quarta-feira, janeiro 28, 2009

Avaliação por encomenda

Existe uma frase que é atribuída a Winston Churchil que diz que " a economia é um assunto demasiado sério para ser deixado na mão dos economistas".

Esta frase tem um paralelo no ensino, querendo eu dizer com isto que, se o ensino for deixado exclusivamente na mão dos professores teremos asneira pela certa.
E digo isto sabendo que a grande maioria dos professores são competentes a ensinar. A questão coloca-se quando todas as outras variáveis que contribuem para a melhoria do ensino são desvalorizadas face a necessidade das melhorias das condições dos professores.

Assuntos como a organização do parque escolar e qualidade do mesmo, são assunto laterais à actividade docente e que são melhor resolvidos por outras entidades (p. ex. autarquias).

A avaliação das reformas no 1º ciclo do ensino básico, pedido pelo ministério do educação a uma equipa e peritos internacionais vem realçar que as reformas, face aos problemas identificados, são as correctas e que foram executadas com determinação e com elevado sentido estratégico.
Os professores, porque não gostaram das reformas tentam a todo o custo desvalorizar o estudo, não cuidando que muitas das reformas lá enumeradas contribuem enormemente para a melhoria das condições da docência.

Entre os críticos desta avaliação internacional às reformas no ensino, estão muitos que dizem que esta avaliação não tem credibilidade porque foi efectuada a pedido do ME, no entanto tem a distinta lata de propor para si próprios um sistema de avaliação apenas baseado na auto-avaliação. Haverá alguém que ache esta posição coerente?

Coerente é a posição do ME que face a um trabalho realizado propôs uma avaliação externa ao seu trabalho. E esta posição é muito importante. Quando sabemos que o nosso trabalho vai ser avaliado somos impelidos a despender-lhe maior atenção e empenho, e é precisamente isso que o ME ao dar o exemplo pretende que os professores interiorizem.

1 comentário:

BaBy_BoY_sWiM disse...

Não é da OCDE! O primeiro-ministro já admitiu!