O preço do petróleo continua a baixar e nem os anúncios de redução de produção da OPEP parecem resfriar esta tendência. Depois de no corrente ano os preços terem atingido os 145$, surgem agora algumas previsões no sentido que no ano que vem o preço se situe à volta dos 30$.
Sabemos também que todos os combustíveis que consumimos são importados e que a crise que se faz sentir em todo o mundo não ficará à porta da Madeira.
É com este cenário de fundo que considero que deveria ser subido o ISP, baixando para tal o IRC.
No ORAM2009 é previsto na rubrica das receitas 58M€ para o ISP e 120M€ para o IRC.
Subindo o ISP em cerca de 10% resultaria na possibilidade de diminuição do IRC em cerca de 5% sem perda de receitas, e sem que os madeirenses pagassem mais pelos combustíveis do que estão a pagar neste momento, tendo em conta que o preço do petróleo será cerca de 1/3 do que foi este ano.
Um aumento de 10% no ISP significa apenas um acréscimo de 5 cêntimos no preço de cada litro.
Uma diminuição de 5% no IRC poderá significar a manutenção ou não de muitos postos de trabalho.
3 comentários:
O crude a 30 USD durante mais do que 3 meses significaria:
1º - Que a recessão económica seria tão grave que a procura teria baixado de forma dramática;
2º - Que os investimentos na indústria automóvel a combustíveis alternativos já não teria razão de ser;
3º - Que assim que a procura por combustíveis fósseis aumentasse significativamente os preços do crude disparariam rápidamente por entretanto se ter suspendido os investimentos em refinarias e abertura de novos poços.
Não acredito que volte a esses preços simplesmente porque os "poços" exploráveis a esse valor não seriam suficientes para responder à procura mundial, mesmo que essa se reduza significativamente!
É preciso perceber que o petróleo é finito e que nem todas as explorações petrolíferas são rentáveis a preços "baixos"! Há "poços" superficiais que serão rentáveis a 10 USD (uma pequena percentagem), outros a maior profundidade a 20 USD (que juntos com os anteriores não serão suficientes para corresponder a actual procura, haverá outros no mar cuja rentabilidade só é atingida com preços de 40 USD. Existem outros que só serão rentáveis com preços superiores a 100 USD e que só serão exploráveis se entretanto não aprecerem energias alternativas em quantidade suficiente e adaptáveis ao nosso modelo tecnológico!
E que garantias é que teriam os trabalhadores de que essa política fiscal não impediria o seu despedimento? Faz-me lembrar os bancos, especialmente nos EUA, que recebem ajuda do Estado para que o mercado do crédito não fique congelado e depois usam-o para tapar os seus buracos financeiros ou comprar outros bancos mais pequenos!
Para que isso fosse feito as empresas teriam que assinar um compromisso qualquer e se o não comprissem perdiam o tal abatimento de 5% no IRC!
Se os Estados podem "comprar" bancos, seguradoras, indústria automóvel porque não "comprar" empregos? Os biliões que tem sido injectados no mercado têm servido para tapar buracos financeiros e não têm chegado na devida proporção à economia real. Porque não o Estado pagar directamente o ordenado de 1 trabalhador em cada dez que uma empresa tenha nos seus quadros. Quantos mais trabalhadores tiver uma empresa mais trabalhadores de borla terá...só terá que os rentabilizar...
Subscrevo Amsf.
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