(...) apurou-se que, não obstante o reconhecimento da fragilidade dos equilíbrios ecológicos, a população madeirense, fruindo de um optimismo falacioso, inerente ao DWW (visão ocidental dominante= ''0s homens diferem das outras criaturas da Terra, as quais dominam'') ou porventura de alguma imaturidade ecológica, decorrente da tangibilidade do processo de modernidade que conduziu, num plano macroeconómico, à edificação de uma “Madeira nova”, parece aceitar, ou pelo menos não reconhecer, os custos ambientais do crescimento económico que têm pautado a região nos últimos anos.
Imbuída no património cognitivo dos madeirenses, grassa a crença de que o progresso social deve ser avaliado em termos de dominação sobre a natureza. A este respeito não será alheio o facto de o arquipélago ser a única região do país destituída da importante figura jurídica do POOC, disciplinadora da exploração dos ecossistemas costeiros. A perspectiva da isentabilidade humana, assente na ideia de que o ritmo de crescimento económico e o progresso não são ameaçados por quaisquer constrangimentos ecológicos, matiza uma transição paradigmática que segue processando-se envolta em expressivas dubiedades.
DESENVOLVIMENTO E MUDANÇA PARADIGMÁTICA NA MADEIRA
Atitudes sociais sobre ambiente
Autor: André Freitas
(via http://desbobina.blogspot.com/)
Imbuída no património cognitivo dos madeirenses, grassa a crença de que o progresso social deve ser avaliado em termos de dominação sobre a natureza. A este respeito não será alheio o facto de o arquipélago ser a única região do país destituída da importante figura jurídica do POOC, disciplinadora da exploração dos ecossistemas costeiros. A perspectiva da isentabilidade humana, assente na ideia de que o ritmo de crescimento económico e o progresso não são ameaçados por quaisquer constrangimentos ecológicos, matiza uma transição paradigmática que segue processando-se envolta em expressivas dubiedades.DESENVOLVIMENTO E MUDANÇA PARADIGMÁTICA NA MADEIRA
Atitudes sociais sobre ambiente
Autor: André Freitas
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