sexta-feira, dezembro 12, 2008

Desbaratar o sindicalismo II

(...)Ao se transformarem em agentes do combate político e partidário, já que mais uma vez temos aqui a mão do Partido Comunista, numa lógica de reacção a tudo o que é mudança, os sindicatos estão a desbaratar em alta velocidade o crédito que ainda têm na sociedade. As lutas sindicais estão claramente desfasadas do tempo. Onde se devia exigir modernização, reivindica-se que tudo fique na mesma, onde se devia lutar pela qualificação, defende-se a mediocridade.

Ao seguirem estes dirigentes, pensando que estão a defender os seus interesses, os trabalhadores estão a criar as condições negativas que só podem conduzir à extinção dos seus postos de trabalho. Hoje é praticamente impossível reformar um serviço numa autarquia. Pelo que na cabeça de muitos presidentes da câmara deverá passar muitas vezes o desejo de se verem livres de tais funcionários e entregar os serviços a entidades externas e especializadas. E, bem vistas as coisas, é mesmo para aí que temos de caminhar. Basta pensar que o único lugar limpo de Lisboa é a zona da Parque Expo. Serviço que está entregue a uma entidade privada. Deve ser por isso que o sindicato corre a marcar uma greve contra a possibilidade de termos uma Baixa limpa. Os lisboetas iriam perceber o que está realmente em causa.

in Jornal de Negócios

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