terça-feira, julho 31, 2007

“O nosso grande líder”: Mendes importa democracia da Madeira

Cheio de falta de ar democrático, Marques Mendes foi com o seu séquito para a Madeira. O banho de multidão não poderia ter sido melhor. Uma velhinha, que nem sabia quem ele era, foi filmada pela televisão a pregar-lhe um beijo na boca por engano, enquanto Mendes lhe garantia que “era simpático, embora baixinho (sic)”.
No comício, as intervenções foram inflamadas. Jaime Ramos, indivíduo capaz de inspirar medo a qualquer pessoa que se cruze com ele na rua, berrou que Sócrates é aldrabão. Jardim não ficou atrás e distribuiu insultos com generosidade. Mendes e o seu séquito assistiram a tudo, com sorrisos estampados que variavam entre a vergonha e a cumplicidade.
O próprio Mendes fez uma intervenção em que procurou, contra toda a evidência, atirar para o Governo as culpas pelos atropelos à legalidade constitucional a que assistimos na Madeira. Depois de se dirigir a Alberto João chamando-o por “o nosso grande líder”, Mendes, ciente da sua baixa credibilidade, pediu a Sócrates para falar com o Presidente da República. O (ainda) líder do PSD comporta-se como aquelas crianças que são zurzidas na escola e vão fazer queixa ao professor.É este, pois, o excelente método de luta contra a claustrofobia democrática que o PSD propõe. Também não admira. O grande campeão dessa luta, o Mendes em pessoa, caracterizou-se por uma elevada compreensão do serviço público de televisão quando foi ministro: segundo vários relatos, era ele quem telefonava para a RTP a dizer que notícias e por que ordem deveriam aparecer no Telejornal. Tudo isto com a agravante de, nessa altura, não existirem canais privados.
Mais recentemente, Mendes distinguiu-se por defender uma democracia limitada dentro do seu próprio partido. Agora é a cereja em cima do bolo. Mendes gosta tanto da liberdade que gostaria que ela atingisse no continente níveis idênticos aos da Madeira.No meio de tanta confusão, Santos Silva foi também à Madeira, onde fez uma intervenção clara e pedagógica no congresso do PS. Se Jardim e o inenarrável Ramos aprendessem alguma coisa, perceberiam, ao ouvi-lo, que no combate político não é necessário recorrer ao insulto, à ameaça e à grosseria. Talvez não seja tarde: no Programa Escolhas cabe sempre mais um. Ou dois, contando com Jaime Ramos.

Quem paga as leis da República?

É muito possível que Alberto João Jardim esteja a usar o tema das despesas com a execução da lei da IVG apenas como pretexto da sua estratégia da tensão com Lisboa. Mas o problema coloca-se: como ter em conta nas transferências orçamentais para as regiões autónomas os aumentos de despesa decorrentes da aplicação de novas leis da República de âmbito nacional? Convinha estudar o assunto antes que alguém se espalhe escusadamente.

Por José Medeiros Ferreira, açoriano, um conhecedor da história da autonomias regionais no blog Bichos-Carpinteiros.

A dupla


AJJ sobre Marques Mendes: no fervor do comício dizia ''Onde está esse sacana? É tão pequenino que ninguém o vê?''

Camilo Lourenço no JN.

Autarca perdido?!

Pessoalmente tenho grande consideração pelo Filipe Sousa, autarca do PS em Santa Cruz e Ex-deputado. Acho que tem se esforçado para defender os santacruzenses contra os mais diversos atropelos que provêm das vereações do PSD.
Não entendo é a sua "boca" para outros autarcas do PS.
Acho até que ele não tem legitimidade, nem devia, criticar seja o que for aos autarcas do PS.
Não devia porque o Filipe é o Presidente da Associação de Autarcas Socialistas da Madeira e como tal assumiu como sua missão a defesa e o apoio de todos os autarcas socilaistas da Madeira. E o que faz o Filipe? Precisamente o inverso: ataca aqueles que ele se comprometeu defender.
E não tem legitimidade porque até agora o seu mandato é uma não existência. Nada do que ele prometeu fazer foi feito.
Não posso deixar de ficar impressionado quando alguém como o Filipe tem esta actuação. Espero, muito sinceramente, que o Filipe reflicta sobre a sua actuação. O PS tem tudo a ganhar se o Filipe fizer aquilo que prometeu fazer e tudo a perder se ele fizer o contrário daquilo que ele prometeu.

Basta uma faísca

Como já acontece há 12 anos, o Presidente da Câmara Municipal do Funchal e a vereação PSD não ligaram muito à importância da prevenção contra incêncios no Funchal.
"Chincana política!" gritou o homem na Assembleia Municipal quando eu, como deputado municipal, propus que a CMF fizesse um relatório apontando o que tinha corrido mal durante a vaga de incêncios de 2006 e que depois fosse aberta uma discussão com vista à preparação e implementação do Plano Municipal contra Incêndios. Claro está, que a caracteristica irresponsabilidade do PSD chumbou estas propostas. E nós é que fazemos "chincana política?! Incrível!
Mas fomos mais longe. Apresentamos uma proposta de prenvenção e combate aos incêndios para o Funchal. Reacção do PSD: Contra! Reacção do CDS: apoio incondicional ao seu aliado PSD. Reacção da comunicação sobre tudo isto: passividade total.
Deus queira que isto não arda tudo. Mas se acontecer, as consequências desta irresponsabilidade serão graves para os desgraçados que verão os seus bens destruidos. Mas, como sempre, a comunicação vai lavar a responsabilidade de Miguel Albuquerque e a responsabilidade, muito provavelmente, será do Sócrates.

Prison Break

Eu não acredito em autarcas corruptos, mas parece que pela festa do PSD andaram pelo menos dois que até já foram condenados...

Afinal o Charrua mentiu!

FERNANDO CHARRUA MENTIU E PARECE QUE NINGUÉM REPAROU
"(...) o despacho de acusação - cujo conteúdo, sublinhe-se, não foi contestado nem por Charrua nem pela sua advogada - é claríssimo e desmente a versão que o professor sempre fez passar aos media - a de que se teria limitado a dizer uma piada sobre a licenciatura de José Sócrates. Chamar "filho da puta" ao primeiro-ministro (a frase exacta é: "somos governados por uma cambada de vigaristas e o chefe deles todos é um filho da puta") não é uma graçola inocente - é um insulto a Sócrates e à sua mãezinha.
(...) é um facto que o heróico professor Charrua, que anda para aí a armar-se em vítima da liberdade de expressão, não teve coluna vertebral para assumir publicamente o que se passou e as palavras que proferiu.
(...) ele perde qualquer autoridade moral para andar agora a reivindicar indemnizações, reintegrações e a ameaçar processos contra o Estado."

João Miguel Tavares, jornalista no DN de 31/7/07

So Silly

Um gajo volta à terra e continua tudo na mesma.
Por cá, a silly season dura o ano todo.

segunda-feira, julho 30, 2007

Adicionar aos favoritos

Três aplicações online, sem necessitar de instalar qualquer programa, e de acesso livre.

* PDF Online Conversion;

* Pixer.us (editor de fotos);

* Send It (envio de grandes ficheiros).

Um pouco de bom senso por favor!

Ontem na rúbrica ''Analise da semana'' do DN-M, Miguel Silva avalia o inicio de carreira política da deputada Rafaela Fernandes como brilhante. Pelo amor de Deus (e eu até que sou ateu), haja bom senso. Alguém conhece qualquer tipo de iniciativa parlamentar da sua responsabilidade? Alguma ideia sequer? Bem, quanto ao pensamento político penso que não restam dúvidas, basta acompanhar o que vai afirmando ao longo deste tempo. Muitas barbaridades...
Lembro-me de em 2006 participar no Fórum de Urbanismo e Ordenamento do Território em Santa Cruz e a mulher interveio para dizer enormidades sobre estes temas. Totalmente desenquadrada das questões.

sexta-feira, julho 27, 2007

O senhor do Governo


...o Público trazia, numa notícia assinada pela sua enviada Áurea Sampaio, o relato de uma cena a que não assisti , em que durante outro comício Jardim mandara um homem levar num certo sítio. Jardim negou a cena e desferiu mais uns elegantíssimos ataques ao Público e ao seu então director, o também madeirense Vicente Jorge Silva. Nessa tarde, entrevistei Jaime Ramos, o braço-direito de Jardim. Entre outras enormidades, certificou-me que se a Áurea aparecesse na sede do PPD na noite das eleições "levava um murro nos cornos".

Fernanda Câncio no DN.

Pela expressão dele, parecia mesmo verdade.



Madeira: CDU-M exige demissão do deputado Jaime Ramos (PSD-M)

A CDU-Madeira defendeu, hoje, em comunicado, que o presidente do Grupo Parlamentar do PSD-M, Jaime Ramos, deve demitir-se do cargo de deputado à Assembleia Legislativa da Madeira.


Os comunistas dizem que Jaime Ramos deve demitir-se conforme prometeu fazer caso fosse provado que era gerente ou administrador de alguma empresa que tivesse sido beneficiada de concursos públicos e dos respectivos financiamentos do Orçamento Regional.

Esta promessa do deputado foi feita no decorrer do debate parlamentar que aprovou o decreto legislativo regional que estabelece um regime de incompatibilidades e impedimentos para os titulares de cargos públicos na Madeira.

No debate, Edgar Silva, da CDU-M, e Jaime Ramos, do PSD-M, protagonizaram uma exaltada troca de palavras quando o primeiro declarou que o líder do Grupo Parlamentar do PSD-M nunca ganharia concursos públicos se a lei nacional estivesse em vigor na Madeira.

Jaime Ramos ripostou dizendo que não era gerente ou administrador de nenhuma empresa que entrasse em concursos públicos e prometeu que se demitiria se fosse provado o contrário.

À acusação de «deputado-empresário» feita por Edgar Silva, respondeu Jaime Ramos vociferando que o deputado comunista vivia «à custa da sociedade», que «nunca tinha pago impostos na vida», que «era um desgraçado e um desempregado» e «um chulo da sociedade».

Na altura, Edgar Silva anunciou que iria accionar um processo-crime contra o deputado social-democrata.

No comunicado, a CDU-M aponta o exemplo da empresa «Controlmedia» a quem «foi atribuída, após concurso público, a planificação da campanha promocional da Madeira como destino turístico junto do mercado continental, com as verbas correspondentes ao erário público».

«Como se comprova, através da certidão da Conservatória do Registo Comercial e Automóvel do Funchal, em anexo, - diz o comunicado - na sociedade em causa, a »Controlmedia - Marketing, Publicidade e Comunicação da Madeira, Lda«, consta, como gerente daquela entidade, o senhor Jaime Ernesto Nunes Vieira Ramos (»Estrutura da gerência: pertence a Jaime Filipe Gil Ramos e aos não sócios Jaime Ernesto Nunes Vieira Ramos e Pedro Emanuel de Brito Silva Barbosa«)».

Para a CDU-M, «assim, não só se comprova, neste caso, sem prejuízo de outros, que o deputado Jaime Ramos integra os órgãos sociais da sociedade em questão, como detinha a função de gerente, na direcção».

Por isso e para a CDU-M, «esta situação consubstancia não só um caso de incompatibilidade descarada, se fosse aplicada a legislação nacional, como também constitui um caso de impedimento já previsto no actual Estatuto Político-Administrativo da Madeira, onde se estabelece (artigo 35, n/o3, alínea c) que aos deputados é vedado »integrar a administração de sociedades concessionárias de serviços públicos«.

»Por se traduzir numa situação de incompatibilidade, cuja violação levaria à imediata perda de mandato do deputado em questão, e por corresponder a uma situação que comprova o que pretendeu negar, ao deputado Jaime ramos, em conformidade com as suas declarações, não lhe resta outra saída que não a da sua demissão enquanto deputado à assembleia Legislativa da Madeira», conclui a CDU-M, em nota de imprensa assinada por Edgar Silva.

Diário Digital / Lusa

25-07-2007 18:16:00

Via diariodigital

quinta-feira, julho 26, 2007

O que esconde Miguel Albuquerque? II



Albuquerque inventou uma alegada inconstitucionalidade para pedir ao Presidente do Governo que anulasse a Inspecção à CMF. A Vice-Presidência, no contraditório ao pedido, diz que é um pedido que não tem ponta por onde se lhe pegue. Uma clara manobra desesperada para evitar que o resultado da inspecção se torne público.

Não é óbvio que se o resultado da inspecção fosse bom para Albuquerque, este seria o primeiro a querer torna-lá pública?

Para bom entendedor meia palavra basta...

quarta-feira, julho 25, 2007

Qualidade democrática na AR

Foi uma sessão legislativa típica de um contexto de maioria absoluta com a conflitualidade dos debates a não transparecer no resultado final das votações. O mesmo é dizer que todas as iniciativas oriundas do Governo ou do PS foram aprovadas pela maioria.

No JN.

* 74% das iniciativas na AR com o apoio da Oposição.

Jaiminho Jaiminho

O que ontem se passou na ALM é, antes de mais, uma vergonha e uma ofensa para grande parte dos Madeirenses.
O deputado Jaime Ramos já tinha tido outras intervenções do género, e nem digo que esta tenha sido a mais grave. Sem muito esforço de memória lembro-me da tentativa de agressão a Bernardo Martins e da ameaça de tiro à deputada Guida Vieira.

Mas, o ataque que Jaime Ramos proferiu contra o deputado Edgar Silva é também um ataque a todos os Padres e a todos os Professores.

Antes de ser deputado, Edgar Silva era Padre e Professor de Teologia, e dificilmente poderá ser considerado um parasita da sociedade (na minha opinião, pelo menos).

Ao afirmar que os padres metem a mão na caixa das esmolas, Jaime Ramos está a incorporar nos outros aquilo que ele próprio tem a certeza que faria. Pensando bem, não é muito diferente daquilo que ele realmente faz quando mete a mão no orçamento da RAM, que como todos sabemos não é abundante.

Não deixo de sentir alguma estranheza pela ausência de reação da Igreja a esta acusação gravissima.

É bom que a Igreja não se esqueça que quem lhes constroi os templos é precisamente quem lhes pilha o interior, joias e fieis inclusive.

"Os patas-rapadas, os foleiros..."

Lembram-se de Jardim vir à TV denunciar os "patas-rapadas, os foleiros" que na política madeirense ofendiam as pessoas?
"Jaime Ramos (...) foi mais longe ao acusar Edgar Silva de viver "à custa da sociedade" e de ter perdido a honra quando "roubou as igrejas". Jaime Ramos afirmou que Edgar Silva, se não fosse a ALM, seria um "desempregado" e um "desgraçado", e acusou-o de ser um "chulo da sociedade" que "nunca pagou impostos".
Eu não acredito que haja alguém no PSD que não se sinta envergonhado. Mas o medo é mais forte que a vergonha e, mais uma vez, vão assobiar para o ar e fazer de conta que não se passa nada.

Sócrates e a Madeira

No Sábado escrevi neste blog que: "Sócrates é o Primeiro-Ministro do país onde essa Região se inclui. A ele não basta denunciar os problemas. Isso é inaceitável num PM cujo partido tem a maioria absoluta na AR.
Se o PM defende que a situação da Madeira é vergonhosa, então é legítimo perguntar-lhe o que fez neste 2 anos para alterar a situação?
Nada?!"
Eu sei do que estou a falar. Mas se não acreditam em mim. Leiam com atenção as afirmações de Maximiano Martins hoje no DN: "Mas afirmo também que o PS raramente foi verdadeiramente solidário com o combate democrático na Madeira"; "Trata-se de ser solidário com uma luta democrática, uma luta desigual contra um poder absoluto e uma deriva totalitária".

terça-feira, julho 24, 2007

Mais um episódio lamentável na ALM

Para ouvir clique AQUI.

Machismo

"A função das mulheres é precisamente a procriação..."

Rafaela Fernandes deputada do PSD-M

Desespero

7 MEMBROS DO CDS ACUSADOS

O caso Portucale está relacionado com o despacho que declarou a "utilidade pública" de um projecto do Grupo Espírito Santo para um empreendimento turístico em Benavente. Um despacho que autorizou o abate de mais de dois 1.500 sobreiros.
Além do antigo director financeiro do CDS-PP Abel Pinheiro, o MP terá acusado também a responsável pela contabilidade Eunice Tinta, o chefe do sector administrativo, o capitão Maurício Valadas, e ainda mais dois funcionários do partido. (...) " SIC on line
Nota: Até a sentença é de presumir a inocência dos arguidos. Cabe ao MP fazer prova daquilo que acusa. No entanto, não é normal que o MP avance para uma acusação num processo desta dimensão se não estiver seguro que vai conseguir as condenações. Veremos. Uma coisa é certa, isto e muito mais do que boatos.

Mais escutas houvesse...

António Tavares-Teles, jornalista de ‘O Jogo’ e autor da crónica semanal naquele diário intitulada ‘O Pato’, foi apanhado nas escutas telefónicas do ‘Apito Dourado’ a combinar um texto com Pinto da Costa, que iria ser publicado no dia seguinte no jornal desportivo. A conversa foi interceptada a 28 de Novembro de 2003 e foi o jornalista que contactou o dirigente desportivo.

Pelo que se pode ler da transcrição da referida escuta telefónica percebe-se também que, além de ter sido combinado, o teor do texto era falso, já que, conforme assumiu Pinto da Costa noutra conversa telefónica, servia apenas como forma de “pressão” e de “chantagem” para com os elementos do Conselho Disciplinar da Liga de Clubes." no CM

Ler o restante aqui: http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=251243&idselect=215&idCanal=215&p=200

Ainda acham que o Governo não tem razão?

Haja gente com juízo



"Sem aplicar qualquer sanção disciplinar


Ministra da Educação arquiva processo do professor Fernando Charrua


Num despacho assinado ontem e divulgado hoje, Maria de Lurdes Rodrigues defende que "a aplicação de uma sanção disciplinar poderia configurar uma limitação do direito de opinião e de crítica política, naturalmente inaceitável numa sociedade democrática, uma vez que as declarações de Charrua não visavam um superior hierárquico directo" mas sim o primeiro-ministro, José Sócrates."Assim, determino o imediato arquivamento do processo", escreve Maria de Lurdes Rodrigues." no Público.


Disse e reafirmo, todo este processo é uma tontaria. A tal Directora da DREN é que devia ter um processo disciplinar. São os pequenos poderes que quando se colocam em picos de pés acham-se muito importantes.


Mas outra coisa não seria de esperar da Prof.ª Mª de Lurdes Rodrigues. Fez o que tinha de fazer, arquivou o processo por entender que não pode haver limitações ao direito de crítica política.

Esperemos que este caso sirva de exemplo para todos, nomeadamente para os restantes membros do Governo.

O boato do Expresso (act.)


A ler atentamente e de forma desapaixonada. A ver se consegue Roberto.

Caso Portucale: Ministério Público acusa antigo director financeiro do CDS-PP Abel Pinheiro.

Sugestão de viagem

Praga é uma cidade fantástica. A arquitectura e a arte estão por todo o lado. Vive-se um ambiente de cultura e romantismo únicos. É curioso observar que existem resquícios da ocupação soviética e que apesar do turismo ser uma indústria muito importante, os checos não se distinguem pela simpatia.
Recomendo que visitem a cidade toda a pé. Não percam o "black theatre". A ópera é obrigatória e não dispensem uma ida ao terraço e a oportunidade de saborear um champanhe no intervalo. Comam as "bratwurst" na praça central e provem os doces tipicos. Tomem sempre o pequeno-almoço fora do hotel. Há lugares fantásticos. O meu preferido é no edifício da Câmara junto à Torre da Pólvora. Boa viagem

Sugestão de som



O novo disco de Maria João é composto de 14 canções retiradas do cancioneiro popular brasileiro. O que ela consegue fazer com a voz é incrível. As músicas são diferentes mas muito bonitas, os arranjos são óptimos e a voz de Maria João dá aquele toque mágico ao cd.

À venda na Fnac, chama-se simplesmente "João".

Recomendação de leitura

"Em Hannibal: a Origem do Mal ficamos a conhecer a infância e a adolescência de Hanniball Lecter, o célebre serial killer de O Silêncio dos Inocentes, e de como se transformou num psicopata canibal.
Thomas Harris traça as origens de Hannibal e da irmã, Misha, na Lituânia, quando os pais são mortos pelas tropas de Hitler. Hannibal sobrevive aos horrores da II Guerra Mundial e, com apenas oito anos, foge para a França. É adoptado por Lady Murasaki, a mulher do tio, uma bela e misteriosa aristocrata japonesa. Completamente só, Hannibal leva os seus demónios consigo que o visitam e atormentam constantemente. É o aluno mais novo de sempre a entrar para a escola médica e, então, passa a ser ele a atormentar os seus próprios demónios. A adolescência torna-se num permanente ajuste de contas com o passado. Descobre que tem dons para além dos académicos e, nessa epifania, Hannibal Lecter torna-se num prodígio da morte." da contra capa
Para quem gosta de um bom thriller e da personagem do "Hannibal" este é um livro obrigatório. Saber como cresceu e se formou aquele assassino meticuloso e inteligente.

segunda-feira, julho 23, 2007

O equívoco Paulo Portas


Paulo Portas (PP) enquanto Ministro da Defesa Nacional (e posteriormente com a tutela para os Assuntos do Mar) teve a iniciativa de levar avante vários projectos que até então com os Governos Guterres pareciam não querer avançar. Finalizou a revisão da Lei de Programação Militar (onde se insere a renovação do equipamento militar, p. ex: compra de fragatas, helis e os polémicos submarinos), alargou a atribuição das pensões aos ex-combatentes, permitiu a construção de navios patrulha para águas costeiras (a RAM é contemplada com um navio), aquisição de material de combate aos hidrocarbonetos, radar (eu concordo!), acabou com recrutamento militar obrigatório ou ainda avançou com a candidatura para o alargamento da Plataforma Continental Marítima das actuais 200 milhas para as 350.

Mas, PP equivocou-se. Equivocou-se quando a opção Santana Lopes para Primeiro-Ministro vingou e PP aderiu. O próprio já o admitiu. Após a derrota nas Legislativas em 2005 falou na forte possibilidade de abandonar a Assembleia da República e ir para os Estados Unidos leccionar numa universidade. Nunca se concretizou. Razão? Preferiu andar a minar a direcção de Ribeiro e Castro ao longo destes últimos dois anos mas sempre na penumbra. Pensava sair-se incólume. Mas voltou a equivocar-se.

PP admitiu que o resultado das eleições de Lisboa deveriam servir de resposta sobre o desejo do eleitorado de o ver novamente na liderança do CDS/PP. Era um teste à sua liderança. O eleitorado manifestou-se e de forma clara. O CDS/PP obteve o pior resultado de sempre na capital. Os portugueses não desejam o regresso de PP à cena política. Não tirou as devidas ilações. PP continua a equivocar-se. Preferiu fazer-se de vítima e fugiu cobardemente à questão principal.

Qual ou quais os casos em Portugal que não sofrem de quebra de sigilo de justiça? Não pretendo desculpar esta situação, mas, por favor, não venham com teorias de conspiração e de perseguição sobre PP.
Para além desta questão formal, não esqueçamos a parte substancial do tema. É que caem fortes suspeitas sobre Paulo Portas no concurso dos submarinos. Vamos ser rigorosos.

Ao que parece ainda vamos ver PP nos EUA mais cedo do que imaginávamos…

Incongruências

No dia 9 de Junho, o Público noticiava que "Paulo Portas, quer que o director nacional da Polícia Judiciária (PJ) diga se algum dirigente do partido eleito no último congresso foi constituído arguido no caso Portucale."
E acrescentou "E não venham com balelas sobre segredo de justiça, pois está à vista que só funciona para uns".
Foi o próprio Portas quem exigiu que a PJ quebrasse o segredo de justiça em relação aos actuais dirigentes do CDS.
Já durante a campanha eleitoral, Portas afirmava que as notícias eram "falsas".
Agora, já afirma que houve quebra do segredo de justiça o que no fundo é o mesmo que afirmar que as notícias tinham fundamento e Portas mentiu.
Ainda no decurso da campanha o mesmo Portas afirmava que as notícias eram um "estímulo à participação dos elitores do CDS (porque confiavam nele e estariam indignados). Ora, o resultado nega a tese de Portas. Parece que os eleitores do CDS não confiam nele e estão indignados é com o que ele está a fazer ao CDS.
É caso para afirmar que "defende dois pesos e duas medidas, em função do visado, o que é mais uma vez, uma tremenda incongruência indefensável, que vinda de alguém que licenciou-se em direito só lhe fica muito mal."

O Grande Portas - "O Salvador"


O texto do blogger Roberto Rodrigues sobre a minha apreciação da recente atitude de Portas sobre a quebra do segredo de justiça, é uma confusão que convém esclarecer.



Eu não disse que concordo com a quebra do segredo de justiça em relação a Portas, ou em relação a qualquer outra pessoa. De facto, não concordo seja quem for o visado. A sua conclusão não tem fundamento. É falsa.


Portanto, como tudo o resto que diz no post acenta numa permissa criada pela sua imaginação, e logo errada, o resto do escrito está ferido de morte por este pecado original.



Mas já que comento o seu post, permita-se mais uma "farpas".



A investigação do caso "Moderna" foi feita com fins políticos? Para prejudicar o Portas? Que era de facto director do centro de sondagens da "Moderna"! Isso é que é imaginação.



O facto conhecido, público e confessado que Portas usou e abusou do "Independente" para perseguir políticos, criando factos, manipulando informação e quebrando o segredo de justiça não deve ser lembrado e criticado? É para esquecer? Essa acção não define o seu carácter e a sua forma de estar na vida e na política?



Mas delírio total é a afirmação "esse mesmo líder Partidário oriundo da oposição a aparecer novamente e a começar a fazer moça a este Governo, subindo claramente nos estudos de opinião", quem? O Paulo Portas?


Ó homem a resposta do eleitorado ao regresso do "salvador" foi o peior resulatado de sempre em Lisboa! Por favor, o Portas teve sempre resultados miseráveis e, infelizmente para o CDS, a tendência é piorar.



Segredo de justiça II


Quando a manipulação de provas usando o segredo de justiça, e a manipulação de informação foram usadas como nunca em Portugal para atacar o líder da oposição, Ferro Rodrigues, estando metido nessa nojeira até altos dirigentes da PJ, a Ministra da Justiça era esta senhora que é militante do PP e foi nomeada por Portas que na altura era o n.º 2 do Governo.
Nessa altura Portas não andava indignado com o Estado!

O segredo de justiça e a perda de mandato dos vereadores do PS na CMF

O Sr. Dr. Juiz do Tribunal Administrativo do Funchal devia explicar como é que o Diário tem acesso e publica as suas decisões de perda de mandato de vereadores, mesmo antes dessas pessoas terem sido notificadas da decisão.

Mais uma vez, esses cidadãos souberam das decisões judiciais pelo Diário e são confrotados publicamente com uma decisão cujo teor desconhecem.
Continuamos à espera...

Segredo de Justiça e a perda de mandato dos vereadores do PS na CMF

O Procurador do Ministério Público junto do Tribunal Administrativo do Funchal, devia explicar ao povo como é que as suas acções para perda de mandato são primeiro tornadas públicas através do Diário e só depois é que os réus são notificados que corre prazo para contestarem.

Continuamos à espera...

O segredo de justiça

Paulo Portas anda indignado com a quebra do segredo de justiça.
Pois é Paulo. Lembra-se do assasinatos políticos que cometeu à frente do "Independente" usando o tal "segredo de justiça"?
Recorda-se do PS de Ferro Rodrigues ter sido vítima de uma vergonhosa campanha, onde o elemento principal foram a revelação a conta-gotas de partes, fora de contexto, de conversas pessoais que estavam em segredo de justiça? Foi em 2003 e nessa altura você andava todo contente pelo país de dedo em riste e armado em justiceiro.
Cá se fazem...

A Guerra Santa do PSD

"Uma vez mais, o novo bispo do Funchal, D. António Carrilho, voltou a não falar, na sua homilia, sobre assuntos alheios ao evangelho e às leituras da celebração litúrgica, desta feita por ocasião da missa do Sacramento do Crisma que ontem teve lugar na igreja matriz da Ribeira Brava."

No Diário de hoje, negritos meus.

Uma das razões porque o regime jardinista prosperou durante todos estes anos foi o apoio que teve da Igreja Católica. A relação politicamente promíscua ente a Igreja e o PSD era pública e confessada.
Também neste capítulo o PSD tem um discurso maníqueista: de um lado está o PSD- "os crente s" e do outro os "hereges".
Ora, o recente "caso" da não aplicação da lei da IVG não é uma palhaçada sem sentido do PSD. Eles sabem que vão ter de aplicar a lei e isso não lhes causa impressão nenhuma. O seu objectivo é outro e bem mais importante.
O PSD quer obrigar o novo Bispo a tomar posição sobre o assunto. E quer que todos os partidos da oposição também tomem posição sobre o assunto. Para quê? Para tornar claro para o novo Bispo que existe "nós" os crentes - PSD - e eles os "hereges" que estão contra a Igreja.
Daí a importância (para o regime) dos jornalistas andarem atrás do Sr. Bispo a ver se apanham qualquer sinal de apoio à posição do PSD.
Claro está que o Bispo não vai dizer que concorda com a IVG. Mas também até agora não se mostrou solidário com a "guerra santa" do PSD. Veremos até onde vai este jogo.

domingo, julho 22, 2007

Claustrofobia democrática e o contrário

Não me lembro de nenhum Governo em Portugal que fosse apoiado por uma maioria absoluta na Assembleia da República, quetenha decidido reforçar os direitos da oposição e melhorar as condições de trabalho de todos os deputados. Aconteceu com este Governo e com a maioria PS.

Continuem a ignorar a realidade, tanto a de cá como a de lá.

«(...) Se alguma virtude tem de ser reconhecida à Assembleia da República nos últimos 32 anos é a de se ter vindo a questionar na sua acção e relação com a base eleitoral, que a sustenta, bem como com os outros órgãos de soberania da nossa democracia.
A reforma do seu funcionamento, agora aprovada, avança nesse caminho. E ainda bem.
Dá mais meios a cada deputado e responsabiliza-o por produzir resultados visíveis e mensuráveis. Alarga os direitos das minorias oposicionistas a questionar os governos, reforça a democraticidade do sistema, previne a prepotência da maioria e incentiva a um grau mais exigente de transparência política do poder executivo. (...)»
[do Editorial do DN, negritos meus]

O futuro do PSD IV

“A verdade é que o PSD falhou a sucessão de Cavaco e está sem destino na sociedade portuguesa. Infelizmente, a crise ideológica e programática, de que Marques Mendes foi o reflexo e não a causa, não se cura pela manobra e pela intriga. Nem pela intervenção de um homem providencial, como no mítico congresso da Figueira da Foz. Só se aprende com a experiência e o desespero; e o PSD, por enquanto, nem consegue ver (e menos pensar) a triste realidade da sua situação.”

Vasco Pulido Valente, O PSD hoje [Público, 20.07.07]

sábado, julho 21, 2007

BASTA!

Ontem na AR, José Sócrates voltou a apontar a Madeira como o pior exemplo do país na falta de democracia e no recorrente abuso de poder.
Já basta desta coversa da treta!
Sócrates é o Primeiro-Ministro do país onde essa Região se inclui. A ele não basta denunciar os problemas. Isso é inaceitável num PM cujo partido tem a maioria absoluta na AR.
Se o PM defende que a situação da Madeira é vergonhosa, então é legítimo perguntar-lhe o que fez neste 2 anos para alterar a situação?
Nada?!
Então meu amigo, deixe que lhe diga que você é tão responsável por esta situação como o PSD. Digo-lhe mais, a posição do PSD é mais comprensível que a sua. O PSD está na oposição. Um dos poucos trunfos que mantêm é a Madeira. E você espera que eles ataquem um dos poucos que lhes garante vitórias?
Agora você, que se diz tão incomodado com a falta de democracia na Madeira, qual é a sua desculpa para não ter feito nada para alterar essa situação?

Chutar para canto

"O Presidente da República contornou a questão da recusa do Governo regional da Madeira em cumprir a lei do aborto, dizendo que se trata de uma questão para os tribunais.
Este tipo de comentário do Presidente não quadra com as suas responsabilidades constitucionais, pois é evidente a gravidade política de uma situação em que uma lei da República não é respeitada numa parte do território nacional por deliberado desafio à autoridade da República, de que ele é o máximo representante. Aliás, considerando a grande amplitude das preocupações e tomadas de posição do actual Presidente, é surpreendente que não ache justificado tomar posição pública sobre um caso de ostensiva contumácia do poder regional do Funchal."

Os anti-autonomistas II

A Madeira, à custa das façanhas do PSD, continua a ser o exemplo para a falta de democracia, de liberadade e de responsabilidade na gestão pública.
Com estas atitudes, os centralistas - aqueles que estão sempre com um pé atrás relativamente às autonomias - ganham argumentos e força moral para se oporem ao aprofundamento das autonomias insulares.
Desta vez o exemplo foi o regimento da ALRAM que simplesmente impede que este órgão cumpra o objectivo para o qual foi criado: fiscalizar a acção do governo regional.
O Estatuto Político e Administrativo da Madeira (EPAM) consagra a ALRAM como o primeiro órgão da Autonomia, mas o PSD, com este regimento, deitou o EPAM no caixote do lixo e anulou o papel da ALRAM. Hoje, a ALRAM não serve para nada.

Há algo mais anti-autonomista do que matar o primeiro órgão da autonomia?
"A corrupção sob o sistema democrático não é pior, nos casos individuais, do que a corrupção sob a autocracia.
Há meramente mais, pela simples razão de que onde o governo é popular, mais gente tem oportunidade para agir corruptamente à custa do Estado do que nos países onde o governo é autocrático.
Nos estados autocraticamente organizados, o espólio do governo é compartilhado entre poucos.
Nos estados democráticos há muito mais pretendentes, que só podem ser satisfeitos com uma quantidade muito maior de espólio que seria necessário para satisfazer os poucos aristocratas.
A experiência demonstrou que o governo democrático é geralmente muito mais dispendioso do que o governo por poucos."

Aldous Huxley, in 'Sobre a Democracia e Outros Estudos'

sexta-feira, julho 20, 2007

Quem fiscaliza as autarquias na Madeira?

O Inspecção Geral da Administarção do Território (IGAT) é a entidade governamental que tem por missão fiscalizar as câmaras e as juntas de freguesia no território continental.
Na Madeira essa função está conferida à Vice-presidência do Governo e esta delegou os poderes de fiscalização das autarquias na Direcção Regional da Administração Pública Local (DRAPL).
O IGAT efectuou 50 participações aos órgãos jurisdicionais competentes, das quais 23 aos Tribunais Administrativos e Fiscais, dez aos Tribunais Judiciais e 17 ao Tribunal de Contas, para apuramento de eventual responsabilidade financeira.
Na Madeira, quantas participações a DRAPL fez aos tribunais para apuramento de responsabilidades?
Será que o PSD usa a Autonomia, e a regionalização da tutela sobre as autarquias, para pôr cobro às eventuais prácticas ilegais dos seus autarcas?
Senão como se explica que a DRAPL não tenha detectado as actividades ilegais que se passavam na Câmara da Ponta do Sol?
Se as actividades ilegais na Ponta do Sol nunca foram detectadas pela DRAPL, nem nenhuma outra irregularidade, então é porque provavelmente a DRAPL não fiscaliza coisa nenhuma.
Mas se quem deve fiscalizar não o faz, então quem é que garante aos madeirenses que as autarquias estão a actuar na legalidade?
Uma boa pergunta para o Dr. Cunha e Silva, o governante com esta pasta.

Eu não acredito...

Eu não acredito em presidentes de Câmara corruptos, mas que eles existem, existem...

"O tribunal de Ponta do Sol condenou esta quarta-feira o antigo presidente do município António Lobo a seis anos de prisão pela prática, em cúmulo jurídico, dos crimes de corrupção e prevaricação.(...)O tribunal de Ponta do Sol deu como provado que o ex-presidente do município daquelalocalidade recebia pagamentos para aprovar licenciamentos de obras particulares, verbas querevertiam a seu favor." 8 de Março de 2007

O que esconde Miguel Albuquerque?

No Diário de hoje, Albuquerque afirma que o relatório sobre a inspecção à CMF não está pronto porque a edilidade está a fazer o contraditório. Não é verdade.
A inspecção apresentou um relatório preliminar para que a CMF fizesse o contraditório.
Albuquerque andou a preparar o contraditório durante semanas, e recusou-se dar conhecimento do mesmo aos vereadores.
Os vereadores do PS pediram verbamente o relatório preliminar e Albuquerque recusou. Requereram por escrito e ele recusou. Intentaram uma acção de intimação para a informação no Tribunal Administrativo contra Albuquerque e este continuou a recusar.
Entretanto, o relatório foi concluído.
O relatório definitivo ficou pronto e foi entregue ao Presidente do Governo Regional para despacho.
Nesta fase, desesperado, Albuquerque tenta uma manobra dilatória: pede que a inspecção seja anulada por uma pretensa falta de competência dos inspectores para levarem a cabo a inspecção à CMF.
A sua argumentação anda à volta de uma pretensa inconstitucionalidade do decreto regulamentar que estabelece a carreira de inspector administrativo na Madeira.
O Presidente do Governo pediu à Vice-presidência (que tutela os inspectores) que se pronuciasse sobre essa alegada inconstitucionalidade.
A Vice-presidência vem dizer que isso é uma asneira, mas mesmo que o diploma seja inconstitucional a única consequência será a alteração da forma como os inspectores progridem na carreira e não a sua competência para fazer inspecções.
O Presidente do Governo, conhecendo as duas posições sobre o assunto devia dar despacho. Não o faz. Ele entra no jogo de Albuquerque e permite que este faça o contraditório ao contraditório da Vice-presidência sobre uma matéria manifestamente improcedente. Está, também ele, a protelar a decisão.
Portanto, o relatório está pronto e já foi feito o contraditório. O que está a acontecer neste momento são manobras dilatórias de Albuquerque, com a complacência de Jardim, para que o mesmo não seja conhecido.
Mas se existem manobras dilatórias para evitar que o relatório se torne público, é porque se está a ganhar tempo para alguma coisa. O quê?
Naturalmente que depois de dois anos de espera e tantas manobras de bastidores, é legítimo esperar que o relatório que eventualmente se tornará público seja muito diferente do original. Serão retiradas as situações que possam compremeter o futuro político de Albuquerque.
Mas se isso acontecer, os madeirenses ficarão a saber o que contam da parte do Dr. Cunha e Silva, o governante que tem a tutela sobre as autarquias da Região. Ficarão esclarecidos sobre a sua política de transparência. Ficarão esclarecidos sobre o que é mais importante para ele, a honestidade e a legalidade na gestão pública ou a protecção de companheiros de partido. E sobretudo ficarão esclarecidos sobre a sua aptidão moral e política para gerir a nossa Região.

quinta-feira, julho 19, 2007

O grande Leonel da RTP-M

O "eslarecimento" de Leonel de Freitas no DN de hoje é lindo. Começa por mostrar a sua qualidade enquanto jornalista deixando claro que nem os acentos sabe usar. O homem escreve: "Sem prejuízo da análise que decorre no Gabinete Jurídico da RTP ás afirmações e insinuações contra a RTP Madeira, ..."
Ó homem, não é "ás afirmações" é "às afirmações". Um director/jornalista que nem sequer sabe colocar os acentos...
E qual é o crime em causa na mencionada carta? Nenhum. Mas a técnica da ameaça como instrumento de intimidação e tentativa de silenciar está impregnada nos membros deste regime jardinista de inspiração salazarista.
Mas já que estamos em onda de "esclarecimentos", porventura o Sr. Leonel quer nos esclarecer porque é que no Telejardim de Domingo, a vitória do PS em Lisboa, e retumbante derrota do seu PSD, foram omitidas?

Quanto custa esse "princípio", Dr. Jardim?

"Jardim recua e declara que, se lhe forem dadas compensações financeiras, já aplica a lei. O apego de Alberto João Jardim ao que enuncia como sendo os princípios da vida humana tem um preço. Tudo se traduz em dinheiro. O preço é o do costume, o da chantagem sobre todo o País para ver quanto é que consegue arrecadar".
Deputada Helena Pinto do BE

quarta-feira, julho 18, 2007

Não há coincidências

Carlos Pereira escreveu dois post no seu blog http://apontamentossemnome.blogspot.com/ que merecem reflexão.

Leituras

"Demasiada abundância de livros é fonte de dispersão; assim, como não poderás ler tudo quanti possuis, contenta-te em possuir apenas o que possas ler.Dirás tu: «Mas sinto vontade de folhear ora este livro, ora aquele.»
Provar muita coisa é sintoma de estômago embotado; quando são muitos e variados os pratos, só fazem mal em vez de alimentar.
Lê, portanto, constantemente autores de confiança e quando sentires vontade de passar a outros, regressa aos primeiros."
Séneca, Cartas a Lucílio
Sábias palavras as de Séneca. Mas eu sou como Lucílio, não me consigo concentrar em apenas um livro de cada vez. Vou lendo este e amanhã pego noutro e depois paro e avanco num terceiro para depois voltar ao primeiro. Neste momento estou a ler: "Religião (a história da)" de Karl-Heinz Ohling; "Cícero - Uma vida (biografia)" de Anthony Everitt; "A Anatomia do Poder" de Jokn K. Galbraith, "O que é a gestão?" de Joan Magretta e "Free World (vesão original)" de Timothy G. Ash.

Não batam mais no "ceguinho"

"Forte crescimento da receita garante objectivo do défice em 2007"
no Público
Parece que o PS está a conseguir o que PSD sempre prometeu e nunca consegiu.
E agora?

A figurinha


Posição do Presidente da Associação de Andebol da Madeira sobre a subvenção 2007/08 do IDRAM para o desporto regional:

...se calhar esta é uma Associação com muita gente do PSD e o senhor secretário não é da mesma cor política!". "Se fossemos de esquerda porventura tínhamos aumento", acrescenta Emanuel Alves referindo-se, então, às opções políticas conhecidas dos líderes da Natação (José Augusto Araújo) e do Karaté (Ismael Fernandes).

No DN-M.

O futuro do PSD IV



Estou indignado. Então não vai surgir uma enorme vaga de fundo para apoiar o maior estadista vivo. O rei das vitórias eleitorais. O mestre da política lusa? C´0s diabos não vêm a dimensão política deste homem? Nã0??!!

O Futuro do PSD III

Luís Delgado defende o regresso de Santana Lopes à presidência do PSD. O "paulinho das feiras" já cá anda. O "menino guerreiro" quer voltar. Óptimo. É uma grande dupla. Por mim, força.

Mendito, maroto...


Curiosidade?

Será que existem pessoas ligadas ao PSD que farão uma fortuna a garantir que a interrupção voluntária da gravidez se faça na Região e no sector privado?

Os sádicos rosinhas

"O Benfica goleou, por 8-0, uma equipa constituída por atletas sem clube (...)"

Não bastava os gajos estarem desempregados era preciso sofrerem a humilhação de perderem com uns gajos cambados e vestidos de cor-de-rosa?

Futuro do PSD II


Luís Filipe Menezes é um ser complexo. A comunicação social tem realçado o seu lado populista. E ele é um populista. Mas é muito mais do que isso. Menezes é um político inteligente, trabalhador e competente. É populista porque percebe o seu país e conhece as suas gentes. Ganhou uma importante Câmara ao PS, Vila Nova de Gaia. Conheci o concelho antes de Menezes e posso garantir que o trabalho que ele tem desenvolvido torna-o imbatível em Gaia. Mas será que se safa em Lisboa?

Futuro do PSD



Quem se lembrar da forma e o modo como Manuela Ferreira Leite tem ocupado vários cargos ao longo dos anos, percebe que ela é uma técnica competente. Mas também lembra-se da sua actuação enquanto Ministra da Educação e depois Ministra das Finanças. Lembra-se dela ser presidente da bancada parlamentar. E facilmente chega à conclusão que não estamos perante um "animal político". Falta-lhe o tal "carisma". Não é a pessoa que o PSD precisa para presidente.

Sugestão II

Conheci Agostinho Soares como meu professor de português no Liceu. E desde já garanto-vos que ele não tem culpa do azelha que sou no uso da língua de Camões. Lembro-me dele porque ninguém esquece um bom professor. E ele declamava poemas na aula com tanta paixão que um gajo metia-se a pensar que aquilo da poesia era capaz de ser fixe. Por sua causa fui ler Cesário Verde e depois descobri o Pessoa e nunca mais parei.
Agoara, Agostinho Soares vai ter um lugar central na condução política do PS da Madeira. Para descobrirem o seu pensamento político sugiro que visitem o seu blog em:

Sugestão I

A Casa do Povo de São Roque do Faial tem um blog que vale a pena ser visitado. É bom que nos lembrem que existe vida, muita vida, para além do Funchal e das nossas preocupações. Parabéns a esta malta com tanta iniciativa.

O endereço é: http://cp-saoroquedofaial.blogspot.com/

terça-feira, julho 17, 2007

Os anti-autonomistas

O PSD-Madeira pretende vetar uma lei de âmbito nacional que regula um direito individual.
Juridicamente, o Governo Regional não tem autoridade para suspender nenhuma lei. Mas na práctica, usando a autonomia política e administrativa pode ir adiando a sua aplicação.
Isto é um duro golpe na autonomia, já que dá aos centralistas razões reais para impedirem o aprofundamento das autonomias.

From New York




Referendo à estupidez II

Os resultados dos referendos só valem se o Alberto gostar do resultado?

Referendo à estupidez

Será que o Alberto e o Francisco estão com medo de serem abortados?

João Carlos Gouveia

João Carlos Gouveia foi eleito, num processo calmo e normal, directamente pelos militantes do PS-M.
O trabalho que tem pela frente é difícil. Espero que consiga se manter concentrado em resolver o que é essencial não permitindo que lhe roubem tempo e energias com o acessório.
Penso que o grande problema do PS-M é não ter sido capaz de concretizar algumas alterações que são absolutamente vitais para que a Madeira possa conhecer uma mudança poítica de fundo.
Enquanto não for resolvido o que é essencial, tudo o resto é uma excelente forma de ficarmos cansados como muita acção e não chegarmos a lado nenhum.

Mais palavras para quê?

O país está cansado de Marcelos Rebelos de Sousa, de Paulos Portas, de Monteiros e de Marques Mendes e nós não temos consciência disso, em vez de andarmos entretidos com as nossas palmas e com as notícias que saem nos jornais.

Manuel Monteiro (PND) no Público.

segunda-feira, julho 16, 2007

O homem que vai derrotar Sócrates

Aqui está. O homem com mais vitórias eleitorais em Portugal. O imbatível. O grande mestre da política. O homem que dá lições de como governar e de como fazer oposição. O homem que esmaga qualquer um em debate. O homem que tem obra. o homem sem medo. Que conta na sua equipa com as mentes mais brilhantes do planeta.
Vai agora se apresentar no Congresso do PSD e vai ser levado aos ombros.
Depois, vai encetar a sua missão: derrotar José Sócrates e o PS.
Este homem e a sua incrivel equipa vão esmagar os socialistas.
É assim este homem não tem medo. Vai finalmente mostrar, sem ser num ambiente totalmente controlado, que consegue vencer qualquer desafio.
E esse Sr. Pinto de Sousa nem se pode chamar um desafio. O Homem vai ser o próximo presidente do PSD e assumir o seu lugar de deputado na Assembleia da República onde vai varrer o chão como o Sr. de Sousa.
É agora. Estamos todos à espera. Força Sr. Presidente!

Estará Marques Mendes à altura do seu cargo?

Vencedor I



José Ribeiro e Castro.

O homem que ontem deve ter-se fartado de rir.

Lisboa III

É preciso não esquecer que quem aprova as opções de plano e o orçamento, as posturas e regulamentos, a autorização de contração de empréstimos, quem fixa as taxas municipais, a aquisição ou a alienação de património, a concessão de serviços públicos, etc. é a Assembleia Municipal.
E em Lisboa o PSD mantém a maioria absoluta dos membros da Assembleia Municipal.
Portanto, dizer que Costa vai fazer isto ou aquilo é prematuro. Vai fazer? Vamos ver se o PSD não usa a Assembleia como força de bloqueio e quartel na luta política à vereação eleita ontem.
Acresce que Carmona domina os dossiês e tem a simpatia dos funcionários da edilidade, o que o coloca numa posição previlegiada para fazer oposição.
Ainda há Helena Roseta com imensa experiência política e autárquica e conhecimentos de urbanismo.
Os próximos dois anos vão ser muito dificeis para António Costa.

Rescaldo das eleições intercalares em Lisboa

Costa admitiu, mas na minha opinião o novo executivo não necessita de fazer quaisquer coligações pós-eleitorais com nenhuma das candidaturas. Não deve ceder cargos do executivo aos vereadores da oposição. Costa tem condições para realizar as principais reformas, lançar projectos nestes dois anos de mandato e de aprovar os dois orçamentos. Para tal necessita do apoio (ou abstenção) de três vereadores para merecer aprovação. Explica-se facilmente. Qualquer tipo de acordo nesta altura, a dois anos de novas eleições, estaria já a comprometer com uma provável coligação pré-eleitoral em 2009. E isso não é desejável. E ao que parece em 2009 os executivos municipais já serão monocolores. A minha posição era de não ceder.

Marques Mendes perdeu. A sua estratégia inicial até era bem pensada. Tirou a confiança a Carmona, lavava as mãos, e apresentou um candidato que está acima de quaisquer suspeitas. Negrão encaixa-se neste pré-requesito. Mas faltava-lhe a notoriedade. Faltou um candidato forte ao PSD. Depois, e ao longo da campanha foi evidente a falta de conteúdo deste PSD. O PSD provou não estar preparado para marcar a agenda da campanha, com propostas válidas e elevação política. Eram ataques mesquinhos à equipa de António Costa (lembram-se da suspeição lançada a Manuel Salgado sobre os terrenos da Portela?).
Até ao Congresso do PSD espera-se uma luta titânica pelo poder. Se existe uma altura favorável a aparecerem candidaturas opositoras a Marques Mendes é agora. Aproveitavam alguma fragilidade do Governo de Sócrates.

Quanto a Paulo Portas penso que só agora caiu na real. Afinal não é o D. Sabestião que os militantes do PP pensavam que era e que o próprio também se imaginava. É o maior derrotado destas eleições. Apostou forte, perdeu em toda a linha. Outros maus resultados se advinham. O eleitorado cansou-se de Paulo Portas. E sabe do jogo sujo que fez para lá chegar…

Quanto aos independentes. Eu tenho uma forte admiração por Helena Roseta. Critiquei-a na altura pela falta de gratidão com os que a apoiaram e depositavam confiança para futuros combates. Mas não a convidava para o executivo.

Quanto a Carmona…simplesmente não tenho explicação. É mais um caso para juntar ao de Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro e Isaltino Morais. Mas, pior é que este pouca obra fez.

Mudar de vida

Pedem-me que deixe a política. Não a política que faço no dia-a-dia no café, nas tertúlias, na net. Não me pedem que me cale. Que deixe de ser quem sou. Não. Com carinho, dizem-me que devo deixar a política partidária. Sei que o fazem por bem. Querem me proteger. Preocupam-se. Dizem-me que me dedique a outras "missões" que tenho descurado. Talvez tenham razão. Mas essas coisas mudam-se de dentro para fora. E quando chegar essa altura, eu sentirei. Quem sabe, esse momento pode estar muito perto...ou não...


Em apenas 3 anos houve na Madeira 247 raparigas com menos de 19 anos que engravidaram e tiveram os filhos. Destas, quantas é se pode afirmar que a gravidez se inclui num projecto de vida? Quantas, tão novas, é que têm condições para ter, criar e educar um filho? Por certo, quase nenhuma. Para todas, este acontecimento mudou toda a sua vida. Para quase todas, mudou para muito pior. Mas como os homens não engravidam e a andar de mãos dadas com a Igreja dá votos, os hipócritas continuam a fazer a politiquice costumeira.

Lisboa II

A pergunta a fazer é: como é que as pessoas formam a sua opinião?
De duas formas. Através da comunicação social e através dos "líderes de grupo". Estes são as pessoas mais influentes e/ou respeitadas de um determinado agrupamento de pessoas. Por exemplo, em alguns casos será o presidente da Junta, noutros o padre, o dirigente sindical ou o professor. Ora, nas últimas regionais todos os "líderes de grupo" dedicaram-se a fazer passar a mensagem de que era necessário votar contra o Governo. Muitos porque são meros caciques do PSD. Outros por motivos pessoais. Esta circunstância, aliada a uma comunicação social controlada pelo PSD e que fez a sua campanha de propaganda durante mais de um ano, criaram um movimento imparável de massas. Acresce que todos os pequenos partidos, numa tentativa de "apanhar a onda", juntaram-se a este movimento anti-PS. Esta dinâmica, resultou no resultado de 6 de Maio.

Lisboa I

A estratégia de transformar umas eleições autárquicas num referendo à política do Governo da República, que rendeu tantos votos na Madeira, foi um desastre para o PSD em Lisboa.
Porquê?
Porque é que nas Regionais os madeirenses votaram convencidos que estavam a se pronunciar sobre algumas políticas do Governo (as menos populares) e os lisboetas perceberam que estavam a votar para a Câmara?

domingo, julho 15, 2007

Bush e o aquecimento global

Frase mamaracho da semana

"As mulheres madeirenses já não precisam de ir a Espanha para realizar um aborto. Agora já podem realiza-lo em Lisboa ou no Porto que a viagem é mais barata". Rafaela Fernandes - Deputada do PSD-M no telejornal da RTP-M do dia 14 de Julho de 2007.

sábado, julho 14, 2007

Business & Biodiversity

Tive a oportunidades de participar ao longo desta última semana no Summer Course on Environmental Global Issues organizado pela Fundação Luso-Americana.

Foram discutidos temas como o desenvolvimento sustentável, políticas ambientais, alterações climáticas, ordenamento do território, participação pública, media e ambiente, energia, etc., mas entre este vasto conjunto de temas, houve um que me despertou muito interesse. Refiro-me ao denominado Business & Biodiversity (B&B).

Inclusivamente entre os participantes havia alguma desconfiança sobre as eventuais boas intenções de determinadas empresas (Delta, EDP, Cimpor, BES, e outras) em assumir preocupações ambientais e responsabilidade sociais com a comunidade, de acordo com os princípios advogados pelo B&B. Ora, estas empresas comprometem-se em investir na cadeia de produção (escolhas das matérias-primas, transporte, transformação, etc.) seleccionando os que contribuem com menores impactos nos ecossistemas. Para além deste facto, estão disponíveis para suportarem projectos de investigação e de conservação da natureza em determinadas áreas protegidas.

No meu entender, e ainda mais significativo do que já referi, é o facto destas empresas, que visam o lucro máximo possível, estarem disponíveis em criar estes fundos para investir na protecção da natureza. É ainda um pequeno passo, mas o reconhecimento da importância na defesa da natureza em consideração ao impacto das actividades humanas.

Tudo isto ocorre, numa economia de mercado global e extremamente competitivo, onde cada vez mais na ponderação do consumidor pela escolha de um produto ou serviço, o factor ambiental terá maior peso. Conforme foi referido muito recentemente num inquérito da consultora Sustentare realizado em Portugal (divulgado pelo Expresso no último fim de semana), 52% dos portugueses, pelo menos teoricamente e no campo das intenções, estão disponíveis para escolher as empresas e serviços financeiros que se preocupam com o ambiente. Os portugueses estão inclusivamente dispostos a investir em fundos sustentáveis com menor rentabilidade financeira!

O que tudo isto demonstra é uma capacidade de adaptação das grandes organizações empresariais a um novo tipo de mercado, onde a exigência do consumidor é maior com a qualidade e desempenho ambiental dessa organização na comunidade em que actua.
Algumas ideias que poderiam ser transpostas para o mercado regional.

sexta-feira, julho 13, 2007

Eleições no PS-M I

As urnas fechavam às 20h00 mas, segundo me dissem, algumas ainda estão abertas.
No entanto, do que me foram transmitido durante o dia, a participação vai ser muito baixa. Em muitas Secções de Freguesia vai haver menos votantes do delegados eleitos ao congresso.

Judas amigo de Jesus

"A imagem comum de Judas é a do traidor de Jesus por dinheiro. Essa imagem não corresponde, porém, à verdade. O que se passa é que Judas pertencia de facto ao círculo íntimo de Jesus, que de tal modo confiava nele que era o ecónomo do grupo.

Judas tornou-se discípulo de Jesus e, no quadro de um messianismo político, convenceu-se que ele, com todo o seu poder, concretizaria a chegada do Reino tão desejado por Israel. Mas, com o tempo, começou a sentir-se desiludido, porque a perspectiva de Jesus parecia diferente, não correspondendo aos ideais do messianismo político. Como escreve o exegeta Padre Carreira das Neves, é, pois, “natural que o amigo Judas, desencantado com Jesus, o entregue ao Sinédrio para que Jesus se resolva, de uma vez por todas, a desencadear o Reino de maneira apocalíptica e apoteótica. Nada melhor do que aproveitar a estadia em Jerusalém, na véspera da Páscoa, para que a sua manobra resulte”.

A estratégia de Judas não resultou e Jesus foi mesmo condenado à morte na cruz. Foi então que, desesperado, não suportando o sucedido com o amigo, Judas se enforcou. O suicídio é a prova de que não pretendia realmente a morte de Jesus. Se o seu móbil fosse atraiçoá-lo e umas míseras trinta moedas e as boas graças do Sinédrio, não se teria enforcado.
O drama de Judas foi não ter percebido que Jesus não era um Messias político e, sobretudo, ao contrário de Pedro, não ter confiado no perdão do amigo."

Anselmo Borges, padre e professor de Filosofia, no Diário de Notícias

O futuro da Autonomia II

Ainda não estou em condições de fazer grandes considerações sobre o projecto de revisão do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, que vai estar em discussão pública até meados de Setembro.
No entanto, queria chamar a vossa atenção para a existência no aludido projecto de um artigo sobre «organização judiciária». De facto, no artigo 130º está previsto que: «cada ilha, com excepção da ilha do Corvo, deve corresponder, pelo menos, à área de circunscrição de um tribunal judicial de primeira instância, devendo existir no arquipélago um tribunal judicial de segunda instância.»
Parece que os açoreanos querem a reinstalação (sim, porque já existiu) o Tribunal de Relação dos Açores. O debate público vai mostrar se é mesmo assim.
E nós por cá?
Forward

Caro Marques Mendes,
A prestação da minha casa não pára de aumentar. Infelizmente não tenho qualquer sociedade consigo. Ainda assim, agradecia que enviasse este e-mail para a Caixa Geral de Depósitos.
Paulo Barata
P.S. - Ideia do Daniel Oliveira do Arrastão

quinta-feira, julho 12, 2007

É tonto, não serve!

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria-prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais o que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é muito chato ter que ler) e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser compradas, sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.
Como matéria-prima de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa.
Esses defeitos, essa CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA congénita , essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...
Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa.
E enquanto essa outra coisa não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa Portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda..
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um Messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.
E você, o que pensa?.... MEDITE!
Eduardo Prado Coelho no Público

Recordar só a verdade

Mandaram para este blog um comentário a afirmar que a notícia que saiu no Expresso sobre umas férias no Porto Santo do Sr. Dr. Juiz Paulo Gouveia, que alegadamente terão sido suportadas pelo Jornal da Madeira é FALSA.
Tal não seria de esperar de um semanário de referência como é o Expresso. No entanto, porque não se quer ofender nem denegrir a imagem de ninguém com este blog, retira-se imediatamente o post em causa.

Aparecemos no Público

Um post do "Farpas" foi ontem escolhido para a secção de "Blogues em papel" do Jornal o Público.

quarta-feira, julho 11, 2007

A Independência da Direcção da RTP-M II

Há umas semanas, Rui Rio foi acusado pelo MP por difamação. Logo vários canais de TV convidaram-no a apresentar a sua versão dos factos. O que aconteceu.
Na Madeira temos dois casos únicos no país, onde o tribunal Administrativo decreta a perda de mandato de dois vereadores.
Está bom de ver que esta decisão é muito mais grave e importante do que aquela que envolveu Rui Rio, com a agravante de se dar numa terra com défice de notícias. Logo esta notícia é muito mais importante e obrigatoriamente deveria merecer uma atenção especial da parte da RTP-M, nomeadamente devia convidar os vereadores em causa para apresentarem a sua versão dos factos, a sua apreciação da situação, ou pelo menos para saber se vão recorrer ou não.
Mas, o que fez o Sr. Leonel de Freitas Director da RTP-M?
Não permitiu às pessoas em causa que fizessem o contraditório. Não permitiu que os madeirenses conhecessem a versão dos vereadores.
Estes são os factos, tirem as vossas conclusões.

Perda de mandato XXI

No DN de hoje vem uma peça sobre o tema, da qual reti algumas passagens importantes e que deixo à vossa apreciação:
"Esta foi a primeira vez que o TC notificou os faltosos."

"Refira-se que uma das sanções previstas na lei é a perda de mandato mas poderá eventualmente ser aplicada uma coima."

(....) apenas os quatro vereadores madeirenses perderam o mandato".

terça-feira, julho 10, 2007

A independência da Direcção da RTP-M
"(...) Alguma vez a RTP/M fez um programa que fosse incómodo para o governo regional? Costumam fazer programas de informação onde sejam abordados assuntos relacionados com as trapalhadas do governo da região e câmaras municipais? Costumam esclarecer os madeirenses, como é seu dever, das várias situações polémicas que vão surgindo na ilha e que a todos nós diz respeito? Já fizeram alguma reportagem em que perguntassem aos cidadãos madeirenses qual a sua opinião sobre os elevados subsídios que são dados anualmente ao jornal do partido no poder, cuja função é apenas e só fazer propaganda do governo e do partido, e se concordam que os seus impostos são para pagar um jornal de propaganda? Será que já realizaram e mostraram um programa em que perguntassem aos madeirenses qual a sua opinião e se acham normal termos empresários/deputados e negócios entre eles e o governo regional?
Vou referir uma situação passada há cerca de 3 meses na RTP/Madeira que tive a oportunidade de verificar e que vem demonstrar que de facto esta televisão não é isenta nem é para ser levada a sério: Assisti ao programa de fim-de-semana (compacto) da Contra Informação no canal 1 da RTP. Como gostei e achei piada sugeri lá em casa que vissem o referido programa que na RTP/M seria transmitido no domingo à noite. Assisti junto com a família ao referido programa, mas a RTP/M censurou, cortou parte do programa, porquanto a paródia era relacionada com o grande timoneiro cá da terra. Quando esta televisão que temos censura um programa de divertimento, imagina-se o resto. Mas também se sabe que quem lá tem cargos de chefia, quando se vão embora acabam em assessores no governo regional."
Carta do leitor no Diário de hoje.
Perda de Mandato XX

O MP acusou e o Tribunal Administrativo julgou procedente uma acção para perda de mandato de um autarca que constituia um efectivo perigo para a sociedade. O homem era um bandido e o MP na sua missão de defender a legalidade afastou esse homem da Câmara Municipal do Funchal. É óbvio para todos que o Arq. Luís Vilhena tinha de perder o mandato porque era um perigo público.
Só fico curioso para saber se o autarcas abaixo referidos também perderam o mandato.
1.- Valentim Loureiro. Autarca de Gondomar. Há anos que é apontado como estando envolvido em negócios escuros, a Polícia Judiciária (PJ) descobriu apenas ligações à casos de corrupção no mundo do futebol.;
2.- Isaltino de Morais. Autarca de Oeiras. Após vários mandatos à frente da autarquia, este funcionário público, tem afinal uma choruda conta nos bancos da Suíça, em nome de um primo (imigrante e condutor de taxi).
3. - Fátima Felgueiras . Autarca de Felgueiras. É acusada de quase tudo: corrupção, peculato, abuso de poder, participação em negócio fraudulentos. Avisada que iria ser presa, fugiu para o Brasil, onde esteve furagida mais de dois anos. Voltou para disputar as eleições de 9 de Outubro de 2005. Ganhou e matêm-se como Pr. da Câmara.
Mas claro está que o Arq. Luís Vilhena é de longe muito mais perigoso que qualquer um dos autarcas apontados e por isso houve pressa em persegui-lo e retirar-lhe o mandato. Este MP é espectacular.
Do debate de ontem com os candidatos à Câmara de Lisboa é difícil escolher as melhores asneiras, no entanto vamos fazer um esforço:

1.º - o brilhante candidato do MPT propôs que a Câmara altera-se o contrato que o Estado tem com a Brisa;

2.º - o Sá Fernandes (BE) defendeu a necessidade de se estimular o uso dos transportes públicos e de se fazer mais estacionamentos na Baixa;

3.º - Negrão quer mandar os contentores para Setúbal. Bem, pelo menos não quis encerrar o IPPAR, nem baralhou a EPUL com a EPAL.
Actualmente os PDM's existentes em Portugal prevêem 40 milhões de habitações, num país com apenas 10 milhões.
O PDM do Funchal está em fase de revisão veremos se segue esta tendência. Pessoalmente, estou convencido que o Funchal devia ter como prioridade a recuperação dos prédios degradados e abandonados na Baixa. Hoje é fácil constatar que existem algumas centenas de potenciais habitações na Baixa para reconstruir e colocar no mercado de habitação. E também algumas dezenas de lojas comerciais. Essa era uma opção que respeitaria o património arquitectónico existente, o carácter da cidade e traria gente para um centro que está quase deserto. Por arrasto, teríamos o comércio tradicional mais animado, seriam menos carros a entrar e a sair todos os dias da cidade, aumenta a segurança, e a cidade passava de uma cidade morta e deserta à noite e aos feriados, para uma cidade viva e activa. Naturalmente mais bonita, cosmopolita e atraente para os turistas.
É pena que a opção de Miguel Albuquerque tenha sido, e teme-se continue a ser, a nova construção com concentração maciça de habitação, escritório e lojas num só local, como é o caso do Funchal Centrum. Este empreendimento pode vir a ser muito lucrativo para os seus promotores, mas será um duro golpe numa cada vez mais difícil recuperação da Baixa funchalense e arrasa de vez o comércio tradicional.

segunda-feira, julho 09, 2007

Privatizações e concessões III

O timming em que estas operações decorrem são também de uma importância tremenda.
Não é preciso ser nenhum génio da economia para perceber que quando o estado tem mais interesse em vender do que o privado a comprar, é porque de certeza será um mau negócio para o estado.
No que toca a concessões temos os casos das concessões da Vialitoral e Viaexpresso que serviram para financiar a RAM mas que fazendo bem as contas, é como se a RAM tivesse contraido um empréstimo com uma taxa muito acima dos valores normais do mercado.
Veja-se outro exemplo, o que se pretende fazer em relação ao património da RAM.
Numa altura em que a RAM está endividada até aos cabelos e que precisa de dinheiro para se financiar como do ar para respirar, qualquer empresa sabe que está em posição de vantagem e comprará esse património ao desbarato, e que possivelmente vai arrendá-lo ao anterior dono ao preço mais alto que conseguir.

A pior coisa que a Madeira poderá fazer neste momento é penhorar os seus bens em vez de tentar reduzir as despesas que são demais evidentes.

Privatizações e concessões II

A natureza dos serviçoes e o risco do negócio podem ser determinantes na escolha do modelo: privatização ou concessão.
Quando existem no mercado outras empresas privadas com capacidade de satisfazer as necessidades da população, não existe nenhuma razão para que o estado não possa adoptar o modelo de privatização, passando a empresa estatal a ser mais um "player" em pé de igualdade com as outras empresas do ramo. Exemplos tipico desta situação são as telecomunicações e a banca.
Por outro lado quando está em causa algum tipo de monopólio ou devido à importância do serviço para o bem estar da população, a opção a seguir deverá ser a da concessão, uma vez que esta condiciona mais os intervenientes.

Privatizações e concessões

É com alguma frequência que se ouve falar em privatizações e concessões como se da mesma coisa se tratasse.
A privatização implica a compra por parte de privados de algo que era público, deixando o estado de estar ligado ás consequências positivas e/ou negativas decorrentes da gestão privada.
Já a concessão refere-se à transferência à iniciativa privada da administração de um serviço que era prestado habitualmente pelo estado, sem que no entanto o estado deixe de ser o dono do que é administrado pelos privados.
Económicamente qualquer uma das situações pode ter vantagens quer para o estado quer para o novo propriétário/concessionário.
Do ponto de vista politico as duas situações são bem distintas, um vez que passado o periodo de concessão o estado volta a ter o poder na mão.

Lei e sentença

Quem conhece este blog, e quem me conhece, sabe que sempre fui crítico da política deste Governo na área da Justiça. Sabe também que a ideia que tenho dos juizes portugueses é que encaram o seu ofício com verdadeiro espirito de missão. Trabalhando, sem condições, até altas horas da noite, fins-de-semana e feriados abdicando das suas vidas sociais e do seu merecido descanso para aplicarem a Justiça o melhor que sabem e podem.

Nunca discuti publicamente, aqui ou noutro local, o mérito de determinada sentença. Embora me reserve o direito de poder criticar se achar que devo. E que fique claro que criticar uma determinada sentença não é criticar o desempenho do Juiz no cargo, e muito menos pode ser entendido como falta de confiança na sua independência ou capacidade. Estou convicto que criticar o acto (a sentença) em concreto, se entender que não é correcto, mais do que um direito: é um dever. Relembro, a propósito, as palavras de José Gil: “Estamos hoje em democracia. Mas herdámos o medo que se transformou. Acho que a principal razão foi porque não criámos suficientes instrumentos de expressão (…) estamos agarrados a um texto e não temos força para sair dele. É o texto da sociedade normalizada, do bom senso, do política, social e efectivamente correcto (…). A sociedade portuguesa, ao contrário das outras, é fechada, não tem canais de ar, respirações possíveis. É uma sociedade suavemente paranóica (…). É uma obsessão. Estamos sempre a falar de auto-estima (…) Temos medo do acontecimento (…)”

Dito isto, espero que fique claro que, em relação às acções de perda de mandato, eu entendo que a lei prevê uma pena que é desproporcional à falta em causa. E, como tal, injusta.
P.S. - Só agrora tive oportunidade de ver a reportagem da RTP-M sobre as minhas declarações e, infelizmente, a peça não é rigorosa.

domingo, julho 08, 2007

Novos desenvolvimentos no caso dos donativos ao CDS

CDS garante que Narana Coissoró não é um nome inventado.

Roubado indecentemente de Inépcia.

sábado, julho 07, 2007

É muito curioso que algumas pessoas estejam sempre a criticar os políticos, mas não percam uma oportunidade de fazer a sua politiquicezinha. Só é pena que usem o estilo "hit and run". Se querem discutir política venham para a arena. Cheguem-se à frente. Não se escondam no gabinete.

Curioso I

E eu que pensava que o corporativismo existia só dentro da mesma profissão. Afinal parece que até em profissões que se deviam se enfrentar, há elementos que se defendem mutuamente. Curioso. A juntar a uma série de curiosidades.