O Farpas deixa-vos aqui o alinhamento do próximo episódio do Zé Carlos
1. Genérico. Os Gatos Fedorentos surgem no ecrã a repetir várias vezes “Zé Carlos” com uma música terrível no fundo. A atenção do espectador centra-se no cão que surge como “surpresa” no meio deles. Depois, na falta de uma boa música original, segue-se uma manta de retalhos com uma imitação de música dos anos 50 e fecha com os Gatos travestidos de dançarina cubana. A música é má que não fica no ouvido e a montagem é pobre e sem sentido nem piada.
2. Os Gatos entram no estúdio.
3. Um dos Gatos diz "o programa desta semana vai ser fraquinho, fraquinho". Ouvem-se dois risinhos tímidos vindos da assistência.
4. Os quatro fazem conversa de circunstância, numa tentativa de humor improvisado. Ficam-se pela tentativa.
5. Apresenta-se o primeiro sketch. Consiste na dobragem da voz de um político aquando de uma entrevista. A assistência ri-se no início, mostrando achar piada à ideia da dobragem que, realmente, tem graça e está bem feita. As gargalhadas vão esmorecendo à medida em que se percebe que as frases não têm particular graça.
6. De regresso ao estúdio. Mais uma tentativa de humor improvisado, desta vez sobre um tempo verbal errado que foi utilizado por Quintela. Três gargalhadas do público. Ricardo Araújo Pereira diz uma piada sobre Santana Lopes e Diogo Quintela diz uma piada sobre a SIC e o facto do programa passar nesse canal. A assistência sorri na primeira e mantém-se impávido na segunda. Passam ao segundo sketch.
7. Segundo sketch: Ricardo Araújo Pereira apresenta-se vestido como homem do povo. A piada reside na sua forma de falar e nas expressões populares utilizadas. A assistência ri-se bastante mas os risos vão diminuindo à medida em que o efeito visual se vai esbatendo e a piada do sketch tarda em surgir. O sketch termina sem piada final e o público bate palmas mecanicamente.
8. Nova tentativa de humor improvisado. Um dos gatos fedorentos emite um juízo de opinião depreciativo sobre um dos outros, aludindo à sua eventual tendência homossexual. O público não se manifesta. Ricardo Araújo Pereira faz uma chalaça auto-depreciativa e o público, finalmente, ri.
9. Um dos Gatos anuncia que vão para intervalo, lembrando que este é o único programa cujo intervalo tem um só anúncio. A assistência bate palmas mecanicamente.
- intervalo com anúncio da TMN-
10. De regresso ao estúdio. O público bate palmas mecanicamente. Um dos Gatos lança o tema Floribella. O público ri-se, mesmo antes da piada propriamente dita. Aquele outro Gato que ninguém sabe o nome (o magrinho que não é o Tiago Dores) diz a piada sobre a Floribella. O público não ri. Passa-se rapidamente ao terceiro sketch.
11. Terceiro sketch: paródia à Floribella. Ricardo Araújo Pereira surge vestido de Floribella junto de uma árvore. Tenta várias piadas, sem grande resultado. A assistência aplaude no início mas o contentamento vai diminuindo à medida em que o efeito visual se vai esbatendo e a piada do sketch tarda em surgir. Termina o sketch.
12. Um dos Gatos pergunta "já viram que horas são?" e os outros três emitem uma expressão de surpresa, passando assim ao quarto sketch.
14. Quarto sketch: Aquele outro Gato que ninguém sabe o nome (o magrinho que não é o Tiago Dores) faz de jornalista e Ricardo Araújo Pereira faz uma imitação de José Sócrates e diz uma ou duas piadas sobre o computador “Magalhães”. Ouvem-se uma ou duas gargalhadas no estúdio. O diálogo é previsível, baseando-se nas piadas e/ou criticas que mais circulam na Internet.
15. De volta ao estúdio. Ricardo Araújo Pereira pergunta se alguém reparou na "extraordinária beleza" do entrevistado. A assistência emite algumas risadinhas. O outro gato diz que “mesmo, mesmo belo” era o jornalista. Ninguém reage.
16. Quinto sketch: gozação com um momento televisivo ocorrido há vários anos. A imagem vai sendo colocada em pause, enquanto um dos Gatos nos faz o favor de explicar minuciosamente onde está a piada.
18. Os quatro Gatos fazem várias tentativas de humor improvisado sobre o último sketch. Tiago Dores abandona o lugar e corre até outra sala, onde ocorrem várias peripécias totalmente desprovidas de graça.
19. Sexto sketch: Ricardo Araújo Pereira anuncia um “novo grupo musical”. Aparecem os gatos vestidos com roupas ridículas e interpretam um música sem piada e com laivos de intelectualidade. A piada reside na forma como estão vestidos, nas expressões usadas e na falta de jeito para a dança. O público ri-se moderadamente mas os risos vão diminuindo enquanto a piada do sketch tarda em surgir.
20. Os Gatos dizem mais duas piadas auto-depreciativas, comentando que "o programa de hoje é mesmo fraquinho". A assistência parece concordar e ri.
Toca a música do programa. Passa o genérico. Ficamos com a música irritante do genérico na cabeça.
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