segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Poder perpetuo

Porque será que onde outros vêm diferenças, eu apenas vejo semelhanças?
Na Venezuela, Hugo Chavez, após uma segunda insistência conseguiu que fosse retirada da constituição a limitação de mandatos para o presidente da república.

Na Madeira, Alberto João Jardim tudo tem feito para que a limitação de mandatos, que é aplicada desde ao Presidente da República, Primeiro Ministro, Presidentes de Câmara Municipal e Presidente do Governo Regional dos Açores, não se aplique à Madeira.

O objectivo, tanto num caso como no outro é o mesmo: utilização da máquina do estado para a perpetuação no poder.

P.S. - Alberto João está longe de ser um caso único no nosso País. Desde dirigentes de federações, comités olímpicos, sindicatos, etc. etc, todos acham que devem ficar no poder para sempre.
P.S. 1- Por lapso afirmei que o cargo de primeiro ministro também tinha limitação de mandato, quando apesar de fazer parte da proposta do PS juntamente com a proposta de limitação de mandato dos presidentes das regiões autónomas, foi chumbada pelo PSD.

1 comentário:

amsf disse...

Há apenas uma pequena diferença! Cá por omissão e interesse do interessado (AJJ) nunca foi perguntando ao eleitor se concordava com a não limitação de mandatos! Entretanto, a verdade é que no seu espírito a limitação de mandatos é anti-democrática. O eleitor esclarecido é que deve perceber que a rotatividade é do seu interesse!