A carga fiscal aumentou na Madeira. Dito de outra maneira, o peso da receita fiscal face à riqueza produzida aumentou, o que significa que os madeirenses ficaram com menos dinheiro para consumir, poupar e investir, e por outro lado o governo regional ficou com uma maior porção daquilo que todos os madeirenses produzem.
Madeirenses mais pobres, e governo regional mais gordo, é a nossa realidade.
No entanto aquilo que no resto do mundo é designado por aumento da carga fiscal, cá é eufemisticamente tratado por aumento da eficiência fiscal.
Não nego que o aumento da receita fiscal possa em parte ser justificada pelo aumento da eficiência da máquina fiscal, no entanto, grande parte do aumento das receitas deve-se ao aumento da base de incidência de alguns impostos como sejam o IVA sobre os produtos petrolíferos. O aumento do preço dos produtos petrolíferos, verificado no ano passado, levou a um aumento do IVA cobrado, e isso nada tem a ver com o aumento da eficiência fiscal.
O governo regional tem a possibilidade de ajustar os nossos impostos à nossa realidade, no entanto prefere, como em tudo, atribuir as culpas ao que é feito fora, mesmo que nada tenha a ver com a realidade madeirense.
Já é tempo dos madeirenses exigirem a quem de direito, que assuma as suas responsabilidades.
É tempo do governo regional assumir que pode contribuir para que este período de crise não seja atravessado com o peso de mais impostos.
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