xeque.
1 comentários:
Tino não concordo com esta visão.
Entendo as razões da não convocação do referendo, mas sinceramente na minha opinião, os portugueses ficaram lesados, pois perderam uma verdadeira oportunidade para se discutir a fundo a Europa.
Por outro lado, não concordo pela outra razão que apresentas. Isto porque o eleitor comum tende a olhar os actos eleitorais e a política, tendo por base uma visão muito centrada em si e no seu curto raio de acção e interesses. Ou seja, o eleitor comum não tem por norma a capacidade de percepcionar ou ter uma visão a médio-longo prazo. Por norma rege-se por critérios a curto-prazo.
Dirás que estou precisamente a te dar razão. É verdade e a actual campanha prova mesmo isso. Mas não deixa de ser um argumento ambivalente.
Há que ter em conta que existem umas legislativas à porta já em Outubro, pelo que é natural este centrar de discurso numa perspectiva mais nacional, ainda para mais com a crise que está a acontecer.
Por outro lado, com um referendo, haveria um centrar do debate apenas na dita questão. O manancial informativo sobre o tema seria enorme. Mesmo tendo a noção que a taxa de participação não seria por aí além. Não interessa. Ao menos haveria debate e oportunidade da população se pronunciar sobre o processo europeu.
E médio-longo prazo com o aprofundar da UE, esta aprovação popular será necessária, não podendo esta ficar sem se pronunciar, deixando o ónus da decisão exclusivamente aos representantes políticos nacionais. Assim é que os portugueses nunca sentirão o processo europeu como realmente seu!
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