sexta-feira, junho 29, 2007

Bom Fim-de-Semana


A LFM

Há alguns dias aprovei um comentário que resultou numa reação de LFM.
Não considero ter havido qualquer tipo de ofensa ou injuria em relação á pessoa de LFM. O comentário, apesar de ser anónimo, reflete a opinião de um visitante deste blogue, e será respeitada enquanto tal.

Lembro também que LFM já se tinha referido nos mesmos termos a outras pessoas. Tal como agora, não o considerei ofensivo. Quanto muito, poderá ser considerado como um excesso de linguagem, nada mais.

Todos os comentários (e acreditem que são alguns) que pretendam o achincalhamento, critica a aspectos fisicos pessoais e outras coisas que não têm a ver com o conteúdo dos posts, têm sido rejeitados por mim, e assim continuaram a ser.

quinta-feira, junho 28, 2007

Pormenores...

Fernando Negrão adoptou a estratégia do PSD-M. Repete até a exaustão que de um lado está o Governo que é mau, inimigo de Lisboa, das autarquias, que é responsável pelo "garrote financeiro" e pela iníqua Lei das Finanças Locais e do outro lado o PSD único e legítimo defensor da autonomia local, de Lisboa e dos lisboetas.
Esta estratégia só tem um problema, é que ao contrário do que acontece na Madeira o PSD em Lisboa não controla e manipula em absoluto a comunicação social. Uma pequena, grande diferença que se vai ver no resultado.

Claustrofobia democrática

Na Madeira, a maioria do PSD aprovou a diminuição dos direitos parlamentares da oposição e dos deveres parlamentares do Governo regional. Se o PS tentasse fazer algo de semelhante na Assembleia da República (está a fazer justamente o contrário), seria justamente acusado (a começar pelo PSD) de atitude autoritária e antidemocrática. Os que no PSD inventaram a expressão "claustrofobia democrática" para caracterizar uma imaginária limitação governamental das liberdades públicas enganaram-se claramente no alvo. Deveriam ter em mente a actuação do seu próprio partido na região autónoma da Madeira. Mas sobre isso guardam um ruidoso silêncio....

Vital Moreira no Caussa Nossa

Ajuste de contas?

"Saldanha Sanches (...) foi reprovado nas provas de agregação realizadas ontem na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

O júri, composto pelo reitor da Universidade de Lisboa, António Nóvoa, e ainda pelos professores catedráticos Marcelo Rebelo de Sousa, Jorge Miranda, Fausto Quadros, Braga de Macedo, Paz Ferreira, Leite de Campos e Menezes Cordeiro, não terá considerado satisfatória a tese defendida por aquele que é visto como um dos maiores especialistas em fiscalidade.

O fiscalista e professor da Faculdade de Direito há mais de 20 anos (...) foi avaliado com 3 votos a favor e 6 contra. (...) Segundo Saldanha Sanches, Marcelo Rebelo de Sousa terá votado contra, uma atitude que não compreende, uma vez que o professor "tinha assumido anteriormente que votaria a favor"." In Expresso

Formei-me na FDL e fiz parte do Conselho Directivo, da Assembleia de Representantes e do Senado da Universidade o tempo suficiente para não me surpreender com estas situações. Não conheço a tese de Saldanha Sanches, mas conheço os membros do júri. Conheço sobretudo o Prof. Jorge Miranda para ter quase certeza absoluta de que não votou contra.


Contradições

As pessoas que não se identificam com o PSD-Madeira queixam-se que não lhes é dada oportunidade de mostrar os seus pontos de vista, de explanar os seus argumentos ou apresentar as suas propostas. Pelo que tenho vindo a afirmar, de forma geral concordo que isso é verdade.

No entanto, há um meio pelo qual podem intervir de forma directa, i. e. sem possibilidade de manipulação ou censura, sem saírem da secretária, à borla e em qualquer dia e a qualquer hora que queiram. Falo, claro está, da possibilidade que os blogs dão a qualquer pessoa para que possa intervir na vida pública da sua cidade ou região.

Assim, seria natural que os deputados, os autarcas e dirigentes dos partidos, nomeadamente os da oposição, usassem esta ferramenta para difundirem as suas ideias, as sua posições, pensamentos ou meras opiniões.

Mas a realidade é profundamente diferente. Que eu saiba, na actual ALM não há nenhum deputado que participe num blog. Nem tampouco há qualquer vereador. Não percebo. Então queixam-se que não vos deixam falar, mas desprezam uma ferramenta que lhes permite expressar livremente a vossa opinião? Porquê?

Blasfémia!?

A Madeira tem apenas 245.000 habitantes, tem uma Assembleia Legislativa, um Governo Regional, Institutos, Sociedades de Desenvolvimento, e mais um punhado de organizações administrativas. A somar a este excesso de administração ainda existem 11 municípios. Desses, 64% (7 em 11) têm menos de 20.000 habitantes. São eles, Porto Santo, S. Vicente, Porto Moniz, Santana, Calheta, Ponta do Sol e Ribeira Brava. Toda esta “administração” representa, obviamente, enormes custos para o erário público. Mas será que é mesmo necessária?
Observando apenas a realidade da organização autárquica da Madeira, não posso deixar de pensar que esta organização foi feita a pensar numa outra realidade. Foi feita num tempo em que não haviam vias rápidas, as comunicações eram difíceis, morosas, dispendiosas, não haviam os meios de comunicação que hoje existem, telefones, telemóveis, internet, e não haviam os equipamentos de apoio às populações, em cada município, que hoje existem. Portanto, a realidade alterou-se profundamente. Mas a organização territorial manteve-se igual.
Olhando para o mapa, atrevo-me a perguntar: porque raio não se junta o actual município da Ribeira Brava ao da Ponta Sol; o município de São Vicente ao de Santana e o município do Porto Moniz ao da Calheta?

Finanças do Funchal


Após uma leitura superficial sobre o anuário financeiro dos municípios, vê-se que:

1 - Funchal tem 25% de receitas provenientes de vendas de bens e serviços (como p. ex. água e saneamento) revelando-se como um dos municípios com maior autonomia das receitas.

2 - Funchal tem -33.398.656€ de diferença entre as receitas liquidadas e as despesas comprometidas. Isto é, tem mais muito mais despesa comprometida do que receita liquidada.

3 - Funchal tem 40% de receitas por cobrar em relação às receitas liquidadas (48,5M€ em 2005).

4 - Funchal é o 24º município em termos de nº de habitantes (100331 habitantes).

5 - Funchal é o 12º município com mais liquidez (8.731.974€).

6 - Funchal é o 14º município com o maior endividamento (50.324.996€).

7 - Funchal é o 12º município com o maior passivo exigível (86.786.860€).

Alguns comentários:
Como positivo vejo a liquidez da Câmara Municipal do Funchal, tendo sido a unica caracteristica realçada pela comunicação social (coincidências).
Pelo lado mais negativo está o endividamento e o passivo. De destacar que o Funchal tem endividamento e passivo superiores a municipios com mais habitantes.
Por fim realço o facto de a CMF ser das que têm maior "autonomia" financeira (25% de receitas provenientes de vendas de bens e serviços) e no entanto ter tanta dificuldade em cobrar essas mesmas receitas (40% de receitas por cobrar face a receitas liquidadas), pondo em causa a suposta superioridade da autonomia financeira.

Sugestão I

Li o novo livro do Gonçalo Cadilhe de um só fôlego. Que grande aventura! Atravessar África desde o seu extremo sul, no Cabo da Boa Esperança, até Marrocos, sem viajar de avião é deveras audicioso.

As crónicas das experiências do Gonçalo são incriveis. Ele viajou de autocarro, de carrinha, de mota, de jeep, à boleia, de comboio, tudo tinha atrasos - que na Europa seriam muito maus, mas que são encarados com normalidade em África - e nada era bem o que parecia ser. E o que ele esperava que acontecesse, felizmente, não aconteceu. E, ao invés, outras surpresas marcaram o dia-a-dia desta incrivel aventura. A não perder.

Anuário Financeiro dos Municípios de 2005

O Anuário Financeiro dos Municípios de 2005 divulgado ontem está disponível aqui. O artigo do JN aqui.

Dead man walking

Para os mestres da “esperteza-saloia”, gerir um grupo de medíocres é sinal de astúcia e de autoridade. O poder do “esperto”, convertido em “influente”, confere-lhe um estatuto, e vantagens pessoais e patrimoniais, que de outra forma não alcançariam.

No entanto, com o passar do tempo, essa opção transforma-se num suicídio colectivo.
Essa turba é facilmente manipulável, mas também é mais rebelde. Mas é uma rebeldia no mau sentido. É uma rebeldia violenta, que não obedece a princípios, nem tem objectivos claros, exprimida por um ódio cego ou simples incompetência paralisante.

Os medíocres, no auge da sua afirmação, convencem-se da sua argúcia e nem se deixam ser manipulados. Instalados pelos “espertos”, o tropel assume toda a organização e tornando-a em coisa pesada, inconsistente e inflexível. Morta.

quarta-feira, junho 27, 2007

Autoritarismo


Mas tem que ser, também, um documento [Regimento para a ALM] capaz de reflectir, por um lado a vontade política e os direitos parlamentares da maioria, devidamente legitimada pelo voto popular, seja ela de um partido único ou de uma coligação de partidos e depois, um documento que, respeitando os direitos de todos os eleitos, estabeleça claramente uma fronteira entre o que são os grupos parlamentares e os deputados únicos representantes de partidos. Filipe Malheiro no JM.

Filipe Malheiro não tem razão. A proposta de regimento da maioria laranja para a ALM pretende dificultar o trabalho e a intervenção política e pública dos partidos da Oposição. É intenção do PSD de calar a Oposição. Vamos a factos: na proposta laranja, é pretendido apresentar declarações de voto apenas por escrito. É pretendido diminuir os tempos de intervenção dos representantes do BE, CDS e MPT de 5 para 2 min. É pretendido acabar com as gravações nas reuniões de Comissão Especializada. É pretendido acabar com a representação do BE, MPT e CDS nas reuniões de Conferência de Líderes. É pretendido aumentar o número de assinaturas para realizar petições (por iniciativa popular). E estas são apenas as que me recordo.

Filipe Malheiro não percebe, e desconfio até que alguma vez perceberá, mas um regimento não deve traduzir de forma qualitativa o que foi alcançado de forma quantitativa. E eu não me refiro ao princípio da proporcionalidade. O deputado do PSD não vale mais do que o da CDU ou do CDS. Existem direitos e princípios básicos a cumprir. Na garantia dos princípios da democracia representativa e participativa. Nos direitos da Oposição. Na actual proposta do PSD, e votada favoravelmente pelo PSD na generalidade, nada disto é assegurado.

Não é honestamente admissível comparar o regimento da ALM com o da AR. Até no poder formal e dignidade da lei. Enquanto que na ALM é publicado sob a forma de resolução, na AR sai como Lei. Não é exigido na ALM a presença do GR nos debates da apresentação anual do Plano e Orçamento e apresentação do Relatório e Contas. Até nos Açores o GR tem uma discussão mensal obrigatória, tal como na Assembleia da República. Na Madeira as comissões de inquérito e audições parlamentares são fechadas ao público e as comissões especializadas são interditas à comunicação social. Os secretários regionais não são obrigados a responder aos elementos das Comissões. Vão se assim o estenderem. Ao contrário da proposta do PSD, na AR as declarações de voto são feitas oralmente. As diferenças são muitas e estruturais. Não é minimamente sério fazer comparações.

Para além deste tema, e já sobre a intenção deste GR de desejar controlar, ou como refere ‘’estar sob a dependência hierárquica do GR’’, a PJ porque não controlar também a GNR, a PSP, a Capitania, o Tribunal de Contas, o Tribunal Administrativo, Tribunal Judicial, etc. Porquê a Polícia Judiciária?

Democracia Totalitária

Será possível constriu e manter através da práctica política um regime totalitário, sem extrapolar os limites da democracia formal?
Utilizando a metáfora de Camus, hoje o problema do totalitarismo reside na possível transmutação genética do bacilo da peste, infectando a democacia e transformando-a, deste modo, em portadora ou incubadora de um vírus totalitário.
Os sintomas mais visíveis do totalitarismo, tal como foram identificados nos anos 20, são uma forte reacção antiparlamentar e o latente desejo de um sistema de partido único.

Dizem que é uma espécie de ditadura


"os partidos da oposição já têm direitos a mais" - Coito Pita.

"Não seremos uma maioria envergonhada, porque continuamos a pensar que uma maioria fraca faz fraca a democracia e esta maioria como se vem demonstrando não tem data marcada para morrer" - Tranquada Gomes.

PSD-Madeira restringe direitos da oposição e movimentos dos jornalistas no Parlamento no Público.

Este tipo de prácticas, declaradamente anti-democráticas, provam que a Madeira e os dirigentes do PSD-M só devem encontrar semelhanças nos regimes ditatoriais nos confins de África.
Em vez de progredirmos na forma e na vivência democrática, andamos a regredir. E a oposição ainda participa nesta fantochada? Face às actuais circunstâncias e em sinal de protesto não seria mais adequado relegar as funções de eleitos do Povo na ALM? Toda a Oposição em conjunto.
Consideram mesmo existir as condições adequadas para realizar um trabalho parlamentar digno e em consideração com os principios basilares de uma democracia saudável, madura, participativa e representativa?
Meus amigos, para além dos contragimentos do actual regimento, irão ao longo de quatro anos apresentar iniciativas que nunca irão ter o devido acolhimento da maioria.
Façam esse favor à democracia.

Comunicação social regional manipulada pelo PSD

O Jornal da Madeira é o órgão oficial de propaganda do PSD-M. Esta é daquelas evidências que não tem contraditório possível. Mas, para que não subsistam duvídas, basta verificar a edição de 22 de Maio de 2006, onde Alberto João Jardim publica, na integra e ocupando duas páginas, a moção de estratégia política global que levou ao último Congresso do PSD-Madeira.
Fazer propaganda política não tem mal nenhum. Deter um jornal que dá prejuízo e suportar esses custos, tendo em vista esse fim, não é criticável.
Mas é aceitável que um Governo Regional gaste, entre 1993 e 2006, cerca de 32 Milhões de euros (6 Milhões de contos) do dinheiro dos nossos impostos para fazer a propaganda política do partido que o sustenta?

terça-feira, junho 26, 2007

Os 7 horrores de Portugal

Uma comissão de especialistas, que inclui os três críticos de arquitectura do PÚBLICO, arquitectos, professores e historiadores, fizeram esta lista dos piores edifícios de Portugal.
O balão panorâmico na Avenida do Mar é o 51º nomeado.

Vote aqui.

Augusto Santos Silva é que tem razão

Sócrates retira estatuto que de início deu às ilhas – 1ª página do DN-M;

Sócrates relega ilhas para Silva Pereira – título do artigo no interior.

À primeira vista até podiam tratar-se de assuntos diferentes. Desenganem-se.

Este artigo foi escrito com base numa opinião. O jornalista não deu-se ao trabalho (prática comum deste matutino) de confirmar a veracidade dos factos com os principais visados. Mas pior, é quererem dar a ideia junto da opinião pública madeirense que o PM pretende prejudicar a Madeira. ‘’retirou estatuto’’. Qual estatuto? De que figura jurídica se trata?
Tudo isto pelo facto de Sócrates, que até então tem-se ocupado do dossier das autonomias regionais (ou ilhas como refere o infeliz jornalista), ir no próximo semestre presidir à UE, remetendo este dossier para o Ministro da Presidência Silva Pereira. Custa explicar algo tão simples? Sem malabarismos duvidosos?

Ou os jornalistas e editores do Diário andam com muito má fé (mais provável) ou como muito bem refere Rogério Freitas Sousa ‘’ "DN-Madeira": numa pirueta pró-tabloidização e populismo rasca revela que é tão pasquim quanto os outros.’’

Ou ambas.
Como se alterou o DN-M…

A actuação de Leonel na RTP-M

O artigo 47º da Lei n.º 4/2001, de 23 de Janeiro (com as alterações introduzidas pela Lei n.º 33/2003, de 22 de Agosto), determina que a RTP deve: “Assegurar o pluralismo, o rigor e a imparcialidade na informação, bem como a sua independência perante quaisquer poderes, públicos ou privados”.

Será que a actuação do Sr. Leonel à frente da RTP-M assegura o "pluralismo, o rigor e a imparcialidade na informação"?

Vejamos um exemplo de debate organizado pelo Sr. Leonel:

Foi organizado um debate pela RTP-M, no dia 20 de Abril de 2006, sobre as “Acções populares”, que apareceram como reacção popular à ausência de planeamento urbanístico e incumprimento dos regulamentos, tornado prática comum das próprias Câmaras Municipais na Região.

À conta de uma acção popular esteve parada, por ordem do Tribunal, a maior obra de iniciativa privada na cidade, o “Funchal Centrum”.

O “Funchal Centrum” é um investimento imobiliário no valor de € 100.000.000 no centro do Funchal que arrasou um quarteirão e cujo o licenciamento era ilegal por violação do PDM e mais um punhado de diplomas legais. Foi intentada uma acção popular contra o mesmo, à qual o tribunal deu provimento e a anulou a licença.

Num debate moderado pelo próprio Director da RTP-Madeira, Sr. Leonel Freitas, os convidados foram:
  • Eng.º Rui Alves, um ex-vereador do PSD na CMF e ex-sócio-promotor do Funchal Centrum;
  • João Carlos Gomes, um representante da ASSICOM (Associação da Empresas de Construção Civil) e “braço-direito” de Jaime Ramos (Secretário-geral do PSD-M) que preside a ASSICOM;
  • e o Dr. Ricardo Vieira, advogado, vereador do PP na Câmara do Funchal, que votou a favor da continuação das obras, mesmo sabendo que a licença violava o PDM.

Os critérios “jornalísticos” que levaram o Sr. Leonel Freitas a convidar, para um tema com tanto interesse para a sociedade madeirense estas três personalidades, só ele poderá explicar...

Decida você: o Sr. Leonel assegurou o "pluralismo, isenção e o rigor no debate sobre o Funchal Centrum ou montou uma operação de branqueamento de responsabilidades, convidado três pessoas com a mesma posição sobre a questão?

CLARO II

"PSD vai chumbar todas as propostas da oposição" in DN-M

A ditadura não se discute!
Espero que os gajos do PS em Lisboa continuem a fazer de conta que o PSD-M é um partido democrático, que a Madeira vive em democracia, que esta gente são pessoas de bem, que devem ser tratados com consideração e respeito, que isto é tudo normal. Acho que sim. Continuem a alimentar o monstro que criaram.

CLARO

"PSD quer Judiciária dependente do Governo

O PSD-Madeira acha que a Polícia Judiciária deve ter uma "dependência hierárquica, em termos de intervenção, do Governo Regional". in DN-M

Por motivos óbvios...

Thanks for the award!



Fomos nomeados pelo http://igagalhofa.blogspot.com/ como uma das 7 maravilhas da blogosesfera. Estamos que não podemos de contentes, e queremos dizer o seguinte:

We like non fiction, but we live in a fictitious time. We live in the time where we have fictitious election results that elect a fictitious president.
We live in a time where we have a man who's sending us to war for fictitious reasons.
Whether it is the fiction of duct tape or the fiction of orange alerts, we are against this war (our enemy is not the Portugueses), Mr Jardim.
We live in a time where we have a man sending us to war (new elections) for fictitious reasons
Shame on you, Mr Jardim. Shame on you.

Nota: adaptação do discurso de Michael Moore na entrega dos Oscares.

Cramatíca?! Pa què?

"Asenhora menistra da Educação açegurou ao presidente da República que, em futuras provas de aferissão do 4.º e do 6.º anos de iscolaridade, os critérios vão ser difrentes dos que estão em vigor atualmente. Ou seja os erros hortográficos já vão contar para a avaliassão que esses testes pretendem efetuar. Vale a pena eisplicar o suçedido, depois de o responçável pelo gabinete de avaliassões do Menistério da Educação ter cido tão mal comprendido e, em alguns cazos, injustissado. Quando se trata de dar opiniões sobre educassão, todos estamos com vontade de meter o bedelho. Pelo menos.""Como se sabe, as chamadas provas de aferissão não são izames propriamente ditos limitão-se a aferir, a avaliar - sem o rigôr de uma prova onde a nota conta para paçar ou para xumbar ao final desses ciclos de aprendizagem. Servem para que o menistério da Educação recolha dados sobre a qualidade do encino e das iscólas, sobre o trabalho dos profeçores e sobre as competênssias e deficiênçias dos alunos."
Texto de Francisco José Viegas - JN

segunda-feira, junho 25, 2007

A ler

Os nossos motores de crescimento são a educação e a inovação. Há que vencer o desafio da produtividade da economia. Este é o objectivo central de toda a política económica. E não há outro remédio senão melhorar o capital humano e tecnológico. Quando tomei posse neste Governo planeei um crescimento de 20 por cento para a Educação em quatro anos. Praticamente, em dois anos, alcançámos esse objectivo. Estamos a qualificar a fundo os nossos recursos.

Entrevista ao socialista Emilio Pérez Touriño, presidente da Junta da Galiza. Aqui.

Tragédia jardinista


Estudo desenvolvido pelo PCP, com base em indicadores oficiais disponibilizados pela Direcção Geral de Contribuições e Impostos. Extractos do artigo do DN de Miguel Torres Cunha.

* com base nas declarações de IRS, 314 (5%) contribuintes declaram rendimentos equivalentes à soma de 51.957 madeirenses;

* 20% dos contribuintes madeirenses com mais rendimentos declararam em 2004 cerca de 834 milhões de euros, enquanto os 20% mais pobres declararam 62 milhões;

* Índice de Gini - fórmula utilizada para calcular a distribuição da riqueza - concluiu que o coeficiente de distribuição de riqueza da Madeira (13,5) situa-se distante do coeficiente de Portugal (8,2), que por sua vez é um dos que revela maiores assimetrias entre os 27 países da União Europeia, cuja média é de 4,9;

* a partir do valor total declarado (1.574.481.414 euros) é possível concluir, também, que os madeirenses são os mais pobres cidadãos de Portugal, já que o ganho médio mensal dos trabalhadores (do sector privado) é inferior em 4,5% à média nacional;

* a Madeira tem uma produtividade superior à média nacional, em cerca de 16%, e que o Produto Interno Produto (PIB) vem crescendo de forma significativa, - cresceu 8,6% em 2005 e 5,11% o ano passado - o que colocou a Madeira com um com PIB 'per capita' 23% superior à média do país, a conclusão parece ser de que apenas 5% dos madeirenses vem beneficiando desse crescimento da riqueza;

* por outro lado o rendimento social de inserção - 8.439 pessoas que receberam em média 74 euros - mostra que a relação população/beneficiário é 32% superior na Madeira do que no continente;

* nota final para outros indicadores, como seja a reforma por velhice - 36.197 reformados, que recebem 314 euros/mês - que é 7,4% inferior à média nacional, enquanto as pensões de sobrevivência (157 euros) é 8,7% mais baixa na Região.

domingo, junho 24, 2007

SlideShare by Google



Uma nova aplicação do Google, ainda em versão beta. É possível fazer uploads de apresentações em PowerPoint e partilhar na Web. Deixo-vos um exemplo bem nacional.

Pela boca morre o peixe


terá que haver maior racionalidade na despesa, tendo em atenção o seu custo/benefício, privilegiando os projectos reprodutivos que sejam catalizadores da criação de riqueza e de emprego.

No JM.

Bem esclarecedor. Mais palavras para quê...

Equívocos na revisão dos PDM's


Quando há uma revisão do PDM e uma área passa a ser considerada de construção há, imediatamente, uma valorização do terreno. Acontece que os proprietário continuam a pagar o mesmo imposto, como se de um prédio rústico se tratasse. “As mais valias da classificação do território não podem ser privatizadas”, diz Joanaz de Melo. “A fiscalidade tem de possuir as informações do planeamento”, acrescenta.

No Expresso online.

Aquecimento Global: uma visão de um ultra-conservador


Vaclav Klaus, president of the Czech Republic, argues in the Financial Times that ambitious environmentalism is the biggest threat to freedom, democracy, the market economy and prosperity.
Klaus writes that “global warming hysteria has become a prime example of the truth versus propaganda problem” and the issue “is more about social than natural sciences and more about man and his freedom than about tenths of a degree Celsius changes in average global temperature.”


No FT.

O jornalismo rasgadinho da RTP-M

Sábado, 23 de Junho
A notícia do dia é o pedido de demolição do Hotel Vila Galé em Santa Cruz, pelo MP, devido a um sem fim de ilegalidades.

21h00 . telejornal da RTP-M

Notícia de abertura
O conselho regional do PSD a dizer que a Madeira quer cooperar com Lisboa ( que bonzinhos que eles são);

2.ª notícia

O Vice Presidente a pedir cooperação sadia com Lisboa;

3ª notícia

O novo secretário dos assuntos sociais…

Depois mais PSD...

depois ... mais autarquias do PSD…

Director da RTP-M do PS


O que aconteceria se o Director regional da RTP-M fosse militante ou simpatizante do PS?
Tenho a certeza que do lado do PPD chuveriam insultos e acusações de que isso seria mais uma tentativa de Lisboa para manipular os Madeirenses.

Mas como o Sr. Director é um lambe botas do Jardinismo então podemos estar todos descansados.

Um verdadeiro autonomista não pode aceitar que sejam os outros a nos manipular. Devemos ter um manipulador próprio. A bem do povo, da Madeira e da Santa Autonomia.

Chegamos a um ponto em que qualquer avanço na Autonomia significará invariavelmente uma diminuição da qualidade da nossa Democracia e das Liberdades dos Madeirenses.

Como Autonomista convicto sinto-me desiludido ao ver que este foi o caminho escolhido, mas esta é a verdade que está à vista de todos.

sexta-feira, junho 22, 2007

Como é?

No seu artigo de opinião de hoje no Tribuna, o seu coordenador, o jornalista António Joge Pinto, afirma sarcasticamente a propósito de Cristiano Ronaldo: "Continuem concentrados na promoção da ignorância." E no mesmo texto o próprio escreve: "Carreguei durante hora e meia a camisola “Funchal 500” soada ao corpo."

Parece que o responsável pelo único semanário regional não sabe a diferença entre "soada" e "suada".


P.S.- Bem sei que me vão apontar erros e falhas gramaticais. Mas bolas, eu não sou jornalista nem este bloguezinho é um semanário.

Mais manipulação

Na edição de hoje do semanário "Tribuna" sai uma entrevista de João Carlos Gouveia. A certa altura dessa entrevista, JCG afirma que: "A candidatura foi forjada da minha experiência no terreno, com um objectivo determinado e claro para todos: criar condições para que não aparecesse outra candidatura. Concentrei as minhas energias em quatro concelhos – Santana, São Vicente, Câmara de Lobos e Funchal - para que qualquer hipotético candidato fosse confrontado com as próprias fraquezas."
Para quem lê esta frase, a conclusão óbvia a tirar é que JCG, apoiado na sua experiência no terreno (já é a sua 4.ª candidatura), trabalhou rapidamente para conseguir rapidamente o apoio de um maioria tão larga de militantes que os candidatos que aparecessem fossem confrotados com a sua quase certa vitória.
O que fez o Tribuna?
Publicou o seguinte título: “A minha candidatura foi forjada com o objectivo de criar condições para que não aparecesse outra” .
Dando assim a entender que JCG admite que a sua candidatura foi forjada, não com base na sua experiência, mas simplesmente "forjada". Deixando no ar a duvida de quem "forjou" a candidatura e com que propósitos.
Isto é sério?

Manipulação de um povo

A estratégia de "antecipação" com a "vitimização" e "dez meses de ataques cerrados ao Governo" "com o apoio dos conhecidos "correspondentes", encarregando-se o Diário de Notícias, a RTP/Madeira, a RDP/Madeira e a TSF, dirigida por um primo do eng. David Caldeira, de "transcrever" no território madeirense as cabalas editadas em Lisboa" e o envio de textos para publicação que confirmam "o ódio e o desprezo deste governo socialista pelos madeirenses", montada em 2001 foi exactamente igual à que foi montada e levada a cabo desde meados de 2005 pelos mesmos protagonistas que culminou com as eleições antecipadas e os resultados vistos.
É deste ponto de vista, e por ter estas consequências, que a falta de independência de certos directores de órgãos de comunicação social na Região é tão grave. Este controlo e manipulação da comunicação social deve ser combatido, porque representa a manipulação da esmagadora maioria dos madeirenses através de uma infernal máquina de propaganda que faz lembrar a que foi montada pela Alemanha nazi.

O PSD-M e a independência da comunicação social

Já que falamos de assessores e da intervenção do poder político nos media, relembro este trabalho publicado no Público:


"Jardim instrumentaliza na Madeira único jornal estatizado do país
O Presidente do governo regional "orienta" Jornal da Madeira nos ataques aos seus adversários políticos e na promoção da sua imagem"Mando-lhe umas notas", "trate o assunto como puder".
A ordem sai da Quinta Vigia, sede da presidência do Governo Regional, directamente para o Jornal da Madeira (JM), assinada por Alberto João Jardim com "um abraço e obrigado" ao director adjunto do matutino."Lembra-se do que combinámos sobre a estratégia da antecipação?", pergunta o presidente madeirense num cartão pessoal, datado de 9 de Fevereiro de 2001, e que tem apensas as instruções para os ataques a desferir contra determinados alvos políticos.
Entre os visados estão uma sua parente que - considerada "completamente maluca, é mesmo doente, como outros casos de família, infelizmente" - entrara em ruptura com o PSD de que era militante, e um seu antigo colaborador indefectível, que agora trata por "execrável "empregado doméstico" (para não dizer outro nome)".
A preparar o lançamento da sua própria candidatura à liderança do PSD e a Belém, o governante insular pede que o jornal "denuncie" estar a ser "preparado ataque feroz - a Jardim e governo regional" - nele envolvendo "jornais, rádios, revistas e TV dos grupos Lusomundo (coronel Silva [sócio de Blandys no Diário de Notícias funchalense] e na TSF [local], mantida apesar de projecto economicamente falhado), Balsemão, Pais do Amaral e Belmiro".
A cabala - a recordar outras atribuídas a Bush (pai), Maçonaria e Trilateral, inventadas na Madeira quando se debatia a existência do "défice democrático" na região - surgiria, segundo o memorando presidencial, devido às "posições de Jardim na denúncia da oposição PSD e CDS serem uma montagem destes grupos económicos editoriais que apoiam o governo do Partido Socialista, bem como contra a Maçonaria".
Uma vez lançado o fantasma do "inimigo externo", Jardim pede para que se sugira em tais textos que "uma vitória nas regionais, pode dar novo fôlego para uma investida no Continente contra o jogo montado para o controlo do país - razão do incómodo que a Madeira constitui".
Na sua estratégia de "vitimização" para lhe "dar novo fôlego", o governante solicita a referência a "dez meses de ataque permanente, com o apoio dos conhecidos "correspondentes", encarregando-se o Diário de Notícias, a RTP/Madeira, a RDP/Madeira e a TSF, dirigida por um primo do eng. David Caldeira, de "transcrever" no território madeirense as cabalas editadas em Lisboa".
Na sua "estratégia de antecipação", recomenda que o jornal refira que "o congresso do PSD-Madeira, em Março e nos moldes avançados [incluindo uma espécie de "estados gerais"], colheu de surpresa adversários, pelo que houve que antecipar a "mobilização nacional anti-Jardim", incluindo com acções do PCP sobre o terreno, já para o fim do ano, que começaram com a Meia Serra", numa referência ao pedido de inquérito àquela estação de tratamento de resíduos, que viria a ser recusado pelo PSD no parlamento. Com a demissão de Guterres e a subida de Barroso ao governo, Jardim viu gorado o seu plano que abria o caminho da sucessão a Cunha e Silva antes das regionais de 2004.
"Dá uma porrada ao ministro"...Especialista em "acção psicológica" no serviço militar, Jardim recorre também ao seu assessor de imprensa, Paulo Pereira, para transmitir as suas instruções ao antigo órgão da diocese funchalense, de que foi director, por nomeação do bispo Francisco Santana, entre 1974 e 1978, ano em que ascende à presidência do Governo Regional.
Sobre uma fotocópia de um artigo do PÚBLICO (26/9/2001), intitulado A "sujeira" segundo Santana Lopes, o referido assessor de Jardim escreve que "o sr. Presidente pede para que o jornal publique estas denúncias do Pedro Santana Lopes", sobre a alegada falta de transparência de sondagens desfavoráveis à sua candidatura, pedindo que seja feita "referência ao DN/Madeira, que também recorre aos serviços desta empresa de sondagens"."Caro amigo, vê se publicas esta "história" dando uma porrada no ministro da Saúde. Este texto confirma o ódio e o desprezo deste governo socialista pelos madeirenses", escreve o assessor de Jardim noutra missiva dirigida à chefia do JM, recomendando "atenção: não divulgues a origem destes documentos". Quando Correia de Campos (casado com uma madeirense familiar do chefe de gabinete de Jardim) voltou ao Governo, por discordar do curso de Medicina na Madeira, o presidente insular comentou que o ministro "se calhar até se engana nas pastilhas que toma". Outras "porradas" dadas surgem no cartoon Boca Pequena que o JM publica diariamente com textos de Jardim contra adversários politícos e jornalistas, ilustrados por Élia Faias, sob o pseudónimo Urtigas.
(...) quando foi exonerado do cargo de director adjunto, em Maio de 2002, Rui Fino reconheceu perante aquele mesma entidade a falta de autonomia e de independência do jornal perante o poder regional, relacionando a sua destituição "com os dois anos de continuadas, intoleráveis e insuportáveis pressões" do vice-presidente do governo, com a tutela de comunicação social.
Também ao cessar funções em Abril de 2000, Tomé Veloza, o último director sacerdote, confirmou os desvios ao estatuto editorial do jornal "criado pela diocese, essencialmente, como instrumento de evangelização". O JM "já não é católico" e "podia viver sem os apoios do governo", denunciou.
(...) O "desejo de intervencionismo e condicionamento do conteúdo editorial", por parte de Jardim, tem sido igualmente condenado pela direcção regional do Sindicato dos Jornalistas, segundo o qual "não estão reunidas as condições democráticas e de liberdade de informação mínimas para o Executivo madeirense assumir a tutela" daquelas empresas. "Só nos regimes ditatoriais é que os presidentes dos governos interferem nos critérios editoriais e impõem a censura aos jornalistas", justifica."

Comparações...

Caro Gonçalo,
vou ser muito claro para não haver equivocos:
quanto ao "caso Charrua". Se os factos trazidos a público são rigorosos, na minha opinião, o Governo devia destituir a Sra. Directora da DREN.
Não conheço o caso do blogger.
Quanto aos assessores, ao contrário do que acontece na Madeira em que a ERC não intervém, lá houve um inquérito e parece que afinal não foi bem assim.
Quanto a comparações, digo-te apenas que não é intelectualmente honesto comparar o que é incomparável.
Por último, na minha opinião, mas pode ser que esteja a ver mal as coisas, quem tenta tapar o sol com a peneira, comparando algo que não tem paralelo, está de certa forma a pactuar com esses actos. Sendo essa atitude mais susceptível de critica se se tratar de uma pessoa que conhece e sabe que esse fenónemo tem repurcussões muito mais profundas e mais perversas se levado a cabo numa sociedade geograficamente isolada, economicamente dependente do poder político e se este for dominado de forma absoluta, por mais de 30 anos, pelo mesmo partido e pelo mesmo homem. Ou seja, sem qualquer hipótese de equilibrio de poderes, ou sequer de resitência à acção desse poder absoluto.

Abraço.

Diz-me com que andas...

Há tempos fui almoçar a um restaurante no Funchal e, por mero acaso, numa mesa perto estava o Sr. Leonel a almoçar com um jornalista/dirigente do PSD-M, e com um ex-assessor do Governo e um jornalista abertamente pró-PSD-M.
É óbvio que cada um almoça com quem quer e ninguém tem nada a ver com isso. Cada um tem os amigos que quer ter.
Mas como o povo constuma dizer: "diz-me com que andas e dir-te-ei quem és".

Independência económica e financeira de Leonel

A não ser que existam muitos Leonel de Freitas, o JORAM prova que o Leonel foi também empresário, fundou uma empresa chamada “Fábrica de Sons, Lda” em sociedade com um dos mais poderosos empresários do “regime jardinista”, Silvio Santos que é (ou era?) também deputado do PSD-M na ALM e sócio de Jaime Ramos na “Controlmedia”. Entretanto, Leonel cedeu a sua quota na sociedade a Silvio Santos. A quem é que esta empresa venderia os seus serviços?

Independência ideológica e política de Leonel

Parece que Leonel foi (ou é!) militante do PSD e que terá sido membro dos órgãos dirigentes.

Isto é relevante para apreciar da sua independência política e ideológica.

Confirma-se esta informação?

A RTP-M segundo Miguel Sousa Tavares

“(...) a solução adoptada para a Madeira foi exactamente a oposta e que veio ao encontro das antigas e persistentes exigências do soba local: a RTP-Madeira foi dada de bandeja ao dr. Jardim, aí vigorando, como no resto da vida pública local, uma concepção de liberdade de informação que se confunde com aquela em que o dr. Jardim aprendeu a fazer jornalismo, no tempo do partido único, da censura e da ditadura.
E a coisa seguiu assim, sem escândalo de maior. Esta semana, porém, a sem-vergonha do regime madeirense chegou ao extremo de o PSD-Madeira (um eufemismo do dr. Jardim) protestar oficialmente pelo facto de a RTP nacional ter enviado equipas de reportagem à Madeira para cobrirem (para o continente, exclusivamente) as eleições locais - o que, segundo eles, constitui um "insulto à alta capacidade dos profissionais da RTP-Madeira". E mais, indignaram-se eles com o facto de os jornalistas idos de Lisboa "se terem instalado num hotel", a partir do qual "transmitem para Lisboa aquilo que em segredo montam, com máquinas que trouxeram e aí colocaram". Por mais que puxe pela memória, só consigo lembrar-me de coisa semelhante comigo ocorrida na antiga Roménia de Ceausescu. O PSD-Madeira é hoje o único regime em toda a Europa que considera um insulto e uma ameaça a presença de jornalistas "estrangeiros" a reportarem para fora como funciona o seu regime.
Será isto, pergunto, "o regular funcionamento das instituições democráticas", tão caro ao Presidente da República? Ou a excepção democrática madeirense já está definitivamente assumida como coisa banal e inevitável?"

A prova da falta de isenção

Salta aos olhos de qualquer mortal que algo está profundamente errado com a atitude de Leonel de Freitas para com Carlos Pereira.
Então o Sr. Leonel responde de imediato a uma critica inserida num artigo de opinião, mas esteve calado quando os jornalistas da RTP foram tratados abaixo de cão pelo Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira? Onde andava esta "coragem" de Leonel na altura de defender os "seus homens" perante a arrogância do Regime? Onde andou esta "frontalidade" de Leonel quando o Pr. do PSD-M chamou de "bastardos, para não dizer filhos da puta" aos jornalistas"?
Parece que a "coragem" de Leonel aparece para fazer respostas/ataques aos deputados do PS e desaparece quando os profissionais da RTP são atacados pelo PSD-M.
As suas atitudes são mais eloquentes que o seu texto. O pior é que essas atitudes levam a reboque uma série de profissionais sérios, trabalhadores e isentos que apenas querem fazer o seu trabalho da melhor forma que sabem e podem, sem serem envolvidos em politiquices. Mas como diz o povo: "o peixe apodrece sempre pela cabeça". E é pena, porque o "peixe" até é bom a "cabeça" é que já chegou "podre".

Posição do GP do PS

No Diário de Notícias de hoje é publicada uma "carta do leitor" assinada pelo director do Centro Regional da Madeira da RTP, Sr. Leonel de Freitas, que motiva da Direcção do Grupo Parlamentar do Partido Socialista a seguinte tomada de posição:1. O deputado Carlos Pereira é visado, na referida carta, de forma violenta pelo director do Centro Regional da Madeira da RTP;
2. É a primeira vez que se assiste a uma postura desta natureza por parte de um titular de um órgão de Serviço Público de Rádio e Televisão, situação inédita no panorama nacional;
3. O director do Centro Regional da Madeira da RTP "transporta" um artigo de opinião para a esfera política, para no plano também político esgrimir argumentos que roçam o insultuoso e são impróprios e desadequados face ao cargo que ocupa e que, como deveria saber, não é incólume à crítica;
4. Regista-se o facto de o sr. director do Centro Regional da Madeira da RTP ter passado a tomar posição pública sobre opiniõres expendidas noutros órgãos de informação;
5. Lamentamos que, perante factos recentes ocorridos quer na Assembleia Legislativa da Madeira, quer relativamente a afirmações do Sr. Presidente do Governo, em que foram atingidos jornalistas da RTP-M e a própria RTP-M, tenha ficado estranhamente silencioso;6. A Direcção do Grupo Parlamentar manifesta publicamente solidariedade para com o deputado Carlos Pereira.

quinta-feira, junho 21, 2007

A "democracia" dos "democratas" cá do burgo

Como podem alguns ter "lata" de tecer alguma critica seja a quem for, quando por cá pactuam com um regime totalitário de inspiração salazarista que tem um chefe que ofende sistematicamente tudo e todos, que pertencem a uma organização que persegue empresários, funcionários, jornalistas e toda a pessoa que ouse emitir uma opinião diferente?
Vou vos contar uma história.
Há 3 anos um cidadão escreveu uma carta do leitor a criticar o Soba por este ter afirmado num texto publicado do Pravda local que mandava na PSP e na Função Pública e aqueles que se opussessem ao seu poder absoluto não se admirassem ter depois problemas. O tal cidadão fez a tal carta criticando tal arrogância e brincou com a situação. Pensou que estava numa democracia e emitia a sua opinião. Tinha direito a ela. Errado. Foi ameaçado telefonicamente. Foi ameaçado por interposta pessoa. Passou a ter problemas que antes não tinha. A sua vida profissional teve de mudar radicalmente. E recebeu a notificação que tinha dado entrada no MP uma queixa assinada pelo Soba e patrocinada pelo vice do Soba. O MP diligentemente acompanhou a acusação. Continua à espera de ser julgado.
Esse cidadão, sem ilusões, sou eu. Portanto, só posso sentir nojo e repulsa por pretensas lições de moral e coragem da parte de quem não tem legitimidade para tal.
P.S. - O minha repulsa a "tais lições" não obriga, naturalmente, que tenha qualquer sentimento ou apreciação negativa pelas pessoas que as emitem. Primeiro porque alguns não os conheço, outros considero-os, e finalmente porque o que está em causa é a atitude e não a pessoa. E tenho a certeza que eles sabem que vivem, e pactuam, com situações que envergonham qualquer democrata.

A confirmação da suspeita

Ontem o deputado Carlos Pereira escrevia que "(...) infelizmente, para bem da verdade, da isenção e da pluralidade, voltou a reconduzir Leonel de Freitas.".
Carlos Pereira afirmava que, na sua opinião, a RTP-M dirigida por Leonel não tem sido isenta e plural. Logo, que estaria, a proteger o Regime pelo Sr. Leonel ser um protegido do Regime.


Hoje, o Sr. Leonel escreve uma carta do leitor agressiva e a roçar a difamação contra o deputado. Carlos Pereira devia agradecer este gesto de Leonel.

Com aquela atitude, Leonel prova e torna púbica a sua protecção pelo Regime.

Só um jornalista da RTP, que em última analíse é um funcionário público, que se sente de tal forma protegido e intocável poderia ser capaz de tal desaforo.

Diplomacia

Como é do domínio público, Al Gore venceu as eleições presidencias americanas contra Bush. Numa jogada de bastidores, Bush conseguiu subverter a vontade popular e tornar-se Presidente. Convenhamos que Al Gore tinha todas as razões do mundo para estar pessoalmente magoado, triste, desiludido, revoltado. No entanto, ontem ao ver o documentário "Uma verdade incoveniente" reparei que Gore foi à tomada de posse de Bush e aplaudiu o discurso. As atitudes ficam para quem as pratica. Gore provou que estava à altura do cargo que lhe roubaram.

Idiotas

"Os idiotas, de modo geral, não fazem um mal por aí além, mas, se detêm poder e chegam a ser felizes em demasia podem tornar-se perigosos. É que um idiota, ainda por cima feliz, ainda por cima com poder, é, quase sempre, um perigo. Oremos. Oremos para que o idiota só muito raramente se sinta feliz. Também, coitado, há-de ter, volta e meia, que sentir-se qualquer coisa.»
Alexandre O'Neill, Uma coisa em forma de assim

quarta-feira, junho 20, 2007

Uma verdade inconveniente










Hoje, 4.ª feira, às 19h a Concelhia do PS do Funchal e o Gabinete Autárquico organizam um debate sobre o aquecimento global.

Começaremos por ver o documentário de Al Gore "Uma verdade inconveniente" ao que se seguirá a fase de perguntas/respostas/debate com o biológo e colega blogger Cláudio Torres.

Estão convidados os militantes e simpatizantes do PS que se interessam por estas matérias.

Faz de conta

" (...) Esta história de um novo governo e de novas políticas ou é mal compreendida ou estamos perante uma propaganda bem instruída. Não estou a ser subtil. Digo-o de forma clara e ainda por cima certo que não me engano. Uma propaganda com a participação dos principais órgãos de comunicação social, com particular relevância para a RTP e a RDP Madeira que, infelizmente, para bem da verdade, da isenção e da pluralidade, voltou a reconduzir Leonel de Freitas. Felizmente para o Regime e, talvez, acredito que sim, para o Senhor Leonel.
No clima perverso e atípico da hipocrisia do politicamente correcto que nos confrontamos todos os dias, a relação com a imprensa tem sido reduzida a tentativas mais ou menos tímidas de dizer a verdade sobre esta matéria. Neste contexto, de aparente cautela, de forma a não ferir e comprometer a relação indispensável com a comunicação social, também me incluo e me penitencio. Faço-o porque não tenho medo de voltar atrás e dizer que não tenho qualquer compromisso com o erro. Errei e afirmo que estou errado. Por isso, agora, expresso de forma frontal e deliberada a minha total indignação pela manutenção de um serviço público tendencioso e parcial, sem respeito pela verdade. É assim a RTP e RDP Madeira. A coragem não pode ser uma figura de estilo. É a única forma de estar tranquilo e sereno."
Artigo de opinião de Carlos Pereira no DN de hoje

terça-feira, junho 19, 2007

Acção para perda de mandato II

O que aconteceu no Caso FunchalCentrum?
O Tribunal Administrativo de Círculo do Funchal (TACF) julgou procedente um processo cautelar de acção popular e suspendeu os efeitos da licença concedida a 20/3/2003 pela Câmara Municipal do Funchal (CMF) para a edificação do "Funchal Centrum".
São várias as irregularidades cometidas entre elas o Plano Director Municipal (PDM). «É totalmente incorrecto e absurdo dizer, como disse a Câmara Municipal do Funchal, que o art. 21º do RPDM é inaplicável a quarteirões inteiros, como no caso presente, em que não existe qualquer outro plano inferior a um PDM para o local», lê-se.
Refere também a sentença, em matéria de cércea, que «parece resultar que o novo edifício é o mais alto da rua, talvez a par com o dos CTT, o que significa que não estará na média».
do impacte ambiental;
1) não houve projecto acústico sendo este «simplesmente essencial»;
2) não existiu o parecer necessário da I.R. Espectáculos, previamente à aprovação do projecto de arquitectura;
3) foi violado o parecer necessário do Serviço Regional de Protecção Civil, vinculativo se desfavorável, entre outros.
4) Além disso, não se respeitou a necessidade de um procedimento de loteamento-emparcelamento quando se procedeu à junção de 6 prédios em 1 para efeitos de edificação de um prédio multifuncional, com supermercados, lojas, cinemas, etc..
O licenciamento da construção do "Funchal Centrum" é nulo, por que é evidente que houve desrespeito por 1 imposição do RPDM e do POTRAM (lei regional), 1 do RGRuído e várias outras imposições legais referentes ao cumprimento das medidas de segurança contra riscos de incêndio de tal construção de um importante e grandioso edifício multifuncional», sistematiza o juiz Paulo Pereira Gouveia ressalvando que se trata de uma decisão cautelar, dependente da acção principal.



Perante tudo isto, o que fez o Dr. Ferreira Lino, Procurador do MP?

Acção para perda de mandato

O Procurador do MP junto ao Tribunal Administrativo, Dr. Fernando Ferreira Lino, que não viu as violações ao POTRAM, ao PDM e mais um punhado de leis na licença de construção do FUNCHALCENTRUM, apareceu agora muito rápido a propôr uma acção para perda de mandato dos vereadores que não entregaram a declaração de património.
O Dr. Ferreira Lino, entende que a não entrega da declaração de patrimonio dentro de prazo, que tem como objectivo controlar a riqueza dos detentores de cargos públicos, por parte de vereadores que não têm pelouro e como tal não têm hipótese de enriquecer devido ao seu cargo é de tal forma grave que coloca em crise, de forma definitiva, o mandato popular atribuido aos vereadores em causa. Repare-se, é de tal forma grave que o MP está decidido a quebrar o Princípio da Separação de Poderes e pede ao Tribunal (poder judicial) que retire o mandato aos vereadores (poder político) conferido pelo Povo. Note-se que estes vereadores não são suspeitos de corrupção, não usaram os seus cargos para benefícios pessoais, não fizaram tráficos de influência, não roubaram ao erário público, não desbarataram o dinheiro dos nossos impostos. Não. Estes homens apenas atrasaram-se na entrega de um simples papel dentro do prazo. Acrescente-se que já todos regularizaram a situação.
Pode ser que seja eu que esteja a ver mal as coisas, mas analisando o que está em causa e contextualizando na realidade autárquica que temos, esta acção é de um exagero brutal.

A Flexisegurança

Para os que se interessam pelo tema da flexisegurança sugiro este artigo de Teodora Cardoso no JN.

O mito da "oposição fraca"

Olho para o passeio no parque em que se tornou a inevitável vitória do PS em Lisboa e pergunto-me: isto aconteceu porque a oposição à veração do PSD era forte, organizada, de grande qualidade?
O PS vai ganhar a Câmara de Lisboa e a sua prestação na oposição foi fraca, desorganizada e sem rumo. A Concelhia do PS-Lisboa tirou a confiança política ao candidato à CML, Manuel Maria Carrilho. Este nem aparecia nas reuniões. A própria Concelhia não se entendia. O partido não sabia como iria pôr cobro à guerra que havia entre socialistas em Lisboa. O PS desapareceu em Lisboa e Carrilho foi exilado.
No entanto a Câmara entrou em convulsão e caiu. Porquê?
Porque houve investigação criminal à séria e comunicação social actuou de forma profissional, isenta e séria.
A queda do PSD em Lisboa nada teve a ver com a qualidade da oposição do PS. Teve a ver com MP e a Comunicação Social fazerem o seu trabalho de forma eficaz. Uns investigando a corrupção e levando os culpados a tribunal e outros a noticiarem esses factos de forma isenta e objectiva.
Era possível isto acontecer na Madeira?
De forma nenhuma. Na Madeira a investigação do MP é dedicada ao pilha-galinhas. Salvo raras excepções em que são quase obrigados a abrir inquérito e a investigar, não há iniciativa nem vontade de investigar autarcas. A corrupção nas autarquias e governo são tema tabu.
A comunicação social é toda, sem excepção, controlada pelo PSD. Só vária o modo e a intensidade do controlo.
De forma que aconteça o que acontecer, façam o que fizerem, os autarcas do PSD na Madeira estão a salvo. Protegidos pela inoperência do MP e pela cobertura da comunicação social.
Claro está que esses mesmos jornalistas, por motivos óbvios, continuaram a criar a convicção pública, de que o PSD não cai simplesmente porque o PS não faz uma oposição forte e de qualidade. Como se alguma coisa em política fosse simples.

segunda-feira, junho 18, 2007

anti-higiénico do mais sujo que há

Ao se deitaram em frente aos estabelecimentos
“Sem-abrigo” deixam comerciantes indignados

Comerciantes protestam pela ausência de uma intervenção eficaz para pôr termo à ousadia de indivíduos que na qualidade de “sem-abrigos” deitam-se a qualquer hora do dia sobre os passeios mais frequentados do Funchal, numa ilha turística, dormindo sobre a pedra fria e exalando um odor insuportável.
Como se não bastasse, um dos comerciantes, agastado com esta situação, já que é obrigado a cumprir deveres e pagar impostos, repugna ver estes indivíduos, alguns deles em condições anti-higiénicas do mais sujo que há, por vezes urinando em plena via pública, para não falar em outras coisas. Para além disto, sustenta, «eles dão-se ao luxo de se estenderem ao comprido, em frente às lojas comerciais, como é o caso na imagem, prejudicando o comércio em geral que “está pelas costuras”».


Do jornalista Ferdinando Bettencourt. No JM.

Lamentável!

MP: Madeira perde coordenadora

(...) a coordenadora dos serviços do Ministério Público na Madeira, Paula Costa Pereira, pediu para abandonar funções. Na semana passada, a magistrada veio a Lisboa e em audiência na Procuradoria-geral da República, manifestou a sua indisponibilidade para continuar a coordenar o MP na região.
O MP madeirense tem sido alvo de um conjunto de denúncias por causa das relações com a classe politica local - denúncias que deram origem a uma inspecção aos magistrados da região e de que resultou a abertura de um processo-crime e um processo disciplinar ao procurador Carlos Santos, entretanto transferido para o Porto.


No semanário SOL deste fim-de-semana.

Nos antipodas


Depois de Madeira, Portugal continental, Açores, EUA, Europa, e Brasil, recebemos hoje a primeira visita do outro lado do mundo. Obrigado a todos e voltem sempre.

O saber não ocupa lugar

Acção de formação da Concelhia do PS do Funchal
Tema: "A organização das autarquias"
Hoje, 2.ª, às 19h

Programa:

1. Freguesia - Junta e Assembleia de Freguesia

2. Município . Câmara e Assembleia Municipal

domingo, junho 17, 2007

Alerta: combate à desertificação


Comemora-se hoje, 17 de Junho, o Dia Mundial de Combate à Desertificação. Portugal é o terceiro país da UE mais desertificado (50% da área total), no entanto, na Madeira a desertificação é muito preocupante. Este fenómeno está bem evidente nas serras a norte do Funchal e de Câmara de Lobos. Os riscos de cheias e aluviões têm a sua origem aqui. Nada disto está quantificado. Faltam estudos e monitorização. Por exemplo,em Cabo Verde já foram realizados trabalhos de modo a medir, minimizar e prever estes riscos naturais.
Na Madeira exige-se um Plano Regional de Combate à Desertificação. Fica aqui a sugestão.

Agora imaginem se o POOC existisse...


Apesar de o PDM impor "algumas limitações, não estrangula completamente o investimento em São Vicente. Não é o PDM que trava, o maior problema para nós é o Plano de Ordenamento da Orla Costeira", garante Humberto Vasconcelos.

No DN-M deste domingo.

O Presidente da Câmara Municipal de São Vicente desculpa a falta de investimento no concelho devido às eventuais restrições do Plano de Ordenamento da Orla Costeira para aquela área litoral.
Convém relembrar (?) a este senhor que os POOC's, embora já concluídos há mais de 4 anos (!), estão na gaveta, aguardando a discussão pública, e como tal não têm força de lei. Juridicamente não existem e jurisdicionalmente não fazem sentido na nossa região. Ficaram a meio do processo. Por manifesta falta de vontade política - a mando de determinados interesses...

Este ataque aos POOC’s não é nada ingénuo. Este autarca pretende lançar para a opinião pública, numa tentativa de desinformação, que a falta de desenvolvimento local deve-se aos maquiavélicos instrumentos de gestão do território. Nada mais falso. Em total desonestidade intelectual. Outros autarcas lhe seguirão. E os jornalistas do DN-M vão na cantiga. Assim sem mais nem menos.

sexta-feira, junho 15, 2007

Liberalismo

O Estado social não é só um modelo falido ou que estrangula a criação de riqueza e as iniciativas sociais (com o seu fisco e burocracia), como há mais de vinte anos se repete na Europa (foi na década de 1980 que surgiu a ideia da “crise do Estado providência”). É também essencialmente ineficiente e injusto. E em poucos casos isso é tão evidente como no caso português. Com os seus primórdios sob o salazarismo, o Estado social português foi moldado pela revolução de 1974-1975 e pelo seu rescaldo. Não resultou de um plano orientado por uma autoridade sábia e salomónica, que tivesse dado prioridade aos mais necessitados, mas da luta entre os grupos que maior influência podiam exercer sobre o poder político. No Estado Social, é o poder político que, em última instância, decide da distribuição dos recursos. Isso não elimina a competição entre grupos e indivíduos, apenas desloca a competição de um domínio para outro: do domínio da inovação e da produtividade para o domínio da política, do lóbi, e da acção sindical. O sistema favoreceu quem tinha meios para pressionar o poder, intrigar nos bastidores, e manifestar-se nas ruas. E não eram, como é óbvio, os verdadeiramente “mais desfavorecidos” quem tinham esses meios.

O futuro do Liberalismo por Rui Ramos

Tristeza

O Diário faz capa com uma notícia que devia encher de vergonha o Ministério Público. Parece que alguns vereadores de vários partidos, sem cargos executivos, sem ordenados, sem acesso a qualquer forma de enriquecimento através dos cargos que desempenham serão alvo de uma acção que, no limite, poderá lhes valer a perda do mandato. Pela simples razão de não terem entregue a tempo e horas a sua declaração de rendimentos no TC
Isto é de um enorme ridículo.
A tal declaração serve para constatar se entre o início e o fim do mandato houve um aumento da riqueza injustificado. São estes autarcas, o que não têm cargos executivos, os que não mandam nada, os que não têm influência, os que não aprovam projectos, os que não suspendem os PDM, que devem estar sob a suspeita do MP? Depois ampliada, injustamente, pelo DN?
Claro que não.
O MP devia estar concentrado em saber porque é que alguns autarcas, Presidentes de Câmara e Vereadores com cargos, aprovam sistematicamente projectos que violam o PDM, que não respeitam o POTRAM, que não têm os estudos legalmente exigidos, que têm andares a mais, que têm "recuadinhos", que têm mais valias fantásticas na venda de imóveis na cidade que administram, que aprovam projectos de familiares muito chegados, que têm sinais exteriores de riqueza dificeis de explicar.
Mas alguém vê o MP na Madeira fazer essas investigações? Alguém vê alguma coisa que se pareça minimamente com investigação séria à corrupção e tráfico de poder nas autarquias? Não. Vão se entretendo com estas coisas.

Mas depois de ver a saga que envolveu um Procurador que tinha sido colocado na Madeira e do que recentemente aconteceu a Rui Rio, já nada me surpreende.

quinta-feira, junho 14, 2007

Futuro Lider do PS Madeira

Terminou ontém o prazo de entrega de candidaturas à presidência do PS-M e da entrega da respectiva moção de estratégia politica global.

Apenas João Carlos Gouveia ultrapassou esta fase. Parabens.

Resultado de combates politicos internos, muitos militantes têm algumas reticencias em relação a este candidato como teriam outros militantes em relação a outros candidatos. Nada que não seja normal e facilmente ultrapassável.

Espero que todos os militantes sejam capazes de olhar para este projecto e fazer tudo o que está ao seu alcance para que este possa ter sucesso.
Para aqueles que estão antagónicamente contra este projecto, usem os orgão próprios para apresentar as suas razões, mas nunca venham para a praça pública contribuir para qualquer tentativa de descredibilização e insucesso do PS-M.

Muitas pessoas aínda não compreenderam que o PS-M hoje é diferente. Os orgãos eleitos democraticamente funcionam, o seu papel é compreendido e respeitado por todos.

Por fim, quero dizer qu não sou adepto de candidaturas de transição. Ou trabalhamos no presente para ganhar no futuro, ou simplesmente andamos a perder tempo precioso.
Acredito que seremos capazes de fazer o melhor para que os madeirenses sejam capazes de ter um futuro melhor.

A necessidade da expulsão de Isidoro

O Diário segue a sua saga de angelização do seu herói no combate ao PS-M, o Isidoro Gonçalves. Reparem que mesmo depois de Isidoro ter sido expulso do PS, ter sido eleito pelo MPT, de ter anunciado um projecto regional para o MPT, o Diário ainda o vai buscar para comentar assuntos internos do PS-M.
A intenção é óbvia e é a mesma que sempre motivou alguns jornalistas e dirigentes do DN. reparem que na mesma edição, o DN publica as declarações de Isidoro a insinuar que a sua expulsão não terá sido mais que fundamentada e ainda um artigo de opinião de um jornalista a reforçar a mesma ideia. Como se as dezenas de ataques e insultos proveridos pelo então deputado e militante do PS, sempre através do Diário, durante mais de dois anos, contra a Direcção, deputados, presidente do Grupo Parlamentar, militantes e autarcas, nunca tivessem acontecido.
A expulsão de Isidoro foi justificada, correcta, necessária e só pecou por tardia. E se fosse eu a decidir teria havido mais 3 expulsões, ainda em 2005. Percebo que uma actuação do tipo que Isidoro protagonizou dá muito jeito aos adversários do PS, mas tenho a certeza que nenhum deles toleraria que o mesmo acontecesse nas suas fileiras.
Digo isto, porque estou convencido que da qualidade interna da organização depende o seu sucesso externo. Passo a explicar.
Quando um indivíduo aceita pertencer a uma organização (neste caso um partido) aceita se submeter aos objectivos comuns dessa organização e obriga-se a cumprir as suas regras.
A manutenção desse compromisso é essencial ao objectivo de um partido como PS.
Qual é esse objectivo?
A conquista do poder.
Qual é a relação entre a submissão interna e a conquista externa?
A conquista do poder só se faz se o partido conseguir convencer externamente, i. e. conquistar o apoio dos que não pertencem à organização. Para convencer externamente, a organização precisa primeiro de consegiur exercer o seu poder submetendo os membros da organização aos objectivos que quer "impor" à sociedade. É desse exercício de poder interno que resulta a capacidade da organização impor externamente a sua vontade.
(se tiver tempo vou desenvolver o tema...)

terça-feira, junho 12, 2007

Erro ou feitio?

A propósito das verbas indevidamente retidas pelo ministério das finanças devido à violação da lei do endividamento, LFM escreve:"Constou-me hoje que o Ministério das Finanças já mandou processar a transferência dos 25 milhões de contos que tinham ficado retidos em Lisboa como multa” imposta à Região. De facto a decisão do Tribunal do Funchal da qual o Ministério das Finanças recorreu para o tribunal Constitucional, não é suspensiva, ou seja, o governo socialista de Lisboa é obrigado a efectuar a transferência, podendo, depois, caso a decisão lhe seja favorável, fazer um ”encontro” com futuras transferências de Lisboa para a Madeira."

Naturalmente que onde se lê contos deverá ler-se Euros.

Terá sido um lapso ou será um erro crónico!?

Manipulação jornalística II

O destaque do Diário de hoje - "Sócrates prepara nova desfeita à Madeira"- é mais um bom exemplo da forma como tudo serve, mesmo que não seja verdade ou rigorso, para atacar o PS.
A "notícia" tem por base a ausência do PM na tomada de posse do Governo Regional. É dado a entender que o PM nem tinha agenda, foi inventar uns compromissos à pressa para não estar presente. E o facto de não ser habitual o PM estar presente neste tipo de cerimónia é um pormenor de somenos importância. É necessário manter a diabolização do PS.

segunda-feira, junho 11, 2007

Tá forte, tá.





Por vezes a oportunidade surge onde menos esperamos.

Ligações aéreas para o Porto Santo

Preocupa-me que o Porto Santo possa ver reduzido drásticamente o número de ligações aéreas, principalmete durante a época alta do turismo desta ilha.

Não é dificil perceber que uma das maiores vulnerabilidades de regiões insulares é precismante a das suas ligações com o exterior.
Atempadamente, os Açores (o seu governo regional, para ser mais preciso) criaram uma empresa aérea que lhes desse garantias de ligação aérea entre ilhas, com o exterior e com os principais focos de emigração Açoreana, tais como Canadá e EUA.

E na Madeira o que foi feito?
Apesar de várias tentativas nunca concretizadas ligadas a sectores privados, nunca tivemos uma companhia aérea que nos permitisse fazer face a essa ameaça à nossa economia.
Em vez disso andamos anos a fio a dizer mal da TAP, do Governo Central, negando sempre as responsabilidades própiras.
É obvio que nada do que disse anteriormente desresponsabiliza o Estado na garantia de principios como o da continuidade territorial.

A criação de uma companhia aérea regional permitiria captar fundos para um companhia regional que neste momento ficam na TAP, Portugália ou na SATA.
E mais importante do que isso permitiria dar garantias que os grandes investimentos feitos no desenvolvimento no turismo do Porto Santo não sejam agora postos em causa.

P.S. - Este caso das ligações para o Porto Santo põe a nu algumas das fragilidades do mercado. O estado (regional ou nacional) continua a ser o garante de serviços minimos e de igualdade entre cidadãos.

Crónica de uma morte anunciada

Chegado à Madeira dou uma vista de olhos na imprensa de Sábado e Domingo. Conclusão esperada, óbvia e repetida da acção do Diário: sabem quem será o próximo presidente do PS-M e colocaram em marcha o seu assassinato político.
Nos próximos tempos tudo servirá para abater João Carlos Gouveia. E note-se nem é por ser o JCG, fosse quem fosse aconteceria o mesmo. Só mudariam os argumentos. O lema da Direcção do DN bem podia ser: O PS tem Direcção? Estamos contra!

sábado, junho 09, 2007

Uma Visão da Madeira


O eurodeputado Jardim Fernandes está de parabéns.
Organizou ontem, em conjunto com a UMa, um debate que decorreu ao longo de toda a tarde, e muito produtivo, sobre o ‘’Livro Verde para a Políticas Marítimas Europeias – Visão da Madeira’’ – em discussão pública de Junho de 2006 a Junho de 2007. Jardim Fernandes reuniu, entre outros, Domingos Abreu (Director Regional do Ambiente), Francisco Santos (Presidente da ACIF), Paulo Casaca (eurodeputado), Vasco Cordeiro (Secretário Regional da Presidência do Governo Regional dos Açores), o Secretário Estado adjunto para a Agricultura e Pescas, um elemento do Gabinete do Comissário Europeu e outro do Ministério da Defesa Nacional. Posteriormente será elaborado um relatório que reúne os contributos dos parceiros regionais. Era intenção do Governo Regional da Madeira de subscrever (assumido publicamente) as recomendações dos Açores. Ora, face às especificidades e diferenças bem evidentes entre os dois arquipélagos, era imprescindível uma iniciativa deste género na Região.

Este Livro Verde para a Politica Marítima Europeia pretende ser um documento intersectorial e holístico para os assuntos do mar e das zonas costeiras. Que na definição das decisões futuras atenda ao vasto conjunto de sectores com visões, conhecimentos e sensibilidades distintas sobre este tema. Áreas como o turismo, I&D, ordenamento costeiro, pescas e aquacultura, transportes, energia, extracção de recursos marinhos, alterações climáticas, defesa, segurança, etc., mas numa abordagem de sustentabilidade, ou se preferirem numa perspectiva de desenvolvimento regional sustentável.

Embora Alberto João Jardim escreva isto hoje, e face ao manifesto interesse da nossa região insular nesta matéria, o Governo Regional deveria ter organizado ao longo deste último ano um vasto debate com os vários parceiros regionais com intervenção nesta área. Os Açores perceberam isso, e logo em Junho de 2006 organizaram um grande debate com todos os parceiros sociais, económicos e demais organizações açorianas e ainda contou com a participação do Presidente da Comissão Europeia, do Comissário Europeu responsável, com representantes do Governo da República e da Madeira. Aliás, como é hábito deste Governo Regional sobre os mais diversos assuntos que merecem uma ampla discussão e um largo consenso regional. Como exemplo, destaque para a inclusão das recomendações dos partidos políticos no parecer final e oficial desta região. Nos Açores falou-se a uma só voz.

Concentraram-se nesta reunião, organizado pelo Grupo Socialista do Parlamento Europeu, elementos de vários campos políticos, da Administração e que face à escassez deste tipo de iniciativas merecia este destaque.

Foto de Rodolfo Gouveia do blog ‘’Madeira Hoje e Sempre’’.

Sinais dos tempos

Regulamento (CE) nº 639/2007 da Comissão, de 8 de Junho de 2007, que altera pela septuagésima oitava vez o Regulamento (CE) nº 881/2002 do Conselho que institui certas medidas restritivas específicas contra determinadas pessoas e entidades associadas a Osama Bin Laden, à rede Al-Qaida e aos talibã, e que revoga o Regulamento (CE) nº 467/2001 do Conselho.

sexta-feira, junho 08, 2007

Livrem-nos desta gente

No momento em que a CGTP é responsável pela menos aderida greve geral de sempre. Onde ficou claro que esta estrutura não compreende os portugueses, nem estes se vêm representados nas suas acções motivadas por razões político/partidárias, eis que o Sindicato dos Professores da Madeira entra na estrutura da CGTP. Tirem as vossas conclusões sobre as opções destas pessoas. As mesmas que foram com apitos na boca fazer um escarcéu em frente a um hotel, que não era uma manifestação organizada mas afinal foi organizada sem autorização mas que afinal o Jardim tinha lhes dado autorização e ainda as mesmas que são responsáveis pelos piores resultados do país na sua área de actuação. Quando tiver um filho vou concerteza coloca-lo numa escola alemã. Livra!

quarta-feira, junho 06, 2007

Isto está bonito, está!

Sem rei nem roque. Sem noção do ridículo. As cabecinhas obstruídas vão fazendo as suas. Isto promete.

No comments


Impressiona o levantar do véu sobre a natureza intrínseca do "DN-Madeira": numa pirueta pró-tabloidização e populismo rasca revela que é tão pasquim quanto os outros.

No DIRECTRIZ por Rogério Freitas Sousa.

A corrupção ganha eleições?


Um artigo muito interessante de Nuno Gaioso (ex-vereador do PS em Lisboa e um mal amado da estrutura lisboeta) sobre a corrupção nas autarquias. Gaioso dá exemplos espanhóis, mas em Portugal são inúmeros. Basta relembrar as suspeições que caem nos autarcas de Felgueiras, Gondomar ou Oeiras. E ganham eleições.

Aqui.

A tradição tem de deixar de ser o que era.



Varias estações de televisão portuguesas recusam-se a passar este spot publicitário, uma vez que vai contra as suas programações (Corrida de TVI e Corrida da RTP).

Lisboa (pouco) a sério II

Número dois da lista de Fernando Negrão é um dos novos reformados de luxo da PT

Aos 53 anos, Salter Cid sai da presidência da PT ACS, onde esteve um ano, com uma pré-reforma mensal próxima dos 15 mil euros.

Por não cumprir ainda todos os requisitos que dão acesso directo à pré-reforma, Salter Cid abandona funções na PT recorrendo a um mecanismo chamado "suspensão de contrato", atribuído pela operadora ao longo dos últimos anos a centenas de altos quadros, e que permite aos trabalhadores saírem da instituição antes dos 55 anos, com o salário base por inteiro, reduzindo-se para 80 por cento a partir da idade da pré-reforma.
O candidato a vereador deixou a presidência da PT ACS, a participada do grupo PT para o sistema integrado de cuidados de saúde dos trabalhadores do grupo, no passado dia 30 de Maio, mas segundo o PÚBLICO apurou o pedido terá sido feito em finais de Abril, princípio de Março. Salter Cid assumiu a presidência da PT ACS em Abril/Maio de 2006, quando Henrique Granadeiro era já presidente da operadora.
O candidato a vereador tinha deixado a presidência da Companhia da Lezírias, para onde tinha sido nomeado por Durão Barroso. Salter Cid nunca esteve durante grandes períodos na PT, uma vez que ocupou ao longo dos anos vários cargos políticos.
Foi secretário de Estado da Segurança Social de Cavaco Silva, que apoiou na última candidatura à Presidência da República, e presidiu à CCR de Lisboa e Vale do Tejo. De tempos a tempos, Salter Cid ia regressando à PT, onde ocupava o cargo de inspector-geral, um lugar de assessoria do conselho de administração, e considerado uma espécie de "prateleira dourada".
Confrontada com a saída de Salter Cid por suspensão de contrato, a comissão de trabalhadores (CT) da PT lamentou a situação. E admite que Salter Cid só terá passado pela presidência da PT ACS para poder sair para a pré-reforma com o salário de administrador. "Se a passagem do dr. Salter Cid pela PT ACS foi apenas para lhe aumentar o ordenado, acho um autêntico escândalo, especialmente tendo em conta a situação social que se vive na empresa, com trabalhadores a serem pressionados a aceitar rescisões amigáveis", afirmou o presidente da CT da PT, Francisco Gonçalves. "É uma situação constrangedora ver pessoas próximas do ciclo do poder e da administração da PT serem beneficiadas desta maneira", acrescentou.
Fonte: Público

Lisboa (pouco) a sério

Negrão acusado de plagiar cartaz

O candidato do PS à Câmara do Seixal nas autárquicas de 2005, Menezes Rodrigues, acusou esta sexta-feira o candidato do PSD à autarquia de Lisboa, Fernando Negrão, de plagiar o seu slogan de campanha "Seixal a sério".
"Fiquei espantado quando vi o 'outdoor' da campanha de Fernando Negrão, porque tem exactamente o mesmo 'slogan': Lisboa a sério", disse à agência Lusa o dirigente socialista e do Sporting Clube de Portugal.
Segundo Menezes Rodrigues, "poderemos estar perante um caso de violação dos direitos de autor", mas também perante "uma dupla infelicidade da parte do PSD".
"Além da questão do plágio, o PSD também devia tomar nota que, no Seixal, em 2005, não ganhei as eleições autárquicas e a CDU teve maioria absoluta. Se calhar Fernando Negrão e o PSD em Lisboa vão agora pelo mesmo caminho", disse o dirigente sportinguista.
Fonte: Lusa

terça-feira, junho 05, 2007

Portugal 2007


Site da Presidência Portuguesa da UE. Aqui.

A obra é mais importante que o homem


Muito pouco tempo passou sobre a morte de um trabalhador da construção civil, numa obra entretanto acabada à pressa, para inaugurar a tempo das eleições.
Já nimguem se lembra do homem nem da sua familia mas todos continuam a dizer que a obra está à vista.
O homem, esse, está enterrado e bem enterrado, longe da vista.

segunda-feira, junho 04, 2007

Tão parecidos que eles são


Porque é que eu não consigo deixar de encontrar um paralelo entre o fecho da RCTV na Venezuela e as ameaças de nacionalização do DN-M por Alberto João Jardim.
Lá como cá o que interessa é ter o povo o mais desinformado possível.
Talvez por cá AJJ não tenha tido a necessidade da dita nacionalização.
Ou talvez o estado português continue a servir de escudo contra muitos abusos.

domingo, junho 03, 2007

C.M. Funchal: Primeiro constrói-se, só depois emite-se licença


Numa reunião de Câmara do Funchal o Vereador Luís Vilhena denunciou alterações ao projecto inicial numa obra da responsabilidade do Hotel Crown Plaza, situado na Estrada Monumental. O Vereador João Rodrigues argumentou:

O Sr. Vereador João Rodrigues, do PSD, disse que tinha tido conhecimento à semana passada que de facto estavam a ser executadas obras que não estavam de acordo com o projecto aprovado. Esclareceu, também, que deu entrada nos serviços da Câmara Municipal do Funchal um protocolo relativo a esta questão, que está a ser analisado.

Na acta .