Em 2007 escrevi um post sobre o Agostinho Soares que rezava assim: "Conheci Agostinho Soares como meu professor de português no Liceu. E desde já garanto-vos que ele não tem culpa do aselha que sou no uso da língua de Camões. Lembro-me dele porque ninguém esquece um bom professor. E ele declamava poemas na aula com tanta paixão que um gajo metia-se a pensar que aquilo da poesia era capaz de ser fixe. Por sua causa fui ler Cesário Verde e depois descobri o Pessoa e nunca mais parei."
Lembro-me agora que foi ele que me recomendou o "Crime e Castigo" do escritor russo Fiódor Dostoiévski. Em boa hora o fez. Muito se aprende nas letras do russo sobre o a religião - a salvação pelo sofrimento -, o existencialismo, o niilismo e até sobre o socialismo. E lembro-me porque - repito - ninguém esquece um bom professor.
Agora somos camaradas no PS-Madeira. Espero que o Agostinho consiga ser tão bom secretário-geral como tem sido professor. Não é pouco. Mas ficávamos todos a ganhar.
1 comentário:
Que assim seja.
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