sábado, maio 31, 2008

À imagem do seu criador

Poderá uma empresa ser a imagem do seu criador? Julgo que sim. A empresa municipal Frente-Mar é um exemplo claro desta evidência. Miguel Albuquerque (que na sua extensa lista de pelouros no executivo se ocupa da Frente Mar) está para a Frente-Mar como a Frente-Mar está para Miguel Albuquerque. É confusa. Mal gerida. As contas nunca foram publicitadas nem publicadas. A palavra transparência não consta do seu vocabulário.

Esta empresa nasceu com o argumento que era autofinanciavel e que o seu modelo tornava mais eficiente a gestão dos complexos balneares do Funchal.

Se é um facto que os funchalenses pagam e muito para ter acesso ao mar no seu concelho, não deixa de ser lastimável que uma empresa que se exige uma gestão no mínimo rigorosa e equilibrada, encontra-se na bancarrota. Todos os anos a CMF injecta largos milhares de euros nesta empresa. Razão? Pura má gestão. Não deixa de ser curioso que aproveitando a intempérie e os estragos de Abril passado, a Frente-Mar tivesse aproveitado para incluir nas despesas todos os estragos de reparação que se foram acumulando ao longo de anos…Por isso chegaram ao valor de 845 mil euros de estragos…Hoje o administrador da Frente-Mar, Ricardo Nunes, diz no JM que afinal os custos ficam ‘’muito abaixo do previsto’’…Por vezes a verdade chega tarde, mas chega.

Jaime Ramos e os preços do petróleo


Ouvi hoje o líder da bancada Social-Democrata madeirense a justificar a liberalização do preço do petróleo, efectuado pelo governo PSD de Durão Barroso, com o argumento fantástico de que os preços do petróleo estavam (2004) a descer.
Na figura acima podemos ver quão falsa é essa afirmação. Só faltava dizer que os preços das viagens aéreas estava a baixar quando o PSD pediu a liberalização.
E continuou. Disse que a culpa dos preços altos é do Governo da República e da Galp.
Podia ser verdade, não fosse o facto de antes de impostos o combustível em Portugal estar em linha com o resto da Europa.
Assim sendo, uma das questões que mais determinam a diferença de preços de petróleo são os impostos, que como todos sabemos, na Madeira, tanto o ISP como o IVA são definidos pelo governo regional.
Logo, se o PSD-M quisesse realmente baixar os preços dos combustíveis, bastava fazer uma coisa: baixar os impostos e aliviar os sacrifícios dos madeirenses.

Espero poder falar sobre este assunto, deste modo tão partidarizado. É que ultimamente, sempre que o assunto não interessa muito ao PSD-M, há uns espertinhos a apelar à não partidarização das discussões. Há cada uma!

Pescadores - esses perigosos especuladores

Então não é que os pescadores estão a reduzir a oferta concertadamente (não indo para o mar) com o objectivo de fazer subir os preços.
Desse modo, trabalham menos e recebem mais.
Ah Malandros. Só pensam em dinheiro.

sexta-feira, maio 30, 2008

A ler

Os liberais e a Esquerda de João Almeida Santos. Imperdível.

"Social-democracia" para tótós...

ou a Teoria do Vácuo




Manuela Ferreira Leite, no debate da SIC, resolve explicar preto-no-branco o que é a "social-democracia" do PSD:

"Clara de Sousa — O que é a matriz social-democrata que a Senhora pretende recuperar?

Manuela Ferreira Leite — A matriz social democrata que pretendo recuperar… considerando… vários aspectos da matriz social democrata e nomeadamente aquilo que eu considero deve ser o papel do Estado nessa… nessa… nessa… a sua função… o papel do Estado que é… tomar as… medidas necessárias e criar as condições necessárias para que a actividade privada se desenvolva de forma autónoma, que a sociedade civil se possa desenvolver e ter a preocupação e a sua função essencial é prestar serviços àqueles que são os mais desfavorecidos e fazer correcções nas desigualdades sociais. Essa é a função social-democrata"

Lisboa e paisagem

Estou completamente de acordo com a atitude da Junta Metropolitana do Porto na defesa dos seus interesses.
Os investimentos do QREN devem ser distribuídos pelo país, quer sejam de interesse nacional ou regional.
Nada justifica que o que é de interesse nacional fique apenas em Lisboa.
É cada vez mais urgente uma regionalização que dê poder politico e legitimidade democrática às regiões, de modo que estas possam evitar que sejam cometidos abusos e roubos sistemáticos.

Aparece Alberto

Alberto João anda escondido que nem um rato.
Sempre solicito a responder a tudo e a todos, sobre a liberalização da linha aérea Madeira-Continente nem uma palavra.
É verdade que Alberto anda maçado com a politica regional, e a falhada quase ida para Lisboa e a facada de PSL deixou-o desmotivado, mas os madeirenses não lhe deram mais 4 anos para vê-lo a viajar.
Os tempos são difíceis e exigem um governo competente. Não um governo ausente.

Os madeirenses não lhe perdoarão que numa altura destas, com o agravamento da situação social de tantos madeirenses, as preocupações de AJJ sejam exclusivamente para as lutas de capelinhas dentro do seu partido, tanto a nível regional como a nível nacional.

Boas práticas no combate às desigualdades

Voltando ao tema das desigualdades sociais que tanto têm sido referidas na blogosfera e na comunicação social nos últimos dias, deixo aqui um contributo para o que pode ser uma politica activa de combate às desigualdades de rendimentos.

As desigualdades que se verificam no País, verificam-se também, e muitas vezes ainda com mais força, dentro de algumas empresas.
Comparemos então a relação entre o salário do PR e o salário médio dos Portugueses. Essa relação é da ordem dos 10, isto é, o Presidente da República ganha 10 vezes o salário médio nacional.
Em algumas empresas, como a EDP, Galp, PT, Somague, etc., a relação entre os rendimentos dos gestores e os salários médios é muito superior a 10.
A titulo de exemplo, surgiram há tempos umas noticias que indicavam que alguns gestores ganhavam mais de 100 vezes o salário médio dos trabalhadores das suas empresas.

Todos sabemos que aproxima-se uma época de grandes obras e que inevitavelmente estarão envolvidas grandes empresas. Daquelas em que os gestores ganham muitas vezes mais que os seus trabalhadores. Arrisco-me a dizer: muito mais do que merecem.

Assim, considero que um dos critérios de escolha das empresas vencedoras dos concursos de fornecimento de bens e serviços ao estado deveria ser a (baixa) disparidade de rendimentos dentro da empresa, ou seja, deveria ser dada preferência a empresas mais igualitárias na distribuição de rendimentos.

Esta nova atitude permitiria que empresas mais igualitárias tivessem uma vantagem económica e por essa via se diminuíssem as desigualdades de rendimentos no País.

Esta medida contribuiria também para um forte combate à corrupção, uma vez que quem geralmente tira proveito dos esquemas de corrupção são os gestores e os decisores políticos, pouco restando para os empregados das empresas beneficiadas, ou dito de outra maneira, a corrupção agrava as desigualdades, e o combate à corrupção é também um combate às desigualdades.

PSD

Realiza-se amanhã as eleições directas do PSD. Não deixará de ser curioso verificar as tendências de voto no PSD-M. Isto porque, ao contrário do continente, os apoios do PSD-M não acompanham a tendência nacional. Para além deste facto, AJJ apoia um mais que presumível derrotado nestas eleições, Santana Lopes. A candidatura de Pedro Passos Coelho (que se foi entalando nesta última semana), que tem o apoio de alguns dirigentes-chave do PSD-M (Ramos e Albuquerque), consta que não teve a receptividade esperada dos militantes laranja na região. A candidata Manuela Ferreira Leite, a menos má de todos e que ao contrário dos restantes candidatos não veio à Madeira prestar vassalagem, mesmo sem contar com muitos apoios dos dirigentes do PSD-M deve ter uma votação razóavel. A aguardar os resultados.

Mal comparados

Houve uma tentativa, em certa medida bem sucedida, de tentar colar a este governo socialista os maus resultados de Portugal no que diz respeito à pobreza e às desigualdades sociais.
Houve alguns que foram ainda mais longe e tentaram provar que a nossa democracia tinha falhado redondamente na resolução desses problemas sociais.
Na verdade nem a primeira nem a segunda premissa são verdadeiras e como tal as conclusões estão erradas.
A este propósito o artigo «Pobre Portugal» de Fernanda Câncio, disponível no seu blog 5dias, é de leitura obrigatória. Muitos dos que não se deram ao trabalho de olhar para os documentos do eurostat, e limitaram-se a olhar para os títulos dos jornais, dirão que a jornalista tem uma visão enviesada, tentando esconder o enviesamento laxista dos seus próprios pensamentos e acções. Mas os que os leram, com olhos de ver, sabem que muito tem sido feito em democracia pela redução das desigualdades, e que o governo socialista, ao contrário do que tem sido afirmado, da esquerda à direita, por razões inversas, muito tem contribuído para combater a pobreza e as desigualdades.

quinta-feira, maio 29, 2008

Sobre a natureza dos especuladores

Em primeiro lugar, em que consiste a actividade do especulador? Sem entrar em grandes detalhes, penso que todos concordam que o que move o especulador é o lucro. Para tal, ele compra (e armazena) um produto com o objectivo de vender a um apreço mais alto, quando estiver mais caro. É essa a sua forma de ganhar dinheiro.

Se compra quando está mais barato, quer dizer que nesse momento engrossa o lado da procura, fazendo aumentar o preço do bem. Se o vende quando está mais caro, então nesse momento engrossa o lado da oferta fazendo baixar o preço. Com isto a actividade do especulador contribui para diminuir a variabilidade dos preços.

Que tem isso a ver com a situação actual? Há muita gente que diz que a actual subida de preços tem a ver com a especulação. Ou seja, acreditam que há especuladores a comprar e a armazenar petróleo. Se isso é verdade, e eu não digo que não, quer dizer que os especuladores acreditam que no futuro o petróleo ainda vai ficar mais caro (caso contrário não o compravam agora) para nessa altura o vender com lucro.

Ou seja, quem acredita que hoje os preços estão mais caros do que seriam sem especulação tem, por coerência de raciocínio, de acreditar que no futuro os preços estarão mais baratos do que seriam sem especulação.

A conclusão então é a de que sem especulação os preços seriam mais baixos hoje, mas que num futuro próximo os aumentos seriam ainda maiores. A implicação deste raciocínio é simples: sem especulação, o choque macroeconómico seria ainda maior e o processo de ajustamento seria mais doloroso.

de Luís Aguiar-Conraria via Blasfémias

UM CASAMENTO NO FUNCHAL


from De Rerum Natura by Carlos Fiolhais

Sir William Thomson, o primeiro e único Barão Kelvin, nasceu em 26 de Junho de 1824 em Belfast, na Irlanda do Norte, e morreu em 17 de Dezembro de 1907 na sua residência em Largs , na Escócia (fez no ano passado cem anos). Tendo estudado nas Universidades de Glasgow e de Cambridge, foi professor durante muitos anos na primeira dessas escolas. Considerado um dos físicos mais famosos do século XIX, talvez mesmo o mais famoso da segunda metade desse século, deu notáveis contributos à termodinâmica (é dele não só um enunciado da segunda lei como a escala de temperaturas absolutas ou escala Kelvin) e ao electromagnetismo e óptica (criou vários instrumentos, alguns dos quais têm hoje o seu nome). Devido à resolução de problemas práticos de telegrafia por cabo submarino recebeu as maiores honrarias da coroa britânica. Presidiu à Royal Society entre 1890 e 1895, onde era Fellow desde 1851. Kelvin foi grande em tudo até nos erros: é dele o cálculo errado da idade da Terra (ver, por exemplo, o meu livro "Curiosidade Apaixonada"), a descrença no atomismo e a previsão de que objectos mais pesados do que o ar jamais voariam. Ficou também famosa a sua asserção de que a física no final do século XIX teria resolvido todos os problemas, havendo apenas "duas pequenas nuvens" (revelou uma grande premonição: uma era a experiência de Michelson-Morley, que deu a teoria da relatividade, e outra era o problema da radiação do corpo negro, que deu a teoria quântica).

Tudo isto é bem conhecido, pois vem em qualquer biografia do grande sábio. O que não é tão conhecido, pelo menos em Portugal, é que o seu segundo casamento, depois da morte da sua primeira mulher, se efectuou no dia 24 de Junho de 1874, dois dias antes de completar 50 anos, no Funchal, na Ilha da Madeira, na Capela do Consulado Britânico. A noiva era Frances Anna Blandy, filha de Charles R. Blandy, um comerciante inglês estabelecido na Madeira (ainda hoje essa família está na Madeira, gerindo os vinhos Blandy, o "Diário de Notícias" do Funchal e outros negócios, não sendo da particular simpatia de Alberto João Jardim), que ele tinha conhecido no ano anterior, quando o seu veleiro, o Lalla Rookh, esteve retido na Madeira por avaria, durante uma campanha de lançamento do cabo submarino de Lisboa para o Brasil. Tendo-se enamorado de Frances, 13 anos mais nova do que ele, o pedido de casamento - "Will you marry me?" - foi feito em Maio de 1874 por sinais a bordo do veleiro ao largo do Funchal. A resposta, que não demorou, foi "Yes". Os dois habitaram uma rica mansão na Escócia, mas não deixaram descendentes, pelo que o título de Kelvin (o nome de um regato que passa na Universidade de Glasgow) foi extinto pela morte do seu titular. A foto mostra o barão e a baronesa Kelvin, em 1 de Janeiro de 1892, no dia da elevação ao baronato. Esta notícia do "New York Times" de 1902 relata uma visita do famoso casal a Nova Iorque.

Não sei se e quantas vezes Lord Kelvin voltou à Madeira, ou mais em geral a Portugal, depois do casamento, mas talvez alguns dos leitores saiba...

Congelamento dos Passes Sociais

Quando surgiu a noticia que os preços dos passes sociais seriam congelados fiquei logo com a pulga atrás da orelha.
Para isso acontecer, teria de ser pela via de compensações às empresas de transportes públicos, e nada tinha sido adiantado sobre o modo como esse congelamento seria feito.

Hoje foi noticiado que afinal só as empresas de transportes públicos do estado, ou seja, os transportes públicos de Lisboa e Porto, é que vão congelar os preços dos passes.
Esta situação é completamente inaceitável.
Nada justifica que seja o estado, substituindo-se às autarquias de Lisboa e Porto, a suportar um custo que não suporta para todas as outras autarquias do País.

Assim deveríamos exigir que a administração da Carris e dos STCP passasse para a alçada dos municípios ou áreas metropolitanas que são servidas por essas companhias, bem como todos os seus custos e proveitos. Não há nenhuma razão que justifique que sejam todos os portugueses a suportar os custos dos transportes públicos das cidades mais ricas do País, quando isso não acontece para as outras cidades.

Adenda - Li agora no DE que "Sócrates diz que Governo está disponível para reforçar apoios aos transportes municipais". É justo, mas o problema de fundo mantém-se, isto é, a posse da carris e dos STCP por parte do Estado.

quarta-feira, maio 28, 2008

Fundo Social Europeu

Foram atríbuidos os primeiros apoios ao abrigo do Fundo Social Europeu (FSE) para a Madeira. O FSE pode constituir um importante instrumento para os próximos anos no domínio da Formação Profissional e é porventura a última grande oportunidade para formar e qualificar os madeirenses. Relembro que nos anteriores FSE, e de um modo geral, nunca houve uma política regional clara das áreas a apoiar, serviu sim o interesse de várias escolas de formação que foram criando cursos avulso e sem se preocuparem com as necessidades do mercado.
O sucesso do próximo FSE depende das áreas a apoiar, obrigando a um trabalho prévio de levantamento do que o mercado necessita a médio e longo prazo e do caminho que queremos seguir. Julgo que estes tipos de investimentos deverão ser em áreas que criem valor acrescentado para a região. Em áreas como a ciência e investigação, nas novas tecnologias, saúde, natureza, etc., e que contribuam de modo efectivo para um verdadeiro desenvolvimento sustentável para a Madeira e Porto Santo.

Entre os apoios já concedidos neste quadro, sublinhe-se os apoios para a criação do próprio emprego com a afectação de só 87 mil euros e o financiamento de cursos profissionais como ''Empregado de Mesa e Bar, Carpinteiro de Limpos, Manicura-Pedicura''. No caminho certo?

Para acompanhar com atenção nos próximos tempos.

Diminuição do IVA e aumento dos combustiveis

Já falta muito pouco para a entrada em vigor da nova taxa de IVA de 20%, que também incide sobre os combustíveis.
Infelizmente, essa redução é insignificante (menos de 2 cêntimos por litro) face aos aumentos que os combustíveis têm sofrido.

Reduzir o IVA nos combustíveis, como já ouvi alguém propor, além de atenuar o problema apenas durante uns escassos dias, reduziria enormemente as receitas do estado e transmitiria o sinal errados aos consumidores.

O sinal correcto, que embora não nos agrade é o que tem sido transmitido, é que os preços dos combustíveis vão continuar a subir e é necessário reduzir o consumo, alterando os nossos hábitos e procurando novas formas de energia.

Não tenho duvidas que os custos de recusar a mudança serão enormes.

Por isso....

''O desordenamento do Funchal''


O último programa ''Biosfera'' da RTP foi dedicado à Madeira e com particular atenção para o Funchal. Conta com as participações de Idalina Perestrelo (Quercus), Raimundo Quintal e do geólogo Domingos Rodrigues.

Ver aqui.

Qual mercado?

O presidente-executivo da TAP, Fernando Pinto, disse hoje os preços das viagens para a Madeira são determinados pelo próprio mercado, oscilando em função da antecedência com que o passageiros faz a compra.

Mas qual mercado? O homem está louco.
A TAP está sozinha. Não tem concorrência. E tem imposto os preços que mais lhe convêm.
Porque razão não existem bilhetes last-minute, mais baratos, como em algumas companhias?

Também não percebo porque razão, se a linha da Madeira dá tanto lucro, como muitas vezes ouvi, não estão outras companhias interessadas em partilhar desses lucros.
Será que tudo não passava de um bluf? Será que estamos a pagar agora por cuspir no prato em que comíamos?

Inglanhol

Pior que um português a tentar falar espanhol, só mesmo um espanhol a tentar falar em inglês.
E dois dias de formação dada em inglanhol é de pôr a cabeça de qualquer um em água. Acreditem.

Curioso...

Passos Coelho pediu a privatização da CGD. Por que razão está contra?
Manuela Ferreira Leite: Se existe sector em que a concorrência funciona muito bem é o sector financeiro. A CGD em teoria pode ser privatizada. Mas neste momento, a CGD dá lucros ao Estado e a ser vendida seria por compradores estrangeiros. Sugerir a sua venda é não ter a mínima das sensibilidades para o que significa a Caixa para o nosso tecido familiar. Seria um erro político sem dimensão, num país em que existe enorme insegurança, em que a ideia de uma instituição pública e portuguesa ainda atrai e dá confiança a muitas das pequenas e médias poupanças.

DE.

E que tal impor um valor minimo para os combustiveis

Truth or consequences
By Thomas L. Friedman
Wednesday, May 28, 2008

Imagine for a minute, just a minute, that someone running for U.S. president was able to actually tell the truth, the real truth, to the American people about what would be the best - I mean really the best - energy policy for the long-term economic health and security of the country. I realize this is a fantasy, but play along with me for a minute. What would this mythical, totally imaginary, truth-telling candidate say?

For starters, he or she would explain that there is no short-term fix for gasoline prices. Prices are what they are as a result of rising global oil demand from India, China and a rapidly growing Middle East on top of increasing consumption by Americans, a shortage of "sweet" crude that is used for the diesel fuel that Europe is highly dependent upon and America's neglect of effective energy policy for 30 years.

Cynical ideas, like the McCain-Clinton summertime gas-tax holiday, would only make the problem worse, and reckless initiatives like the Chrysler-Dodge-Jeep offer to subsidize gasoline for three years for people who buy its gas guzzlers are the moral equivalent of tobacco companies offering discounted cigarettes to teenagers.

I can't say it better than my friend Tim Shriver, the chairman of Special Olympics, did in a recent essay in The Washington Post: "So Dodge wants to sell you a car you don't really want to buy, that is not fuel-efficient, will further damage our environment, and will further subsidize oil states, some of which are on the other side of the wars we're currently fighting. ... The planet be damned, the troops be forgotten, the economy be ignored: Buy a Dodge."

No, our mythical candidate would say the long-term answer is to go exactly the other way: Guarantee people a high price of gasoline - forever.

This candidate would note that $4-a-gallon gasoline is really starting to impact driving behavior and buying behavior - in way that $3-a-gallon gas did not. The first time we Americans got such a strong price signal, after the 1973 oil shock, we responded as a country by demanding and producing more fuel-efficient cars. But as soon as oil prices started falling in the late 1980s and early 1990s, we let Detroit get us readdicted to gas guzzlers, and the price steadily crept back up to where it is today.

We must not make that mistake again. Therefore, what our mythical candidate would be proposing, argues the energy economist Philip Verleger Jr., is a "price floor" for gasoline: $4 a gallon for regular unleaded, which is still half the going rate in Europe today. Washington would declare that it would never let the price fall below that level. If it does, it would increase the federal gasoline tax on a monthly basis to make up the difference between the pump price and the market price.

To ease the burden on the less well-off, "anyone earning under $80,000 a year would be compensated with a reduction in the payroll taxes," said Verleger. Or, he suggested, the government could use the gasoline tax to buy back gas guzzlers from the public and "crush them."

But the message going forward to every car buyer and carmaker would be this: The price of gasoline is never going back down. Therefore, if you buy a big gas guzzler today, you are locking yourself into perpetually high gasoline bills. You are buying a pig that will eat you out of house and home. At the same time, if you, a manufacturer, continue building fleets of non-hybrid gas guzzlers, you are condemning yourself, your employees and shareholders to oblivion.

What a cruel thing for a candidate to say? I disagree. Every decade we look back and say: "If only we had done the right thing then, we would be in a different position today."

But no politician dared to do so. When gasoline was $2 a gallon, the government never would have imposed a $2 tax. Now that it is $4 a gallon, the government should at least keep it there, since it is really having the right effect.

I was visiting my local Toyota dealer last week to trade in one hybrid car for another. There is now a two-month wait to buy a Prius, which gets close to 50 miles per gallon. The dealer told me I was lucky. My hybrid was going up in value every day, so I didn't have to worry about waiting a while for my new car. But if it were not a hybrid, he said, he would deduct each day $200 from the trade-in price for every $1-a-barrel increase in the OPEC price of crude oil. When I saw the rows and rows of unsold SUVs parked in his lot, I understood why.

We need to make a structural shift in our energy economy. Ultimately, we need to move our entire fleet to plug-in electric cars. The only way to get from here to there is to start now with a price signal that will force the change.

Barack Obama had the courage to tell voters that the McCain-Clinton summer gas-giveaway plan was a fraud. Wouldn't it be amazing if he took the next step and put the right plan before the American people? Wouldn't that just be amazing?

Vamos todos pedir o relatório

É inquestionável que o processo de liberalização da linha aérea entre a Madeira e o Continente está a correr muito mal.
Sabendo que o governo regional constituiu um grupo de trabalho que elaborou a proposta de liberalização ao Governo da República e acompanhou a negociação até ao fim, e elaborou um relatório sobre todos os trabalhos, é do interesse de todos os madeirenses que esse relatório seja conhecido.
Se esse relatório não for divulgado, torna-se mais do que evidente quem meteu água neste processo.
Aguardamos ansiosamente.

terça-feira, maio 27, 2008

O raspanete de Mario Soares

Li com muita atenção, como habitualmente, o artigo de opinião de Mário Soares.
Estando de acordo com algumas coisas, não estou de acordo com a maioria.
Durante este governo, e para além do controlo do deficit público, muito foi feito nas áreas em que Mário Soares aponta uma necessidade urgente de atenção.
Gastar mal os recursos do estado, de todos nós, não é ser socialista, do mesmo modo que ser rigoroso nos gastos não é ser neo-liberal.
O fecho de alguns serviços ineficientes na área da saúde e da educação permitirão a curto/médio prazo uma melhoria considerável na qualidade dos serviços prestados e na quantidade de pessoas servidas.
Em substituição das escolas miseráveis que foram fechando estão a ser construidas outras, com muito melhores condições.
A reorganização da rede de cuidados de saúde tem permitido levar a muito mais gente, serviços que antes só estavam acessíveis a alguns e com tempos de espera verdadeiramente vergonhosos.
Na área da segurança social os progressos ainda foram mais notáveis, tendo sido introduzidos mecanismos que permitem a sua sustentabilidade, que antes estava fortemente ameaçada.

É verdade que o número de pobres em Portugal é enorme e que o exíguo crescimento económico que se tem verificado nos últimos 7 anos tem contribuído para agravar ainda mais a situação, mas também é verdade (basta ver as estatísticas) que com esta governação a desigualdade de distribuição de rendimentos diminuiu, contrariando a tendência de anos anteriores.

Como diz Mário Soares, "quem te avisa, amigo é", e devemos estar muito atentos a situações que pobreza que em altura alguma devem deixar de merecer uma resposta dos governantes, não deixando de reconhecer o muito que tem sido feito.

segunda-feira, maio 26, 2008

No, She can't

Ponto de ordem

Quem defende os seus direitos nunca é energúmeno.
O mesmo não se pode dizer de quem usa os bens e poder público para defender interesses pessoais.

domingo, maio 25, 2008

SNS e redistribuição de riqueza

O Serviço Nacional de Saúde é pago por todos, através dos impostos, e usado por quase todos, uma vez que alguns cidadão, podendo usar o SNS, preferem pagar e utilizar outros serviços de saúde privados.

Não será o SNS um grande motor de redistribuição de riqueza?

E o seu fim, como é defendido pelos candidatos da direita, não significará um retrocesso na ainda débil distribuição de riqueza em Portugal?

Terceira travessia da Ribeira de João Gomes

Confesso que há coisas que ultrapassam o meu entendimento.
Foi lançado recentemente um concurso para a elaboração de um projecto para mais uma ligação entre os dois lados da Ribeira de João Gomes, no Funchal.
Não percebo para que servirá um viaduto entre a Rochinha e o Alto da Pena.
No estudo de mobilidade para a cidade do Funchal, não vi em lado nenhum uma qualquer indicação que essa ligação fosse uma necessidade, e muito menos uma prioridade.
Ao invés, é identificada uma ligação entre a Av. São Tiago (Saída Leste) e a cota 40, de modo a atenuar o estrangulamento daquela via nas horas de ponta matinal.
Questionado sobre quando avançaria essa obra, identificada como prioritária pelo estudo de Mobilidade para a cidade do Funchal, o Vice-Presidente disse que essa era uma obra muito difícil e como tal não deveria avançar nos próximos tempos.
Será que não há um pingo de racionalidade neste executivo camarário?
Então, adia-se uma obra prioritária para logo a seguir gastar rios de dinheiro para construir uma ponte com mais de 100m de altura sem necessidade nenhuma.
Talvez seja eu que esteja sempre do contra! Ou talvez não.

Encostados a um canto

Muito boa (para o PS) a proposta de dois dos candidatos à liderança do PSD sobre o Serviço Nacional de Saúde.
Com certeza que os portugueses, habituados que estão aos bons resultados da liberalização, estão ansiosos para que o estado deixe de ter intervenção na área da saúde.
Vejamos os exemplos da liberalização dos combustíveis e da linha aérea entre a Madeira e Portugal continental.
Como é sabido essas soluções foram apresentadas como a solução de todos os nossos problemas. Dizia-se que o estado distorcia o mercado, e que sem a sua intervenção a concorrência seria estimulada e os preços iriam por aí abaixo.
Povo enganado que foi nesta conversa.
Em nenhum dos casos os preços baixaram, nem nos combustíveis nem nas viagens aéreas.
E no entanto os mesmos que pediram a liberalização continuam a responsabilizar o Estado com o argumento que este é mau regulador.

Pedro Passos Coelho e Manuela Ferreira Leite ao proporem o fim do Serviço Nacional de Saúde mostram que não sabem em que País vivem e que representam muito poucos portugueses.
Esperava que a futura liderança do PSD tentasse conquistar o espaço ao centro, perdido para o PS. Afinal estão encostados a um canto, fugindo ainda mais para a direita, para uma zona onde há cada vez menos eleitores.

sábado, maio 24, 2008

Eppur si muove

Ei sei que o gráfico é chato. Mostra claramente aquilo que as evidências do Roberto tentam mostrar, mas que na prática não mostram.
Se os Governos Socialistas tem prejudicado tanta gente, e os indicadores são o que são, isso apenas significa que os prejudicados não são os mais pobres, antes pelo contrário.
Há quem não veja nenhuma justiça numa melhor distribuição da riqueza, e os partidos da direita não o vêm. Não venham agora usar argumentos que não são os seus para tentar retirar mérito a quem o merece e a quem sempre trabalhou para aquilo que acredita.

Copy paste

VOLTA PINA MOURA, ESTÁS PERDOADO

Lembram-se de quando Pina Moura baixou o ISP para manter os preços dos combustíveis? Foi queimado na praça pública por muitos dos que agora exigem uma descida do ISP, nesse tempo a decisão de Pina Moura era um case study das universidades americanos, servindo de exemplo do que não se devia fazer. Agora vemos uma procissão de liberais, neo-liberais e outros primos em primeiro grau da família liberal a defender uma baixa do imposto. A hipocrisia à portuguesa é assim.

sexta-feira, maio 23, 2008

Os candidatos


Pedro Passos Coelho: Um candidato fora de tempo. Portugal não irá comprender a sua mensagem. A preparar o futuro.

Pedro Santana Lopes: Um dejà vu. Um oportunista e populista que vive do seu ego.

Manuela Ferreira Leite: Um caso crónico da tecnocracia, mas sem uma visão do que quer para Portugal.

Patinha Antão: Conheço-o de algumas intervenções na AR e de programas de televisão. Talvez por haver fracas expectativas neste candidato surpreende-se.

Disparidade de distribuição de redimentos II


O Roberto Rodrigues não está de acordo comigo quanto aos diferentes resultados de governações de direita e de esquerda quanto à distribuição de rendimentos. Está no seu direito. No entanto uma imagem vale mais que mil palavras.
Os governos de esquerda foram:
De 1995 a 2002 (Guterres) e 2005 até agora (Sócrates)
Os governos de direita foram:
De 2002 até 2004 (Durão Barroso) e de 2004 a 2005 (Santana Lopes).

O Roberto tenta também relacionar o nº de pobres com a relação entre pobres e ricos (S80/S20), mas não explica qual a relação entre as duas variáveis, e eu não consigo adivinhar.

Seria interessante que o Roberto se debruçasse sobre o que diz Bruto da Costa sobre as politicas de Habitação e a sua relação com a quebra do ciclo de pobreza, e os incrementos que essas politicas têm em governos de esquerda e os recuos que têm com governos de direita. Existe um caderno editado pela Fundação Mario Soares do Prof. Bruto da Costa (Exclusões Sociais) que vale a pena ser lido.

quinta-feira, maio 22, 2008

Disparidade de distribuição de rendimentos

A bomba do dia foi a notícia que Portugal é o País da UE em que existe uma pior distribuição de riqueza.
Infelizmente estes não são dados surpreendentes. Há muito tempo que sabemos que isto é assim e este ano não foi excepção.
De qualquer modo, os dados apresentados são referentes a 2006 e por não estarem completos são passiveis de alterações.
Vale também a pena verificar as diferenças existentes em anos em que Portugal foi governado à esquerda (Guterres e Sócrates) com os anos em que o País foi governado à direita (Durão Barroso, Santana Lopes, Paulo Portas).
Nos anos à esquerda o índice S80/S20, que mede a relação entre os os mais ricos e os mais pobres, teve uma tendência de descida e nos anos à direita teve uma tendência de subida.
Afinal ainda existem diferenças entre esquerda e direita, e essas diferenças são evidentes nestes indicadores.

Falta de vergonha

O mesmo senhor que enquanto presidente do Governo Regional se recusa a receber o lider do maior partido da oposição na Madeira, recebe no edificio da presidência do Governo Regional, não um, mas dois candidatos à liderança do seu partido.
AJJ não tem pudor nenhum em pôr os meios do estado ao serviço dos seus interesse partidários.
O Edificio da presidência do Governo Regional não é uma qualquer sede partidária. É um edificio público e deve ser usado para esse fim, e apenas para esse fim.

quarta-feira, maio 21, 2008

Constatação preocupante

As obras nos prédios da esposa do presidente da Câmara Municipal do Funchal estão a avançar muito mais depressa do que os processos no Tribunal Administrativo relativo à violação dos instrumentos de ordenamento do território desses mesmos prédios.
Constato que ou os patos bravos são muito rápidos ou a justiça não se quer meter à sua frente.
Esclarecimentos são necessários.

Avivador de memória

Pinto Monteiro e Maria José Morgado continuam preocupados com a corrupção na Madeira, ou esse dossier já está no fundo da gaveta?

Desemprego em tempo de eleições

Já há muito tempo corria o boato que a AFA, umas das maiores empresas ligadas às obras públicas e construção na Madeira, não tinha despedido muitos trabalhadores no ano passado (2007), apenas por resposta a um pedido do Governo Regional, de modo a que os números do desemprego em ano de eleições não viessem dar razão a toda a oposição.
Hoje vem escarapachado na comunicação social que afinal o boato é pura realidade.
O responsável pelos recursos humanos da AFA vem dizer que entre 2003 e 2005 houve uma quebra brusca de trabalho, e que houve necessidade de reduzir o número de trabalhadores.
Na realidade essa redução já estava prevista há muito tempo, tendo sido adiada apenas por motivos eleitoralistas.

No entanto fica no ar a seguinte questão: o que recebeu a AFA em troca de ter acedido ao pedido do Governo Regional!?
Preferência em concursos em que participe!?
Prioridade face a outras empresas nos pagamentos das dívidas por parte do GR?
Talvez.

Só podemos saber que qualquer que seja o acordo que tenha existido entre a AFA e o GR, esta em pouco terá servido o bem público, e em muito terá servido os fins eleitoralistas do PSD-M e os fins económicos da AFA.

Pobre de espírito


A triste figura que ocupa o cargo de Secretário Regional dos Assuntos Sociais, revelou-nos, qual virgem na oliveira, que o número de pobres na Madeira é de 4,7%. Isso mesmo.
Este Ramos (mais um) é tão burro que nem se lembra que na pressa de contradizer os números apresentados pelo ex-director da segurança social da Madeira, Roque Martins, veio dizer na altura que na Madeira não existiam 22% de pobres mas sim 18%.
Será que em menos de meio ano sua excelência conseguiu reduzir o nº de pobres de 18% para 4.7% !?
Será que alguém acredita que temos uma percentagem de pobres inferior a países como a Islândia, Suécia e Noruega !?

Será que Jardim Ramos acha que somos todos atrasados mentais e que não percebemos há muito tempo que este não faz a mínima ideia do que anda por lá a fazer !?

Temos pobres sim senhor. Infelizmente. E pobres de espírito, ainda temos mais.

Triste comparação

Hoje, e como é hábito a cada 15 dias, o Sr. Primeiro Ministro vai ao parlamento debater com os deputados da nação e ser questionado por estes sobre os mais variados aspectos da governação.
Consigo, e mais uma vez como é hábito, estarão alguns ministros e/ou secretários de estado.

Ontem na Assembleia Legislativa da Madeira, foi apresentada pelo PCP-M, uma moção de censura ao Governo Regional. Apenas esteve presente um Secretário Regional. Não esteve o presidente do governo, não esteve o vice-presidente e nenhum dos outros secretários regionais.

Nesta triste comparação, fica claro quem realmente respeita o voto popular e quem apenas se serve dele para alcançar o poder.

terça-feira, maio 20, 2008

Que modelo de financiamento das regiões administrativas?

A aceitação das regiões administrativas em Portugal, depende em grande medida da capacidade dos seus apoiantes demonstrarem à maioria dos portugueses a justeza dos critérios orientadores e dos valores do financiamento das regiões administrativas.
Quanto aos critérios, não duvido que em grande medida passarão pela coesão territorial e social bem como o nº de habitantes de cada uma das futuras regiões.
Quanto aos valores, é necessário encontrar um equilíbrio salutar entre as receitas próprias de cada região, as contribuições de cada região para as funções do Estado e quais os valores destinados à coesão social e territorial.
Só haverá legitimidade na adopção das regiões administrativas se a grande maioria dos portugueses entender e interiorizar o que está em jogo (critérios e valores) e considerarem que esse caminho é o melhor para o seu futuro.

segunda-feira, maio 19, 2008

Pedro Passos Coelho

Parece-me cada vez mais evidente que o futuro líder do PSD será Pedro Passos Coelho.
Têm-se avolumado apoios de diversos quadrantes dentro do PSD.
Talvez movidos por um desejo de mudança e de não regresso a um passado que pouco orgulho deixa aos sociais democratas, muitos ex-apoiantes de Menezes, Mendes e Santana tem publicamente demonstrado o seu apoio ao mais novo e inexperiente dos candidatos à liderança do PSD.
Considero no entanto, que o problema do PSD é mais profundo e não vai resolver-se com uma nova liderança.
A primeira cara do PSD continuará a ser o seu grupo parlamentar, que em grande medida foi escolhido por Pedro Santana Lopes, e em grande medida continuará a ser instrumentalizado por este.
Pedro Passos Coelho terá o mesmo problema de Menezes, e terá de dividir o seu tempo de antena com um líder parlamentar que pode não estar em sintonia com a liderança do partido.
Esta bicefalia retira capacidade de intervenção, essencial a qualquer partido na oposição.

Por outro lado, parece-me evidente que não estando Pedro Passos Coelho ligado a nenhum desaire do passado, não é sinónimo de que este venha a ter sucesso no futuro.
Apenas significa que este nunca tentou, ou que nunca teve uma oportunidade.

Os seus zig-zags ao encontro de apoios dentro do PSD mostram que o seu caminho pode ser o mesmo de Menezes, e que a trajectória do PSD pode ser a mesma do últimos anos.

Auto-Silo no Cais Norte do Funchal


O Auto-Silo que a Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento tem projectado para o cais norte do porto do Funchal, pode revelar-se um erro estratégico.
Com o mercado das viagens de cruzeiros em franca expansão, e com os navios de cruzeiros a atingirem dimensões "gigantescas", devia a cidade portuária do Funchal pensar na melhor maneira de acomodar essa expansão, retirando daí grandes dividendos para a cidade e para a região.
A construção de um auto-silo de estacionamento para 500 viaturas, pode condicionar fortemente a capacidade do porto e limitar a crescente exigência de segurança.

Esta não é a altura para os delfins do PSD andarem a lutar entre si, para ver quem deixa a maior marca na cidade.
Os erros que temos assistido nas obras da orla costeira na Madeira deveriam servir para os nossos governantes ficarem de sobreaviso. Infelizmente não tem acontecido.
Continuamos a suportar com os nossos impostos, obras com duvidoso interesse para a população e com difícil retorno económico.
E o custo da construção de um auto-silo no cais norte colocar em causa a expansão do porto é: a sua futura demolição ou a antecipação da necessidade de expansão do cais sul, com custos exponencialmente superiores ao de uma adequada utilização do cais norte para o mercado de navios de cruzeiro.

Fonte: Paulo Farinha

Cobrança de aluguer de contadores

Muitas autarquias preparam-se para violar a lei, substituindo a taxa de aluguer de contador por outras taxas, como a taxa de disponibilidade de serviço. É óbvio que estas novas taxas também estão contra o principio da lei, que visa defender o consumidor, impedindo que lhe seja cobrado um serviço que na realidade não usufruiu.
É verdade que existe um custo associado à instalação e manutenção das redes de serviços essenciais, tais como as redes de água, telecomunicações e electricidade, no entanto esse custo deve ser reflectido no preço do serviço e não em taxas fixas.
Não é demais lembrar que existe a obrigatoriedade de serviço universal para esses serviços, e que existem fundos de compensação do Estado para as empresas ou entidades que os fornecem no âmbito da universalidade desses serviços.

No Funchal, e a apenas uma semana da entrada em vigor da nova legislação que impede a cobrança de aluguer de contadores, ainda não foi presente à Assembleia Municipal a proposta de criação de nenhuma nova taxa, ficando a autarquia impedida de cobrar o que quer que seja.
Tudo faremos para que a legislação seja cumprida na integra.

domingo, maio 18, 2008

Lendo Hayek

Sempre que o monopólio seja efectivamente invevitável, a única solução é aquela que os Americanos costumam preferir: um forte controlo do Estado sobre os monopólios privados. Executado com firmeza, este processo tem todas as probabilidades de obter melhores resultados do que a gestão pelo Estado. Assim deverá acontecer caso o Estado estabeleça um controlo rigoroso dos preços de modo a não dar possibilidades a lucros exagerados e nos quais outros, além dos monopolistas, possam participar.

Dito isto, deixo a seguinte pergunta: o que tem feito o Estado para, havendo monopólio (ou quase), como nos trasnporte aéreos, combustiveis e electricidade, controlar os preços de modo a evitar lucros exagerados?
Ou será que esse controlo dos preços não se faz porque algumas dessas empresas são monopólios do Estado?

sábado, maio 17, 2008

A RTP-M: a voz do dono

Quando no mês passado a Região Autónoma da Madeira foi a única região do País onde o desemprego aumentou, a RTP-M, talvez por não considerar esse facto relevante, escondeu essa informação do público e em nenhuma edição do Telejornal da RTP-M houve referência a esse facto.
ontem, quando os dados foram mais favoráveis ao Governo Regional, com os dados do desemprego na Madeira em linha com os do País, a RTP-M dá grande destaque ao tema na abertura do Telejornal.
Considero que o serviço público de informação não pode ter critérios editoriais que permanentemente beneficiam quem está no poder, tornando o debate político na Madeira ainda mais desigual.

P.S. - A propósito da omissão, no primeiro momento, da RTP-M a propósito do crescimento do desemprego na Madeira, apresentei uma queixa, ainda sem resposta, ao provedor do telespectador da RTP.

Arrastão


O Daniel Oliveira decidiu brindar-nos com um destaque que não estávamos habituados.
Os nossos sinceros agradecimentos.

sexta-feira, maio 16, 2008

Transparência II

Muitos dos negócios que envolvem o estado e os privados ainda estão envolvidos numa penumbra que, não sendo caso único no mundo civilizado, há muito deveriam ter deixado de existir.
Neste momento, é com alguma facilidade que temos acesso aos concursos públicos de aquisição de bens ou serviços.
A consulta do Diário da República Electrónico, Jornal Oficial da RAM ou mesmo o site da Central de Compras do Estado, permitem-nos, de um modo muito mais fácil do que há uns anos atrás, a consulta de lançamentos de concursos que antes se revestia de maior dificuldade e custo de acesso.

Há no entanto um caminho que deve ser percorrido.
Os resultados dos concursos públicos bem como os seus concorrentes deveriam ser publicados do mesmo modo que são publicados os lançamentos dos concursos.
Além disso, e tendo em vista o aumento da transparência no relacionamento entre o estado e os privados, deveria ser possível consultar todos os concursos públicos que uma determinada empresa está envolvida ou ganhou.
Nada disto é impossível. Nos estados unidos esta transparência já existe.
Não devemos querer para nós menos que o melhor que existe no mundo.
Haja vontade política e um dia a transparência será uma realidade.

quinta-feira, maio 15, 2008

Aumentos nos transportes públicos

É verdade que o preço do petróleo não parou de aumentar e que o preço do gasóleo tem acompanhado essa subida.
Mas também é verdade que o aumento do preço dos combustíveis tem levado muita gente a trocar o automóvel pessoal pelos transportes públicos, aumentando as receitas destes.
É nesta perspectiva que considero que não deveria existir aumento do preço dos transportes públicos, nem que para isso fosse usado parte do aumento das receitas com o ISP para ajudar as empresas de transportes públicos a fazer face aos aumentos dos preços dos combustíveis.
Esta é uma época de aumentar a racionalidade do uso dos combustíveis e não de incentivar desperdícios e aumentos de consumo.

Os salários excessivos dos gestores

Ontem voltou a falar-se dos ordenados exorbitantes de alguns gestores, e da possibilidade de os governos europeus imporem alguns limites.
Por princípio sou contra esta intromissão dos estados em algo que é privado. No entanto considero que esta realidade não pode ser dissociada das condições da empresa no mercado.
Os gestores de uma empresa que se encontra numa situação próxima do monopólio, não pode ser vista da mesma maneira que os gestores de uma empresa que se encontra em plena concorrência.
Enquanto que no primeiro caso a empresa nunca seria penalizada por gastos excessivos com a administração, já no segundo caso acredito que gastos com a administração tenderiam para um equilíbrio entre o custo e o beneficio, sob pena de a empresa não ser competitiva.
Então, com que critérios e que valores deveriam ser impostos a gestores de empresas (quase) monopolistas? E de que modo deveriam ser impostos esses limites?

Parece-me claro que essa imposição só se poderia fazer pelo lado do aumento da carga fiscal sobre os rendimentos desses gestores, em que seria utilizado como referência o rácio entre o salário médio dos trabalhadores e o salário do gestor em sectores competitivos e os rácios entre salários médios e o salário do gestor que se pretende moderar.
Tal como deveria ser tido em conta o peso da empresa no mercado.

Concretizando.
Assumamos que o salário do gestor de uma empresa monopolista é 20 vezes o salário médio da mesma empresa.
E assumamos que em sectores competitivos essa relação é de apenas 7.
Então deveria existir um forte carga fiscal sobre os parte do salário do gestor que ultrapassa os 7 salários médios.
Imaginem agora que a empresa é apenas quase monopolista, digamos, com 90% do mercado.
Então a carga fiscal (chamemos imposto sobre rendimentos excessivos) deveria incidir sobre 90% da parte do salário do gestor que fosse para além dos 7 salários médios dos trabalhadores.

São apenas divagações, e não acredito que alguma vez venham a ser implementadas, mas lá que moralizava alguns roubos que por aí vão, lá isso moralizava.

Coerências

Aqueles que são contra o novo acordo ortográfico deveriam, por coerência, escrever orthográphico, sob pena de se perder o essencial da língua portugueza.

O caso do Coelho e do relógio no Portugalex


O melhor programa de rádio sobre política em Portugal, na Antena 1, às 12:55h, todos os dias.

quarta-feira, maio 14, 2008

Extrema lata II

A EDP vem agora anunciar um aumento de 3% na tarifa de electricidade, justificando que esta se deve com o aumento do preço do gás e do carvão.
Ainda na semana passada, a mesma empresa veio aumentar a remuneração da administração em 118%.
Dou por mim a pensar que não será preciso um grande gestor e muito menos um que ganhe 2500 contos por mês, se a cada aumento das matérias primas corresponde um aumento das tarifas.
Os lucros aumentam, é verdade, mas apenas porque não existe concorrência, onde não existe quem possa mudar de fornecedor.
Estas empresas que atuam em monopólio são sempre muito rápidas a reflectir os custos e muito lentas a reflectir os ganhos.
Pelo menos nas telecomunicações, e mesmo existindo um operador incumbente, os preços têm vindo a baixar.

Só lhe fica bem

Sócrates pede desculpa por ter fumado no voo para a Venezuela

Não foi por medo...

...não, que ele até é cheio de garra e rigor ideológico e coisa e tal, não.
Os amigos pediram-lhe para não se meter nesse saco de gatos chamado PSD, e ele, mesmo querendo muito (e podendo) ganhar ao Eng. Socrates, decidiu ficar cá, e ser o maior cá da aldeia.
Obrigado, Dr. Alberto João Jardim. Você é o nosso ditador, não o queremos ceder a ninguém.

Grande expectativa

Será hoje ás 15h que AJJ dirá para quem o quiser ouvir o que toda a gente já sabe há muito tempo.
Não será candidato à liderança do PSD, porque dentro do PSD ninguém quer saber dele para nada.
Dirá, mas apenas nas entrelinhas, que não está preparado para o combate democrático.
As condições de condicionamento democrático na Madeira, não são replicáveis para todo o País (felizmente, digo eu).
Sairá a ladrar alto, mas com o rabinho entre as pernas.

De contas percebe ele

Ventura Garcês, o secretário regional das finanças, ameaçou hoje que se os revendedores de gasolina não baixarem os preços, então para o ano vai haver aumento de imposto sobre produtos petrolíferos. Isso mesmo, a solução deste crânio das finanças para baixar os preços é aumentar os impostos. Será que sou o único a achar que isto não faz um mínimo de sentido!?
Nos Açores o ISP é mais baixo que na Madeira e o preço de venda dos combustíveis também, mas isso não significa nada para o nosso laborioso secretário.
No continente onde o ISP é mais alto que na Madeira e nos Açores, o preço dos combustiveis também é mais alto que na Madeira e nos Açores. Mais uma vez, Ventura Garcês não considera esta informação relevante.

O triste nisto tudo é que uma pessoa com as suas responsabilidade não perceba que existem outras condicionantes que definem o preço, como sejam: a existência ou falta de concorrência, custos operacionais dos revendedores, custo de transporte dos combustiveis do continente para a Madeira, entre outros.
Ventura Garcês está a fazer o que estão a fazer as gasolineiras. Está a usar a percepção que os consumidores têm do mercado para poder aumentar as suas margens. A culpa mais uma vez será dos outros.

Esteve mal

José Socrates esteve muito mal. Há muito tempo que é proibido fumar dentro dos aviões e nem o argumento de que o voo era fretado convence.
Tal como nos restaurantes, existem trabalhadores que não querendo estar expostos ao fumo, não o podem fazer devido ao fumo dos outros, com a agravante de num avião não haver a possibilidade de ir lá fora apanhar um arzinho.
Maiores responsabilidades tem José Socrates que ocupando uma posição de grande poder, tinha a obrigação de saber que não seria contestado.
Não sei que legislação se aplica dentro de um avião: se a do país de origem, se a do país que está a ser sobrevoado ou a do país de destino, só sei que podendo não ter violado a legislação José Socrates deu o pior exemplo a todos aqueles a quem pela lei tentou impor uma conduta social.

Bilhardeirices

O bilhardeiro de serviço denunciou outro bilhardeiro e levou-me a procurar o significado da expressão borra-botas, que é o seguinte:

Medroso. Perdedor. No popular... bunda-mole. A origem é antiga, do tempo que os homens usavam aquelas calças pra dentro das botas. Os medrosos teriam tanto medo que se lhes escorreriam as fezes pelas pernas e acabariam dentro das botas.

Sempre a aprender.

terça-feira, maio 13, 2008

Ainda não começou e já está embargado

A 1ª fase da construção da cota 500 ainda não começou e já está embargada, devido à posse ilegal de um terreno, que motivou um processo cautelar por parte do proprietário, junto do Tribunal Administrativo e Fiscal do Funchal (93/08.2BEFUN).
Já começaram as derrapagens nos prazos e nos custos, e a missa ainda vai no adro.

O presidente continua calado ou a falar do tempo

O PCP-M apresentou uma moção de censura ao Governo Regional da Madeira, como é seu direito.
Segundo o regimento da ALM, essa sessão plenária deveria ter sido marcada para 3 dias depois da entrada do pedido. Como é do conhecimento público, não foi isso que aconteceu. O regimento da ALM foi mais uma vez violado e vergado à vontade da maioria que o criou.
Na discussão dessa moção de censura, e segundo o regulamento da ALM é dito que primeiro subscritor tem direito a 30 minutos para apresentar a moção.
Mais uma vez, à revelia do que está expresso no regimento da ALM, o PCP terá apenas 10 minutos para apresentar a moção.
O PSD-M já não sabe o que há de fazer para calar as vozes incómodas.
Só falta mesmo cumprir as palavras de Jaime Ramos e andar aos tiros aos deputados da oposição.
Enquanto isso o Presidente da República vai se entretendo numas audiências com juventudes partidárias e não percebe o alheamento dos jovens da politica, apesar das evidências lhe entrarem pelos olhos dentro todos os dias.

Petição a favor de uma rápida adoção do novo acordo ortográfico

Tive conhecimento através do Miguel Fonseca de uma petição em linha (online) para entregar na Assembleia da República a apelar a uma mais rápida adoção do novo acordo ortográfico.
Eu já assinei.

Perguntas que incomodam ou mandar verdes para apanhar maduras

Alguém sabe qual o papel da Associação Protectora dos Pobres, mais conhecida por Sopa do Cardoso, no bloqueio da vinda do Banco Alimentar contra a Fome para a Madeira?

segunda-feira, maio 12, 2008

Por que razão AJJ apoia uma candidatura perdedora

Nunca questionaram porque razão Alberto João, depois de ter sido traído por Pedro Santana Lopes, continua insistindo que o apoiará?
Eu já me coloquei esta questão várias vezes, e não tenho uma resposta clara.
Jardim farta-se de dizer que Roma não paga a traidores, no entanto o avanço de Pedro Santana Lopes, retirando espaço a uma candidatura ao PSD, ou não é vista como uma traição, por estar previamente combinada, ou então AJJ quer distanciar-se de uma futura liderança do PSD.
Aqui surge outra questão: porque quer AJJ afastar-se da liderança nacional?
A razão só pode ser uma. AJJ espera que o PS perca a maioria absoluta por uma margem reduzida para deste modo aumentar o seu poder negocial no elaboração do orçamento. Nesse cenário, pode haver necessidade de contrariar a linha seguida pelo PSD nacional. Posição essa que ficaria facilitada por um conflito preparado nos bastidores.
Se o PS não perder a maioria absoluta, então o PSD-M, por se ter afirmado contra a liderança do PSD nacional, poderia sempre dizer: eu sabia que isto ia dar para o torto.
Podem ser só suposições, mas eu não consigo encontrar outras razões para AJJ apoiar um traidor mesmo sabendo que este é um perdedor.

Homenagem aos enfermeiros

Comemora-se hoje o dia do Enfermeiro, e eu, filho orgulhoso de dois enfermeiros não podia deixar de lhes fazer uma homenagem.

Em primeiro lugar à minha mãe, a minha grande inspiração como pessoa humana. Sempre profissional e sempre a tentar aprender um pouco mais. Trabalhou sempre o máximo que era possível, até ao último dia de trabalho.
O respeito e carinho com que muitos pacientes e colegas a tratam é um sinal inequívoco de que a sua vida profissional valeu a pena.
Ainda hoje, estando na reforma, continua a interessar-se pela sua actividade de toda uma vida. É sem dúvida um exemplo a ser seguído.

Ao meu pai, pela sua enorme capacidade de iniciativa e empreendedorismo. Soube conquistar o respeito dos seus pares, e é o responsável pelo meu envolvimento na política.
Foi responsável por grandes iniciativas que em muito fizeram melhorar a prestação de cuidados de saúde por parte dos enfermeiros na Madeira.
Foi durante muito tempo (18 anos) o Enfermeiro director do CHF, numa altura em que esse cargo era escolhido pelos seus pares. Foi responsável pela instalação da escola de enfermagem da Madeira e pela criação da delegação regional da ordem dos enfermeiros.

Por fim, e porque de uma enfermeira se tratava, gostava também de fazer uma homenagem a Irena Sendler, que salvou do holocausto nazi cerca de 2500 crianças, e que hoje faleceu aos 98 anos de idade.

A todos os enfermeiros da Madeira, de Portugal e do Mundo o meu muito sentido agradecimento.

Fora de tempo

No PSD já ninguém considera a candidatura de Alberto João.
Há muito que as espingardas andam a ser divididas entre Ferreira Leite, Passos Coelho e Santana Lopes. Alberto João já não conta para nada.
Apenas AJJ, e apenas por não querer sair com a imagem chamuscada, vai falando dum tabu que não cativa o interesse de ninguém.

É indisfarçável o incómodo de AJJ por terem sido expostas na praça pública todas as suas fraquezas.
Chegam a ser ridiculas as suas afirmações ao dizer que seria capaz de ganhar ao Eng. Sócrates, quando dentro do seu próprio partido nem 10% de apoios consegue ter.

Jardim só é forte dentro de um ambiente completamente controlado. Não controlando a comunicação social nem a sociedade civil, Alberto João não vale nada, e é isso que ficou claro com esta sua tentativa de querer mais para si.

domingo, maio 11, 2008

Extrema lata

António Mexia e o conselho de administração da EDP decidiram aumentar a remuneração da mesma administração em 118% enquanto os aumentos dos trabalhadores não chegaram a 2% e quando os aumentos dos preços da electricidade foram superiores a 5%.
Comentando esses aumentos, o ex-ministro do governo de Santana Lopes, dizia que a EDP era das empresas do PSI20 que pagava menos em relação ao valor accionista, mas que ele não se queixava com o aumento de 118%.
Isto é gozar descaradamente com todos os protugueses.
Depois ainda queriam aumentar a electicidade em 15% para justificar um suposto défice tarifário, resultado de incompetências e roubos aos consumidores de electricidade em Portugal.
Vão mas é roubar para a estrada.

O que é nacional é bom


Cláudia Vieira

sábado, maio 10, 2008

Velho ditado chinês que eu acabei de inventar

Nunca acredites em alguem que te diz que nunca te vai mentir.

O código do trabalho e a Autoeuropa

Muitas das alterações propostas para o código do trabalho foram inspiradas nas negociações feitas na autoeuropa entre a direcção da empresa e os trabalhadores.
Este acordo foi feito à revelia dos sindicatos, uma vez que estes opuseram-se até ao fim ao acordo que foi estabelecido.
Foram os trabalhadores, em auscultação interna, a aprovar as ditas alterações.
Os sindicatos, prisioneiros do PCP e do BE, limitaram-se a tentar levar os trabalhadores para um abismo, como aconteceu na Opel da Azanbuja.
O resultado foi tão bom que permitiu que a Autoeuropa e Portugal ganhassem a construção de outros modelos da VW, competindo directamente com outras fábricas do mesmo grupo.
Isto significa mais emprego e significa maior riqueza gerada no País.
A rigidez proposta pelo PCP e BE representam deslocalizações, aumento de desemprego e menos riqueza gerada no País.
O que escolheriam os portugueses se pudessem ultrapassar os sindicatos nas negociações com os outros parceiros sociais?

Uma imagem vale mais que mil palavras

Havendo falta de assunto mais importante, o CDS de Paulo Portas, resolveu fazer uma cruzada contra a ASAE.
Transformou em definição de objectivos um documento interno da ASAE que era suposto apresentar alguns valores de referência.
Considero a existência destes valores de referência importantes de modo a evitar a corrupção das equipas de fiscalização da ASAE, ou seja, se os valores de um determinado inspector forem muito inferiores aos valores de referência, é de bom senso tomar medidas para averiguar o que se está a passar.
Seria fantástico que o real problema fosse que os inspectores estavam a ultrapassar as suas competências e que os restaurantes cumpriam todas as normas de higiene e segurança exigidos, mas a realidade é outra, e fatidicamente chegam-nos as imagens de restaurantes com cozinhas imundas, armazenamentos de peixe que há muito passaram de prazo, feiras com produtos contrafeitos, etc. etc. etc.
Essas imagens são como uma bofetada que vem expor a falta de razão de Paulo Portas, e o quão necessária a ASAE continua a ser.

sexta-feira, maio 09, 2008

Peculato

Alberto João é useiro e veseiro em usar os meios públicos para fins que de públicos não tem nada.
Alberto João intencionalmente mistura governo com partido, e usa os meios da região para beneficio do seu partido.
Dou apenas dois exemplos: a inauguração da escola da Ribeira Brava e a visita ao Reino Unido. Em ambas, Alberto João foi como presidente do Governo Regional, e em ambas fez discursos que só interessavam ao seu partido. Ora que era candidato, ora que já não era. Ora que apoiava, ora que já não apoiava. Ora que eram loucos, ora queria ser o líder deles. Enfim. Albertices.

Na inauguração da Escola da Ribeira Brava podia ter falado das razões dos maus resultados escolares dos madeirenses, mas não falou. Como não falou, no Reino Unido, da razão de tantos madeirenses continuarem a ter necessidade de imigrar.

Usar meios públicos para fins que não sejam públicos tem um nome: Peculato.
E de abuso em abuso, de impunidade em impunidade, vamos percebendo porque chegamos a este ponto de degradação da vida democrática na Madeira.

Falta de carácter

É inadmissível que uma pessoa que pretende abandonar um cargo que ocupa, continue a usufruir do mediatismo proporcionado por esse cargo para atacar a instituição de que faz parte. Quem actua assim demonstra uma moleza de espinha dorsal e falta de carácter que a todos deve incomodar.
É certo que quem age dessa maneira não irá cessar os seus ataques depois de abandonar o cargo. É da sua natureza.

O ex-director da PJ, depois do que vinha dizendo a algum tempo, pondo em causa a credibilidade da PJ, e depois da entrevista desta semana, vem agora dizer que pretendia abandonar o cargo há mais de um mês.
Se o queria abandonar, que abandonasse. As instituições merecem esse respeito.

quinta-feira, maio 08, 2008

Desrespeitando alegremente a ALM

Com muito bem lembra o André Escórcio, é de uma enorme falta de respeito o que os deputados do PSD fazem habitualmente, abandonando a sala enquanto outros deputados falam.
Depois ainda tem moral de criticar outros.

quarta-feira, maio 07, 2008

Banco de Horas II

Fazendo a devida ressalva de a alteração ao código de trabalho ainda estar em fase de negociação entre o governo e os parceiros sociais, gostaria de deixar aqui a minha posição em relação ao banco de horas.
Os representantes dos trabalhadores tem chamado à atenção, e bem, que a implementação do banco de horas implica uma diminuição da remuneração das horas extraordinárias e como tal uma diminuição dos rendimentos dos trabalhadores.

De modo a poder compensar os trabalhadores pelo cansaço extra que implica trabalhar mais de 7 horas, julgo que seria justo que cada hora extra trabalhada correspondesse a mais do que uma hora no banco de horas.

Assim, poderíamos ter que, para uma carga de trabalho entre as 35 e as 45 horas semanais cada hora extra para alem das 35 seria compensada com 2 horas no banco de horas, e entre as 45 e as 50 cada hora seria compensada com 3 horas, equivalendo uma semana com carga máxima a uma compensação de uma semana de folga (10x2+5x3=35).
Deste modo os trabalhadores seriam devidamente compensados pelo seu trabalho e as empresas teriam a desejada flexibilidade de horários de trabalho.

Clinton KO

As eleições directas, de ontem, na Carolina do Norte e em Indiana foram a estucada final na candidatura de Hillary Clinton.
A senadora precisava de ganhar folgadamente em Indiana e perder por poucos em Carolina do Norte para poder aproximar-se de Obama. O desfecho das eleições foi precisamente o inverso.
Alguns dos seus apoiantes já começaram a desmobilizar e a aconselhá-la a abandonar a corrida, a bem da candidatura democrata.
É reveladora a atitude de alguns dos apoiantes, que tem avisado Bill Clinton e não Hillary que vão deixar de apoiá-la, como se o candidato fosse o antigo presidente.
Estou convencido que na próxima semana, a senadora terá mesmo de abandonar a corrida, e encetar uma nova campanha para manter alguma influência e para que os seus apoiantes não se mudem para o campo dos republicanos.

Ainda duvidam do aquecimento global?

Banco de horas

Um dos pontos mais polémicos relacionados com a proposta de revisão do novo código do trabalho tem a ver com o chamado banco de horas, segundo o qual, os trabalhadores podem trabalhar até 50 horas semanais ou 10 horas diárias, de modo a aumentar a flexibilidade horária sem aumentar os custos do trabalho.
Na Madeira e Porto Santo estas medidas poderão ter um grande impacto no sector do turismo, devido a efeitos de sazonalidade ou picos de procura (natal, festa da flor, fins de semana, etc.).
Por outro lado, esta flexibilidade de horários de trabalho pode tornar mais atractivo a criação de empresas com perfis de horários não convencionais (empresas orientadas para projectos), que de outra maneira teriam custos excessivos, pondo em causa a sua viabilidade económica.
Informalmente muita desta flexibilidade já é feita.
Os trabalhadores, esses, terão de ter em conta esta nova realidade quando estiverem a negociar os seus contratos de trabalho ou os contratos colectivos de empresa.

Conselho aos camaradas

Ao João Carlos Gouveia,
Ao Agostinho Soares,
Ao André Escórcio,
Ao Duarte Gouveia,
Ao Miguel Fonseca,
Entre muitos outros,

Os assuntos internos do PS-M devem ser tratados dentro de casa. Existem órgãos onde todos os assuntos relativos à vida interna do partido podem e devem ser discutidos, e onde devem ser apresentadas as divergência.
Trazer a discussão cá para fora, não ajuda a resolver os problemas e fragiliza a nossa imagem.

A esquisofrenia de Jardim II

O que fará Jardim se o candidato apoiado por si, ganhar sem a maioria dos votos!?
Não reconhece a vitória?

Ficamos à espera de clarificação.

A esquisofrenia de Jardim

Jardim disponível

Jardim tinha candidatura "engendrada" mas cenário mudou por causa de Santana Lopes

Jardim arranca com recolha de assinaturas e decide após dia 10

Jardim apela à revolta contra as candidaturas à liderança do PSD

Jardim não reconhece líder com menos de 50%

Jardim diz que o que se passa no PSD é "o cumulo"

Jardim disponível para viabilizar maioria de Sócrates

Jardim pode apoiar Santana

terça-feira, maio 06, 2008

Dignificar o parlamento

Só quem nunca assistiu a uma sessão da ALM é que pode ficar chocado com o que se passou hoje.

Até parece que todos os dias não são ultrapassados os limites do respeito pelos outros.
Até parece que existe um real interesse pela melhoria da democracia e pelo direito das maiorias e das oposições.
Até parece que o presidente faz respeitar sempre o regimento.
Até parece que o papel fiscalizador daquele órgão é respeitado na integra.

Ficaram indignados com um relógio pendurado num pescoço? E não ficam chocados com os uivos e gritos lançados aos adversários enquanto estes falam?
Não ficam chocados com deputados que chegam no fim da sessão só para assinar o livro de ponto?
Não ficam chocados com o custo/beneficio desta assembleia?

Não me venham agora com esse ar de virgens ofendidas, que não fica bem a quem todos os dias mexe na lama.

Bomba relógio


Parece que o deputado do PND tinha uma bomba relógio, a julgar pela necessária evacuação da sala.

Tá tudo doido

Porto Santo: aposta nas energias limpas

Alguém sabe porque razão não existe nenhum posto de abastecimento de combustíveis no Porto Santo que tenha Gasolina de 95 octanas?

Mediatismos

Do mesmo modo que AJJ chamou bando de malucos aos deputados da ALM, desrespeitando os eleitos do povo, ganhando com isso um mediatismo que não teria de outro modo, vem agora o deputado do PND, José Manuel Coelho, fazer uma encenação com um relógio de cozinha pendurado ao pescoço, protestando contra a alteração do regimento da assembleia madeirense, que reduz ainda mais os tempos de intervenção dos deputados da oposição, conseguindo mais uma vez mediatismo à custa da dignidade da ALM, que tanto tem sido enxovalhada.

Pergunte-se aos deputados do PSD na Assembleia da Republica se gostariam de ter um regimento destes.
Pergunte-se a Jaime Gama que exemplo de democracia é este.

Homem sério

Albuquerque é um dos sete autarcas julgados no TC
As supostas infracções detectadas em 2002 no âmbito da Associação de Municípios da Madeira incluem uso de verbas para despesas pessoais, patrocínios a clubes, aquisição de bens e serviços por ajuste directo e sem consulta prévia.

segunda-feira, maio 05, 2008

Não há fome na Madeira?

Este fim de semana aconteceu em todo o país mais uma recolha de alimentos à porta dos supermercados, promovida pelo Banco Alimentar Contra a Fome.
Esta é apenas uma das acções do Banco Alimentar, uma vez que a sua actividade principal é a recolha de desperdícios* para entrega a instituições que apoiam pessoas carenciadas.

Sabemos que aqui na Madeira existe muita gente a precisar deste apoio, e que existem algumas instituições que precisam do apoio de organizações como o banco alimentar para melhor poder ajudar os necessitados.

Há mais de um ano que o Banco Alimentar contra a Fome está em fase de instalação cá na Madeira, não sendo para já visível a sua acção.
Receio que algumas das pessoas que estão à frente da comissão instaladora do Banco Alimentar contra a Fome na Madeira, vejam esta organização apenas como uma forma (mais uma) de promoção social pessoal.

O facto do BA ainda não estar instalado na Madeira, mostra bem como a nossa sociedade civil tem dificuldade em desamarrar-se de um poder regional que tudo abafa, e que tudo faz para que esconda o real problema da pobreza e fome na Madeira.

* São exemplos de desperdícios alguns alimentos que por estarem próximo do prazo de validade já não podem ser comercializados (iogurtes, conservas, massas, etc.)

Cumprindo o programa

Quando o PS apresentou o Plano Tecnológico no seu programa eleitoral , muitas foram as vozes, principalmente da oposição, que tentaram desvalorizar esta linha estratégica.
Imune às criticas, o Partido Socialista foi implementando o dito plano e seguindo à risca as suas linhas de orientação.
Os resultados obtidos por Portugal são fantásticos.
As noticias foram surgindo aos poucos. Primeiro, atingimos o topo no que diz respeito ao governo electrónico, resultado de uma subida de fazer inveja a muitos países desenvolvidos.
De seguida foram as melhorias significativas no n.º de pessoas com acesso a computador pessoal e internet em banda larga, resultado da distribuição de inúmeros computadores por professores e alunos.
Finalmente surge a notícia que ocupamos o top 10 da OCDE no que diz respeito à qualidade dos acessos à internet em banda larga.

Assim se vai fazendo um país mais desenvolvido e moderno.

domingo, maio 04, 2008

Semelhanças inesperadas

O que têm em comum os bancos e os portugueses?

Nenhum deles dá crédito ao PSD.

Justiça fiscal

De quantos casos já não ouvimos falar de empresas que ficam anos à espera que uma qualquer autarquia, ou ministério, ou secretaria regional lhes pague por serviços prestados, quando o mesmo estado é rápido a cobrar os devidos impostos.
Quantas empresas não vão à falência enquanto esperam que lhes paguem o que devem!?

Estas situações são inadmissiveis e deveria ser criada legislação que permitisse ultrapassar esta injustiça e impedir que o estado seja um promotor da falência das empresas.

De modo a diminuir esta injustiça, todos os impostos que uma empresa, que é credora do estado (autarquias, estado regional, estado central, etc.), deveriam ser retirados do orçamento do organismo devedor.
Por exemplo, uma empresa tem a receber X de uma autarquia A, e tem a pagar y de impostos. Então, no ano seguinte, a autarquia A receberia menos y nas transferências do estado, e continuaria a dever X-y à dita empresa (mais juros de mora).

Acreditem, há por aí muita empresa que agradeceria se esta medida fosse tomada. Não há nada pior que ter dinheiro a receber e não ter dinheiro para pagar os seus cumpromissos mais básicos.

sábado, maio 03, 2008

Funchal com Cartas de Risco de Cheias


Foi aprovado na última terça-feira na Assembleia Muncipal uma proposta do PS que recomendava a integração do DL 364/98 (Estabelece a obrigatoriedade de elaboração da carta de zonas inundáveis nos municípios com aglomerados urbanos atingidos por cheias).

Ver intervenção:
O Nosso concelho sofreu nos primeiros dias deste mês novos episódios de cheias e inundações. Para além dos importantes prejuízos materiais provocados em propriedades privadas e públicas trouxe à memória outros episódios semelhantes. Se felizmente não houve prejuízos humanos, houve hoje como no passado quem sofreu de bem perto com o medo de repetir-se os acontecimentos de 1993. Foi geral o desalento de muitos comerciantes e famílias atingidas. Acusaram a CMF de mau planeamento, de obras mal executadas.
Se é verdade que o escoamento das águas se fez de forma facilitada, devido à limpeza das ribeiras e principalmente ao facto do pico de maior abundância de precipitação coincidir com a maré baixa, houve no entanto, outros acontecimentos negativos dos quais importam fazer uma séria reflexão e tirar as devidas ilações.

Estes fenómenos não poderão ser vistos só e tão só como obra da Natureza. Não são uma inevitabilidade. Dou três exemplos que muito facilmente contrariam esta tese. Foi construído a promenade entre a Doca das Cavacas e a Praia Formosa, mesmo em cima da praia. Não seria expectável que mais tarde ou mais cedo o mar destruísse esta infra-estrutura?
Como consequência do planeamento ou se preferirem do desplaneamento desta Câmara ao longo dos anos eliminaram como por acto de magia o Ribeiro do Amparo. Nestas cheias foi ver muitas casas e quintais inundados, com muitos entulhos e materiais provenientes do arrastamento pelas águas. Este fenómeno irá repetir-se no futuro. De quem é a culpa?
Terceiro exemplo: Construíram o Centro Comercial Dolce Vitta da forma como entenderam. Foi ver agora os pisos inferiores do edifício totalmente inundados.
À Câmara Municipal cabe a importante tarefa de planear e ordenar um Funchal seguro, auxiliando-se dos instrumentos de gestão do território adequados.
Caros Membros desta Assembleia,
O Partido Socialista apresenta pela segunda vez na Assembleia Municipal uma proposta que recomenda ao município a implementação e integração do Decreto-Lei nº 364/98 de 21 de Novembro, que obriga aos Municípios a delimitação das áreas inundáveis das zonas urbanas.
Um instrumento fundamental para prevenir situações semelhantes aos ocorridas neste ano. Segundo os estudos do geógrafo Raimundo Quintal, nos últimos 200 anos ocorreram 31 eventos de cheias e inundações no nosso concelho. Uma média de 1 evento por cada 6 anos! Ora, nós consideramos ser esta a altura certa para integrar este importante instrumento nos estudos e no futuro Plano Director Municipal do Funchal. Sublinho que o Município de Santa Cruz já integra no seu primeiro PDM este Decreto-Lei. É de assinalar que o riscos de cheias e inundações é bem superior no nosso concelho que em Santa Cruz.
Não aprovar esta proposta é pactuar com a irresponsabilidade. O ónus mais uma vez será vosso. Assumam-no.

sexta-feira, maio 02, 2008

Alguém falou em cartel?


“Desde o final de Janeiro de 2008 até ontem, o preço da gasolina de 95 octanas, em Portugal subiu 13,2 por cento e o do gasóleo 6 por cento, enquanto o do petróleo tipo Brent, que serve de referência para a Europa, subiu 16 por cento”. De acordo com esta informação, publicada ontem na secção de economia do Público, o jornal fez uma chamada de capa desvalorizando o recente aumento da gasolina e dizendo que os “combustíveis sobem menos do que o petróleo”.

Sucede que, como o jornal deveria saber, se não é possível fazer uma transposição directa entre o preço de qualquer matéria prima e o do seu produto final, muito menos é possível essa leitura num mercado em que a carga fiscal representa mais de 60% do seu preço final. Depois, há ainda que contar com o preço da transformação do produto, transporte e distribuição, custos de operação e taxa de lucro da petrolífera e revendedor. Curiosamente, nem o facto de, no mesmo perídodo temporal, o dólar se ter desvalorizado 7% face ao euro é referido pelo jornal, ignorando assim a vantagem que é comprar em dólares para depois vender em euros...

Em todo o caso, não é preciso ser-se um brilhante economista para perceber que o aumento de 16% do crude não pode ser responsabilizado por um aumento da gasolina superior a 3 a 5 %. Mas esta aumentou 13%, uma média bem superior à dos restantes países europeus. O aumento do crude tem servido de pretexto para o aumento sem precedentes da gasolina e para as empresas petrolíferas registarem lucros recorde, mas é uma desculpa que tem as pernas curtas. Curiosamente, ninguém parece encontrar os responsáveis pela liberalização deste mercado e que nos garantiam, há apenas quatro anos, que a concorrência ia tornar a gasolina mais barata. Aonde é que andam escondidos, agora que a concertação de preços em prejuízo dos consumidores se começa a tornar cada vez mais evidente?

in Zero de conduta

Ao ler a noticia do Público fiquei com a ideia de que aquela era uma daquelas noticias feitas de encomenda e entregues por uma qualquer "Cunha Vaz e Associados" ao jornal em questão. Os erros e omissões são grosseiros e visam justificar uma subida dos preços que não corresponde à real subida dos custos.

Malásia: mosquitos geneticamente modificados vão combater vector da dengue

imagem em zoom do mosquito

As autoridades da Malásia tencionam utilizar milhões de mosquitos geneticamente modificados para aniquilarem outros insectos da mesma espécie, transmissores da doença do dengue aos humanos, informou a imprensa local.
A libertação dos mosquitos modificados ocorrerá este mês, a título experimental, em Ketam, uma ilha de pescadores a sul da capital, Kuala Lumpur.

Segundo dados do Ministério malaio da Saúde, cerca de 9.800 pessoas contraíram dengue no primeiro trimestre de 2008, vinte e cinco das quais morreram.

O teste dos mosquitos "Aedes" geneticamente modificados para que provoquem a morte das larvas das fêmeas “selvagens” com que se cruzam, será supervisionado pela empresa britânica Oxiter, especializada em biotecnologia dos insectos.

No entanto, grupos ecologistas malaios criticaram estas medidas, considerando que a mutação genética dos insectos pode piorar a situação.
in newsleter gripenet

Financiamento das universidades

Há algum tempo que venho sugerindo que o financiamento das universidades públicas por parte do estado deveria ser feito tendo em conta o valor acrescentado que os alunos universitários trazem ao País, ou seja, quanto maiores forem os rendimentos dos trabalhadores que tiveram formação numa determinada universidade, maior seria o financiamento dessa universidade.
A razão que me levou a pensar neste modelo de financiamento estava relacionado com o efeito perverso do financiamento ser feito com base no nº de alunos que frequentavam os cursos de uma universidade levando à existência de instruções para reter os alunos de modo a aumentar o respectivo financiamento.
Este modelo proposto permitiria adaptar as necessidades do mercado à oferta dos cursos, uma vez que os cursos com reduzidas saídas profissionais resultariam em baixos níveis de financiamento. Além disso o interesse em que alunos integrassem rapidamente o mercado de trabalho tendo uma formação de qualidade de modo a auferir de bons rendimentos vai no mesmo sentido para a universidade e para os alunos.
É por isso, com algum agrado, que vejo o mesmo tema a ser tratado por Rui Pena Pires, dado como muito bem informado, junto do Governo Socialista. Será que vamos seguir por esse caminho!?

Tombo de Cavaco Silva

Cavaco Silva está a provar a eficácia do seu silêncio. Todas as suas omissões, aquando da visita à Madeira, foram vergonhosas e desprestigiantes para o cargo que ocupa.
A sua responsabilidade é garantir o regular funcionamento das instituições democráticas. Nem mais nem menos. Se numa altura crucial não é capaz de fazê-lo então nunca será.
Esta queda de 7.4% nos índices de popularidade em apenas um mês mostra que os portugueses estão atentos ao que o presidente faz e deixa de fazer.
Este tombo mostra também que Cavaco está mais dependente do Governo Socialista que o inverso.
A continuar assim, Vitorino ou mesmo Marinho Pinto têm fortes possibilidades de substituir o presidente mais insosso que Portugal já teve em democracia.

Vende-se quadro. Semi-novo.

Os dois deputados independentes eleitos nas listas do PS, mas que acabaram por se afastar do partido desviaram verbas das subvenções atribuídas pela Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) para fins particulares.

Além de terem recebido as verbas indevidamente, ainda as gastam indevidamente.
Se vivêssemos num estado de direito, Isidoro e Ismael devolviam até ao último tostão.

Grandes diferenças II

Há câmaras com atrasos de dois anos para com fornecedores, e existe mesmo um caso curioso: a Secretaria-Geral do Ministério da Cultura, que demora quatro anos a "saldar" contas. Pelo menos 17 autarquias mantêm vivas dívidas a mais de um ano, afectando as tesourarias e balanços de milhares de empresas.

Das dez autarquias que demoram mais tempo a pagar, oito são geridas pelo PSD e apenas duas pelo PS. A Câmara de Gondomar, presidida por Valentim Loureiro, necessita de 629 dias para regularizar as facturas dos fornecedores, estando em segundo lugar no top ten da lista elaborada pelas Finanças, atrás de Oliveira de Azeméis, outra autarquia social-democrata.

Na administração do Estado, em matéria de prazos de pagamento, há contrastes: a Madeira, governada por Alberto João Jardim e que "espreita" a oportunidade de ser primeiro-ministro (poderá ser candidato a líder do PSD), demora 284 dias a pagar aos fornecedores. Os Açores, apenas dois dias. No cômputo geral, o prazo médio de pagamento dos municípios chega aos 136 dias, isto sem incluir as câmaras de Lisboa e Porto (esta última com as Finanças a confirmarem os dados fornecidos pelo social-democrata Rui Rio).

Os prazos de pagamento das empresas públicas estão além dos 90 dias. Em média, demoram 113 dias e figuram empresas como a RTP, Metro do Porto ou a CP. O Governo, ao abrigo do programa "Pagar a Tempo e Horas", impõe para 2008 a redução em 15% o prazo de pagamentos a fornecedores, responsabilizando os dirigentes públicos pelo cumprimento das metas.

in dn

É uma vergonha que a Região Autónoma da Madeira leve em média mais de 9 meses a pagar o que deveria ser pago em 2 ((o estado paga em média em 3 meses). Ao actuar assim o GR coloca fora de mercado dezenas de empresas que não tem poder financeiro para esperar tanto tempo. Algumas nem vão a jogo, outras aumentam os preços de modo a poder compensar a espera.
Como se pode ler na notícia, o PS e o PSD não são iguais, nem nas regiões autónomas nem nas autarquias.

Grandes diferenças

O primeiro partido em Portugal a realizar eleições directas para liderança, foi o Partido Socialista. Essa mudança em relação ao passado trouxe alguns grandes desafios. Todo o processo das eleições directas são acompanhadas de um grande mediatismo, que acompanhado de uma pessoalização do combate político, podem comprometer seriamente a imagem do partido.
Felizmente, nada disto aconteceu. O combate político entre José Sócrates e Manuel Alegre restringiu-se a duas visões diferentes do que o País precisava. Duas visões legitimas dentro do mesmo partido.

No PSD, pouco temos visto desta discussão do futuro do País. Discutem-se candidatos, discutem-se alas populistas e elitistas, discutem-se as próprias directas e se deve ou não haver uma segunda volta, mas nada se diz sobre o futuro do País.

É por isso que a subida de intenção de voto no PS, mesmo tendo implementado medidas difíceis e mesmo existindo dificuldades no horizonte, não me surpreende. Como não me surpreende a descida do PSD.
O PSD deixou de ser um partido de poder, com responsabilidades de poder.
Não tem rumo. Viola compromissos por pura demagogia e eleitoralismo. Resumindo: não é confiável. E pior que isso é que deixou de existir para o País e passou a existir para si mesmo.

O grande problema é que uma democracia não se faz com partidos únicos, e a fraqueza do PSD é também a fraqueza da nossa democracia.


P.S. - Quem é que dizia: "primeiro o País depois o partido"? Quantas voltas já não terá dado no caixão!?