quinta-feira, julho 31, 2008

Pescas na Madeira

Estatísticas de Pesca do INE para o ano de 2005

Pescado descarregado em valor por regiões:

Algarve 26,5%
Centro 23,8%
Lisboa 17,3%
Açores 11,3%
Norte 10,8%
Alentejo 5,6%

e ...
Madeira 4,6%

ANAREC mostra-se satisfeita com limitação dos preços dos combustíveis na Madeira

O presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC) disse hoje que considera positiva a decisão do Governo Regional da Madeira de limitar os preços máximos dos combustíveis na ilha, mas qeur ainda saber qual a fórmula que este vai utilizar.
Segundo afirmou hoje à Lusa Augusto Cymbron, a medida anunciada pelo Governo de Alberto João Jardim é "positiva para todos os consumidores da Madeira", tendo adiantado que é necessário saber se a descida dos preços, que se pretende, será feita através da descida do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) ou "pedindo sacrifícios às companhias".
O presidente da ANAREC acrescentou que acredita que a definição dos preços vai passar pela descida do ISP tal como aconteceu nos Açores, onde o custo dos combustíveis é o mais baixo do país.
Na opinião de Augusto Cymbron, seria negativo que o Governo Regional da Madeira optasse por impor a redução dos preços à companhias petrolíferas que operam no arquipélago.
O presidente da ANAREC justificou dizendo que as companhias que abastecem as ilhas têm custos adicionais devido às despesas inerentes com o transporte dos combustíveis.
"Se fossem pedidos sacrifícios às empresas, elas poderiam sair dos arquipélagos, porque já não têm tanta margem de lucro", referiu.
Ainda quanto ao ISP, considera que o imposto devia baixar no continente permitindo que os combustíveis em Portugal fossem idênticos aos de Espanha.
Fonte oficial anunciou que o Governo Regional da Madeira vai passar a definir os preços máximos dos combustíveis na Região a partir de sexta-feira, por considerar que a liberalização dos preços é ineficaz e devido à "instabilidade dos mercados".

in de

Chão da Lagoa II

O discurso está gasto. Nem uma frase nem ideias novas. Tudo já tinha sido dito e redito. Afinal, o que se passa? A imaginação é um bem escasso. A grande surpresa seria a mudança de registo. Pelo menos, uma vez, na vida um discurso sério. Ou então, frases de tal forma bombásticas, do genéro ”queremos a independência, já”, ou “vou passar a pasta ao delfim xis”. Mas não. Nada aconteceu. Reacções…zero.

Alberto João Jardim está irritado com o silêncio e tenta inverter as responsabilidades, culpando a comunicação social e os senhores de Lisboa, dando a entender que este encolher de ombros aos decibéis do Chão da Lagoa é mais uma estratégia desses «inimigos da Maderia». Até dá sono. Daí que prometa subir o tom…no comício de Agosto na ilha do Porto Santo.

O PSD, e o dr. Jardim em particular, já deveriam saber que significado de efeito supresas, das consequências das expectativas goradas. Mas a maioria sabe sempre tudo. E sempre quero ver como é que a partir de Outubro o parlamento regional vai lidar com anarquia do PND.

Lilia Bernardes no http://www.uma.pt/blogs/box-m/

Lados

De um lado um Partido que organiza jornadas de reflexão ao mais alto nível - a Universidade de Verão - evidenciando sentido de responsabilidade e dinâmica, convidando especialistas em matérias importantes para o desenvolvimento sustentável da Madeira e abrindo o debate a toda a sociedade, pelo outro, um partido que realiza o seu congresso à porta fechada.

De um lado temos um Partido que perante um crise complexa, procura encontrar soluções que combatam a crise e tornem a vida dos madeirenses menos ddfícil, pelo outro, temos um partido que se limita a fazer oposição à oposição, enverdando pela política da terra queimada.

De um lado temos um Partido que promove as relações com Lisboa e com os Açores, pelo outro, temos um Partido completamente isolado e fechado sobre si mesmo.

Falhanço do Chão da Lagoa



"O peixe apodrece sempre pela cabeça!"

Frases que impõem respeito XVII

"A Madeira tem um Orçamento Regional superior ao Orçamento Açoriano, no entanto apesar de termos mais recursos os Madeirenses vivem pior que os Açorianos – o PS Açores utiliza a Autonomia em benefício do seu povo, o PSD-M utiliza a Autonomia em benefício de determinados grupos económicos."


Victor Freitas no http://replicaecontrareplica.blogspot.com/

Falar do que se sabe

Durante algum (muito) tempo o Governo Regional tentou desresponsabilizar-se dos preços dos combustiveis na Madeira.
Durante todo esse tempo o PS-M insistiu que a Madeira tem autonomia para regular essa matéria e que se os preços são altos na Madeira isso se deve essencialmente a duas razões:
- mau funcionamento do mercado
- valor do Imposto sobre produtos petrolíferos (ISP)

Impossibilitado de esconder as suas responsabilidades o governo regional decidiu, tarde mas bem, em assumir as suas responsabilidades e fazer o que há muito se faz na outra região autónoma que também detém autonomia administrativa.
Ainda não sabemos se o governo regional irá baixar o ISP. Nada ainda foi dito a esse respeito, por isso o melhor é aguardar para ver. Sendo certo que ao não fazê-lo deixa o onus do aumento do custo dos combustiveis única e exclusivamente com os consumidores, ficando o GR com a mais valia decorrente do aumento de cobrança de IVA.

Deixo aqui o depoimento do responsável dos revendedores de combustiveis sobre o que há muito poderia ter sido feito na Madeira.

"Se vier a ser decidida a instituição de um preço fixo, a nós não nos preocupa nada. As Regiões Autónomas têm a possibilidade e autonomia para o fazer. Nos Açores isto existe há já muito tempo", comentou à agência Lusa o secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO), José Horta.
via dn-m

Politicamente incorrecto

Ao ler o acórdão do Tribunal Constitucional sobre o Estatuto Político Administrativo dos Açores, vejo normas relativamente às quais eu tinha receios fundados de os ver aplicados na Madeira, nomeadamente no que se refere a:
- domínio público marítimo
- direitos liberdades e garantias dos trabalhadores
- segurança pública
- regulação da comunicação social

Outras há, em que gostaria que uma próxima revisão constitucional pudesse clarificar, como por exemplo: os referendos regionais, podendo a iniciativa destes partir não só das assembleias regionais mas também dos governos regionais e da iniciativa popular.

Jorge Sanpaio Vs Cavaco Silva

O pedido de verificação da constitucionalidade do Estatuto Politico Administrativo do Açores vem por a claro as diferenças profundas que existem entre Cavaco Silva e o seu antecessor, Jorge Sampaio.
Os actuais estatutos de ambas as regiões autónomas, foram aprovados por unanimidade na Assembleia da República, no entanto ninguém dúvida que existem algumas normas que podem ser consideradas inconstitucionais, ou melhor dizendo, podem suscitar dúvidas relativamente à constitucionalidade.
Jorge Sampaio, por ter uma visão pouco centralista do poder, resolveu deixar passar algumas das normas que suscitavam dúvidas, dando assim um voto de confiança e de responsabilização aos portugueses das duas regiões autónomas.
Cavaco Silva, por outro lado tem uma visão assumidamente centralista do poder, e nunca deixaria passar, mesmo que a titulo de confiança, uma maior descentralização de responsabilidade e de poderes.
Por outro lado, não duvido, que Cavaco Silva olhou para o Estatuto elaborado nos Açores com a desconfiança de quem olha para o que se faz na Madeira.
Vemos uma região a ser responsabilizada pela desresponsabilização praticada na outra. É nesta medida que considero que o PSD-M é o grande responsável pela resistência que se vê em todo o país aos avanços da autonomia e da regionalização.

Afinal quem é que se preocupa com os madeirenses?

O Primeiro Ministro foi à Venezuela fazer negócios para Portugal e facilitar a vida aos empresários portugueses. Além de contribuir, e muito, para equilibrar a balança comercial entre os dois países, em que Portugal aumenta as exportações para aquele país, o governo português também está a dar um contributo importante para o sucesso empresarial de muitos madeirenses que estão radicados naquele país.

Sócrates recebeu empresários lusos
Sócrates recebeu 13 empresários radicados na venezuela, dez deles da madeira
Data: 31-07-2008

Um grupo de 13 empresários da comunidade portuguesa na Venezuela foram recebidos esta semana, em Lisboa, pelo primeiro ministro José Sócrates e pelo ministro da Economia, Manuel Pinho.

À capital portuguesa deslocaram-se empresários dos sectores da distribuição alimentar, metalúrgica, construção civil, automóveis e construção naval. A reunião surgiu na sequência do desafio lançado por José Sócrates, em Maio último, aquando da visita oficial à Venezuela, durante a qual o governante português assinou dezenas de acordos comerciais com diversos ministérios do governo de Hugo Chávez.

Na altura, num almoço organizado pela Câmara de Comércio Luso-Venezuelana, Sócrates disse que gostaria de receber os empresários da comunidade portuguesa em Lisboa. Menos de três meses depois, com a colaboração da Embaixada de Portugal em Caracas, a reunião concretizou-se.

Os 13 empresários portugueses, 10 dos quais oriundos da Madeira, chegaram terça-feira a Lisboa. Nesse dia almoçaram com a direcção do ICEP, sendo recebidos depois em São Bento pelo primeiro-ministro. Posteriormente, reuniram também com o ministro Manuel Pinho, precisamente o governante que na próxima semana se desloca a Caracas, com mais uma delegação de empresários portugueses.

Em declarações ao DIÁRIO, o empresário Nelson Nunes mostrou-se agradado com a receptividade do governo português. "Há possibilidades de negócio em vários sectores", disse. "O senhor primeiro-ministro pediu-nos uma intervenção directa no âmbito dos vários acordos que estão a vigorar entre os dois governos".

Agostinho Silva
in dn-m

Combustiveis baixam...excepto na Madeira II

Parece que a comunicação social já se apercebeu do problema.
Agora, quem não quer ouvir falar do assunto é o governo regional.
Segundo uma peça da RDP-M a directora regional de energia, não quis responder aos jornalistas, bem como o secretário regional das Finanças.

Não sabem o que hão de fazer para que o IVA mais baixo na Madeira se reflicta nos preços pagos pelos madeirenses.

Apenas os postos da bp baixaram, e mesmo assim metade do que baixaram no continente.

P.S. - já tenho o depósito a zero, mas recuso-me a meter gasolina enquanto os preços não baixarem. Amanhã já ando a pé.

Adenda - leio agora no dn-m que o GR se prepara para acabar com a liberalização do preço dos combustiveis, tal como o PS-M havia proposto. É de saudar.

quarta-feira, julho 30, 2008

Um país, três sistemas

«Máquinas» demasiado pesadas

O Estado português tem cerca de 738 mil funcionários, número no qual se inserem os trabalhadores das administrações públicas regionais dos Açores e Madeira. Um aumento em relação a 1999 de 4,18%, ano em que estavam contabilizados cerca de 708 mil. Este crescimento deveu-se a aumento no número de funcionários na administração autárquica, tal como nas administrações regionais. Os dados referem-se a Setembro de 2006, altura em que o Governo central divulgou a Base de Dados de Recursos Humanos da Administração Pública (BDAP).
Na Madeira, aponta-se para cerca de 30 mil funcionários públicos. Em 2006, os custos com pessoal na administração pública representaram cerca de 29% do orçamento regional. Foram cerca de 322 milhões de euros no ano passado. Para 2007, o GR orçamentou 349 milhões. Em termos meramente comparativos, as verbas despendidas durante ano e meio com o funcionalismo público madeirense dariam para construir um novo aeroporto ou dez marinas como a do Lugar de Baixo.
Desde 2000 que Portugal é o país da zona euro onde a despesa com pessoal é mais elevada. Apesar de reduções ligeiras verificadas em 2006, e previsíveis para 2007, continua a apresentar as despesas com funcionários mais altas da Europa comunitária. Só uma das economias mais competitivas do mundo, a Finlândia, tem gastos semelhantes.

Açores não têm funcionários a mais
A reestruturação da administração pública da Região Autónoma dos Açores também está em andamento. Constitui um dos vectores estratégicos da acção do Executivo liderado por Carlos César. Os sistemas de avaliação estão no terreno desde Janeiro.
No cumprimento dos objectivos traçados, o Governo açoreano sentiu-se na necessidade de constituir um Ficheiro Central de Pessoal que lhe permitisse, em tempo real, fazer a caracterização dos recursos humanos da administração pública insular. Na comparação com a realidade madeirense entra o facto dos Açores serem constituídos por nove ilhas, obrigando a maior dispersão de recursos.
A 30 de Novembro de 2006, a administração pública açoreana era constituída por 18.675 funcionários, representando 16,7% da população activa. O seu encargo no PIB + regional cifrava-se nos 11,3%, um valor inferior ao peso da despesa nacional (14,5% do PIB PIB) e da média dos países da União Europeia + (13%). O vice-presidente do Governo Regional dos Açores, Sérgio Ávila, garantia então que “não existe excedentes de funcionários públicos”.

Tal como tinha sido anunciado no programa de governo, a regra da entrada de apenas 1 funcionário por cada 2 que saem está a ser cumprida.
Apenas cá na Madeira, está tudo por fazer.

Aparição


Manuela Ferreira Leite vai aparecer amanhã, só não se sabe bem a que pastorinhos.

via Jumento

PS preocupa-se com madeirenses

O governo do PS ao criar o programa "pagar a tempo e horas" como um fato justo para a Madeira, permitiu que muitos dos fornecedores de bens e serviços madeirenses recebessem atempadamente aquilo que tinham direito.
Como é do conhecimento de todos, esse recurso ao crédito para pagar a fornecedores, realiza-se em condições muito vantajosas comparativamente ao que se verifica na banca.

As formas como o governo regional têm feito face aos limites de endividamento têm sido, entre outras, o factoring e as concessões.

Com o factoring são substituídas dívidas de curto prazo ou encargos assumidos e não pagos (EANP) por dívidas de médio-longo prazo, em que o credor deixa de ser a empresa fornecedora de bens ou serviços e passa a ser a banca.

Nas concessões, o governo regional atribui uma concessão em troca de capital, que depois será pago a longo do período de vigência do contrato.

Fazendo uma comparação entre os três alternativas é claro para todos que o acesso a crédito mais barato é o "pagar a tempo e horas" e o mais caro é o contrato de concessão, chegando a ser mais caro que o recurso ao crédito puro e duro.

As razões para o PSD-M optar frequentemente por esta via mais cara deve-se ao facto de existirem limitações ao endividamento e ao facto de entre alguns dos concessionários estarem alguns tubarões financiadores do PSD-M.

Agora reflictam sobre o que irão pagar os madeirenses num futuro próximo com o empréstimo de 256M€ do programa "pagar a tempo e horas" e quanto irão pagar com a concessão de 300M€ da ViaMadeira .
Alguém que o segundo é um negócio ruinoso para os madeirenses?
Alguém dúvida que foi o governo do PS, do Eng. José Socrates, que permitiu à Madeira o recurso ao crédito mais barato dos últimos 6 anos (incluindo as governações de Durão Barroso, Santana Lopes e Paulo Portas)?

Então quem é que pensa nos Madeirenses?

Falta apenas 1 dia

Jardim recebeu três “calhamaços” na passada sexta-feira
«Operação arrasar» concluída até 31 de Julho
19-3-2008

O presidente do Governo Regional apontou o dia 31 de Julho deste ano como a data limite para a conclusão da «operação arrasar».
Em declarações ao JORNAL da MADEIRA, Alberto João Jardim confirmou ter recebido na sexta-feira passada, no seu gabinete na Quinta Vigia, «três enormes calhamaços» de propostas de diplomas provenientes dos seus colegas de governo e dos serviços jurídicos de cada Secretaria.
Jardim embarcou para o Porto Santo no dia seguinte e dado o volume de papel contido nas propostas e o facto de na ilha estar a «trabalhar noutras coisas», deixou os três calhamaços no Funchal, desconhecendo, por isso, o que está a ser proposto.
O presidente do Executivo madeirense conta analisar os documentos a partir da próxima semana, uma vez que regressa à Madeira no domingo de Páscoa.
A «operação arrasar», que já tem, aliás, alguns diplomas aprovados na Assembleia Legislativa da Madeira, visa, por um lado, «agilizar procedimentos na administração pública» e, por outro, «explorar tudo aquilo que no presente quadro constitucional e no Estatuto Político e Administrativo da Madeira é possível ainda legislar», nomeadamente através da assunção de «formas especiais de regulamentar as coisas que até agora eram regulamentadas pela lei geral do país, dado que havia um vazio de lei regional», explicou Jardim.
Por exemplo, disse, numa regra sobre o urbanismo, «nós entendemos que na Região Autónoma da Madeira — embora haja as bases gerais das leis da República, que são ainda uma forma de dominação colonial do Estado — podemos legislar de maneira a que não tenhamos que ter procedimentos, burocracias, complicações iguais, em matéria de urbanismo, como hoje existe em Portugal e agilizar os procedimentos».
Segundo referiu, depois da análise que fará aos três volumes, o plenário de governo encaminhá-los-á para a Assembleia Legislativa da Madeira, que os aprovará com o voto da maioria.
Mas por serem muitos diplomas o líder do Executivo madeirense ainda não dá como líquido que o assunto esteja resolvido dentro de quatro meses, apesar de ser essa a sua vontade.
«Vamos ver se se consegue encontrar com o grupo parlamentar da maioria uma metodologia que permita fazer este trabalho até 31 de Julho», disse.
Durante o passeio pelo areal do Porto Santo, onde fez estas declarações ao JORNAL da MADEIRA, Alberto João Jardim falou ainda do «Estado colonial» que, na última revisão constitucional, «definiu claramente» quais eram as competências legislativas das Regiões Autónomas, e que são as mesmas constantes no artigo 40 do Estatuto Político-Administrativo da Madeira. Acontece que, nesse momento, houve «um acto» que Jardim considera ter sido de «má-fé», porque «atribuíram-nos essas competências todas, mas esqueceram-se de alterar as reservas de competência da Assembleia da República», dando a esta, nalgumas matérias, a palavra final.
Ora, continuou Jardim, «como o Tribunal Constitucional, que é um órgão do Estado colonial, tem um entendimento restritivo das autonomias, também paradoxalmente não vale o artigo da revisão constitucional, que é o que devia valer, que é o que altera, que é o que é a vontade do legislador constituído. Não, para o Tribunal Constitucional continua a valer os artigos que não foram propositadamente mexidos».
Pelo exposto, conclui o presidente, «quando eu falo de Estado colonial e falo de má-fé tenho toda a razão».

Até agora não arrasou nada sem ser as finanças regionais. Talvez mais uns dias no Porto Santo, com um chapéu de palha, cocktail e leitura descontraída do jornal diário lhe dêem força para ler os 3 calhamaços.

Combustiveis baixam...excepto na Madeira

Temos uma taxa de IVA 30% inferior relativamente ao território continental, e mesmo assim conseguimos ter combustiveis mais caros que lá.

Hoje no jornal da tarde fiquei a saber que no continente a gasolina 95 octanas está a 1,473€ enquanto que na Madeira se encontra a 1,491€, não se tendo verificado a anunciada descida de 3 cêntimos.

P.S. - Será que a comunicação social regional anda a dormir?

Morte ao Pintor

O ridículo não é o Deputado José Manuel Coelho fazer todas aquelas encenações, parodiando o que se passa na Assembleia. Ridículo é demasiados deputados reverem-se naquela caricatura.
Aquelas paródias trazem luz à realidade . O modo simples e eficaz com que aquela mensagem chega às pessoas assusta muito a quem encaixa naquele fato.

O caricato não é um relógio ao peito, mas sim a tentativa de impor o silêncio.
O caricato não é a indumentária havaiana, o chapéu de palha, o cocktail e a leitura descontraída do jornal diário, mas sim o absurdo tempo de inactividade dos que ganham muito acima da média regional.
O caricato não é receber indicações por telefone, o caricato é o presidente do primeiro órgão da nossa autonomia recebê-las com demasiada frequência.

O que o Bexiga fez e que o deputado José Manuel Coelho tem feito é pintar um quadro realista do que é a palhaçada da politica regional.
E como o PSD, MPT e CDS preferem que o povo viva na obscuridade, toca a declarar: MORTE AO PINTOR.

terça-feira, julho 29, 2008

Frases que impõem respeito XIV

"Normal normalíssimo é que a RTP e a RDP sejam entregues a comissários do PSD, e que estejam disponíveis para esfregar bronzeador nas costas do poder ou abrir alas para o líder do PSD subir ao palco, onde estão comentadores convidados em noite de eleições. Isso sim é que é normal."

Miguel Fonseca no http://bastaqsim.blogspot.com/

Combustiveis baixam...

...em todo o País, excepto na Madeira.
Pois é, ao contrário do que foi anunciado os postos da GALP (e suponho que dos outros revendedores também) não baixaram os combustiveis em 3 cêntimos.

Regime de exclusividade dos médicos

Se a Ministra da Saúde conseguir alcançar a meta de tornar obrigatória a exclusividade da actividade dos médicos que estão vinculados ao SNS, será sem dúvida um salto de gigante no sentido de prevenir alguma promiscuidade que infelizmente existe entre os sectores público e privado.

No sistema existente torna-se possível a um médico ser "mole" na prestação de serviço no sector público de modo a desviar utentes para o seu consultório ou para a clínica onde trabalha, e da qual frequentemente é sócio.
Existem alguns médicos que chegam ao despudor de dizer que as listas de espera são grandes e por isso o melhor é marcar já uma consulta no privado, mas mantendo o nome na lista do público de modo a empolar o problema.

Eu próprio já fui vitima deste processo. A história resume-se mais ou menos desta forma.
Fui a uma consulta no Hospital do Funchal e o médico mandou a funcionária dizer que a lista de espera era muito grande e que só atendiam atletas em situação urgente e que no seu consultório privado a coisa fazia-se rapidamente. Eu insisti que não ia ao consultório e que queria ser atendido no momento. Insistência que foi atendida. Quando cheguei ao gabinete, reparei que o médico estava deitado (isto foi por volta do meio-dia). Em conversa com amigos chegamos à conclusão que este comportamento era habitual e só acontece devido, por um lado à passividade dos administradores hospitalares e por outro ao facto de os utentes do hospital público representarem menos lucro no privado.

É por isso que vejo com muito bons olhos esta separação de águas entre o público e o privado.
Existem no entanto algumas preocupações. É provável que alguns dos médicos que neste momento trabalham nos dois sectores, optem apenas pelo privado, levando a uma diminuição da oferta no sector público.
Para fazer face a este problema é necessário por um lado aumentar a entrada de novos médicos no mercado através de uma maior oferta nas universidades e por outro lado aumentar a sua remuneração no público de modo a poder competir com o sector privado.

A seguir atentamente.

segunda-feira, julho 28, 2008

Produto Interno Bruto

O produto Interno Bruto representa a soma de todos os bens e serviços produzidos numa determinada região num determinado período temporal.
Os diversos factores que contribuem para o PIB são:
- Consumo Privado
- Investimento
- Gastos governamentais
- Volume de exportações
- Volume de Importações (-)

Na actual conjuntura, qual consideram ser os factores que mais contribuíram para o crescimento de 2,8% do PIB Regional da Madeira, ou seja, acima dos valores nacionais?

Uma no cravo e outra na ferradura

Nem a solução José Socrates nem solução Manuela Ferreira Leite serve ao PSD-M.
Terão estes tempo de derrubar Manuela Ferreira Leite sem ter que deixar de tentar derrubar José Socrates?
Penso que não. Desta vez o PSD-M vai mesmo ter que assumir todos os actos da sua governação.

O que diremos!?....

Apesar de não me considerar profeta de coisa nenhuma, respondo a LFM.
...diremos que foi preciso o PS governar nos Açores para que aquela região crescesse mais do que alguma vez havia crescido, para crescer mais que a média do País, para crescer mais que a Madeira.
Diremos que na Madeira o crescimento económico gera desemprego e emigração, sem que alguém consiga explicá-lo.
Diremos que cá, o crescimento económico gera falências.
Diremos que cá, o crescimento económico gera desigualdades.

Será um erro!? Será que os números do INE estão errados!? Não acredito.
Estes números são apenas o reflexo de um modelo económico que durante 30 anos foi defendido pelo PSD-M, aliado à incapacidade de mudar, quando tudo à volta está a mudar.

Politica a sério

Não podia deixar de fazer uma referência ao acontecimento político mais relevante do passado fim de semana, a Universidade de Verão do PS-M.
Foram muitos e bons os "professores" que nos falaram dos mais variados temas, como: Comunicação Social, Inovação, Turismo, Reforma dos Parlamentos.

Gostei particularmente da sessão que teve como orador o Prof. Carlos Zorrinho, coordenador da implementação do Plano Tecnológico em Portugal. Em toda a apresentação mostrou-nos a aplicação de medidas com enquadramento ideológico, como os resultados já obtidos com o plano tecnológico podem ajudar a diminuir as desigualdades sociais, e como nessa área nos estamos a aproximar rapidamente dos padrões europeus.

Paralelamente, Carlos Zorrinho, falou-nos do seu Alentejo, da hegemonia que já foi detida pelo PCP, como as pessoas tinham receio de ir a iniciativas de outros partidos, como era difícil recrutar quadros e como com um discurso positivo e construtivo esse ciclo foi sendo rompido. Em tudo semelhante ao que se passa na nossa terra.

Não podia deixar de fazer uma referência ao professor Agostinho Soares, grande dinamizador desta iniciativa, que catapultou os nossos conhecimentos em diversar áreas e servirá para dar mais consistência à nossa forma de fazer política.

Mentirita

Os Cubanos chamam mentirita ao famoso cocktail feito com rum e coca cola, conhecido por Cuba Libre.

Agora, também os madeirenses terão a sua mentirita.

domingo, julho 27, 2008

São "estilos"

O Sr. Malheiro afinal não vai a Lisboa e aos Açores mostrar aos tontos como se ganham eleições! É pena! Ficamos a saber que a sua arrogância só se manifesta quando está à sombra do regime jardinista, bem protegido e aninhado.

Isso de ir para uma luta que não se tem a certeza de ganhar, é para tontos como eu e como os militantes do PSD nos Açores e continente. Não para homens de grande espereteza. Claro está que se um dia o PSD estiver em risco de perder as eleições na Madeira, saberenos que os espertalhões serão os primeiros a abandonar o barco. São "estilos".

sexta-feira, julho 25, 2008

Porrada em Cavaco

Mariano Gago diz que falta de médicos tem «responsáveis» nos governos dos anos 80

Carlos César profundamente decepcionado com Cavaco

e

António Vitorino vai a Universidade de Verão do PSD

Ilha de Santa Maria

A ilha de Santa Maria situa-se no extremo sudeste do arquipélago - é a última do lado da Europa - e forma com S. Miguel o grupo oriental. Tem apenas 97km2 e pouco mais de 5000 habitantes. A sua principal fonte de rendimentos é o aeroporto, porque este administra a FIR Oceânica de Santa Maria, uma das maiores e mais importantes regiões de informação de voo do Mundo.

Para os Micaelenses é uma espécie de "Porto Santo", é onde vão fazer férias de praia no Verão. Tem bonitas praias de areia amarela e o tempo é muito melhor do que nas restantes ilhas. Durante Julho e Agosto há imensas actividades.





Universidade de Verão: Comunicação Social numa Sociedade Aberta

Concentração dos media e pluralismo dos conteúdos sem relação evidente

"Não se consegue identificar uma relação directa entre a concentração dos media (estrutural e de mercado) e a diversidade de conteúdos e o pluralismo." Esta é a principal conclusão de um relatório produzido pelo Conselho da Europa - divulgado ontem pelo Obercom (Observatório da Comunicação) -, que mais adiante adverte que o facto de tal ligação não se identificar não significa que não exista, ela só "não é evidente, quer na diversidade de conteúdos dos jornais quer nos canais de televisão", nos quatro países estudados: Itália, Noruega, Reino Unido e Croácia.

A análise, efectuada entre 24 de Outubro e 6 de Novembro de 2005, recaiu sobre a relação entre o processo económico da concentração e os conteúdos dos media a partir dos ângulos pluralismo político (acesso aos media pelos políticos, sociedade civil e grupos sociais), pluralismo cultural, diversidade das fontes e pluralismo das categorias e tipos de programas neste quatro países. A Itália porque apresenta o mercado de televisão mais concentrado, com a RAI e a Mediaset a deterem 87,3% do mercado. Com elevado nível de concentração, mas em menor escala, estão também a Noruega e a Croácia. O Reino Unido é o que tem o mercado mais plural, com as empresas líderes a deterem uma quota inferior a 70%, o que , ainda assim, faz com que os analistas o considerem concentrado. Contrariamente à área da televisão, a Itália tem o mercado de jornais mais plural dos quatro, enquanto a Croácia apresenta os maiores índices de concentração, tal como o Reino Unido, com três títulos a deterem quase 70% do mercado.
Numa leitura mais pormenorizada, conclui-se ainda que as notícias na televisão são abundantes e os telespectadores têm acesso a um leque variado de notícias nacionais. Os boletins informativos alargados são um género de programação significativo na Itália, Noruega e Reino Unido, ao passo que a cobertura noticiosa na Croácia é reduzida.

Apesar de as notícias na televisão estarem a crescer, os conteúdos baseados na análise e informação sobre assuntos políticos e de actualidade são marginais.

Por seu turno, os jornais disponibilizam também um leque alargado de notícias e de informação sobre assuntos nacionais, em detrimento da variedade de notícias internacionais, que é muito limitada na globalidade dos conteúdos.

De novo ao nível da televisão, nos mercados com poucas ou fracas restrições regulatórias, regista-se uma carência de programação de valor social, uma ausência de investimento doméstico em programação e uma grande dependência dos programas importados, sobretudo dos produzidos nos Estados Unidos. Uma realidade patente num dos três segmentos de operadores identificados: de serviço público, comerciais estabelecidos com alguma programação de elevado valor social e comerciais cujas grelhas são essencialmente de entretenimento importado.

in DN

Madeirenses devem 9 Mil Milhões de Euros !? II

O endividamento total da Madeira subiu entre 2006 e 2007, de 6800M€ para 9000M€, ou seja, subiu 2200M€ em apenas 1 ano.

Tem-nos sido vendido que a nova Lei das Finanças Regionais nos retirou 30 Milhões de Euros por ano relativamente às expectativas existentes.

É cada vez mais evidente para todos que a LFR foram usadas como pretexto para o descalabro a que chegaram as finanças regionais. 2200 M€ não são comparáveis com 30M€.
O grande responsável pelo fraco crescimento económico, falências, desemprego e emigração é o partido que tem estado no governo. Não existe outro culpado. O culpado é o PSD-M.

É ir a Lisboa e fazer o PSD ganhar

Acho imensa piada na arrogância com que Luís Filipe Malheiro escreve sobre eleições no seu blog. Seja em relação a qualquer acto eleitoral regional com características expressões do tipo "quando chegarmos lá vamos ver, a isso é que vamos" ou "apanharam uma tareia", e outros mimos, seja em relação ao PSD nacional, sempre desclassificando os dirigentes do seu partido chamando-os de tontos para baixo.

Penso que nesta altura é para todos bastante clara a mensagem do Sr. Malheiro: o PSD-Madeira ganha eleições porque ele é um mestre da estratégia política, um mago da comunicação e o suprasumo das campanhas eleitorais. Os outros, perdem eleições porque ninguém tem a sua excelência estratégica, à sua competência política e à sua acuidade e inteligência política.

Só não percebo porque é que o Sr. Malheiro não vai aos Açores e coloca o PSD a ganhar as eleições em Outubro deste ano, e depois vai a Lisboa fazer o PSD ganhar as legislativas nacionais em 2009?

Não percebo. E confesso que é uma pena. Deve ser a mesma coisa que o Mourinho se limitar a treinar o Canicense, ganhando os campeonatos regionais, e recusando-se teimosamente em mostrar ao mundo a sua magnificiência. É a política nacional que perde. Pois tais brilhantes estratégias não poderiam culminar de outra forma que não fosse com a maioria absoluta do PSD. Porque a excelência desse trabalho nada tem a ver com os condicionalismos da Região. Não. É fruto exclusivo deste excelso político e das fantásticas políticas do seu partido. Portanto, não há nenhuma razão para não terem o mesmo sucesso fora da Madeira. Por tudo isto e porque o país precisa de ser salvo pelos brilhantes políticos do PSD-Madeira é que vos peço que vão aos Açores e a Lisboa e mostrem como se ganha eleições.

Humor negro



"Evidentemente que o PS é solidário com o PS-M"
Augusto Santos Silva no DN-M

quinta-feira, julho 24, 2008

Estou completamente de acordo

Independência sindical

Sempre defendi, aliás em escrito público que a independência sindical em relação aos partidos políticos, imposta pela Constituição, significa incompatibilidade entre o exercício de cargos de governo em sindicatos e em partidos políticos, bem como cargos de representação político-partidária (por exemplo, deputado).
Por isso, não tem razão João Proença ao sustentar o contrário. De resto, na Intersindical também existem situações idênticas, igualmente contrárias à Cosntituição e à lei.

in Causa Nossa

Transparência Pública


O Correio da Manhã tem uma rubrica intitulada Transparência Pública, onde divulga a declaração de rendimentos dos políticos e governantes nacionais.

O escolhido de hoje foi Bernardo Trindade.

24 Julho 2008 - 00h30
Mais de 90 mil euros e casa no Funchal
Bernardo Amador Trindade é economista, foi quadro directivo do Banco Espírito Santo e líder parlamentar do PS na Assembleia Regional da Madeira.

Na declaração de rendimentos relativa a 2007 apresentou 94 426 euros provenientes de trabalho dependente e um prédio urbano no Funchal. O empréstimo contraído para a habitação foi de cem mil euros no BES. O secretário de Estado não declarou qualquer viatura ou carteira de títulos ao Tribunal Constitucional.

Liberdade de Imprensa => baixa corrupção

Vários estudos têm sido feitos que indicam uma clara ligação causa-efeito entre uma imprensa livre e os baixos níveis de corrupção.
Existe também uma relação muito directa entre entre a diminuição de corrupção e o crescimento económico de médio e longo prazo.
Podemos assim garantir que uma imprensa livre é uma condição essencial para um maior crescimento económico.

As variáveis que são responsáveis pelo controlo da corrupção são essencialmente 3:
- Probabilidade de detecção
- Tamanho da recompensa
- Peso da Punição

Penso que não serão necessárias grandes explicações para justificar que quanto menor for a probabilidade de ser apanhado, maior será a corrupção; quanto maior for a recompensa pela prevaricação maior será a tentação de corromper ou menor a resistência a ser corrompido; e por fim quanto maior for a punição menor será a propensão para a corrupção.

A imprensa livre desempenha um papel muito importante principalmente no aumento da probabilidade de detecção.
No entanto, há que ter algum cuidado nesta análise, uma vez que os média podem orquestrar e difundir campanhas difamatórias com o objectivo de aumentarem os seus lucros, bem como, os média genericamente e os jornalistas em particular não estão imunes à corrupção.

Em que sentido pode a imprensa livre actuar de modo a contribuir para a detecção da corrupção?
Através da vigilância das despesas do estado; da qualidade da governação; existência de concorrência; rendimentos dos decisores políticos e da administração; qualidade do sistema legal; e qualidade da democracia.

No capitulo do condicionamento dos média podemos ter:
- Legislação restritiva
- Ameaças
- Agressões físicas
- Extorsão
- Censura
- Concentração dos média
- Intimidação
- Elevados custos à entrada no mercado dos média
- Restrições à entrada no mercado dos média.

Eliminando algumas destes condicionamentos estaremos certamente a contribuir para um país mais livre e em termos económicos para um maior crescimento no futuro.

Madeirenses devem 9 Mil Milhões de Euros !?

Li esta notícia no Jornal da Madeira e não queria acreditar. Se estes valores estão correctos, o endividamento total da Madeira (RAM, Particulares e Empresas) é cerca de 200% do PIB regional e cresceu cerca de 30% em apenas 1 ano.
O Eng. David Caldeira diz que estes valores são semelhantes à realidade nacional, mas não são. O endividamento total do país é de cerca de 115%, e ainda assim é considerado elevado.

Sabemos que grande parte desta dívida é da responsabilidade do Governo Regional, e muita foi utilizada em investimentos não reprodutivos. Se o relatório do FMI apontava grandes fragilidades a Portugal que limitavam o investimento e o consequente crescimento, o que podemos pensar do crescimento económico da Madeira?

Estou à espera de ouvir o secretário das finanças, Ventura Garcês, e o Vice-Presidente que tem a tutela da economia, a negar o jornal oficioso e dizer que estes números são normais.
O futuro da Madeira pode ser risonho, mas apenas para alguns. A maioria sofrerá muito com as opções deste PSD.

Madeira: Jornais diários

Diário de Noticias da Madeira
Tiragem média: 16.719

Jornal da Madeira (gratuito)
Tiragem média: 6.500

Diário Cidade (gratuito)
Tiragem média: 22.219

De Espanha nem bom vento nem bom casamento

Não tem muito tempo que ouvíamos elogios rasgados à economia pujante dos nossos vizinhos espanhóis, no entanto, ultimamente a situação mais que arrefeceu.
Ontem surgiram em Espanha, tal como em Portugal, os dados do crédito malparado. Ficamos todos chocados com o facto de em Portugal esses valores terem subido 17% relativamente ao ano anterior. Na nossa vizinha Espanha esse valor foi de 100%, ou seja, o crédito malparado em Espanha duplicou.
Hoje foram anunciados os dados relativos ao desemprego em Espanha. 10,44% é o valor do desemprego em Espanha. Desde 2004 que esse valor não era tão elevado.
Ambos os valores, devem-se essencialmente à crise financeira decorrente do sub-prime, que está a atacar Espanha de forma muito directa, e não indirectamente como a nós.

Apenas como nota final, noto que aqueles que diziam maravilhas e comparavam-nos sistematicamente de modo a nos rebaixar, estão neste momento num santo silêncio.

Boas notícias

"Em Londres, o barril de Brent para entrega em Setembro encerrou nos 125,42 dólares, uma descida de 4,13 dólares ou 3,2%. Este é o valor mais baixo das últimas seis semanas e encontra-se mais de 22 dólares abaixo do recorde de 147,50 dólares registado a 11 de Julho.

No mercado nova-iorquino, o barril de West Texas Intermediate para entrega em Agosto deslizou 3,96 dólares ou 3,1%, para os 124,46 dólares, um mínimo desde 5 de Junho. Os preços encontram-se 14% ou quase 23 dólares abaixo do máximo histórico de 147,27 dólares, verificado a 11 de Julho. "

http://diariodigital.sapo.pt/

Cojones!

Universidade de Verão: Comunicação Social numa Sociedade Aberta

No próximo fim de semana, terá lugar mais uma sessão da Universidade de Verão do PS-M.
Um dos temas abordados será o da "Comunicação Social numa Sociedade Aberta", tendo como oradores o Ministro com a tutela da comunicação social, Augusto Santos Silva e com o Jornalista do jornal Público Tolentino Nóbrega.
Tentarei durante esta semana colocar alguns posts com vista a dar suporte ao que vai ser discutido durante a dita sessão.
Começo com um texto da freedomhouse.org referente à liberdade de imprensa em Portugal para o ano de 2006.

Portuguese media remained free in 2006, despite the proposal of a new law that would restrict journalists’ ability to protect their sources. Freedom of the press is guaranteed by the constitution, and laws against insulting the government or the armed forces are rarely enforced. Changes to the country’s Journalism Law were proposed in 2006 that would make it easier for courts to order journalists to disclose confidential sources if the courts decided that it would be “difficult to obtain [the] information in any other way.” If passed, the revised law would most likely be challenged in the European Court of Human Rights. An appeal by two journalists in April 2006 to block a court order to examine their computers was rejected. The reporters claimed that the search violated their right to source protection, while the court held that the reporters were guilty of “illegal access to personal data.” This came after the journalists had published a piece claiming that Telecom Portugal was in possession of a list of 80,000 phone numbers of public officials, including the president’s, in connection with the Casa Pia pedophile case.

The proposed changes to the Journalism Law would also give journalists’ employers and clients the right to reuse work in any way for 30 days following their first publication. Journalists would have the right to reject any modifications to their work if such changes might affect their reputation; they could also remove their names from badly edited pieces. However, the European Federation of Journalists has argued that such protections are “impracticable,” especially because such “modifications are made without the journalist’s knowledge” and will be discovered only after their publication.

Six main national newspapers, four daily and two weekly, make up the bulk of the printed press in Portugal. There are some 300 local and regional private radio stations. The Catholic station Radio Renascenca commands a wide listening audience. Commercial television has been making gains in recent years, providing serious competition for the public broadcasting channels that lack funds. The internet is unrestricted, with more than 70 percent of the population able to access it regularly.

quarta-feira, julho 23, 2008

Desmaterialização de documentos na Assembleia Municipal do Funchal

Os grupos parlamentares do PS e do PSD na Assembleia Municipal do Funchal apresentaram uma proposta conjunta de alteração do regimento de modo a permitir que a distribuição da maioria dos documentos que serve de suporte à actividade dos deputados municipais passe a ser efectuada em formato electrónico.
Os objectivos orientadores desta proposta são essencialmente: a melhoria da qualidade e facilidade de trabalho que as tecnologias de informação permitem, bem como a redução da utilização (desperdício) de papel tendo em vista fins ecológicos.
Foram acauteladas algumas medidas de modo a não restringir o acesso a todos os documentos aos deputados municipais que não tenham ferramentas informáticas e/ou acesso à internet ao seu dispor.

Aumento do preço do petróleo não se deve a especulação

Speculators aren't driving up oil prices, report finds
Wednesday, July 23, 2008

As Congress debates how to curtail the role of speculators and rein in rising oil prices, a U.S. government task force said Tuesday that it had so far found no evidence that those investors are systematically pushing up the cost of energy.

Instead, in an interim report made public on Tuesday, the task force said that its research "does not support the hypothesis that the activity of these groups is driving prices higher."

The preliminary study concluded that the rise in oil prices over the last five years was "largely due" to fundamental factors like rapidly rising consumption and sluggish growth in energy supplies worldwide.

The analysis was spearheaded by the Commodity Futures Trading Commission with help from six other agencies, including the Federal Reserve and the Treasury.

It offers the government's most authoritative view to date on whether investors, using specialized instruments known as index funds and commodity swaps, have contributed to the sharp run-up in oil prices since 2002.

The issue has been hotly debated as oil surged above $140 a barrel and gasoline rose above $4 a gallon, prompting consumer groups to put fierce pressure on lawmakers and regulators.

Congress has held dozens of hearings since January to explore proposals that range from expanding offshore drilling to expelling institutional investors from the commodity markets.

But the notion with the most political traction so far is a proposal from the Senate Democratic leadership that would restrict speculators' role in futures markets, apply those restrictions to any foreign exchange open to traders in the United States, and extend the CFTC's authority to cover swaps trading that does not occur on public exchanges.

In debate on that bill this week, its supporters have repeatedly predicted that reducing the growing role of speculators would allow energy prices to fall.

In its report, the federal task force acknowledged that investors had flocked to the energy futures markets in recent years, attracted by high returns. But the task force said that a review of both public and non-public data shows that speculators could not be fairly blamed for rising prices.

For example, swap dealers, who privately offer investors a future return linked to commodity markets, were roughly balanced between purchases and sales of energy futures contracts. And in the first five months of 2008, more of these swap positions were selling than buying. In that same period, oil prices rose 28 percent.

The report's key finding was that speculative investors more often changed their positions after prices had moved, not before.

That suggests that these traders "are responding to new information — just as one would expect in an efficiently operating market," the report said.

The task force, led by the CFTC, includes staffers from the departments of Agriculture and Energy, the Treasury, the Federal Reserve, the Federal Trade Commission, and the Securities and Exchange Commission. It will release a complete study in September.

In identifying the drivers of energy prices, the report noted that oil consumption grew 3.9 percent between 2004 and 2007. At the same time, oil supplies lagged that demand, with production growth from nations outside the Organization of the Petroleum Exporting Countries slowing to levels far well below the historic averages.

After a record close of $145.29 a barrel on July 3, oil futures on the New York Mercantile Exchange have been sliding in recent weeks. On Tuesday, oil fell $3.09 to $127.95 a barrel. Average gasoline prices have also been declining recently, from a record of $4.11 a gallon on July 17 to $4.05 a gallon on Tuesday.

in International Herald Tribune

O que tu queres sei eu!

O regime, e os seus escribas, à falta de resposta ao descalabro deste (des)governo regional, tentam manobras de diversão para encher a agenda mediática das normais tontarias e desviar as atenções das suas responsabilidades.

O que o PSD-M e o seu (des)governo regional, o seu presidente-virtual e o pr. do grupo parlamentar têm de explicar é isto:

- metade das explorações agrícolas desapareceram;

- o volume de pescado diminuiu e a região é a 2.ª com menos pescadores;

- a contrução diminui à média de 12,3% ao ano;

- o número de falências aumentou 40%;

- a taxa de desemprego atinge os 6,8%, o nível mais alto desde há 30 anos;

- cerca de 22% da população, 22 mil madeirenses, estão na pobreza;

- a divída pública regional é já 600 Milhões. Isto é 75% do PIB empolado, ou 95% do PIB real depois de descontado os 21% que se referem à Zona Franca;

- em 2000 os impostos pesavam 56% nas receitas, em 2006 o peso dos impostos para os madeirenses era já de 65% e a aumentar;

- IRS e IRC são cerca de 17% mais elevados do que nos Açores;

- os produtos de 1.ª necessidade são mais caros devido ao modelo de gestão dos portos;

- a gasolina sem chumbo 95 custa mais 12% do que nos Açores; a gasolina 98 custa mais 13,4%; o gasóleo rodoviário mais 43,5%; o gasóleo agrícola mais 63,3%; o gasóleo para as pescas mais 66,2%;

- o ordenado minímo cresceu apenas 2% enquanto que cresceu 5% nos Açores.

terça-feira, julho 22, 2008

O insulto

"O insulto é a arma dos fracos e só fica diminuído quem deseja recorrer ao mesmo."

José Sócrates

COJONES II

"José Manuel Coelho, do PND-M, chama a atenção que "esse senhor Jaime Ramos não tem moral nenhuma para acusar o engenheiro José Sócrates de seja o que for e de acusar seja quem for porque é o maior reaccionário e oportunista desta ilhota, que açambarca quase todo o dinheiro da República e da União Europeia para as empresas dele do cimento e do betão".

COJONES!

O REGIMENTO IMPOSTO PELO PSD-M NA ALRAM LEVA A QUE APÓS A INTERVENÇÃO DO LÍDER DO PSD-M, QUE ESGOTOU O TEMPO TODO, NÃO POSSA SER QUESTIONADO PELOS GRUPOS PARLAMENTARES!
NATURALMENTE QUE OS PARTIDOS VÃO TER DE DAR RESPOSTA, ONDE? ATRAVÉS DA COMUNICAÇÃO SOCIAL!
NÃO PODEMOS FALAR DENTRO DO PARLAMENTO FALAMOS FORA! MAS FALAMOS, NÃO NOS CALAM!


Victor Freitas no http://www.replicaecontrareplica.blogspot.com/

Socialistas Católicos?!

E eu a pensar que o PS era uma partido REPUBLICANO E LAICO!

É que a mistura da religião com a política é errada - por motivos óbvios - e leva sempre a maus resultados. Aliás foi contra isso que Mário Soares e os outros fundadores do PS lutaram. Mas parece que querem "reinventar" o PS.

Já agora será que existem os "socialistas-protestantes", os "socialistas-islâmicos", os "socialistas-judeus", os "socialistas-benfiquistas", os "socialistas-góticos", cada um defendendo uma determinada posição política privada e ditada de acordo com o seu credo pessoal dentro do PS?!

Bem, o melhor será ler a Declaração de Princípios do PS.
que no seu ponto 19 diz que:

"19. O PS não privilegia qualquer doutrina filosófica ou religiosa, reconhecendo aos seus membros inteira liberdade em matéria de opção doutrinária e ética de vida.

O PS é um partido laico, constituído por pessoas livres que, conscientes dos direitos e deveres que detêm como cidadãos, aceitam oferecer ao partido, segundo exigências de uma ética de responsabilidade, o seu empenhamento político."

À esquerda: O desemprego aumenta na Madeira

"O secretário regional mentiu sobre os números do desemprego na Madeira."

Roberto Almada do BE

Socialistas católicos

Não vejam nenhuma ironia nas palavras que se seguem.
Considero que os socialistas católicos não devem defender nem o uso preservativo, nem o direito ao aborto, nem o casamento homossexual, etc. Isso seria violar as suas convicções.
Parece-me também que quem não partilha dessas convicções católicas pode e deve seguir a sua consciência, podendo esta ser ou não coincidente com a católica.
No entanto, dentro de um partido político democrático, embora respeitando as posições das minorias, deve prevalecer a vontade da maioria. Se a maioria for católica praticante, o caminho será um, caso contrário será outro. Se alguém não se sente identificado com o grupo, procura outro, ou cria um novo. Nada de dramas.

`A direita: A maior crise de sempre na Madeira

"A Madeira vive a maior crise de sempre" e "esta é da resonsabilidade do PSD".

Declarações do Presidente do CDS/PP-Madeira

Mais desemprego

A Madibel - Indústria de Alimentos e Bebidas, S.A. que tinha sede ao Cam. Engenho Velho no Funchal faliu.

Taxa robin dos bosques

Espero que a taxa Robin dos bosques seja aplicada o mais rapidamente possível. É que chateia um pouco ver as gasolineiras a ser mais rápidas que o Lucky Luke quando o crude sobe e mais lentas que uma tartaruga quando o mesmo desce.
Hoje o crude baixou mais de 4$, seguindo a tendência de alguns dias a esta parte, e da parte da Galp e da Repsol nem sinal de mexidas (para baixo, claro).

Procura-se

Desde 2005 que o PIB da Região Autónoma da Madeira não é visto.
Existem muitas razões para crer que este foi obrigado pelos senhores do poder a entrar numa quarentena forçada, devido ao seu débil estado de saúde.
Dão-se alvissaras a quem indicar o seu paradeiro.
Os Madeirenses interessados gostariam também de saber que mezinhas lhe estão a ser aplicadas, e se estas não estarão a atrasar a verdadeira solução.

O PCP e a Quinta da Fonte

"Inquieta com a situação na Quinta da Fonte, a célula local do PCP reuniu-se. Após vivas discussões, decidiu-se colocar o problema à direcção do Partido para receberem orientações. Para a tarefa, foi destacado o camarada Álvaro, pelo nome, por ser membro do secretariado da célula e porque era jovem e veio da classe operária (está a frequentar as "novas oportunidades" mas trabalhara antes, por não querer estudar, numa oficina onde se trocavam matrículas de automóveis). E o camarada Álvaro cumpriu, como lhe competia, o percurso habitual do centralismo democrático. Foi logo direito à Comissão de Freguesia. Daqui, depois de ficar a saber que os problemas advinham da política de direita do PS, passou para a Comissão Concelhia em Loures, onde foi esclarecido que os problemas não eram só culpa do PS mas também do Sócrates. Encaminhado para a Organização Regional de Lisboa, percorreu a via sacra dos transportes públicos até chegar à Avenida da Liberdade, onde a camarada Rosa, da Comissão Política, o recebeu no seu gabinete, ouviu-o pacientemente e elucidou-o que os problemas não vinham só do PS e de Sócrates mas também do Presidente Cavaco, explicando-lhe, à laia de conclusão, como devia apanhar os autocarros até à Soeiro Pereira Gomes, onde o Secretário Geral o receberia. Meio zonzo de tantas voltas, com a barriga a dar horas, o camarada Álvaro lá chegou à sede do PCP, onde, dizendo ao que vinha, e depois de identificado com o cartão do partido e o bilhete de identidade (por causa dos provocadores), o responsável da segurança, fazendo vista grossa ao evidenciado atraso no pagamento das quotas, guardando os cartões, abriu os ferrolhos de acesso à fortaleza do Olimpo e meteu-o, acompanhado por um camarada mais gordo que musculado, no elevador até ao piso cimeiro onde o camarada Jerónimo o recebeu efusivamente com um daqueles apertos de mão que só os operários experimentados e com forte espírito de classe sabem trocar entre si. Em conversa animada e fraterna, o camarada Jerónimo ouviu atentamente (mais a si próprio que o Álvaro), tomou notas sobre notas, explicando, em fim de conversa, que o problema não era só o PS, Sócrates e Cavaco, mas residia principalmente, essa era a questão central, no incumprimento da Constituição, rematando com uma máxima muito sua: "quem luta nem sempre ganha, quem não luta perde sempre". E dando-lhe um abraço fraternal, acompanhado de uma piada inocentemente brejeira ("se fosses uma camarada, dava-te dois beijinhos, assim ficas pelo abraço") pontuada por uma gargalhada sonora capaz de fazer vibrar o tecto zincado de uma antiga fábrica da Cintura Industrial, prometeu que abordaria a questão da Quinta da Fonte no seu próximo discurso. Depois, disse-lhe para descer, mas sempre acompanhado, até ao piso térreo onde o esperava já a camarada Anabela da redacção do “Avante”. Esta, declarando-lhe a abertura do órgão central do Partido para os problemas concretos e as lutas dos trabalhadores e das populações, fez-lhe uma longa entrevista em que, mais uma vez, o camarada Álvaro detalhou os quês e os porquês dos problemas e da fogachada na Quinta da Fonte. No final, a camarada Anabela acrescentou ao rol de culpados pela situação na lista que o camarada Álvaro tinha visto a aumentar em cada passo percorrido da montanha russa em que viajara pelo centralismo democrático, que, segundo a opinião pessoal dela que não comprometia nem o Partido nem o “Avante”, o que fazia falta em Portugal, para combater o PS, Sócrates, o Cavaco e a violação da Constituição, eram umas FARC à maneira. E felicitou-o pela entrevista que ia, sobre isso não tinha dúvidas, dar brilho à próxima edição do “Avante”. Acrescentou que também ia dar uma palavrinha à camarada Margarida, responsável pelos camaradas da frente de luta na blogosfera, para não deixarem morrer o assunto e trocar com ela umas impressões para depois se elaborar um texto com links para os comunicados do Partido, para, após os retoques de estilo a serem dados pelos camaradas Dias e Vilarigues e depois de aprovado por um camarada responsável, os blogo-camaradas, sem mexerem sequer nas vírgulas, espalharem em "copy-paste" por tudo quanto é post (dos nossos) e caixa de comentários (dos da reacção). O camarada Álvaro disse que sim senhora cara camarada, mas estava demasiado fraco para mais entender pois, desde o desjejum da manhã, nada mais comera e o sol já ameaçava retirada. A camarada Anabela, pressurosa e pragmática, levou-o até ao bar da Sede, mandou vir uma sandes de presunto e um galão, sossegando-o “come que paga o partido”. Depois, acompanhou-o à porta (onde o camarada Álvaro recebeu de volta os cartões) e desejou-lhe boa sorte na luta. De regresso à Quinta da Fonte, já a noite se estendia para dar contraste às balas perdidas, o camarada Álvaro ainda teve forças para reunir a célula e fazer o ponto da situação:

“- Olhem, camaradas e amigos, resolver não resolveram nada, porque tudo é culpa do PS, de Sócrates, do Cavaco, das folhas rasgadas na Constituição e de não termos FARC, mas pagaram-me o lanche e podemos estar todos confiantes – O NOSSO PARTIDO TEM UMA GRANDE ORGANIZAÇÃO!”.

via http://agualisa6.blogs.sapo.pt

Adopção por parte de pretos

Sou da opinião que duas pessoas pretas possam casar uma com a outra e até ter direito a ter filhos.
Agora, outra coisa bem diferente é poderem adoptar crianças brancas. Isso seria impor a essas crianças um estigma para o resto da vida. É do conhecimento geral que a norma na nossa sociedade são os casais brancos e colocar uma criança num ambiente fora da norma é uma brutalidade que não podemos aceitar. Além do mais, que garantias existem que eles não iriam educar essa criança como preto.

Existem instituições particulares e do estado que têm como função dar protecção a crianças sem pais, precisamente para não terem que ser integradas em famílias de pretos, ou ciganos, ou chineses ou indianos, evitando que as pobres criancinhas fiquem traumatizadas para o resto da vida.

Se em vez de pretos, quiserem ler homossexuais estejam à vontade. A discriminação e o preconceito reveste-se de muitas formas e cores.

Dois estalos na papada

«Logo no início da emancipação política madeirense, em meados de 1978, Alberto João Jardim mostrou ao que vinha. Num discurso inflamado na festa anual do partido, o histórico líder madeirense disse que os militares se tinham "efeminado". O comandante do Regimento de Infantaria da Madeira, coronel Lacerda, não gostou. Vestiu a farda de gala, pediu uma audiência a Jardim e, sem mais palavras, ofereceu-lhe um par de estalos na cara. O presidente do Governo Regional (GR) levou o caso ao Conselho da Revolução, onde Vasco Lourenço terá dito: "arquive-se na casa de banho".»

Texto de Sara Moura no Expresso

Agir

"Socialistas propõem linha de crédito para empresas madeirenses
PS-M preparou um programa para recuperação da economia da Região


Uma linha de crédito para as empresas da Região, para permitir ultrapassar as dificuldades da crise, é a primeira medida do Programa Extraordinário de Recuperação da Economia da Região, apresentado pelo grupo parlamentar socialista.

Carlos Pereira anunciou um programa em que se propõe um conjunto de medidas económico-sociais, "capaz de garantir o reforço da economia regional" e que possibilite a implementação de uma "agenda social".

O plano económico, apresentado pelo deputado socialista, tem quatro ideias principais: recuperar a confiança, apostar no sector privado, aumentar a competitividade e promover o crescimento da economia.

O aumento do desemprego, o crescimento das falências (mais 40%), aumento dos combustíveis, elevados níveis de pobreza e uma distribuição da riqueza que é a pior de todo o país, são alguns dos principais problemas que o PS-M pretende ver resolvidos.

O programa surge, depois de ter sido constatada a "ausência de medidas" do GR que é acusado de não governar e preferir alimentar o conflito com a República.

Brevemente serão anunciadas propostas ao nível fiscal, de apoio á internacionalização da economia e à inovação." no DN-M

O desemprego na Madeira

"(...)o BE apresenta um voto de protesto 'contra as mentiras do secretário regional dos Recursos Humanos acerca dos números do desemprego'. Na proposta, Roberto Almada diz que, face às afirmações do secretário, "várias vozes se têm levantado para contestar tais declarações. Perante a contestação, Brazão de Castro, assaltado por uma espécie de miopia política, reafirma que o desemprego na Madeira está a diminuir, numa tentativa desesperada de enganar os madeirenses".

Há muito que o BE tem dado especial atenção às questões do desemprego na Região e, a esse propósito, entrado em conflito com o secretário."

no DN-Madeira

Fronteira iraque-paquistão!? Em que mundo é que este gajo vive?

segunda-feira, julho 21, 2008

É esperar

Se Alberto João fizer plantão à porta de São Bento talvez consiga ver Hugo Chavez e pedir-lhe uma fotografia em conjunto, apenas para consumo interno.
É que aquela de vir da Venezuela de mãos a abanar, deu demasiado nas vistas.

Pagar a tempo e horas

Madeira foi beneficiária de uma linha de crédito de 300 M€.
Numa altura de dificuldades para o país e para a região, a Madeira não foi esquecida, ao contrário do que alguns populistas dizem por aí, tendo sido beneficiada com mais de 75% do dinheiro disponibilizado neste programa que tem como objectivo diminuir os escandalosos prazos de pagamento a fornecedores.
Os fornecedores agradecem, enquanto que o governo regional cospe no prato e olha para o prato do vizinho.

Trás água no bico

Porque razão o DN-M compara a taxa de desemprego actual com a de 2002, e não com outra data qualquer?
Porque não comparar com o número de desempregados de 1978, ano em que Alberto João Jardim assumiu a presidência do governo regional?
Neste momento temos tantos desempregados como em 1978. Seria lógica a comparação. Estamos tão mal como quando começou o actual ciclo politico e depois de todos os fundos que recebemos da UE e do País.
Quererá o DN-M colar o descalabro da governação do PSD, com a chegada ao Governo de José Sócrates? Nã. Não é possível. Isso seria assumir que o DN-M está instrumentalizado pelo PSD-M.
Estamos atentos e vamos seguir o discurso de AJJ, para ver se cola com este discurso.

O essencial

Vejo que o PS-M dará uma conferência de imprensa para falar dos PALOP.

Eu preferia que falassem do desemprego galopante na Madeira.

O problema

Alberto João Jardim acha que a solução para os problemas da Madeira é um clima permanente de guerilha política.

Jardim hostilizou o Governo da República, a Assembleia da República, o Presidente da República a quem apelidou de "Sr. Silva" e defendeu a sua expulsão do PSD, hostilizou o seu próprio partido, a Comunicação Social, quase toda a oposição a quem ofende de forma continuada. Neste momento está isolado. A sua "solução" é, afinal, inexequível. É óbvio que não é assim que conseguirá os apoios sem os quais os problemas da Madeira não poderão ser ultrapassados.

UE redime-se

Tinha referido num post anterior que achava escandaloso que a UE desse umas esmolas aos países africanos mas que por outro lado limitasse as suas possibilidades de desenvolvimento.

É com alguma satisfação que leio hoje que a UE propõe uma descida de 60% nas taxas alfandegárias sobre produtos agrícolas.

Soube também, pelo deputado europeu, Manuel dos Santos, que esteve este fim de semana na Universidade de Verão do PS-M, que o peso da agricultura no orçamento de UE tinha baixado de 60% para 40%. Ainda é muito, mas pelo menos está a seguir o caminho correcto.

João Carlos Gouveia - Um ano depois

No ano passdo escrevi: "João Carlos Gouveia foi eleito, num processo calmo e normal, directamente pelos militantes do PS-M.
O trabalho que tem pela frente é difícil. Espero que consiga se manter concentrado em resolver o que é essencial, não permitindo que lhe roubem tempo e energias com o acessório.
Penso que o grande problema do PS-M é não ter sido capaz de concretizar algumas alterações que são absolutamente vitais para que a Madeira possa conhecer uma mudança poítica de fundo.
Enquanto não for resolvido o que é essencial, tudo o resto é uma excelente forma de ficarmos cansados como muita acção e não chegarmos a lado nenhum."


Hoje, um ano depois, tanto quanto é me dado a conhecer, nada do que é essencial foi alterado.

Câmara Clara

O programa de ontem do Câmara Clara, na RTP2 com Paula Moura Pinheiro, teve como participante o Ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, para falar da língua portuguesa.
Fiquei agradávelmente surpreendido com a postura e cultura do ministro, comparando com outros como Manuel Maria Carilho e principalmente com a sua antecessora, Isabel Pires de Lima, para não falar doutros de outras áreas politicas.
A forma clara como o Ministro colocou a importância do português no mundo, o seu valor económico, o que está e deve ser feito para a sua consolidação e crescimento, mostram que pelo menos neste tema o ministro é a pessoa certa para o cargo.
É um programa a não perder.

Nova argumentação do PSD-M

Se eles são países africanos em vias de desenvolvimento,
então nós queremos ser tratados como uma região africana em sub-desenvolvimento!

Os atrasados

Açores: investigador admite produção de cem toneladas/dia de hidrogénio dentro de quatro a cinco anos
21.07.2008 - 11h37 Lusa
Os Açores poderão estar, dentro de quatro ou cinco anos, a produzir cem toneladas diárias de hidrogénio para consumo regional e exportação, admitiu hoje o investigador da universidade do arquipélago.

O responsável pelo Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia (LAMTec), localizado na Praia da Vitória (Ilha Terceira), disse que "os estudos apontam para uma produção de cem toneladas por dia, quantidade que pode rentabilizar o projecto".

"A primeira produção destina-se à substituição das centrais termoeléctricas (que funcionam a fuelóleo) que passam a funcionar a hidrogénio, alargando-se posteriormente aos transportes e à indústria", adiantou o investigador.

Mário Alves garantiu que "os Açores possuem recursos renováveis abundantes, nomeadamente o vento, o que permite perspectivar um aumento de produção, incluindo a exportação, de acordo com a procura do mercado".

"A exportação de hidrogénio será feita por via marítima, com recurso a navios também eles movidos a hidrogénio", explicou.

Este investigador da Universidade dos Açores calcula que, dentro de duas décadas, "os Açores poderão ser auto-suficientes na produção de energia, bem como exportadores".

"Na nossa estimativa, o arquipélago, dentro de 10 a 15 anos, será auto-suficiente ao produzir, para as suas necessidades, 30 por cento de energia geotérmica, 15-20 por cento de eólica, 5 por cento de hídrica e 50 por cento de hidrogénio", adiantou.

Preconizou, ainda, a possibilidade de possuir diesel produzido a partir do hidrogénio e do carbono retirado dos resíduos (hidrogénio renovável).

De acordo com Mário Alves, "a produção de hidrogénio deverá ser a indústria de maior dimensão da região" e, segundo os seus cálculos, "se quiser, houver visão e vontade política de longo prazo, será mesmo a maior do país".

Revelou, também, que "os Açores consumiram, no ano passado, cerca de 250 mil toneladas de equivalentes de petróleo, que poderá ser substituído por 100 mil toneladas de hidrogénio/ano".

"Vai sobrar mais dinheiro, é uma nova era porque a região o que não tem falta é de vento", assegurou o investigador.

O responsável do LAMTec adiantou que, "enquanto na energia eólica já temos capacidade de resposta, para a procura no hidrogénio não conseguimos ainda trabalhar ao ritmo das subidas e descidas dos preços do petróleo".

"Está a investir-se bem na investigação que, dentro de um a dois anos, apresenta a primeira produção experimental, mas vai levar algum tempo a mudar a indústria e a adaptar as infra-estruturas", sublinhou.

Porém, adverte que "os investimentos (cujos valores até ao momento se escusou a revelar) no futuro ficarão condicionados à capacidade de produzir hidrogénio mais barato que o petróleo".

Mário Alves aponta como condicionante "a carga fiscal que os governos impõem que, neste caso, para ser rentável, é de bom senso que seja mais reduzida na produção do hidrogénio".

Os estudos nos Açores destinados à produção de hidrogénio foram iniciados pelo LAMTec em 2001. O laboratório foi criado em 24 de Outubro de 2001, através de um protocolo assinado entre a Universidade dos Açores e a Câmara Municipal da Praia da Vitória. Actualmente tem a trabalhar oito pessoas nas áreas da formação em licenciaturas, mestrados e doutoramentos, e na divulgação junto das escolas, associações e colectividades.

in Público

Avião eléctrico


Com o crescente preço dos combustíveis e com as anunciadas taxas sobre as emissões de CO2 para a aviação, este sinal dado pela boeing é sem duvida de ter em consideração.

MADRID, Spain, April 03, 2008 -- Boeing [NYSE: BA] announced today that it has, for the first time in aviation history, flown a manned airplane powered by hydrogen fuel cells.

The recent milestone is the work of an engineering team at Boeing Research & Technology Europe (BR&TE) in Madrid, with assistance from industry partners in Austria, France, Germany, Spain, the United Kingdom and the United States.

"Boeing is actively working to develop new technologies for environmentally progressive aerospace products," said Francisco Escarti, BR&TE's managing director. "We are proud of our pioneering work during the past five years on the Fuel Cell Demonstrator Airplane project. It is a tangible example of how we are exploring future leaps in environmental performance, as well as a credit to the talents and innovative spirit of our team."

A fuel cell is an electrochemical device that converts hydrogen directly into electricity and heat with none of the products of combustion such as carbon dioxide. Other than heat, water is its only exhaust.

A two-seat Dimona motor-glider with a 16.3 meter (53.5 foot) wingspan was used as the airframe. Built by Diamond Aircraft Industries of Austria, it was modified by BR&TE to include a Proton Exchange Membrane (PEM) fuel cell/lithium-ion battery hybrid system to power an electric motor coupled to a conventional propeller.

Three test flights took place in February and March at the airfield in Ocaña, south of Madrid, operated by the Spanish company SENASA.

During the flights, the pilot of the experimental airplane climbed to an altitude of 1,000 meters (3,300 feet) above sea level using a combination of battery power and power generated by hydrogen fuel cells. Then, after reaching the cruise altitude and disconnecting the batteries, the pilot flew straight and level at a cruising speed of 100 kilometers per hour (62 miles per hour) for approximately 20 minutes on power solely generated by the fuel cells.

According to Boeing researchers, PEM fuel cell technology potentially could power small manned and unmanned air vehicles. Over the longer term, solid oxide fuel cells could be applied to secondary power-generating systems, such as auxiliary power units for large commercial airplanes. Boeing does not envision that fuel cells will ever provide primary power for large passenger airplanes, but the company will continue to investigate their potential, as well as other sustainable alternative fuel and energy sources that improve environmental performance.

BR&TE, part of the Boeing Phantom Works advanced R&D unit, has worked closely with Boeing Commercial Airplanes and a network of partners since 2003 to design, assemble and fly the experimental craft.

Ver video aqui

Crise? Qual crise?

Desemprego registou pior semestre desde 2002 Da média de 3.982 inscritos no 1º semestre de 2002, até Junho a média já era de 8.690


O primeiro semestre de 2008 foi o pior em termos de taxa de desemprego dos últimos seis anos e meio. Um facto baseado numa amostra de 13 meses, já contabilizando os valores de Janeiro a Junho deste ano e recuando até o primeiro semestre de 2002. Na altura, a média era de 3.982 desempregados por mês, agora a média está nos 8.690 inscritos no Centro Regional de Emprego."

No DN-Madeira

Nota: A média de desempregados na Madeira só subiu 120%.

A Clarividência de João César das Neves sobre os métodos contraceptivos

Sobretudo "o caminho amplo e fácil que tais métodos abririam à infïdelidade conjugal e à degradação da moralidade (...) perder o respeito pela mulher e, sem se preocupar mais com o equilíbrio físico e psicológico dela, chegue a considerá-la como simples instrumento de prazer egoísta (...) a arma perigosa que se viria a pôr nas mãos de autoridades públicas, pouco preocupadas com exigências morais". (17).

A profecia realizou-se. Em nome da modernidade caiu-se na pornografia em massa, na promoção do aborto, divórcio, deboche e perversão, no descalabro da educação, solidariedade e castidade, no horror da traição, solidão, depressão, suicídio.

A sociedade ocidental, no meio da prosperidade, debate-se com terríveis problemas, da sida ao insucesso escolar e à decadência populacional, que advêm desta suposta revolução sexual.


Gosto particularmente da parte em que diz que a mulher é usada como instrumento de prazer egoísta. Sim. Porque uma mulher não tem prazer. Não pode ter. A sua função é a procriação. Vem no Livro.
Também gosto muito da parte da pornografia em massa. Malandros que só pensam no deboche.

Agora um pouco mais a sério. Este Sr. nunca será capaz de ver uma relação entre duas pessoas com algo natural, em que existe prazer. Prazer carnal, mas também o prazer de estar com a outra pessoa. Meta isto na cabeça de uma vez por todas: nós não somos os espermatozóides de deus. Temos sentimentos e vontade própria. E somos felizes assim.

Mais depressa se apanha um mentiroso que um cocho

Nos largos 10 minutos que a RTP-M dedidou  à festa da banana, deu para ouvir de tudo.
Uma senhora produtora alertava para o facto de haver atrasos nos pagamentos por parte das cooperativas. Logo depois, houve lugar a contraditório. Um sr. do governo, que não me lembro do nome, dizia que isso não era verdade e que não havia nenhum atraso nos pagamentos e que estava tudo em dia.
Logo depois vem AJJ dizer que o governo não tem nada a ver com as cooperativas, mas que sabe que o dinheiro em atraso vai ser pago e com retroactivos.

Fantástico, não é?

Os profetas do dia seguinte

No passado dia 10 realizou-se o debate da Nação. O governo foi atacado por Paulo Portas por ter falhado redondamente nas previsões económicas. O PM ainda teve a paciência de explicar ao ilustre deputado que existe muita incerteza na economia muncial e que outros países e organizações também haviam falhado as suas previsões, ao que Paulo Portas foi buscar a previsão do preço do petróleo utilizado no orçamento (115$/barril de média anual) com o valor que o petróleo tinha atingido nesse dia (>140$/barril).
Apenas poucos dias depois o valor do crude recuou para valores de há dois meses atrás, ou seja, <130$/barril.
Será que PP terá a lata suficiente para voltar a acusar o governo de falha nas previsões? Não me admiro. A demagogia é a sua única arma politica. Tirando isso fica o vazio e a incompetência.

domingo, julho 20, 2008

Ainda a tese

A SRE emitiu um longo esclarecimento/contraditório relativo à tese da profª Liliana Rodrigues. Ver aqui.

Ainda o perdão de dívidas

Portugal perdoa dívida de São Tomé e Príncipe

Tendo em conta as decisões da União Europeia no sentido de cancelar a totalidade da dívida de São Tomé e Príncipe (22 milhões de euros), «Portugal deverá dar agora seguimento à implementação de um acordo que concretize o referido cancelamento, tendo o Clube de Paris já confirmado o seu compromisso de perdão total», disse fonte oficial do Ministério das Finanças.

Quanto à Guiné-Bissau espera até 2010 «quando se implementa um acordo conducente ao perdão da dívida». Bissau deve a Lisboa 82 milhões de euros, enquanto Cabo Verde deve 96 milhões de euros, repartidos de forma quase igual entre dívida directa e garantida.

A maior fatia da dívida dos PALOP a Portugal é a de Angola, 440 milhões de euros, que no âmbito de acordo bilateral assinado em 2004 serão pagos a partir de 2009, ao longo de 30 anos, com uma taxa de juro de um por cento.

Perdão de dívidas a países altamente endividados lusófonos.

Portugal perdoa dívida a Moçambique e a São Tomé e Príncipe

Teixeira dos Santos anunciou hoje, na cerimónia de cancelamento da dívida moçambicana, que "muito em breve" também a dívida bilateral de São Tomé e Príncipe será perdoada. O perdão poderá ainda ser alargado a outros países lusófonos no quadro de iniciativas internacionais envolvendo os "países altamente endividados".

"Em São Tomé já temos vindo a trabalhar no perdão da dívida e é algo que será muito em breve celebrado", disse o ministro das Finanças português à Lusa.

"Dentro de algumas semanas estarei em São Tomé numa cerimónia análoga a esta a concretizar este objectivo", afirmou o ministro português, em Maputo, no final da cerimónia de cancelamento da dívida de Moçambique a Portugal, avaliada em 393,4 milhões de dólares (249,5 milhões de euros).

Teixeira dos Santos acrescentou que o perdão da dívida de outros países lusófonos dependerá do cumprimento por parte desses estados dos critérios fixados por iniciativas internacionais às quais Lisboa está vinculada.

"Portugal está associado a outras iniciativas desta natureza, de perdão da dívida a países altamente endividados, e esses países são elegíveis para esse perdão de dívida depois de preenchidas algumas condições, como Moçambique. Há outros países lusófonos que estão abrangidos por processos análogos", sublinhou.

O titular da pasta das Finanças português explicou que o perdão da dívida a Moçambique, hoje consumado, acontece no quadro de "um compromisso internacional no âmbito do Clube de Paris".

O cancelamento da dívida de países lusófonos como Moçambique ou São Tomé e Príncipe acontece, acrescentou Teixeira dos Santos, depois de Portugal ter conseguido reduzir o défice das contas públicas nacionais.

sábado, julho 19, 2008

Qual a razão para cancelar as dívidas dos paises sub-desenvolvidos II

Rich Nations May Forgive Debt of Poor Nations
By PAUL LEWIS
Published: September 29, 1996

The world's major industrial powers agreed today to forgive up to 80 percent of the debt owed to them by the poorest nations, primarily in Africa, if those countries agree to extraordinary economic reforms.

Treasury Secretary Robert E. Rubin said the agreement, reached by the finance ministers of seven large industrial nations, opened the door to the formal endorsement of the plan by the World Bank and the International Monetary Fund, which have issued most of the loans.

A senior Administration official said the first beneficiaries would likely be Uganda and Mozambique. But 10 to 15 other countries may ultimately benefit, the official said.

The reforms that will be required include lower trade barriers, privatization of state industries and more openness toward foreign investment.

Italy, Germany and Japan had initially opposed the program, complaining that the cost -- roughly $6 billion -- was too high at a time of tight budgets. But they relented under pressure from the United States and several European nations.

For decades, the world's largest countries have insisted that poor nations repay almost all of their loans. A forgiveness program, they feared, would discourage poor countries from making difficult decisions to reform their economies.

But that policy has made it virtually impossible to convince private companies to invest in poor countries because virtually all the foreign exchange entering those countries was used to pay debts. Clinton Administration officials say they hope the new program will bring at least some private investment, particularly in Africa and Southeast Asia.

Oxfam International, a leading private advocate of debt relief, has calculated that the new plan could save Uganda up to $80 million a year over the next three years, enough to pay for health care for 2 million people, teaching materials for 2 million primary school children and immunization for a million children.

At a news conference this evening, Mr. Rubin said the ministers felt that the world economic outlook had improved since the spring and that ''conditions appear in place for a strengthening and broadening of the expansion of the world economy into 1997.''

He also said the ministers had welcomed the strengthening of the dollar. Last year the Administration was criticized for the dollar's slump.

Qual a razão para cancelar as dívidas dos paises sub-desenvolvidos

Forgive the Debt of the Dying Millions
by Salih Booker

When world leaders meet this week to discuss the fight against global AIDS, the real questions will be how to finance the war and who will provide such financing, especially in Africa, where 70% of the world's 35 million people living with HIV or AIDS are struggling to stay alive. Unless the external debts of African countries are canceled outright this year, any overall strategy to defeat AIDS will surely fail.

To suggest that Africa can even survive the onslaught of AIDS with a scattering of philanthropy, while continuing to pay far greater amounts to international financial institutions, is a cruel fantasy.

The Global AIDS Fund, launched in April by U.N. Secretary-General Kofi Annan, is an important vehicle for financing the treatment and prevention activities necessary to defeat AIDS. Yet, as the world's richest countries falter in coming forward with adequate contributions to reach the fund's modest target of $10 billion, they are neglecting the most obvious way to enable African countries to tackle the crisis themselves. If the richest creditor nations and institutions in human history are serious about confronting the worst plague in human history, they must cancel Africa's debt and remove the major economic obstacle to African efforts to fight AIDS.

Africa's external debt now tops $300 billion, costing its governments more than $13 billion annually in debt service payments. The result is that they have paid more in debt service to the World Bank, International Monetary Fund and rich governments during the past two decades than they have received in development assistance or in new loans. As a result, African governments have been forced to divert more and more money from basic social services to the debts. Africa's debt burden has led to a dramatic decline in human development indicators (such as life expectancy) and an increase in extreme poverty and has contributed to the loss of more than 16 million lives to AIDS.

Debt cancellation would immediately permit a greater financial commitment from African governments to tackle the crisis. At April's HIV/AIDS summit in Abuja, Nigeria, African leaders demonstrated their commitment to fighting the pandemic by agreeing on a target of spending at least 15% of their national budgets on health, two or three times current levels. A recent study of countries that have received some debt relief illustrates that the majority of the resources freed up have gone to health and education and to combating the AIDS crisis. Debt cancellation would make a real difference.

Canceling Africa's foreign debt is also affordable. Recent studies show that the World Bank and IMF could easily absorb the write-off without negatively affecting their credit rating, while the treasuries of rich creditor countries already hold the debt on their books at a vastly discounted rate (10% of the actual figure) in tacit acknowledgment that poor countries will never be able to repay the full amount anyway.

It is time to face facts. Money is being drained out of Africa far more quickly than it is trickling in. Without definitive debt cancellation, new funding to combat HIV/AIDS, while desperately needed, will be wholly inadequate. Unless African governments control their own resources and can direct spending toward health care infrastructure and delivery systems and prevention and treatment programs, international donations will do little in the face of the raging pandemic.

If the debt is not canceled, the fight against AIDS in Africa will surely be lost.

Salih Booker is executive director of Africa Action, a nonprofit organization incorporating the American Committee on Africa, the Africa Fund and the Africa Policy Information Center

Copyright © 2001 Los Angeles Times

O relatório do FMI

Foi ontem noticia um relatório do FMI que supostamente atribui a factores internos o abrandamento do crescimento do PIB, contrariando o que o Primeiro Ministra havia dito uma semana antes, que atribuia a factores externos como o preço das matérias primas, aumento da taxa de juro e abrandamento das economias nossas parceiras o dito abrandamento.
Na verdade o relatório não contradiz o que o primeiro ministro havia dito, antes pelo contrário, afirma que as medidas tomadas por este governo foram na generalidade no bom sentido e que o governo não deve recuar no seu objecivo de controlar a divida pública e reduzir as despesas do estado, chegando mesmo a fazer elogios a algumas das reformar que entretanto foram realizadas, nomeadamente na legislação laboral.

Nas causas do abrandamento o relatório refere:
"Growth will likely slow in 2008 to about 1¼ percent, and to about 1 percent in 2009, driven by weaker partner country growth, the international financial turbulence, and higher commodity prices".
Tudo isto foi referido pelo PM e em nada o desmente.

Também não percebo aqueles que fartaram-se de atacar as medidas do governo e agoram vangloriam-se por o FMI dizer que continuam a persistir problemas internos e que é essencial continuar com as reformas precisamento no sentido em que este governo tem seguido.

Funchal: Um Plano Estratégico Municipal?

Relativamente a um comentário de Il_messagero neste blog, destaco dois assuntos que merecem atenção:

1. Em 2005, António Costa (na altura Ministro da Administração Interna) avançou com a ideia de realizar uma reorganização administrativa do poder local. Uma boa ideia que não passou disso mesmo, uma ideia. Concerteza que outros poderes se impuseram... Em meu entender, uma reforma necessária que ficou para fazer.

2. Corroboro ainda com a necessidade de conceber-se para o Funchal, um Plano Estratégico Municipal. Ideia esta que foi defendida pelo PS em Dezembro último na Assembleia Municipal do Funchal na altura da discussão do Orçamento e Plano de 2008. Os motivos são muitos, quer pelo facto de ser uma capital de uma região insular com autonomia político-administrativa ou simplesmente pelo peso que tem na economia e na sociedade madeirense. Exigia-se portanto um Plano integral, holístico, que pensa-se o Funchal em vários níveis e projecta-se a cidade para o Sec. XXI. Relembro que Miguel Albuquerque, em meados dos anos 90 (ainda no inicio da sua carreira de autarca), avançou com esta ideia, metendo depois esta ideia no bolso.

Análise à educação na Madeira

Encontra-se disponível parte da tese de doutoramento da Profª Liliana Rodrigue, 'A integracao dos alunos do ensino técnico-profissional nivel III nas escolas públicas da RAM''.

O ensino secundário na RAM de 1997 a 2004, da tese de doutoramento da Professora Liliana Rodrigues, cuja divulgação parcial no DN tem levantado polémica. Optou-se pela publicação imediata deste ponto para habilitar os interessados, intelectualmente honestos, a o lerem e tirarem as suas próprias conclusões.
Clique aqui.