domingo, março 22, 2009

Francisco Lobato: jogo das milhas


A largada da Transat 6,50 2009 aproxima-se a passos largos. Muitos contactos foram efectuados, mas infelizmente, muito provavelmente devido ao panorama económico mundial, não consegui encontrar nenhum patrocinador que se pudesse associar ao projecto.
Nos últimos três anos fui número um do ranking mundial, no verão de 2008 tive uma vitória histórica na regata Les Sables – Les Açores – Les Sables e não quero por nada deixar de participar na próxima Transat 6,50 em Setembro, na qual tenho muito boas hipóteses de conquistar um lugar no pódio.

Várias pessoas sugeriram-me uma ideia, que não é nova, antes pelo contrário.
Em muitos países vários velejadores conseguiram financiar as suas travessias com doações de particulares e empresas.
Se os outros conseguiram porque é que nós não haveremos de conseguir? Um país de navegadores... se muitas pessoas navegarem comigo, as probabilidades de chegar à vitória serão maiores.

A Transat 6,50 tem 4200 milhas. Com 10 euros faça o barco avançar uma milha!

Para participar na Transat 6,50 tenho um orçamento de 60 mil euros, portanto, continuarei naturalmente à procura de patrocinadores para conseguir participar nas melhores condições possíveis.

O nome de todas as pessoas que colaborarem será colocado neste site na secção “Tripulantes virtuais” e antes da Transat 6,50 alguns destes nomes serão impressos num autocolante que será colocado no barco.

1 comentário:

Marco Gonçalves disse...

O caso do Francisco Lobato encerra várias perspectivas distintas. Por um lado a fatalidade da conjuntura mundial que priva um verdadeiro herói de um apoio que, mercê do seu curriculum desportivo, devia ser institucional e desde há muito garantido. É que estamos a falar de alguém que nos deve orgulhar, acima de tudo como portugueses. Assim sendo, e apesar da falta de apoios institucionais, ajudemos o Francisco fazendo parte do seu projecto. Rememos muitos e todos para o mesmo lado para que o seu sonho se concretize e que ele também se possa orgulhar da sua Pátria e da reciprocidade que dela sentiu.