terça-feira, abril 29, 2008

O regresso do passado

Manuela Ferreira Leite é o José António Camacho do PSD.

Lose-lose situation

A candidatura de Manuela Ferreira Leite e a possibilidade daquela ala do partido poder encabeçar uma candidatura nas legislativas de 2009 é a pior situação possível para o PSD-M.
Tal como José Sócrates, Manuela Ferreira Leite acredita que a sanidade das contas públicas é uma questão basilar para um desenvolvimento sustentado.
Assim sendo, quer ganhe o PS quer ganhe o PSD, não há perspectivas de na próxima legislatura uma alma caridosa volte a pagar a absurda dívida gerada pela governação do PSD-M, nem que permita que esta aumente.
Isto coloca o PSD-M num beco sem saída. Há muito que o PSD-M deixou de governar, esperando pacientemente por uma mudança em Lisboa, na esperança que esta resolva os seus problemas.

É por isso que AJJ está tão incomodado com a candidatura de MFL.
Esta candidatura é a certeza que o Governo Regional da Madeira terá mesmo de fazer um regime (daí o nome candidatura do regime), moderar os gastos e controlar a dívida, ao contrário do que é seu hábito.

Preços das viagens da TAP

Estive a fazer umas simulações de reservas no site da TAP e parece-me que está a existir algum exagero em relação ao que se anda por aí a dizer sobre os preços.
Eu próprio fui na onda, antes de averiguar melhor.
Fiz várias simulações, onde tentei colocar aquelas alturas em que os estudantes viajam mais, fins de semana, horários durante a tarde, etc.
Em nenhuma dessas situações obtive um preço superior a 246€, ou seja 180€ mais o reembolso de 60€, preços que se equivalem muito ao que existia antes da liberalização.
O preço mínimo que consegui foi de 88 €, que é uma melhoria significativa em relação à situação pré-liberalização.
Parece que a procissão ainda vai no adro. Precisamos ficar atentos, mas sem dramas e sem alarmismos.

Falta de concorrência

Num parecer da Autoridade da Concorrência  de 2006 sobre a fusão entre a Portugália e aTAP, é assumido que a linha aérea entre a Madeira e Lisboa, resultado da previsível liberalização, viria a ser uma linha com concorrência suficiente, e não seriam exigidas medidas extras à TAP para evitar abusos de posição dominante.
No mesmo parecer, e para a linha Lisboa-Porto é assumido que a concorrência é limitada e como tal á feita uma indexação aos preços da ligação Lisboa-Madrid (uma linha com elevada concorrência).
Temos verificado que a premissa da concorrência na linha Madeira-Lisboa não tem existido e que a TAP tem abusado da sua posição dominante, colocando o preço das viagens muito acima do seu real custo.
Talvez ainda seja cedo para medir se realmente existirá concorrência na linha Lisboa-Madeira mas talvez não seja de por de parte uma queixa à Adc pela atitude que a TAP tem tido.

Por outro lado, e quando e se houver concorrência, os madeirenses não se podem esquecer da atitude que a TAP está a ter neste momento, violando todos os dias a confiança dos seus clientes.

segunda-feira, abril 28, 2008

Frases com piada II

O mosquito não faz mal a uma mosca.

Frases com piada I

Há gente que só vai à farmácia quando não tem outro remédio.

Aumento de IRC para quem contrata ex-ministros

A justificação tem a ver com o facto de um ministro adquirir algumas competências durante o desempenho das suas funções que têm um custo e um valor económico para o estado.
Assim sendo, uma empresa que contratasse um ex-ministro ou um ex-secretário de estado, deveria compensar o estado pelos custos dessas competências adquiridas através de um aumento da tributação.
É a primeira vez que vejo o problema colocado desta maneira, e faz algum sentido.

Vale a pena ler o artigo de opinião do jornalista Sérgio Leal Nunes no Diário Económico.

Por outro lado, não deixa de ser verdade que muitas vezes os ministros são escolhidos por terem determinadas competências adquiridas nas empresas. Nessa situação, deve o estado fazer um "desconto" no IRC às empresas que ficam sem esses profissionais!?

Os tempos de Antena de AJJ

Cristalino como água.
Toda esta encenação de AJJ tem como único objectivo o incremento do seu tempo de antena.
Sem dizer uma única coisita de relevante, ele consegue aparecer em tudo o que é televisão nacional, regional, jornais, blogs, etc.
É verdade que é preciso algum mérito e muita ratice para, fazendo tão pouco, conseguir tanta notoriedade.

Mas tudo tem um preço.
E esta jogada de Alberto João mostra que no seu partido, há pouca gente que o quer por perto.
Querem o seu apoio, querem os votos que este controla, mas não o querem a comandar os seus destinos.
No fundo, o seu papel é o do típico cacique, nada mais do que isso.

domingo, abril 27, 2008

Autonomia

Ouvi uma vez, num arraial da Graça no Porto Santo, num despique, da voz duma senhora, a seguinte frase com sentido jocoso.

"porque queres mais carne, se não comes a que tens"

É também neste sentido que vão as palavras de Augusto Santos Silva em relação ao aprofundamento da autonomia da Madeira.

Sobre as pretensões do PSD-M de aprofundar a autonomia regional, em sede de revisão constitucional de 2009/10, a resposta do ministro é esclarecedora: "Isso motiva-me a maior perplexidade." Santos Silva explica as suas razões.

O ministro lembra que a revisão constitucional de 2004 teve como eixo essencial dar mais poderes às regiões autónomas. Poderes esses que visavam o aprofundamento das autonomias.

Os Açores, no sentido de aproveitarem tais poderes, aprovaram, por unanimidade, uma proposta de alteração do Estatuto Político-Administrativo. Esse documento já foi aprovado, também por unanimidade na Assembleia da República, onde está em trabalhos de especialidade. "Não recebemos qualquer proposta da Madeira", remata o ministro.

Questionado sobre se o PS estaria disposto a dar as garantias reclamadas pelo PSD-M, de não alteração da proposta madeirense, Santos Silva disse que isso seria inconstitucional e que a proposta açoriana, ainda que resultante de uma decisão unânime, sofrerá alterações.



Esclarecedor.

Juntando peças ao Puzzle

Hoje de manhã acordei contigo no pensamento. Em pouco tempo de meditação veio à memória os teus grandes efeitos na tua tão curta passagem pelo planeta Terra. Foste sem dúvida o maior e o melhor de todos! És o nosso semideus e herói dos teus amigos! Enfim, podia desenvolver mais este tema, mas como vivemos num mundo de hipocrisia, o melhor é recordar que hoje se fosses vivo fazias 50 anos de idade. Uma data em que toda a gente festeja à sua maneira, uns reúnem os seus familiares (mulher, filhos, pais, irmãos, cunhados, sobrinhos, amigos íntimos), outros fazem grandes jantaradas de charme ou de poder capitalista ou então, os demais, confraternizam por e simplesmente, como se fosse mais um mero aniversário. Faz no maldito de 5 de Outubro de 1978, 28 anos que deitaram por terra a tua escolha de festejares as tuas 50 primaveras, assassinando-te! Queremos que fique bem vincado, que tu continuarás a celebrar o teu dia natalício, conjuntamente com o nosso pai, nas nossas memórias e que as vossas presenças continuaram sempre vivas até se juntarmos todos novamente no mundo da verdade! Parabéns!

Carta de Leitor de Danilo Fernandes (3-4-2006)



(...)Mas a Flama também não voltaria a ter motivos para comemorar. Daí em diante, foram só tragédias. Na ilha do Porto Santo, um descuido no manuseamento de um relógio fez com que uma bomba explodisse nas mãos de um dos opearcionais, Rui Alberto. Depois, Alírio Fernandes, que tinha levado a gelamonite até Porto Santo, foi preso e apareceu enforcado na prisão militar do Forte de Santiago. A organização culpou as autoridades. Outros acusaram-na de estar a fazer acertos de contas. Alguns operacionais viraram-se contra os seus superiores. Correia da Silva teve a sua quinta incendiada. Miranda era ameaçado de morte. Sobretuto, o grupo de incendiários revoltava-se contra os "traidores" internos.(...)

Revista Única - Expresso (25-4-2008)


Alírio Fernandes, irmão de Danilo Fernandes, era um operacional da Flama, responsávél por retirar os explosivos do paiol e fazê-los chegar aos operacionais. Depois de preso, tornou-se um perigo para a Flama, podendo denunciar quais os meninos, filhos de empresários madeirenses, que estavam envolvidos nas bombas da Flama.

sábado, abril 26, 2008

O grande bluff

Cada vez estou mais convencido que a suposta candidatua de Alberto João Jardim à liderança do PSd não passa dum grande bluff.
As condições impostas por AJJ para poder ser candidato, tais como a desinstencia de outros candidatos, não eram e não são realizaveis.
A candidatura de Santana Lopes, essa figura de má memória, sempre esteve à frente da candidatura de AJJ, como o próprio varias vezes afirmou.
Assim, parece-me que AJJ apenas queria ensaiar uma pose de lider nacional que nunca corresponderá à realidade.
Os supostos apoiantes (presidentes das distritais) apenas pretendem captar os votos dos militantes madeirenses para uma lista que eles próprios apoiem, e nunca foi sua intenção ver AJJ a comandar os destinos do PSD.

P.S. - Aguiar Branco, numa entrevista à RDP, clarificou o seu diferendo com AJJ. Ela teve a ver com a recusa de aplicação de uma lei da República, relacionada com a droga, na Madeira. Parece que o diferendo nada tem a ver com o facto de Aguiar Branco ser da burguesia ou da aristocracio do Porto, ao contrário do que dizia AJJ.

Roupa Velha

Roupa velha
Letra e Música: Fausto

Rapariguinha
cose a tua saia
velha de cambraia
que outra não podes comprar baixa a bainha
rasga o pé-de-meia
quando é magra a ceia
quem nos há-de aguentar
oh bonitinha

A que preço está o peixe
na corrida
a xaputa já é truta
promovida
puxa da massa apalpa a fruta
insecticida
fez a pileca da vitela
uma investida
e a salsicha “isidora”
é alheira de Mirandela

A que preço está a couve
e o grão-de-bico
bacalhau quase não há
deu-lhe o fanico
tenho prisão de ventre oh pá?
eu já te explico
o feijão-frade subiu ao céu
vende o penico
se não há grelos no mercado
há bons nabos no hemiciclo

Guarda a roupa velha
que sobra do almoço
dá o braço à Maria
ao Manel e ao Joaquim
não vás devagarinho
faz da praça um alvoroço
leva-me contigo
ai!! não te esqueças de mim
rapariguinha
cose a tua saia
velha de cambraia
que outra não podes comprar
baixa a bainha
rasga o pé-de-meia
quando é magra a ceia
quem nos há-de aguentar
oh bonitinha

A que preço está o vinho
nessa pipa
arde o preço da aguardente
queima a tripa
a água-pé é um detergente
só constipa
já não gosto da cerveja
dessa tipa
e a jeropiga a martelo
é servida em bandeja

A que preço está a casa
nessa esquina
não se aluga só se vende
é uma mina
quem a vende tem juros
lucros
alucina
quem não tem casa inventa
imagina
sonha ao relento é multado
mora em barraca clandestina

Guarda a roupa velha
que sobra do almoço
dá o braço à Maria
ao Manel e ao Joaquim
(…)

Como vai a nossa vida
de chinelo
pelo custo não é festa
é um duelo
o cabaz da fome é caro
magricela
mais barato é o discurso
tagarela
nada diz nada acrescenta
nem mexe o fundo à panela

A liberdade vai passar por aqui

Aprende a nadar, companheiro
aprende a nadar, companheiro
Que a maré se vai levantar
que a maré se vai levantar
Que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
Maré alta
Maré alta
Maré alta

sexta-feira, abril 25, 2008

Recordar o estado-novo

Eram frequentes as anedotas sobre o longo governo do Presidente do Conselho e a sua previsível longevidade, dado o caso do pai, que morrera muito idoso, e das irmãs, mais velhas e bem resistentes.
Entre elas, esta:

Um dia, alguém pensou em oferecer a Salazar, como presente, uma tartaruga.
- Uma tartaruga? Que ideia! Onde ia eu meter um bicho desses?
- É muito simples. Basta um tanquezito com água. Não dá trabalho nenhum, não incomoda, não faz barulho e pode viver até aos duzentos anos...
- Ah, não! Não quero. Nós afeiçoamo-nos aos animais, depois eles morrem e lá ficamos com pena de os perder...

Há sempre alguém que resiste, Há sempre alguém que diz não

O Futuro

Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente

Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente

Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.


Ary dos Santos

quinta-feira, abril 24, 2008

Balcanização

Lembram-se daquele senhor que passou a vida a separar as águas, entre o nós, bons, cá e os outros, maus, lá?
Pois é. Este senhor diz que o seu partido (lá) está balcanizado.
Sim, porque cá, temos um partido unido. Não há grupos e grupinhos que se atropelam para ver quem está na linha da frente da futura liderança.
Cá não há uns que mandam fazer inspecções para dar a conhecer os podres dos outros.
Nem há jantares de natal numa quinta no meio da serra, apenas para parte do grupo.
Nem há um politico que por impossibilidade de voos maiores, tudo faz para manter os grupinhos no seu sitio.
Nada disso.
No continente é que há balcanização.

Aumento de 5.4% de desempregados na Madeira


É com grande surpresa minha que verifico que hoje, no Telejornal Madeira, voltou a não falar-se do aumento do número de desempregados na Madeira, em sentido contrário ao resto do País. Deve ter sido esquecimento.
Talvez aqueles senhores do dossier de imprensa se lembrem. São sempre tão atentos, eles. Não são nada de aceitar encomendas para denegrir a oposição.
Jornalismo sério é cá na Madeira, em que o GR gasta mais de 10.000€ por dia num jornal, só para haver liberdade de imprensa.
Não admira que uma pessoa habituada a tanta civilização fique indignada com os ataques torpes de uns cubanos ao nosso grande lider.

Os meus dotes de adivinhação

Eu não dizia?!

Desemprego na Região “contido”

Número de inscritos no Instituto Regional de Emprego decresce pelo segundo mês consecutivo.

Comentando o Telejornal Madeira

Em vez de emitir a minha opinião critica em relação ao Telejornal Madeira de ontem, vou apenas mostrar o enquadramento, e cada um que tire as suas conclusões.

21:00 - Candidatura de Alberto João Jardim à liderança do PSD (7 min)
21:07 - Aula de Alberto João Jardim no colégio da Apresentação de Maria (3 min)
21:10 - Liberalização da linha aérea entre Lisboa e Funchal e Entrevista ao Sub-Secretário de Estado para os transportes (17 min)
21:27 - Candidatura de Alberto João Jardim à liderança do PSD (3 min)
21:30 - Derrocada em Santo António (2 min)
21:32 - Sessão Parlamentar sobre extracção de inertes e comissão parlamentar sobre dengue (5 min)
21:37 - Reunião do Partido Socialista com a ACIF (2 min)
21:39 - Preocupações do CDS relacionadas com a Liberalização da Linha aérea entre Lisboa e Funchal e defendendo a maior intervenção do Estado(2 min)

Não houve tempo para falar do aumento do número de desempregados inscritos no centro de emprego da Madeira. Com certeza que hoje vai abrir o Telejornal.

Estivadores da Paz

O sentido cívico dos estivadores da África do Sul, respondendo a um apelo do clero daquele País, é em todos os sentidos notável.
A sua acção (ou inacção) impediu que um carregamento de armas, no valor de 1.125 M$, oriundas da china e destinadas ao Zimbabwe, fosse entregue nas mão dos cães de fila de Mugabe.
Segundo últimas noticias, o navio chinês ainda terá tentado desembarcar as armas num dos Países vizinhos, tais como Angola e Moçambique, sem sucesso.
Neste momento, fonte do governo chinês revelou que o navio está de regresso a casa, sem ter descarregado as armas.

Saiu de fininho

Confesso que não estava à espera que Alberto João Jardim desistisse com tanta facilidade.
À primeira contrariedade pôs-se de parte. Nem o apoio expresso pelas maiores distritais do PSD, como Lisboa, Porto e Madeira, foram suficientes para AJJ se sentir acompanhado.

Fica demonstrado claramente que AJJ não queria uma disputa pela liderança. Queria sim um passeio de aclamação.

Enganou-se e agora volta para casa com o rabo entre as pernas.

Dossier de imprensa

Luis Filipe Malheiro ficou indignado com o enxovalho que dois comentadores da SIC Noticias fizeram à figura de Alberto João Jardim.
Gostava de ver a mesma postura de indignação em relação aos jornalistas cá da praça, habituados a jornalismo rasgadinho prenhe de "encomendas" do presidente do PSD-M.

quarta-feira, abril 23, 2008

Tá tudo controlado

Já estou à espera de ouvir o Ali o Químico madeirense (Brazão de Castro) a dizer que o desemprego na Madeira está controlado.
Nos dados ontem revelados sobre o nº de inscritos nos centros de emprego de todo o País, verifica-se que há menos cerca de 50 mil desempregados, ou seja, menos 11.4%.
A Madeira continua a ser a excepção à regra, sendo a única região do País onde o nº de inscritos nos centros de emprego aumentou. São mais 5.4% que no mesmo mês do ano passado.
Sem dinheiro para fazer obras e sem mudança de modelo de desenvolvimento não vejo como se irá inverter esta situação.
Não tarda, teremos uma taxa de desemprego superior à do País.

O culpado é o de sempre. As culpas, invariavelmente, serão mandadas para os outros.

Juntam-se as tropas de Jardim

Previsões:

Certas
Distrital da Madeira
Distrital de Lisboa

Quase certas (?)
Distrital do Porto
Distrital dos Açores
Distrital de Faro
Distrital de Viana do Castelo
Distrital de Vila Real

Quem se segue?

Imaginem...

...Alberto João Jardim como Primeiro Ministro e um governo socialista numa região autónoma.

Como seria o relacionamento entre o estado central e as autonomias?

Alguém dúvida que seria imposto um garrote financeiro tal como o governo regional da Madeira impôs e impõe às autarquias de outras cores partidárias?!

O que vêem na Manuela?

Muito sinceramente não consigo perceber quando ouço destacados militantes do PSD afirmarem que Manuela Ferreira Leite seria uma boa líder do PSD.


MFL foi uma péssima Ministra da Educação que deu origem a uma crise que agora tem de ser resolvida com elevadíssimos custos para todos. A sua última decisão nessa pasta foi a atribuição de uma elevada quantia a uma escola que, poucos meses depois, foi dirigir. Como Ministra das Finanças transformou o problema do défice num mostro e numa obsessão, vendeu património a preço de saldos em operações duvidosas e lançou o garrote financeiro às Regiões e às Autarquias.

Foi a primeira a roer a corda quando Barroso foi para a Comissão e liderou o pelotão de fuzilamento de Santana. E,nestes tempos dificeis de oposição limita-se, numa postura calculista, a não fazer nada para ajudar o PSD. Pior: quando abre a boca é para dar "porrada" no PSD.

Foi ao Congresso do PSD defender que o partido não valia a pena pedir um referendo ao Tratado de Lisboa pois tal implicaria “uma campanha em que andará de braço dado com o PS”.

Com este curriculo, com esta postura cínica, esta falta de lealdade e de coragem, sem uma estratégia para o país, sem sombra de ideologia ou mesmo alguma seriedade, questiono-me: o que vêem em MFL?

Lisboa apoia Jardim

"Carlos Carreiras, líder da distrital de Lisboa apoia a candidatura de Alberto João Jardim à liderança do PSD" no http://www.dnoticias.pt

E esta?

Militantes forçam Jardim a protagonizar a alternativa «basista»

O nome de Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional da Madeira e líder do PSD regional é um dos que surge como possibilidade na liderança do PSD nacional, diz a «Rádio Renascença».

Está debaixo de olho um movimento da ala menezista do partido, agora que é quase seguro que Luís Filipe Menezes não se recandidata e que, apensar de muito sondado, Pedro Santana Lopes nada diz.

Militantes das distritais do Porto, Braga, Viana do Castelo, Lisboa e ilhas têm pressionado os seus dirigentes para que forcem Jardim a protagonizar a alternativa «basista» que deu a vitória a Menezes nas últimas directas.

Insatisfeitos com Manuela Ferreira Leite, por se identificar com o passado, desconfiados das verdadeiras intenções de Patinha Antão e Neto da Silva e da inexperiência de Passos Coelho, voltam-se para o presidente do Governo Regional da Madeira que, há dias, até se mostrou disponível para avançar «se tivesse tropas».


na http://www.agenciafinanceira.iol.pt

terça-feira, abril 22, 2008

As hipóteses de Jardim

Por muito que alguma elite de Lisboa torça o nariz à possibilidade de Jardim vir a ser líder do PSD nacional, a verdade é que são os militantes de base que escolhem o presidente em eleições directas. Ora, se Jardim fizer o que sempre fez na Madeira, i.e. falar directamente com as bases, e contar com o apoio da "máquina" que levou Menezes à presidência, é um candidato para ganhar.

Quanto mais se mexe, mais fede.

O que se passa na Madeira, uma ilha, pérola do Atlântico, com cerca de 260 mil habitantes, 120 mil deles concentrados no Funchal, costuma interessar pouca gente.

As notícias saltam, às vezes, para dar conta de antagonismos políticos acirrados e que redundam em peixeiradas visíveis para a comunicação social "mainstream", como foi o caso recente dos "sifões de retrete" para "hipopótamos adormecidos".

Se a Madeira tivesse a importância da Itália, porém, os fenómenos provavelmente já teriam dado à capa da Economist. Assim, só se fala de rábulas carnavalescas e do traje de ocasião do presidente do Governo Regional!

Porém, o que vem hoje na Visão parece-me uma daquelas reportagens cujas imagens valem mil palavras e em que as centenas de palavras do artigo assinado por Miguel Carvalho, valem um retrato preciso e uma imagem focada e que se assemelha ao verdadeiro autoritarismo fascista: o da repressão efectiva e eficaz da discordância e dissidência, com a disseminação do medo, generalizado, de falar livremente e de afrontar os poderes fácticos aí instalados.

Não se trata de um problema da oposição. Não é mais uma questão de política interna a espelhar a luta pelo poder político. É muito mais do que isso, embora muitos o queiram reduzir a essa disputa, iludindo a questão de princípio.

Esta, foi bem explicitada nas palavras de despedida do ex-comandante da Zona Marítima da Madeira, Figueiredo Robles a quem aí chamaram "colonialista"! Escreveu uma carta aberta a Alberto João Jardim em que lhe disse da "inqualificável pressão par fins pouco claros, a qualquer preço e sem qualquer pudor." E falou ainda da coragem dos que têm de enfrentar o medo, na região. Que medo é este?
Segundo o antigo advogado do regime, Filipe Sequeira, titular do escritório SMS, por onde , dantes, passava tudo, é mesmo um medo físico, de agressões concretas e que o faz dizer seriamente que "corro riscos ao dar esta entrevista", (à Visão).

Para se entrever a expressão deste medo, comecemos pelas imagens da Visão...

Em seis fotogramas alinhados no topo de duas páginas, vemos uma sequência delas, tiradas pelo fotógrafo da Visão num espaço público - a Assembleia Regional - onde se reconhece um tal Cunha e Silva, advogado e antigo sócio daqueloutro, actualmente vice-presidente do Governo regional, a olhar, notoria e desconfiadamente desagradado, para o fotógrafo.

No segundo fotograma, o deputado Cunha e Silva esconde a cara e a expressão, com a mão, e segundo o fotógrafo, nesta altura estaria a avisar Alberto João Jardim, ao seu lado e a discursar, fazendo-lhe notar discretamente, o intruso.

Jardim olha para o fotógrafo de modo iniludível e severo e dirige-se ao presidente da Assembleia que por sua vez, mira o fotógrafo com curiosidade que se estende a um assessor que, também ele, olha para o mirone da Assembleia.

No último fotograma, vê-se o tal Cunha e Silva a fotografar, por sua vez, o fotógrafo, com o telemóvel em riste.

É só isto! As imagens até podem estar manipuladas, embora se deva presumir a inteira credibilidade do fotógrafo e por isso a fiabilidade da interpretação, tendo em conta o contexto .

Mas quem as olhar e ler o texto, perceberá numa instante, aquilo de que fala Umberto Eco, ao escrever sobre o "fascismo eterno",o Ur-fascismo, num dos seus Cinco Escritos Morais.

Tal como Eco descreve, por ali, na reportagem da Visão de hoje, passa a imagem, em palavras, da recusa do pensamento crítico que opera distinções e erege o desacordo como traição; por ali passa o medo à diferença e a recusa de intrusos; por ali passa a imagem clara da ascensão de uma classe média nova-rica; ali passa uma espécie de xenofobia disfarçada e que repele o "contenente", num nacionalismo ilhota e que por vezes aflora em escritos e dizeres públicos com ameaças de secessão.

Ali passa a imagem do medo do putativo "inimigo", bem notórias na foto; ali passa o princípio da guerrilha permanente de palavras e actos consecutivos. Ali passa também a imagem de uma transferência da vontade de poder para questões sexuais, com o machismo latente e pesporrente nos ditos desbocados . Ali passa o populismo aberto e qualitativo, com denúncia da III República apodrecida em Lisboa e a consequente deslegitimação dos poderes constituidos. Por ali passa uma neo-linguagem, para uso em comícios regados de boa disposição e alarvidades várias, com heroísmos de feira. Por ali passa ainda a noção de que a instrução deve ser primária, porque assim chega. Por ali passa, finalmente, a real apetência pelo elitismo das altas esferas e o desprezo pelos mais fracos que se calam com medo desse poder avassalador que lhes tiraria o emprego num instantinho.

Foi por isso que Figueiredo Robles também disse que...

curvo-me respeitosamente perante aqueles que, vivendo o quotidiano nessa região, ousam fazer da sua verticalidade um hino à coragem.

Como se torna isto possível neste cantinho de Portugal que se costuma chamar a pérola do Atlântico? Não temos exemplos destes em mais nenhuma outra região do país! Não há nada que se pareça e seja conhecido, mesmo nos locais de maior caciquismo tradicional.

A Visão aponta uma explicação...

Festas, beberetes, jantares do Rotary Club, dos Amigos do Peixe e da Academia das Carnes, os convívios entre figuras gradas da política e do meio judicial são constantes. " O ritual de encantamento sobedece a regras muito rigorosas e incide sobre um vasto leque de altos funcionários forasteiros: ministros da República, majores-generais,capitães-de-mar-e-guerra, juizes, procuradores, comandantes da GNR, coordenadores da PJ,SEFe SIS e directores de Finanças" , ilustrou, em recente crónica, Miguel Fernandes Luís, do DN da Madeira. Depois das sudiências da praxe, a "vítima" recebe semanalmente, "dezenas de convites para iniciativas(...)Com tanto convívio é fácil fazer novos amigos que, por sua vez, têm conhecidos/familiares com pequeninos problemas que "o amigo visitante" ajuda a resolver.

Uma mão lava a outra, escreve o jornalista. Ferreira Neto, durante 13 anos foi juiz de círculo na Madeira, mas...
pagava o preço de ser isento e independente. Se não formos alinhados, marginalizam-nos socialmente. Com grandes custos familiares. A dada altura , conhece-se toda a gente, é difícil ser juiz. (...) Sentia-me incómodo para o poder político. E como não sou domesticável...
, diz o juiz.

Segundo a Visão...
" Num curso de jornalismo judiciário na Madeira, os jornalistas queixaram-se, na presença de juízes de fazerem notícias de casos polémicos que depois não são investigados pelas entidades competentes. O jornalista é que apanha uma queixa por difamação."
E o advogado
António Fontes, social democrata, diz ainda mais...
Estou convicto da existência de uma grande promiscuidade entre o poder político e o poder judicial.
Pois...

A reportagem da Visão da semana é um retrato do medo... na Madeira, já denunciado por outros e nunca entendido pela maioria.

Em Portugal, em 2005, numa ilha que é parte integrante de Portugal, mais de trinta anos depois do 25 de Abril e por causa de uma pessoauma única pessoa, repare-se bem!- que consegue ganhar eleições a eito, e se resguarda inevitavelmente nesse alibi inatacável, vive-se assim!

Muitos se queixam; poucos se fazem ouvir. A resposta do poder instituído na Madeira, aliás, legitimado democraticamente, é sempre a mesma: antes do poder da trilateral e da maçonaria era a esquerda o bombo da festa. Agora, continua a ser a esquerda e "os idiotas úteis" a que se acrescentam as oposições, mais os jornais que não escrevem artigos laudatórios das grandes obras. E são estes, sempre que é preciso, que pagam a despesa, pois é com estes que ela se tem feito também. Segundo a reportagem- o jornal JM recebeu durante 2003, mais de mil contos por dia!

Deverão os restantes 10 milhões de portugueses, ficar constantemente sujeitos a estes enxovalhos? A esta vergonha permanente? A democracia compadece-se com isto? Não há volta a dar-lhe?!

! E a resposta está obviamente no poder político central! Particularmente no PSD nacional! A reportagem da Visão devia fazer acordar muita gente para este pesadelo e despegar de mais uma anomia.


Publicado por josé 15:21:00
in Grande Loja do Queijo Limiano

O Monstro

Qual foi o maior feito do Governo de Sócrates neste mandato?

Quem foi a ministra das Finanças responsável por um défice de 7%?

Deve ser propaganda

Défice do subsector Estado baixa 32% até Março

O défice do subsector Estado diminuiu 32% até ao final do mês passado, tendo beneficiado do crescimento das receitas e da diminuição das despesas.

Ainda se lembram dos resultados maravilhosos de Manuela Ferreira Leite e Bagão Felix? Com sacrifícios iguais ou piores aos de agora mas sem resultados que se vissem.

Povo de brandos costumes


No Massacre de Lisboa de 1506 - também conhecido como Progrom de Lisboa ou Matança da Páscoa de 1506, uma multidão movida pelo fanatismo religioso perseguiu, violou, torturou e matou entre duas mil e quatro mil pessoas, acusadas de serem judias. Isto sucedeu antes do início da Inquisição e nove anos depois da conversão forçada dos judeus em Portugal, em 1497, durante o reinado de D. Manuel I.

Cerca de 93 mil judeus se refugiaram em Portugal nos anos que se seguiram à sua expulsão de Espanha, pelos reis católicos, em 1492. D. Manuel I se mostrara mais tolerante para com o judaísmo, mas, sob a pressão de Espanha, também em Portugal, a partir de 1497, os judeus foram forçados a converter-se.

A historiografia situa o início da matança no Mosteiro de São Domingos (Santa Justa), no dia 19 de abril de 1506, um domingo, quando os fiéis rezavam pelo fim da seca e da peste que tomavam Portugal, e alguém jurou ter visto no altar o rosto de Cristo iluminado — fenômeno que, para os católicos presentes, só poderia ser interpretado como uma mensagem de misericórdia do Messias - um milagre.

Um cristão-novo que também participava da missa argumentou que a luz era apenas o reflexo do sol, mas foi calado pela multidão, que o espancou até a morte.

A partir daí, os judeus da cidade foram o bode expiatório da seca, da fome e da peste: três dias de massacre se sucederam, incitados por frades dominicanos que prometiam absolvição dos pecados dos últimos 100 dias para quem matasse os "hereges".

A corte encontrava-se em Abrantes - onde se instalara para fugir à peste - quando o massacre começou. D. Manuel I tinha-se posto a caminho de Beja, para visitar a mãe. Terá sido avisado dos acontecimentos em Avis, logo mandando magistrados para tentar pôr fim ao banho de sangue. Entretanto, mesmo as poucas autoridades presentes foram postas em causa e, em alguns casos, obrigadas a fugir.

Como consequência, homens, mulheres e crianças foram torturados, massacrados, violados e queimados em fogueiras improvisadas no Rossio. Os judeus foram acusados entre outros "males", de deicídio e de serem a causa da profunda seca e da peste que assolava o país. A matança durou três dias - de 19 a 21 de Abril, na Semana Santa de 1506 - e só acabou quando foi morto um judeu que era escudeiro do rei, João Rodrigues Mascarenhas, e as tropas reais afinal chegaram para restaurar a ordem.

D. Manuel I penalizou os envolvidos, confiscando-lhes os bens, e os dominicanos instigadores foram condenados à morte. Há também indícios de que o Convento de S. Domingos (da Baixa) teria sido fechado durante oito anos.

No seguimento do massacre, do clima de crescente anti-semitismo em Portugal e do estabelecimento do Tribunal do Santo Ofício — que entrou em funcionamento em 1540, perdurando até 1821 — muitas famílias judaicas fugiram ou foram expulsas do país, tendo como destino principal os Países Baixos e secundariamente, França, Turquia e Brasil, entre outros.

Mesmo expulsos da Península Ibérica, os judeus só podiam deixar Portugal mediante o pagamento de "resgate" à Coroa. No processo de emigração, os judeus abandonavam suas propriedades ou as vendiam por preços irrisórios e viajavam apenas com a bagagem que conseguissem carregar.


via Wikipedia

segunda-feira, abril 21, 2008

Artistas da Politica

Durão Barroso ganhou as eleições legislativas prometendo um choque fiscal, ou seja, uma descida acentuada dos impostos.
A primeira medida que tomou foi no sentido contrário, e logo que pôde aumentou o IVA de 17% para 19%.
Como mesmo assim não conseguiu por as contas em ordem, fugiu na primeira oportunidade, deixando o País entregue a essa caricatura de instabilidade de seu nome Santana Lopes.
Agora, numa reedição da conversa fiada do choque fiscal, o economista Eduardo Catroga vem aconselhar que Portugal precisa de um choque simultâneo de redução de despesa com descida de impostos.
O que vale é que os portugueses estão cada vez menos crentes nestes coelhos tirados da cartola de uns politocozecos que quando puderam nada fizeram.

O Homem que se segue: o Democrata de Gaula


Segundo me constou, Baltazar Aguiar anunciará o abandono da vida parlamentar, pelo menos para já.
O também satírico António Fontes, irmão do vice-presidente da ALM, também não se tem mostrado muito disponível para ocupar tão inglório posto.
Assim sendo, o Homem que se segue é o Sr. José Manuel Coelho.
Que use a oportunidade que lhe está a ser concedida, e para a qual muito trabalhou, para fazer politica dura e de denúncia.

Foto: José Manuel Coelho a cumprir Trabalho Comunitário por ter sido condenado pela distribuição do jornal clandestino "Os democratas de Gaula", num processo que faz lembrar outros tempos. (foto retirada do dn)

PIB e desigualdades sociais

Que o PIB reflecte a riqueza criada num País ou Região é uma afirmação que não merece grande contestação.
Também é verdade que o PIB é um bom indicador para comparar a riqueza de diversos Paises/regiões e as respectivas taxas de crescimento.
O mérito ou demérito resultante desse indicador cabe em grande parte a quem foi escolhido pela população para dirigir os destinos de um País/Região.

Assim sendo parece-me justo que quando se fala de fundos destinados a promover a coesão económica entre países/regiões se utilize o indicador PIB, e não outro, como base para a distribuição desses fundos.

Do mesmo modo, o sucesso da distribuição de riqueza entre cidadãos dentro de um país/região é da inteira responsabilidade dos governantes, e indirectamente de quem os escolhe.
Não me choca nada, apesar de não concordar, que um partido politico nada faça para diminuir as desigualdades sociais entre os mais ricos e os mais pobres. Podemos colocar estas opções no plano da ideologia politica, e é nesse plano que os cidadãos terão de fazer as suas escolhas e por elas ser responsabilizados.

Concluo dizendo que não me parece justo que quem nada faz para promover a coesão dentro do seu Pais/região venha depois exigir aos outros que o façam.
Neste caso o exemplo tem de vir de baixo.

domingo, abril 20, 2008

Este sistema não é imune a personalidades

Autonomia não é vista como «instrumento de guerrilha»

«Esta governação reforçou a ideia da autonomia, porque a defendeu sempre. Autonomia, democracia, Açores foram valorizados com estes dez anos», disse Sócrates.

Mas esta atitude não deve servir para guerras, prosseguiu o secretário-geral do PS.

«Não vemos a autonomia, isso não vemos, nem nos Açores, nem no continente, nenhum socialista vê a autonomia como uma arma de arremesso ou um instrumento de guerrilha que serve apenas para dispersar incapacidades próprias», defendeu.


Branqueamento Presidencial

É inaceitável os termos em que o PR se referiu às palavras de Alberto João sobre os deputados da ALM.
Até podíamos aceitar que aquelas palavras eram resultado de combate político, dum combate político extremado em palavras, não fosse o facto de Alberto João usar o dinheiro de todos os madeirenses para processar tudo e todos os que tenham a ousadia de usar palavras semelhantes em relação à sua pessoa.
A cobardia de Alberto João vai ao ponto de mandar retirar a imunidade a deputados da oposição mas nunca abdicando da sua.
É esta desigualdade de tratamento entre portugueses que Cavaco sabe que existe mas recusou-se a sancionar.

Faço minhas as suas palavras

Esta viagem de Cavaco à Madeira serviu para me explicar, se eu não soubesse já, a razão pela qual jamais votei ou votarei neste homem. Porque, ao contrário do que ele parece pensar, não é o cargo que está ao serviço dele, mas ele que deveria estar ao serviço do cargo. E não esteve.

Miguel Sousa Tavares

sábado, abril 19, 2008

Miguel Albuquerque no Congresso do SPM?


Realiza-se ao longo destes dias o Congresso do Sindicato dos Professores da Madeira (SPM). Entendo que, enquanto estrutura sindical, o SPM deveria manter o máximo de equidistância a qualquer tipo de interferência politico-partidária. ''À mulher de César não basta ser, tem de parecer''. Pela própria natureza das coisas. Num lado está o mundo sindical e tudo o que isso representa e noutro os decisores políticos. Imaginem um qualquer Ministro a participar numa reunião de trabalho da CGTP...
Nota negativa para a direcção deste sindicato.

sexta-feira, abril 18, 2008

Luta contra o colonialismo


A frase podia ser de Alberto João, mas não é.
Luta contra o colonialismo. Foi nestes termos que Robert Mugabe se referiu às eleições internas do Zinbabwe, que este perdeu.
Tal como cá, é o inimigo externo que justifica as incompetências próprias.
Sempre foi assim, e assim continuará a ser.

Espertinho que ele é.

Miguel Albuquerque depois de roer a casaca e apoiar Menezes contra a orientação política do PSD-M, vem agora tentar despachar Jardim para o mais longe possível.
As intenções são claras. Não sei é se são bem vistas por todos, dentro do PSD-M.

Já ganhou!


Pela quantidade de militantes e simpatizantes sociais-democratas que me dizem que nas próximas directas votam em branco, já se está a ver quem irá ganhar.

Burro calado passa por doutor


Começa a mexer-me com os nervos as palavras ocas do nosso Presidente da Republica, que mais não tem feito que falar do tempo.
Aquela conversa do silêncio para ser eficaz não cola. A vida democrática na Madeira é muito má. Há atropelos todos os dias. E o melhor que o presidente consegue dizer é que não se deve pronunciar? Sobre nada? Nem uma coisinha?

Por favor dêem-lhe uma grande fatia de bolo mel com mais de um ano e perguntem-lhe pelo tempo. Essa é a verdadeira imagem do nosso presidente.

quinta-feira, abril 17, 2008

Diminuição do IVA

A redução do IVA para a actividade desportiva, onde se inclui a actividade nos ginásios, e o anúncio da redução do IVA em 1% tem levado à evidência do real efeito da redução de um qualquer imposto.

Muito raramente os comerciantes refletem no preço uma redução do imposto directo, no entanto, a consequência deste facto é que ao agir assim, os comerciantes aumentam os seus lucros, levando a um aumento do IRC pago. Ou seja, o estado não abdica totalmente da parte da receita correspondente à redução do IVA, uma vez que parte dela é recuperada com o aumento do IRC cobrado.

Por outro lado, e como já tinha referido num outro post, num cenário altamente inflacionista, esta redução de IVA pode ser um bom contributo para a contenção da subida dos preços.

Esta actuação em contra ciclo é a mais adequada, e Teixeira dos Santos mais do que ninguém sabe o que está a fazer.
A confirmar isto está o facto do Ministro das Finanças já ter equacionado uma nova descida de IVA se de facto o clima económico mundial se reflectir em grande escala na economia portuguesa.

PSD: quo vadis

Não há maneira de o maior partido da oposição inverter o rumo descendente que se verifica há já algum tempo (demasiado tempo).
Os tiros nos pés, com votos contra propostas do próprio PSD, como é o caso da Lei Eleitoral Autárquica, só tem ajudado a acelerar o processo.
A vitória nas próximas eleições já está posta em causa. Com as intenções de voto no PSD sempre a descer e com o PS a assumir um estilo de governação menos austero e com vista a recolher os louros dos sacrifícios feitos por quase todos os portugueses, o cenário não deve ser nada animador.
Aguiar Branco, Pedro Passos Coelho, Rui Rio entre muitos outros já se aperceberam desta realidade. A sua intenção em encetar uma mudança de rumo do PSD a menos de 1 ano das eleições é o de poder condicionar a escolha do próximo grupo parlamentar, para não correr o risco de repetir a dose dum grupo parlamentar escolhido por Santana Lopes e afins, que tão má imagem tem dado da politica e dos políticos.

As bases essas, vão votando em quem lhes paga umas jantaradas e as quotas, alheias ao precipício para onde se dirigem.

quarta-feira, abril 16, 2008

Lembrete

ESTATUTO POLÍTICO ADMINISTRATIVO DA MADEIRA

Assembleia Legislativa Regional

Artigo 13º
Definição
A Assembleia Legislativa Regional é o órgão representativo da população da Região Autónoma da Madeira e exerce o poder legislativo e fiscalizador da acção governativa.

(...)

Governo Regional

Artigo 55º
Definição
O Governo Regional é o órgão executivo de condução da política regional e o órgão superior da administração pública regional.

Transparência

O caso da ida de Jorge Coelho para a administração da Mota-Engil levanta sérias questões sobre a transparência nos negócios entre as empresas privadas e o Estado.
Não existe nada que o impeça de exercer tais funções, pelo menos do ponto de vista legal. Se existem razões para preocupações, e eu considero que existem, nada melhor do que a oposição ficar atenta aos negócios entre a Mota-Engil e o Estado.

Relativamente à transparência dos negócios com o Estado, ainda estamos a anos luz do que se faz nos Estados Unidos.
Com o Transparency Act, dos senadores Coburn (Republicano) e Obama (Democrata), foi criado um site www.usaspending.gov que permite saber a qualquer momento quem fez e quais foram os contratos com o Estado em cada ano fiscal.
A pesquisa está facilitada e é possível ver para cada empresa qual o valor global dos contratos e qual a tendência de valores contratados com o estado.

Já é tempo de nos deixarmos de suspeitar de tudo e de todos, e implementar um sistema que aumente a transparência da governação.

P.S. - Vale a pena explorar este site a fundo. Percam algum tempo, é muito à frente.

Suspeita de bomba

Um objecto abandonado em frente ao edifício do Governo Regional, na Av. Zarco, obrigou à evacuação dos edifícios contíguos e ao corte de circulação na mesma rua.
Neste momento já está tudo regularizado. Não sei se foi realmente uma ameaça, uma brincadeira ou simplesmente um objecto esquecido.

Funchal 500 anos: Sessão solene na CMF

Miguel Albuquerque não esteve à altura que a comemoração dos 500 anos da cidade do Funchal exigia.
O seu discurso é o duma pessoa que tem uma visão limitada do que é a Cidade e qual o peso da sua história.
Miguel Albuquerque, no seu discurso, praticamente limitou a história da Cidade do Funchal aos últimos 30 anos.
Todos aqueles que por cá passaram, viveram, trabalharam e inovaram durante os 500 anos de história da nossa cidade, foram completamente esquecidos pelo presidente da Câmara Municipal do Funchal.
As actividades que cá foram desenvolvidas, tais como a cultura do Açucar, do vinho, dos bordados, do turismo, entre outras, e que trouxeram riqueza aos madeirenses, aos portugueses e a outros que cá investiram, não mereceram de Albuquerque a minima chamada de atenção.

Coube ao Presidente da República o enaltecimento de feitos da vida de Portugal que passaram pelo Funchal, tal como a travessia aérea de Gago Coutinho e Sacadura Cabral.
Cavaco lembrou que o Funchal foi o ponto de partida para a expanção de Portugal no Mundo, e que hoje era a forma de trazer o mundo a Portugal.
 

Esteve bem Cavaco Silva. Esteve mal Miguel Albuquerque.

Garotices

Acho piada a alguns bloggers de direita que acham que por ajj arrotar com umas baboseiradas, o PS-M devia ficar em casa a lamentar-se e não ir ao jantar de recepção ao Presidente da República.
Nada mais errado.
A responsabilidade por aquelas palavras canalhas fica com quem as proferiu. Reflectem a sua personalidade, e pelos vistos reflectem também a personalidade dos seus seguidores.

O jantar de recepção ao PR decorreu na Assembleia Legislativa da Madeira, o primeiro órgão de governo da Região Autónoma da Madeira, e todos os seus membros tem o direito e o dever de se fazer representar.

Se naquele jantar existiu um penetra, ele foi ajj, que não sendo membro da Assembleia lá estava, e mostrou que não tem dignidade para pisar o chão da casa que deveria ser da democracia.

terça-feira, abril 15, 2008

Lembrete

Art. 180.º do Código Penal

Difamação
1 — Quem, dirigindo-se a terceiro, imputar a outra pessoa, mesmo sob a forma de suspeita, um facto, ou formular sobre ela um juízo, ofensivos da sua honra ou consideração, ou reproduzir uma tal imputação ou juízo, é punido com pena de prisão até seis meses ou com pena de multa até 240 dias.


(...)
Artigo 187.º
Ofensa a organismo, serviço ou pessoa colectiva
1 — Quem, sem ter fundamento para, em boa fé, os reputar verdadeiros, afirmar ou propalar factos inverídicos, capazes de ofender a credibilidade, o prestígio ou a confiança que sejam devidos a organismo ou serviço que exerçam autoridade pública, pessoa colectiva, instituição ou corporação, é punido com pena de prisão até seis
meses ou com pena de multa até 240 dias.

O PR na Madeira

O Presidente da República visita a RA da Madeira a partir de amanhã e até sábado.Segundo a agenda publicada pelo portal da presidência não está previsto ser recebido pela Assembleia Legislativa em sessão plenária, o principal orgão do governo autonómico.É inconcebível que tenha aceite essa diminuição do seu papel e o do parlamento, tanto mais que, quando visitou há poucos meses a RA dos Açores, discursou seguro numa sessão solene da Assembleia na Horta, mandando recados mais dirigidos ao poder do Funchal do que aos açorianos.
Estamos perante a primeira grande derrota política de Cavaco Silva neste seu primeiro mandato.


josé medeiros ferreira no http://bichos-carpinteiros.blogspot.com

Sob o florido do tapete

"(…) O reverso da medalha, da moeda boa ou má, só deverá ser mostrada quando receber os partidos da oposição, a pedido destes e não por sua iniciativa. Vai fazê-lo na quase clandestinidade do hotel onde está hospedado e não institucionalmente, como faz com o governo regional e patronato, na representação da República no Funchal, no Palácio de S. Lourenço, também interdito aos representantes dos trabalhadores.

Para "manter contactos com as realidades económica, social e cultural da Madeira e Porto Santo", o programa da visita teria de ser outro.

Poderia até seguir o formato dos roteiros que o Presidente da República, excepcionalmente, não adoptou nesta visita, e ter, por exemplo, a inclusão social como tema, incontornável numa região em que um terço da população vive, segundo o Plano Nacional de Acção para a Inclusão 2006/08, em risco de pobreza.

O Presidente da República também não deveria prescindir de uma sessão na Assembleia da Madeira, pelas razões que invocou nos Açores: "Um parlamento é, por essência, a morada do pluralismo. Os representantes do povo, aqui reunidos, pertencem a diversas forças partidárias, perfilham sensibilidades ideológicas distintas, têm ideias próprias quanto aos destinos desta região autónoma. A nobreza do trabalho parlamentar decorre justamente da capacidade de representar de modo frutuoso a pluralidade das opiniões e das tendências existentes numa sociedade".

Mas o Presidente da República aceitou passar sobre o florido tapete que Alberto João Jardim estendeu e sob o qual esconde questões essenciais como a qualidade da democracia, a situação das contas públicas e o modelo de desenvolvimento adoptado na região.

E o presidente do governo regional desenrola o tapete na tentativa de encontrar no ex-"Sr. Silva" - cuja "ida para Belém seria nociva ao país e o PSD", agora apressadamente, no congresso próximo da vista, declarado "referência de Estado" (todas citações de Alberto João Jardim)- um aliado para, na previsível e já fastidiosa estratégia, "combater o inimigo externo", neste caso o Governo de Sócrates, atribuindo-lhe todos os males que fustigam a região.»

Tolentino de Nóbrega, no Público

Aníbal Cavaco Silva - Os políticos e a lei de Gresham

Nos anos recentes, muito se tem falado de uma certa degradação da qualidade dos agentes políticos em Portugal, da sua credibilidade, competência e capacidade para conduzir os destinos do país. Independentemente de ser de facto assim, o certo é que há hoje uma forte percepção da parte da opinião pública de que, em geral, a qualidade dos agentes políticos tem vindo a baixar.
Para isso tem contribuído, entre outros factores, o afastamento crescente das elites profissionais, dos quadros técnicos qualificados da vida político-partidária activa. Os políticos profissionais de valor, com uma carreira seriamente estruturada, ficam, assim, mais mal acompanhados.
(...) Três razões podem ser avançadas para explicar a atitude de afastamento das elites profissionais da vida político-partidária.
Por um lado, a sua convicção de que, fazendo Portugal parte da União Europeia, não há risco de retrocesso do regime democrático de tipo ocidental em que vivemos.
Por outro, o convencimento das elites de que a participação activa na actividade política tem custos elevados - custos materiais e de exposição pública - e de que podem influenciar as decisões políticas de outra forma - através de contactos pessoais, associações ou corporações de interesses.
Mas talvez a razão mais forte do afastamento das elites resida na ideia de que, nos dias de hoje, o mercado político-partidário não é concorrencial e transparente, de que existem barreiras à entrada de novos actores, de que não são os melhores que vencem porque os aparelhos partidários instalados e os oportunistas demagógicos não olham a meios para garantir a sua sobrevivência nas esferas do poder.
A ser assim, a lei da economia, conhecida pela lei de Gresham, poderia ser transposta para a vida partidária portuguesa com o seguinte enunciado: os agentes políticos incompetentes afastam os competentes. Segundo a lei de Gresham a má moeda expulsa a boa moeda. O afastamento das elites profissionais (e também das elites culturais) da vida político-partidária, ao contribuir para a deterioração da qualidade dos agentes políticos, prejudica a credibilidade das instituições democráticas e a ética de serviço público, aumenta os erros dos decisores políticos face aos objectivos de bem-estar social definidos e favorece os comportamentos políticos em função de interesses particulares ou partidários, em lugar do interesse nacional.
Daqui resulta menos desenvolvimento e modernização do país, mais injustiças sociais e maior desencanto dos cidadãos em relação à democracia. Já em Outubro de 2001, num documento divulgado pela Associação Empresarial de Portugal, se manifestava preocupação pelos custos da «mediocridade na actividade política».
Sendo assim, uma questão que tenderá a assumir relevância crescente para a qualidade da nossa democracia e para o desenvolvimento e modernização do país será a de como trazer de volta à vida político-partidária pessoas qualificadas, dispostas a servir honestamente a comunidade.
Nesse sentido, interessaria desenvolver acções visando o reforço da transparência e democraticidade na actividade partidária, o aprofundamento da educação para a cidadania activa e a melhoria da informação sobre a actuação dos agentes políticos. Tal como interessaria promover debates sérios e aprofundados sobre as políticas públicas e ter a coragem de aumentar a remuneração dos agentes políticos, por forma a atrair quadros de reconhecido valor e que vivem dos rendimentos do trabalho. Se nada for feito, é provável que a situação continue a degradar-se e só se inverta quando se tornar claro que o país se aproxima de uma crise grave. Então, algumas elites poderão chegar à conclusão de que está em causa o seu próprio futuro e dos seus familiares e que os custos de alheamento da actividade político-partidária são maiores dos que os custos de participação. Mesmo assim, haverá que contar com a resistência à mudança dos aparelhos partidários instalados, o que pode levar ao arrastamento da situação.
Do ponto de vista nacional, seria desejável que o país não descesse até ao ponto de crise e que a inversão da tendência ocorresse o mais cedo possível. Face aos sinais preocupantes que têm vindo a emergir nos mais variados domínios, do sistema educativo ao sistema de justiça, da administração pública à economia, penso que é chegado o momento de difundir na sociedade portuguesa um grito de alarme sobre as consequências da tendência para a degradação da qualidade dos agentes políticos, de modo a que os portugueses adoptem uma atitude mais participativa e exigente nas suas escolhas eleitorais e as elites profissionais acordem e saiam da posição, aparentemente cómoda, de críticos da mediocridade dos políticos e das suas decisões e aceitem contribuir para a regeneração da actividade política.
Por interesse próprio e também por dever patriótico, cabe às elites profissionais contribuírem para afastar da vida partidária portuguesa a sugestão da lei de Gresham, isto é, contribuírem para que os políticos competentes possam afastar os incompetentes.
(...) Até quando?
Artigo de Cavaco Silva In "Expresso", de 27 de Novembro de 2004

Intervenção

A intervenção de Cavaco Silva no jantar da ALM. Ler aqui.

Saúde mental



Bandeira - DN

segunda-feira, abril 14, 2008

Democracia Totalitária

Será possível constriu e manter através da práctica política um regime totalitário, sem extrapolar os limites da democracia formal?

Utilizando a metáfora de Camus, hoje o problema do totalitarismo reside na possível transmutação genética do bacilo da peste, infectando a democacia e transformando-a, deste modo, em portadora ou incubadora de um vírus totalitário.

Os sintomas mais visíveis do totalitarismo, tal como foram identificados nos anos 20, são uma forte reacção antiparlamentar e o latente desejo de um sistema de partido único.

Nota: Sem novidades, este post data de 27/06/2007


O minimo de dignidade

As declarações de Alberto João Jardim sobre os deputados da Assembleia Legislativa da Madeira são tão vergonhosas que o mínimo que os deputados podem fazer para defender a sua dignidade é processar Alberto João Jardim por difamação.

Já chega de ser inconsequente.

Discurso de Cavaco na Assembleia Legislativa dos Açores


Mais que o medo do que os deputados da oposição pudessem dizer, o que o PSD -M fez foi impedir o Presidente da Republica de repetir cá o que dissera há uns meses nos Açores.

Deixo o discurso do PR no Parlamento Açoriano, retirado do site oficial.

Senhor Presidente da Assembleia Legislativa dos Açores
Senhor Presidente do Governo Regional
Senhores Deputados
Minhas Senhoras e meus Senhores,

Tem para mim um especial significado usar da palavra, pela primeira vez como Presidente da República, nesta casa da democracia açoriana.

Agradeço-lhe, Senhor Presidente, as suas palavras e cumprimento muito calorosamente os Senhores Deputados da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, representantes legítimos das aspirações e da vontade dos habitantes deste arquipélago.

Na qualidade de primeiros responsáveis pela concretização da autonomia político-administrativa dos Açores, os Deputados do parlamento regional são também os principais garantes do sistema autonómico e da sua articulação com a soberania da República.

Senhores Deputados,

Mais de trinta anos volvidos sobre a entrada em vigor da Constituição da República, não existe hoje em Portugal uma «querela autonómica» nem um «contencioso das autonomias» verdadeiramente digno desse nome. A existência das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira não suscita a mínima controvérsia entre os Portugueses e pode dizer-se que é absolutamente consensual a ideia de que foi correcta a opção do legislador constituinte.

A consagração constitucional da autonomia, de uma autonomia política e não meramente administrativa, é, na verdade, a solução que melhor se coaduna com o interesse nacional. É ela que permite uma conjugação harmoniosa entre unidade e diversidade, que garante o reconhecimento das especificidades regionais, no respeito pela integridade da soberania do Estado, e que mais favorece a coesão nacional.

A autonomia das regiões insulares é uma das criações mais frutuosas da democracia portuguesa.

Assim, antes de avaliarmos se a actual dimensão da autonomia já é suficiente ou ainda é deficitária, deveremos congratular-nos por termos sabido encontrar uma solução jurídico-constitucional que, ao longo de três décadas, foi fonte de progresso económico e social e assegurou uma sã convivência entre todos os Portugueses.

De facto, quando olhamos para exemplos de Estados onde a fractura entre unidade e diversidade é um problema real e até dramático, deveríamos, nem que fosse por breves instantes, saudar aqueles que, através da fórmula do Estado unitário regional, souberam encontrar um saudável equilíbrio entre dois princípios estruturantes da República Portuguesa.

É, pois, devida uma palavra de reconhecimento aos deputados constituintes e à sabedoria que evidenciaram em 1976. Mas também é justo sublinhar o papel dos responsáveis pelos órgãos de governo próprio das Regiões que, no essencial, sempre defenderam o aprofundamento da autonomia sem pôr em causa a unidade nacional e contribuíram decisivamente para a demonstração prática da correcção do modelo escolhido.

A busca de um equilíbrio entre a integridade do Estado e a autonomia das Regiões e, acima de tudo, a concretização prática dos grandes princípios enunciados na Lei Fundamental nem sempre foram isentas de tensões. Mas essas tensões são próprias da dinâmica da autonomia regional e, dentro de certos limites, os atritos com o poder central são prova de que a autonomia é uma realidade viva que pretende afirmar-se e adaptar-se às mudanças dos tempos.

Senhores Deputados,

Não compete, naturalmente, ao Presidente da República desenhar a arquitectura constitucional do sistema autonómico. O leque de poderes atribuído às Regiões Autónomas, seja na versão originária seja nas suas subsequentes revisões, é matéria da competência exclusiva da Assembleia da República. Nesta sede, o que se oferece dizer, numa apreciação global, é que os órgãos de governo próprio dispõem hoje, sobretudo em virtude das últimas revisões da Constituição, de um conjunto vasto de atribuições, competências e poderes.

E pode ainda dizer-se que os grandes desafios que se colocam ao futuro das autonomias passam, hoje, mais pelas políticas adoptadas do que pela consagração formal de novas competências e de novos poderes.

Na verdade, independentemente de aperfeiçoamentos que venham a ser introduzidos no futuro, o tempo é de concretizar as atribuições que a Constituição confere às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, de desenvolver no terreno os poderes que os órgãos de governo próprio possuem e de aprofundar a solidariedade entre as diferentes partes do todo nacional, num espírito de diálogo frutuoso entre os órgãos regionais e as autoridades da República.

Senhores Deputados,

Tenho acompanhado de forma particularmente atenta o processo político, económico e social açoriano. Essa é a obrigação natural do Presidente da República, enquanto garante da unidade do Estado. E a circunstância de os Representantes da República para as Regiões Autónomas serem nomeados pelo Presidente da República e responderem exclusivamente perante ele é um motivo adicional para que o Presidente procure conhecer de perto a realidade insular e os seus problemas.

Desejo, por isso, reiterar a minha confiança nos Representantes da República para as Regiões Autónomas, que aqui saúdo, fazendo votos de que os mesmos disponham de um estatuto adequado ao cabal exercício das suas competências de representação da soberania da República.

Desejo, também, enaltecer a força de vencer das populações açorianas. Ainda recentemente, ao deslocar-me aos Estados Unidos, contactei diversas comunidades portuguesas da diáspora, em que se integram muitos cidadãos vindos dos Açores. Em todos encontrei o mesmo inconformismo, o mesmo desejo de ultrapassar dificuldades e, também, o mesmo sentido de ligação às ilhas de onde partiram.

É esse o espírito do povo açoriano, o espírito que sempre marcou desde o mais humilde habitante destas ilhas às grandes figuras da vida pública nacional, como Manuel de Arriaga ou Teófilo Braga, ou aos nomes maiores da nossa cultura, como Antero de Quental, Vitorino Nemésio ou Natália Correia.

Tenho, por isso, confiança em que os açorianos saberão aproveitar as oportunidades que o futuro próximo lhes oferece.

Estou certo de que, com os apoios previstos no Quadro de Referência Estratégico Nacional, os Açores darão novo impulso ao processo de desenvolvimento económico e social que se vem registando desde há anos, sobretudo desde a nossa adesão às Comunidades Europeias.

A União Europeia veio mostrar que o princípio da solidariedade não envolve apenas o Estado e as suas regiões insulares; deve igualmente nortear a relação de toda a Europa com os seus espaços ultraperiféricos.

Senhores Deputados,

Um parlamento é, por essência, a morada do pluralismo. Os representantes do povo, aqui reunidos, pertencem a diversas forças partidárias, perfilham sensibilidades ideológicas distintas, têm ideias próprias quanto aos destinos desta Região Autónoma. A nobreza do trabalho parlamentar decorre justamente da capacidade de representar de modo frutuoso a pluralidade das opiniões e das tendências existentes numa sociedade. E, como é evidente, a sociedade açoriana não foge a esta regra. Co-existem aqui opiniões diferentes quanto ao governo da Região, orientações diversas para o futuro dos Açores.

Este pluralismo, e a riqueza que dele se retira, constituem um património que a vós, Senhores Deputados, cabe preservar. A diversidade de opiniões é atestado da maturidade da vida pública da Região e do empenhamento cívico das suas gentes.

Estou certo de que os Deputados desta Assembleia têm o sentido de responsabilidade necessário para assegurar um relacionamento saudável com as autoridades da República e de que estas estão empenhadas no desenvolvimento de um diálogo frutuoso com os órgãos de Governo próprio da Região.

Estou certo, também, que o pluralismo espelhado nestas bancadas é um valor essencial, que jamais será posto em causa. Daí a minha esperança de que, em articulação com os poderes centrais e através da obtenção de consensos quanto aos grandes desígnios insulares, será possível aprofundar de forma equilibrada a autonomia dos Açores e promover o seu progresso.

Senhores Deputados,

Ao visitar os Açores, não podia perder de vista a importância que o mar possui para esta Região. Os Açores sempre constituíram uma plataforma fundamental de apoio à navegação e ao início das rotas comerciais atlânticas. Foi a partir destas ilhas que se fixou uma das mais importantes bases da expansão marítima portuguesa, o que mostra a singularidade histórica dos Açores e o seu papel natural de ponto de encontro da terra com o mar.

Por isso, ao realizar aqui uma jornada do Roteiro para a Ciência dedicada às Ciências e Tecnologias do Mar, pretendi associar a minha visita à preocupação pelos oceanos, que expressei desde o início do meu mandato.

Na verdade, logo ao tomar posse como Presidente da República, tive ocasião de dizer: «É tempo de prestar ao mar uma nova atenção. A vasta área marítima sob jurisdição nacional, que nos posiciona como uma grande nação oceânica, ponte natural entre a Europa, a África e a América, encerra potencialidades económicas e um valor estratégico que não podemos ignorar. O mar, para além do seu significado histórico, constitui, para Portugal, uma enorme oportunidade».

Os Açores, ao longo da História, são um exemplo da convivência única que os Portugueses souberam estabelecer com os oceanos. É difícil encontrar melhor local e melhor ocasião para lembrar este tema do que esta sessão no parlamento açoriano.

O mar é um património que Portugal deve preservar e saber aproveitar. Constitui, porventura, o nosso mais importante activo de futuro.

Os açorianos, que desde há séculos souberam explorar as potencialidades oferecidas pelo Atlântico, compreenderão certamente o sentido deste meu apelo. Um apelo que se dirige a todos os Portugueses, mas que hoje faço, muito calorosamente, aos habitantes de uma terra a que, com inteira razão, já chamaram as «Ilhas Encantadas».

Muito obrigado.

Democratização da loucura

Houve tempos em que existia apenas um louco.

Agora já se reconhece a existência num bando de loucos.

Está perto o dia em que será finalmente reconhecido o que já é do conhecimento comum.

São todos loucos. A ALM é um manicómio decorado a azul e dourado.
Há um que faz de presidente do 1º órgão de governo da Madeira, e outros que fazem que trabalham para o povo.

sábado, abril 12, 2008

Memorando de entendimento

Pelos vistos, o post anterior, escrito a quente e sem acesso a todas as fontes, não corresponde completamente à realidade. É o que se costuma chamar de emprenhar pelos ouvidos.
No site do ME podemos ver na integra o memorando de entendimento entre os sindicatos e o ME, que nos permite constatar o que foi assumido em termos de negociação entre as partes.

Vamos a ver se para o ano que vem, os sindicatos e os professores cumprem com os compromissos que assumiram, a bem de todos.

Lamentável

O termo a que chegaram as negociações entre o Ministério da Educação e os sindicatos é muito mau.
Significa que na prática a avaliação dos professores foi adiada para a próxima legislatura.
Ninguém acredita que em ano de eleições se vá tomar as medidas que não se teve coragem de tomar neste ano.
Nada do que é importante está lá. Não contam os resultados dos alunos, nem quotas de excelentes. Fica tudo como dantes, mas agora com a agravante de se dizer que foram feitas alterações.
Para mim é uma enorme desilusão.

Politicamente, não podia ser pior. Ninguém acredita que com este recuo os professores vão a correr votar no partido socialista.
Em termos de negociação, como se pode pensar que dando uma vitória ao adversário que este vai deixar de lutar. É um absurdo, mas é o país que temos. 

sexta-feira, abril 11, 2008

Turismo: Madeira com bons resultados


No boletim sobre a actividade turística do mês de Fevereiro do INE, podemos verificar o bom desempenho do sector do turismo na Região Autónoma da Madeira.
A variação homóloga de dormidas subiu 17.6%, grande parte devido ao aumento do número de dormidas do mercado britânico.
No mesmo boletim podemos verificar que o nº de passageiros provenientes de Inglaterra cresceu 30%, correspondendo a um aumento de 45% do nº de dormidas.

Podemos tirar daqui algumas conclusões.
O efeito easyjet está a dar bons resultados, e alguns dos receios quanto ao tipo de passageiro que utilizam as companhias aéreas low-cost não está a verificar-se, ou seja, os rendimentos por quarto não estão a diminuir, antes pelo contrário.

Assim sendo só posso esperar que existam mais companhias a fazer ligações com outros pontos da Europa, e já agora, com Portugal continental.

Quanto mais fala mais se entala


Menezes considera tema «Energia» como fait-divers.

Leis do Divórcio

No fim dos anos 60, discutia-se na Califórnia uma lei que permitia o divórcio unilateral. De acordo com essa lei, aprovada em 1969, bastava um dos cônjuges querer o divórcio para este ser concedido. Era Ronald Reagan o Governador da Califórnia. Nos anos 70 e 80 outros Estados adoptaram leis similares, permitindo o divórcio a pedido.

O movimento neo-conservador reagiu nos anos 90 e tem vindo a contestar estas leis liberais que facilitam o divórcio e destroem famílias. Lá, como cá, em vez de se discutir a lei, discute-se o divórcio. Quem defende a lei é acusado de defender o divórcio e dos maiores atentados à família.

Além de destruir os lares, que outros efeitos pode ter uma lei que facilita o divórcio? Só não vê quem não quer, não é verdade?

Mas, levantando o véu jurídico, o que observamos? Quais os efeitos desta lei? Betsey Stevenson e Justin Wolfers, professores na Universidade de Pensilvânia, procuraram responder, num artigo publicado em Fevereiro de 2006 no prestigiado Quarterly Journal of Economics.

Conclusões? A violência doméstica desceu um terço nos Estados que liberalizaram o divórcio. O número de esposas assassinadas pelos maridos diminuiu 10%. O número de suicídios femininos também decresceu.

E quais os efeitos sobre as taxas de divórcio? O mesmo Justin Wolfers responde num trabalho publicado na American Economic Review, em Dezembro de 2006. A resposta não podia ser mais desoladora para os que se opõem à lei. A seguir à facilitação do divórcio, as taxas de divórcio tendem a aumentar, mas ao fim de alguns anos tal efeito diminui substancialmente. A longo prazo não é possível determinar qual o efeito, sendo até possível que o número de divórcios diminua em consequência da lei.

Como se explicam estes resultados? Não é muito complicado. Leis que facilitam o divórcio alteram os termos do casamento, dando às mulheres um poder de ameaça que antes não tinham. Permitem-lhes terminar mais facilmente más relações, mas, mais importante, o poder da ameaça de divórcio é suficiente para impedir a degradação do casamento. Mantêm os homens na linha.

Referências

Betsey Stevenson e Justin Wolfers (2006), ‘Bargaining in the Shadow of the Law: Divorce Laws and Family Distress’, Quarterly Journal of Economics, 121(1).
Justin Wolfers (2006), ‘Did Unilateral Divorce Raise Divorce Rates? A Reconciliation and New Results’, American Economic Review, 96(5).

P.S. Retirado daqui.


via Destreza das Dúvidas

Ribeiro Santos Costa


Já que estamos numa onda de homenagens, queria propor que se passasse a designar por Ribeiro Santos Costa ao que actualmente se chama Ribeiro Seco no Funchal (não confundir com Ribeira Seca, em Machico, terra onde nasceu tão ilustre governante).
Deste modo, e com esta homenagem, ficaria salvaguardado o bom nome devido ao secretário regional do equipamento social.
Se o entalado ribeiro correspondesse às necessidades, tudo bem. Ficava feita a homenagem.
Se transbordasse, o nome de Santos Costa ficaria associado aos incómodos daí decorrentes, e à lama a correr pelas estradas e dentro das casas.

Não vos parece justo?

quinta-feira, abril 10, 2008

Cheiro a sangue

Andam por aí a fazer umas festarolas com as previsões do FMI, no que diz respeito a Portugal.
Esses abutres, são os mesmos que à meia dúzia de semanas atrás diziam que Portugal (leia-se os portugueses) não deveria ter feito tantos sacrifícios para endireitar as contas públicas.
Imaginem que as nossas contas tinham seguído o caminho que estavam a seguir com os governos PSD/CDS, com um défice acima dos 6% e com uma dívida pública sempre a subir.
Agora imaginem o que seria enfrentar uma crise com contornos globais, nestas condições.
Nesta altura é iríamos fazer as reformas, não?

Além disso, e apesar da grande probabilidade de a economia portuguesa não crescer tanto como o previsto, a verdade é que o FMI tem sempre falhado por defeito. A economia portuguesa tem crescido mais do que o FMI tem previsto e o nosso défice tem descido mais aceleradamente.

Para aqueles que parecem quer ignorar que os efeitos positivos e negativos da economia portuguesa também tem reflexos na economia madeirense, pensem melhor antes de largar foguetes. Pode ser que as canas lhes caiam em cima.

Mudanças climáticas


Basta chover dois dias seguídos e já ninguém se lembra que este ano que passou foi um dos mais secos de que há memória.
Apesar de ter procurado, não consegui encontrar, no site do instituto de metereologia, dados referentes ao número de dias com pluviosidade dos últimos anos, no entanto é possível ver nos arquivos do windguru, que entre 10/4/2006 e 10/4/2007 houve 57 dias com chuva, enquanto que no último ano apenas choveu em 45 dias, isto é, menos 20% que no ano anterior.
Esta escassez de chuva tem reflexos sérios nos níveis de armazenamento de água que é preciso acautelar.
Por um lado, as autarquias têm de ter atenção nas enormes perdas que se verificam nas redes de distribuição de água.
Por outro, o GR ao fazer muitas das infraestruturas viárias colocou em causa alguns aquíferos subterrâneos. Isso não deve voltar a acontecer.
Por fim, as pessoas tem de ter consciência desta nova realidade e alterar os seus hábitos, evitando desperdícios.
A água é um bem demasiado valioso para que o problema da sua escassez não esteja constantemente na agenda dos políticos e das populações.

quarta-feira, abril 09, 2008

Ordem dos Biólogos


Julgo que pela primeira vez, um madeirense é eleito Bastonário de uma Ordem profissional. Domingos Abreu toma posse no próximo dia 10. Sem dúvida uma boa mais valia para a profissão. Não só pelo currículum mas por acrescentar uma visão de quem vem de uma ilha.

Reserva Ecológica Nacional


Está a decorrer uma petição que pretende anular a intenção do Governo da República de atribuir às autarquias as competências de delimitação das áreas integradas na Reserva Ecológica Nacional (REN).

Espelhos que não mentem

Roberto Robles, na Fúria do Cajado, comparou os sites das assembleias regionais.

As Autonomias das Regiões Autónomas foram, sem sombra de dúvida, das conquistas mais bem conseguidas do "25 de Abril".
Como expressão mais representativa dessas autonomias, podemos apontar as respectivas Assembleias Legislativas. A comprová-lo, o estoicismo com que têm resistido aos maus tratos de alguns.

Contudo, apresentam-se, significativamente bem diferentes, aos internautas que as pretendem visitar e consultar.

A A.L.R. dos Açores, apresenta-se bem estruturada, mas, fundamentalmente, transparente a quem quiser consultar o essencial da base de dados de uma instituição com estas características, nomeadamente, Requerimentos, Petições, Intervenções em Plenário, etc.

A A.L.R. da Madeira, pelo contrário, apresenta-se como um cofre-forte onde esconde a actividade essencial dos deputados, mas, em compensação, revela-nos as facetas mais curiosas dos seus membros. As fotos da visita do seu Presidente a Berlim (reunião da CALRE) , incluídas, entre muitas, no respectivo site, são de rara beleza arquitectónica...

As diferenças são evidentes. Porque será?

Censura da RTP-M

As intervenções de Rafaela Fernandes na ALM são sempre tão bombásticas que serviriam para abrir qualquer telejornal.
No entanto, a censura da RTP-M é implacável, e frequentemente censura a acção desta deputada.

Na passada semana, a RTP-M escusou-se a passar imagens das afirmações de Rafaela Fernandes quando esta dizia que os meninos das caixinhas pediam esmolas por divertimento, para estar com os amigos.

As afirmações de hoje, no debate sobre a criminalização do consumo de droga, também não ficam nada atrás, em termos de espectacularidade.
Segundo Rafaela Fernandes, a medida visa proteger os toxicodependentes dos traficantes.
Perceberam!? O problema é que a droga também chega às cadeias, como é sabido, sendo do conhecimento público alguns casos de trafico entre guardas prisionais e reclusos.

Sobre este tema, ver o post do Miguel, que voltou recentemente às bloguices.