quarta-feira, dezembro 17, 2008

Ovos, sapatos e afins.

Acho um absurdo a onda de contentamento pelo facto de um jornalista ter atirado um par de sapatos ao Presidente dos EUA. A ideia de que podemos ser agressivos com alguém, só porque estamos em desacordo, é o rastilho duma bomba que mais tarde ou mais cedo vai-nos rebentar nas mãos.
Eu não gostaria que levar com um sapato ou outra coisa qualquer na tola só porque tenho as minhas próprias ideias, e porque as defendo.

Há pouco tempo vimos alguns professores a regozijar-se pelo facto da ministra da educação ter sido atingida por ovos atirados por alguns alunos, em resposta a um suposto descontentamento relativo ao estatuto do aluno.
Pouco tempo depois os professores indignaram-se, e bem, em relação a uma agressão de um aluno a uma professora.
O problema é que se criamos um quadro de excepções quando nos convém, estamos a abrir a caixa de pandora da discricionariedade das agressões.

Há que ter valores e aplicá-los em todas as situações. O contrário é o caos e a barbárie.

2 comentários:

Scherzan disse...

Caro Tino, em relação À ministra não comento.
Já em relação ao Bush, as "próprias ideias" dele, originaram uma guerra num país que não era dele.
Essa guerra dividiu gente, destruiu cultura e um país inteiro em ruínas. A chacina não parou só porque o Saddam morreu. Muito pelo contrário. O país nunca esteve tão dividido.
Enfim...por tudo o que esse homem causou aos iraquianos, levar com sapatos é pouco.
E a mais verdade de todas, é que são os próprios iraquianos que não o querem lá. Nem a ele, nem às tropas dele.
Não é barbárie. É querer dar alguma dignidade ao país. Quem julga ele que é para invadir o país dos outros?

Mas isto é só a minha opinião...

amsf disse...

Tino

Vejo que não sabes o que se passou e se passa no Iraque! Ficarás a saber daqui a 20 anos através do Canal História! Imagina um país onde, ninguém consegue saber o número, todas as famílias perderam membros nestes últimos 5 anos porque alguem resolveu invadi-lo por razões que suponho que "toda" a gente hoje sabe terem sido falsas!

Tino,

Saberás tu que esses viajantes internacionais só entram em contacto com iraquianos escolhidos a dedo e depois de devidamente revistados?! Se fosse possível acredito que 90% dos iraquianos estariam dispostos a morrer no acto de matar o Bush, o Blair, etc!
Desculpa mas o teu conhecimento do que se passou no Iraque é muito abstracto!!!

O grupo de oficiais que tentou matar o Hitler em 1944, à bomba, perante a opinião pública do eixo e porque esta desconhecia a realidade que se veio a conhecer posteriormente também terá tido a mesma reacção do que tu! Se é por ignorância estás perdoado! Esperemos que o Canal História, quando as revelações já não inferirem com os planos americanos, venhas a conhecer a tragédia iraquiana!

Independentemente de quem matou quem díria que se perderam mais de meio milhão de vidas nestes 5 anos e a contagem ainda não terminou!