quinta-feira, maio 31, 2007

Técnica legislativa eficaz


Esta lápide foi mandada colocar em 1603 pelo Rei de Espanha na entrada da Catedral de Sevilha e determina a quantidade de água que a horta da Catedral tinha a receber da cidade.
E diz que tinha direito a areceber a água que coubesse num tubo que “el gruesso de una blanca vieja, que es este O”.
Agora reparem na nona linha da lápide. Esta lá o "O" a determinar, sem margem para interpretações diversas da lei, o diâmetro do tubo.

Onde anda o jornalismo?

O que a jornalista do DN não perguntou:

a) O primeiro projecto dessas moradias violava o PDM? Porque é que foi aprovado? Quem é que o aprovou? Miguel Albuquerque votou a favor? Porquê?


b) Há um ex-vereador do PSD com interesses directos nessa operação? De quem é a Quinta onde está a construção?

d) Há um actual vereador do PSD que teve (ou tem?) interesses directos nessa operação? É verdade que o Vice -Presidente da CMF era um dos compradores de uma das moradias?

e) Porque razão o Dr. Miguel Albuquerque mandou continuar as obras mesmo contra uma decisão judicial?

f) Teria Albuquerque aprovado o projecto (violando o PDM) e desrespeitado a ordem judicial (que mandava parar as obras) se não houvesse vereadores do PSD com interesses directos nesse empreendimento?

g) O que diz o vereador do urbanismo, João Rodrigues, a tudo isto? Não é verdade que João Rodrigues afirmou na Assembleia Municipal que a vereação do PSD não faria nada para legalizar projectos ilegais?

h) O Dr. Cunha e Silva, enquanto responsável governativo pela tutela administartiva que o Governo regional tem sobre as autarquias da Região, o que diz desta actuação?

Onde anda o Ministério Público?

E o que tem a dizer o(a) Procurador(a) do Ministerio Público junto do Tribunal Administrativo do Funchal sobre as reiteradas violações ao PDM?

[vazio] ecooooooooo.....

Manipulação jornalística

A "notícia" que hoje faz capa no DN é um excelente exemplo do jogo que alguns jornalistas do Diário fazem com os madeirenses.

Analise-mos a notícia:

Qual é o facto?
A vereação do PSD, presidida por Miguel Albuquerque, vai apresentar um plano de pormenor para tentar legalizar uma construção que está ilegal.

O que diz a jornalista?

“O Plano de Pormenor (...) é a nova estratégia da Câmara Municipal do Funchal para levantar o embargo às nove moradias (...)”

Perceberam? O Plano de pormenor não é uma estratégia da vereação do PSD, presidida por Miguel Albuquerque. Não. A estratégia é da autoria da CMF. É esse órgão indefinido e sem rosto que é o autor desta estratégia. E nunca Miguel Albuquerque, Bruno pereira e João Rodrigues. Não. Foi a Câmara...

Ou seja, alguns jornalistas do Diário e também da RTP, conscientemente, criaram e mantêm uma dicotomia entre a Câmara Municipal do Funchal e a vereação do PSD. É o esquema perfeito.
Por um lado, não podem ser acusados de não noticiar as broncas e, por outro lado, protegem a vereação do PSD e mantêm a sua popularidade intacta. Quando chegamos à altura das eleições autárquicas, o candidato (seja Albuquerque ou outro vereador) do PSD, terá um enorme índice de aprovação junto da população. E os mais atentos perguntarão como é isso possível depois de tanta asneira? É possível porque as pessoas assumem esta dicotomia. Por um lado estão de acordo que a Câmara esteve muito mal, nomeadamente das questões urbanísticas e de trânsito, mas por outro lado acham que o Presidente e os vereadores do PSD fizeram um excelente trabalho. Contraditório? Não. Basta que esta dicotomia seja mantida de forma hábil. Siga a hipocrisia.

quarta-feira, maio 30, 2007

No comments

Ex-vereador da Câmara Municipal de Lisboa, Sérgio Lipari, não informava o antigo presidente da autarquia de várias decisões. Carmona Rodrigues, que sustenta ter sabido da extinção do programa de ajuda aos idosos Lisboa Amiga através da imprensa. "Foi uma área que foi decidida sem me ouvirem. Um dia soube pelo jornal que houve um vereador que tinha decidido acabar com o projecto''.

DN

Entre 2001 a 2006 o endividamento do município de Lisboa cresceu de menos de 1000 euros per capita para quase 2400 euros.

E a população tem vindo a diminuir...

Público

Quem faz greve? E quem protegem os sindicatos?

Quais são os trabalhadores que tipicamente fazem greve?

Funcionários públicos, funcionários de empresas públicas.

Quais são os trabalhadores que tipicamente não fazem greve?

Trabalhadores da construção civil, empregados dos cafés e restaurantes, trabalhadores da construção civil, empregadas de limpeza.

Quais são os trabalhadores que os sindicatos nunca protegem?

Os desempregados.

Quem são os receptores líquidos de impostos?

Funcionários públicos, funcionários de empresas públicas.

Quem são os pagadores líquidos de impostos?

Trabalhadores da construção civil, empregados dos cafés e restaurantes, trabalhadores da construção civil, empregadas de limpeza.


Destes grupos quais são os que têm menos direitos e salários mais baixos?

Trabalhadores da construção civil, empregados dos cafés e restaurantes, trabalhadores da construção civil, empregadas de limpeza e desempregados

Porquê?

Porque os sindicatos, como qualquer grupo de interesses, tendem a proteger os seus à custa dos outros que são excluidos. Esta é mais uma das características do sindicalismo. Cria grupos de privilégios que graças a um poder negocial acima da média conseguem viver à custa dos excluidos.

post da autoria de Jão Miranda no http://ablasfemia.blogspot.com

Viver de aparências

Está um tipo a ler um acta de reunião da vereação da Câmara Municipal do Funchal e depara-se com esta afirmação: "o IMI (...) é um imposto sobre os rendimentos da propriedade, e não sobre a propriedade."
Pasmo. Um vereador da minha cidade não saber o que é o IMI seria mau, mas tratando-se de um colega advocado é de brandar aos ceús.
Ó Sr. Dr. o IMI - Imposto Municipal sobre Imóveis - incide sobre a propriedade dos imóveis, destinando-se a receita aos municípios, como já acontecia com a contribuição autárquica. Basta, para chegar a esta conclusão, ler o artigo 1.º do Código do IMI.

Nota: não foram os vereadores do PS que disseram tal asneira.

Greve geral

Cumpre-se hoje mais um dia de greve geral, segundo me consta, o 5º em 30 anos.
Como sempre, os sindicatos por um lado, e os empregadores por outro, terão versões bem diferentes do número de adesões à greve.
Segundo o barómetro da marktest existem cerca de 45% de portugueses que apoia esta greve, no entanto a adesão a esta greve geral parece ser bem mais baixa.
Em conversa com alguns colegas meus ficou claro que a maior parte da população não consegue identificar uma razão clara para efectuar esta greve.
Penso que em grande parte isso deve-se aos sindicalistas que temos.
Muitos deles são pessoas mal preparadas e que não conseguem ver mais do que o universo do sitio onde trabalham. Não conseguem perceber que o mundo está a mudar, e que os trabalhadore que supostamente estão a proteger, também estão a mudar.
Hoje em dia os trabalhadores têm de ser mais flexiveis. Considero que os sindicalistas deveriam lutar para que todos os trabalhadores tivessem as melhores armas nesse novo mundo em vez de tentarem impedir que esse mundo chegue.
A formação e capacidade de iniciativa própria desempenharão um papel decisivo que distinguirá os que vão ter sucesso (trabalho e dinheiro) dos que apenas poderão aspirar a empregos mal remunerados ou ao desemprego.
É necessária uma nova geração de sindicalistas que mobilize os trabalhadores para a mudança em vez de servir de ancora do passado.

A RTP do PSD

"(...) Que esperar de um povo que não percebeu, uma vez mais, a artimanha da RTP-Madeira, sempre medrosa, sectária, formatada, avessa à investigação, por omissão claramente conivente com o poder, que voltou a conceder, diariamente, no decorrer de inaugurações de investimentos privados e públicos um privilegiado palco de ataque aos partidos da oposição, abrindo portas à desigualdade entre partidos concorrentes? Uma RTP, com a responsabilidade de serviço público, mas incapaz de provocar o imprescindível debate entre os candidatos dos partidos? Como é que se consegue votar, livremente, sem conhecer o essencial dos programas partidários e, sobretudo, o outro lado das coisas ditas? Sem discutir, minimamente, o passado e sobretudo o futuro? Critérios editoriais, dirão alguns, uma ova, meus senhores. Ridícula subserviência, demissão e medo, isso sim. (...)"
André Escórcio no DN

Jornalismo rasgadinho

"Demissão era impossível porque 'parava' a Madeira
Em finais de 2006, quando confrontado com os rumores da sua demissão, negou que tal viesse a suceder, em primeiro lugar, porque iria "parar a Madeira durante seis meses", o que era muito grave. Em Fevereiro deste ano, aprovada e promulgada a lei das finanças regionais, o chefe do Executivo demitiu-se e provocou eleições antecipadas."
Hoje o Diário vem dizer que Jardim afirmou que não haveria demissão porque isso seria prejudicial para a Madeira, já que tudo pararia por 6 meses. Pois é. Mas o PS lembrou essa contradição aquando da demissão e os senhores jornalistas fizeram o favor de ignorar. O que é que deviam ter feito? Esclarecido as pessoas de que a posição de Jardim era contraditória com as suas afirmações poucos meses antes. Como fez a RTP (canal 1) e a TVI relativamente ao Primeiro-Ministro e ao congelamento das carreiras. Esta é a grande diferença entre jornalismo sério e aquilo que se tem na Madeira. Esta situação é um bom exemplo de como se beneficia o PSD não fazendo o que devem fazer. Omitiram esse facto, entre outros, colaborando activamente na propaganda que o PSD queria, e conseguiu, impor. Aqui, entre outros factores, é onde se alicerça o regime jardinista.

terça-feira, maio 29, 2007

Por cá, tudo igual.

Mediocridade desde o primeiro dia, que é para não dar esperanças de um minimo de normalidade democrática.

A Maneira como o primeiro orgão de soberania é tratado é uma vergonha. Depois admirem-se de ser tratados por garotos.

Por uma liga de Homens-Livres


Insistamos em nos mexer neste colete-de-forças social a que nos querem condenar e a gritar por detrás da mordaça. Resistamos à escravatura do conformismo. Digamos não, aos tiranetes que transformaram as instituições num esgoto, que raptaram a autonomia mantendo-a cativa para abusos e sivicias privadas, que usurparam os espaços de autonomia civica e esbulharam-nos o sagrado direito à consciência critica. Tudo o quanto os nosssos pais e avôs conquistaram a pulso, foi-nos roubado. Hoje, como no passado, urge que os homens livres e de boa vontade se unam numa frente libertadora deste casulo castrador.

Grande resposta

Sobre o "plágio" dos Gato Fedorendo que o DN descobriu foi dada a resposta de Ricardo Araújo Pereira hoje no mesmo jornal. http://dn.sapo.pt/2007/05/29/media/a_musica_esta_isenta_direitos_autor.html

Devia ser assim que o PS devia responder às descobertas de alguma imprensa regional. Mas isso seria se lhes perguntassem alguma coisa. Por cá levam com a acusação, com o insulto ou a insinuação e psiiiuuu! Não há contraditório. Que isto é a Madeira.

Retalhos de uma política de esgoto II

Claro que o grande responsável por esta encenação burlesca é o PSD. Se fosse um partido de gente séria, simplesmente elegia um Vice da ALR do PS. Cumpria o Estatuto, mesmo que tivesse algumas reservas. Mas ao invés criou mais este episódio digno de uma república africana.
E porque será que episódios como este banalizaram-se e não têm qualquer sanção da sociedade.
Porque estes factos só terão importâncias para o povo se: 1) lhes for dado conhecimento; 2) se lhes for explicada a gravidade da situação. Algo que nunca aconteceu na Madeira. E é aqui que entram os outros responsáveis, os que dão cobertura a este pântano.

retalhos de uma política de esgoto

Todos sabem quem chumbou a eleição de Bernardo Martins e porquê. Um facto que será devidamente branqueado pela comunicação social que dará grande destaque à mesma personagem quando esta quiser, a mando daqueles que lhes garantiram um jackpot, atacar o PS. Foi o que aconteceu desde Janeiro de 2005 e que vai continuar a acontecer. Eis o modus operandi desta gente. Simplesmente nojento.

segunda-feira, maio 28, 2007

O Sócrates de António Barreto



Onde estão os políticos socialistas? Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado? Uns saneados, outros afastados. Uns reformaram-se da política, outros foram encostados. Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão. Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro. Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo. Manuel Alegre resiste, mas já não conta. Medeiros Ferreira ensina e escreve. Jaime Gama preside sem poderes. João Cravinho emigrou. Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe. António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão. Almeida Santos justifica tudo. Freitas do Amaral reformou-se. Alberto Martins apagou-se. Mário Soares ocupa-se da globalização. Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores. João Soares espera. Helena Roseta foi à sua vida independente. Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância. O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado. Os sindicalistas quase não existem. O actual pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice.

António Barreto, ontem, no artigo de opinião ‘’Enfim, só!’’ faz um conjunto de considerações sobre o desempenho de Sócrates no Governo e no Partido.

A forma de governar de Sócrates é bem discutível. Mas, agrada-me. É inovador. Determinado. Quem o acusa do contrário? Existem problemas, que nem são de esquerda nem de direita, há que resolvê-los, encontrar uma solução. Aprender com os que já passaram pelo mesmo. Seguir as instruções das organizações internacionais (FMI, OCDE, BCE, etc). Não há que inventar, mas adaptar ao nosso sistema. Gosto do pragamatismo. De ser eficiente. É tudo mais simples. Chamem-lhe ‘’terceira via’’, ‘’pragmatismo ideológico’’, tanto faz. Acredito num Estado eficiente, regulador, que incentive a participação popular, ainda mais presente dos que necessitam, que promova uma economia forte, com maior confiança no cidadão, que diga sem complexos quais as áreas essenciais (saúde, educação, segurança social, defesa, justiça, recursos hídricos e outros), que defina prioridades de actuação, primeiro o investimento nas áreas sociais (necessidades básicas), posteriormente noutras (a investigação económica sustenta esta tese). Ex. Não são as economias fortes (com riqueza bem distribuída) que levam à oferta de bons serviços de educação (públicos e privados), mas são os bons serviços de educação que promovem uma economia forte.
Tudo isto porquê?
Eu discordo de Barreto. Não é Sócrates que está desenquadrado, que é incorrecto, etc. São na minha opinião os militantes (mas transversal à sociedade portuguesa e a todos os partidos) que não têm sido capazes de apresentar ideias novas, bebidas do exterior, com modelos alternativos. Porque na maioria são seguidores. Alguém discorda?

Os visionários não são assim? Quem os entende no seu tempo? Muito poucos.
Só o futuro lhe dará razão.

Nasceste antes de 1986?


De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípio de 80 não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas em tinta á base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.

Não tínhamos frascos de medicamento com tampas "à prova de crianças" ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas.
Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.
Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags - viajar à frente era um bónus.
Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem. Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.
Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso. Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões. Depois de acabarmos num silvado aprendíamos.
Saímos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer. Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso. Não tínhamos Play Station, X Box. Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet. Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos à rua. Jogávamos ao elástico e à barra e a bola até doía!
Caíamos das arvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal. Havia lutas com punhos mas sem sermos processados. Batíamos às portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.

Íamos a pé para casa dos amigos. Acreditem ou não íamos a pé para a escola; não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem. Criávamos jogos com paus e bolas. Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem, eles estavam do lado da lei.

Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre. Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.

Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo. És um deles?Parabéns!

Passa esta mensagem a outros que tiveram a sorte de crescer como verdadeiras crianças, antes dos advogados e governos regularem as nossas vidas, "para nosso bem". Para todos os outros que não têm idade suficiente pensei que gostassem de ler acerca de nós. Isto meus amigos é surpreendentemente medonho... e talvez ponha um sorriso nos vossos lábios: A maioria dos estudantes que estão nas universidades hoje nasceram em 1986...chamam-se jovens. Nunca ouviram "we are the world" e uptown girl conhecem de westlife e não Billy Joel. Nunca ouviram falar de Rick Astley, Banarama ou Belinda Carlisle. Para eles sempre houve uma Alemanha e um Vietname. A SIDA sempre existiu. Os CD's sempre existiram. O Michael Jackson sempre foi branco. Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo fosse um dia deus da dança. Acreditam que Missão impossível e Anjos de Charlie são filmes do ano passado. Não conseguem imaginar a vida sem computadores. Não acreditam que houve televisão a preto e branco.

Agora vamos ver se estamos a ficar velhos:
1. Entendes o que está escrito acima e sorris
2. Precisas de dormir mais depois de uma noitada
3. Os teus amigos estão casados ou a casar
4. Surpreende-te ver crianças tão á vontade com computadores
5. Abanas a cabeça ao ver adolescentes com telemóveis
6. Lembras-te da Gabriela (a primeira vez)
7. Encontras amigos e falas dos bons velhos tempos
8. Vais encaminhar este e mail para outros amigos porque achas que vão gostar.

SIM ESTÁS A FICAR VELHO!!! , mas tivemos uma infancia do caraças... ja valeu!!!

Parabéns ao leões, foi mereçido.


Porque será?

No dia 25 de Julho de 2006, há 10 meses, publiquei neste blog o segiunte post:

"Porque será que os órgãos de comunicação social da Madeira não querem ouvir a versão do PS, no inventado "conflito" com o Governo da República, e só registam diariamente, várias vezes e com destaque a versão do PSD-M?"
Analisem o comportamento da comunicação social, nomeadamente do Diário e da RTP. E percebam que, embora o PS-M tenha cometido erros, a acção de propaganda levada a cabo de forma concertada e sistemática pelo PSD e a comunicação social regional, com o apoio dos sindicatos e dos partidos da oposição, não deu ao PS qualquer hipótese de disputar as eleições em condições minímas de imparcialidade. Isto, obviamente, não expurga o PS-M e o PS nacional das suas culpas, quer em termos de decisões do Governo, quer em termos de acção político/partidaria.

Santana Lopes para a Madeira

"Pedro Santana Lopes acusou ontem o seu sucessor à frente do PSD de ter métodos "nazis" e "estalinistas" no que diz respeito ao afastamento de autarcas que foram constituídos. Numa rara entrevista à Lusa TV, Santana Lopes atirou: "Um partido impor, como se fosse um Estado totalitário, a uma pessoa, que está a fazer esclarecimentos em processos judiciais, nessa fase é o que se trata ainda, uma punição como se já tivesse sido julgada, isso é estalinista, é nazi, não é próprio de um partido democrático".
Azevedo Soares refutou as críticas: "Tudo lhe serve para atacar o PSD, desde que sirva as suas ambições pessoais. É assim agora, como já foi no passado". " No DN

O problema de Santana Lopes é estar no PSD errado. Se Santana Lopes fosse do PSD-Madeira seria um herói. A sua incompetência seria retratada como "uma grande visão política". Seria um "delfim". As suas trapalhadas seriam branqueadas e tudo lhe seria permitido. Na Madeira há quem mande o povo bater palmas a autarcas condenados por crimes de corrupção. Não é toa que Jardim e Albuquerque foram (são?) apoiantes de Santana.

E a nós, o que é que nos serve?


Não sei se terá sido por distração minha, mas eu aínda não ouvi nenhuma reação, por parte dos nossos governantes e por parte dos nossos empresários, ao facto de o novo aeroporto de Lisboa ser construido na OTA.

Para nós madeirenses, é melhor ou pior?
E para os turistas que nos visitam?
Seria preferivel a solução Portela mais um para as low-cost?

Estas entre outras questões aínda não têm resposta. Considero que este tema está a ser muito pouco debatido entre nós.

Bandalheira total

As várias "Sociedades de Desenvolvimento" na Madeira construiram vários equipamentos, marinas, campos de golfe, parques de estacionamento, alguns de duvidosa utilidade, quase todos insustentáveis e todos impagáveis. Mas isso já é novo. O Que "O Sol" descobriu (que os nossos briosos "jornalistas" não conseguiram...) foi que as SD's não registaram esses equipamentos nas Finanças. O que é que diz a lei? O artigo 13º do Código de IMI diz-nos "A inscrição de prédios na matriz bem como a sua actualização são feitas com base em declaração apresentada pelo sujeito passivo (...)". Quer isto dizer que o proprietário do imóvel, seja ele uma marina ou uma casa, tem de registar o mesmo junto das finanças locais.
As SD's não registaram. Violaram a lei? Sim. O que é que vai acontecer? Nada!

Será que a ERC esqueceu-se?

"(...) ERC, no âmbito das suas atribuições estatutárias, está a proceder, desde Outubro de 2006, à avaliação do pluralismo na imprensa escrita e serviços televisivos integrados no sector público, entre os quais se inclui o Jornal da Madeira.
O resultado dessa avaliação, que também abrange a imprensa e a televisão privadas, será divulgado em Março de 2007.
Não pode, contudo, o Conselho Regulador ignorar os factos agora vindos a público sobre o Jornal da Madeira. Tratando-se de um órgão do sector público, sobre o qual incidem especiais responsabilidades quanto à independência e ao pluralismo, aqueles elementos serão considerados na análise do citado jornal. (...)"
Comunicado da ERC datado de 4/9/2006 - tem quase nove meses...

Criticas e elogios

No meu post anterior fiz uma critica a LFM por este ter dado a entender num comentário a uma notícia do Público que o fecho de algumas (muitas) escolas contribuiria para uma maior iliteracia.
A verdade é que, onde LFM viu uma oportunidade para fazer critica fácil ao Governo da República, podia ter visto uma oportunidade de elogiar o Governo Regional do PSD.
Passo a explicar. Com as novas vias de acesso e com a construção/remodelação de muitas escolas na Madeira, foi possível fechar escolas sem condições. O que o Governo da República se prepara para fazer apenas agora, já foi feito por cá com sucesso em termos de infraestruturas escolares.

O problema da educação é complexo e, tenho-o afirmado muitas vezes, não se resolve apenas com boas escolas.
É necessário exigência em relação aos professores e aos alunos.
Sei que qualquer melhoria nos resultados da educação demora muito a ser alcançado.
Por outro lado, muitos dos professores que estão cá na Madeira, só cá estão porque não conseguiram colocação mais proximo de casa, e à primeira oportunidade vão embora.
Esta instabilidade não é benéfica para o nosso ensino.

Devido a este factor e a outos podemos dizer que a Madeira tem factores especificos que condicionam a qualidade do nosso ensino.

A revisão do Estatuto politico administrativo permitiria ampliar os direitos autonómicos consagrados pela última revisão da constituição, tal como já foi feito nos Açores. Mas o GR do PSD prefere abdicar deste direito para não ter que abdicar dos "direitos" dos seus deputados-empresários, e depois queixam-se que não têm margem de manobra para alterar o panorama do ensino na Madeira.

P.S. - Não vejo a politica como um campo de ataques pessoais. Esse é um barrete que não me serve.

domingo, maio 27, 2007

Iliteracia


Para LFM o problema da iliteracia em Portugal resolve-se mantendo escolas com menos de 10 alunos. A lógica parece ser: quanto mais escolas melhor. Talvez uma escola por aluno resolvesse o problema definitivamente. Não há limite para a demagogia destes Pepedês.

Sei que o número de alunos não pode ser o único critério. A distância ou tempo de deslocação à escola entre outros critérios terão de ser considerados.

Não se pode é manter o imobilismo de manter escolas sem condições de aprendizazem por medo de alguma reacção à mudança.

Esta reorgaização do mapa escolar é essencial para a redução de custos e melhoria das condições de um maior número de alunos.

sábado, maio 26, 2007

Reportagem do Público


O Público deste domingo traz uma reportagem de quatro páginas sobre a Madeira. Entre os vários entrevistados constam o arq. Paulo David, Rui Nepomuceno, António Trindade, Carlos Pereira (vereador) e Anthony Miles. É um texto interessante.

Em baixo, transcrevo as declarações de uma estudante finalista da UMa, quando questionada sobre as últimas eleições regionais:

‘’A gente já sabe o resultado. Enquanto for ele a candidatar-se, não vai mudar. De que adianta ir votar? (…)
…em 82 não havia nada. Não havia um hambúrguer, a televisão começava às seis da tarde…Ele deu a volta a isto’’. [continua a jornalista] Os madeirenses devem tudo a Jardim – até, pelos vistos, a TV multicanais 24 horas por dia.

No comments

O secretário-geral do Partido Socialista, embora mau governante, revela-se um bom discípulo de Maquiavel, que não sei se alguma vez leu.
Depois de «aviada» a família Soares com as últimas presidenciais, e de «aviado» o rival Manuel Alegre – todos pessoas que respeito, apesar do que disseram de mim – trata-se agora de «fazer a cama» ao único Ministro que podia, e só na lógica partidária interna, disputar os lugares de primeiro-ministro e de secretário-geral.


AJJ n'O Primeiro de Janeiro

A influência dos grupos económicos nos media


Entidade Reguladora da Comunicação vai analisar influência dos grupos económicos nas notícias.
Ironicamente uma notícia do Público.

Fica por analizar a influência das denominadas agências de comunicação na imprensa.

sexta-feira, maio 25, 2007

Ainda falta muito? II

Continuo à espera que a Assembleia da República reuna de urgência para rever a Lei das Finanças Regionais...

Ainda falta muito? I

Desde a noite de 6 de Maio que estou à espera que a União Europeia volte a colocar a Madeira nas Regiões de Objectivo 1 e envie mais 500 Milões de euros?

Find Sofia

Enquanto andam à procura da Madeleine, se puderem façam um esforço para ver se encontram a Sofia.
Ela é madeirense e desapareceu em 2004. A última vez que foi vista foi no Caniço de Baixo na companhia do pai.
Qualquer informação deve ser comunicada preferencialmente para o seguinte endereço:
Departamento de Investigação Criminal do Funchal
R. Escultor Francisco Franco, 9000-083 Funchal Tlf: 291 222 027
Piquete: 291 220 800Fax: 291 233 250E-mail: dic.funchal@pj.pt
ou
para qualquer serviço de piquete da Polícia Judiciária.

Mais informações neste link:

http://www.policiajudiciaria.pt/htm/pessoas_desaparecidas/sofia_oliveira.htm

Avaliação do pluralismo politico-partidário

Está em discussão um programa de avaliação do pluralismo politico partidário para a televisão pública (RTP, RTP2 e RTP N).
Estranhamente ou não, as delegações regionais da RTP não são abrangidas.
Assim, é de esperar que, tal como no parlamento, o PSD continue a ter, como sempre teve, uma percentagem de "tempo de antena" muito superior ao que representa em votos.

De notar que em períodos de campanha eleitoral as regras são outras, e que todos os partidos candidatos têm direito à mesma visibilidade e ao mesma cobertura por parte dos orgãos de comunicaçã social.

Por cá, isto nunca foi respeitado, sendo habitual ver no alinhamento do telejornal da RTP-M: uma inauguração; mais uma medida autárquica qualquer e depois a cobertura dos comicios ou actividades de campanha de cada um dos partidos (PSD incluido). Deste modo o PSD acaba por beneficiar, mesmo em altura de campanha eleitoral, de um acesso aos meios de comunicação social muito superior aos outros partidos.

Para quando teremos uma televisão publica regional que respeite os direitos de todos e não se comporte como mais um meio de propaganda do PSD-M.

Jornalistas despedem director

A França, o país da "excepção cultural", está sempre a nos surprender. No conceituado "Le Monde" são os jornalistas quem, por voto secreto, elegem o director. Monsieur Colombani que ocupava o lugar hé treze anos, foi despedido.
Noticia do DN:
http://dn.sapo.pt/2007/05/25/media/no_le_monde_os_jornalistas_mandam.html

Nota ao Barómetro TSF

Para aqueles que já chegaram à conclusão de que as últimas "polémicas" em torno do Governo não belisca a boa imagem que este tem junto dos portugueses, chamo a atenção para as datas em que foi realizada a consulta. Entre 15 e 18 de Maio, i. e., antes das ditas "polémicas".

PS recupera maioria absoluta e António Costa é o ministro mais popular

De acordo com o Barómetro DN/TSF/Marktest, publicado hoje:
O PS tem 46,8% dos votos dos inquiridos, sobe 3,5% realtivamente a Abril;
A maior queda foi para a CDU, que perdeu cinco pontos percentuais, estando agora nos oito por cento. Está agora com um nível de intenções de voto semelhante ao do Bloco de Esquerda;
O PSD perde um ponto para os 27,3 por cento;
E o CDS ganha um ponto e fica nos 5,6 por cento.
Em termos de líderes políticos:
O comunista Jerónimo de Sousa continua a ser o mais popular ao somar dez pontos positivos, mais dois que o bloquista Francisco Louçã.
José Sócrates subiu dois pontos para os dois pontos positivos e é o 3.º mais popular;
Os menos populares são Marques Mendes que subiu cinco pontos, mas continua com 28 pontos negativos, só sendo ultrapassado em impopularidade por Paulo Portas, com 30 pontos negativos.
O Barómetro conclui também que António Costa sai do Governo para ser candidato à presidência da câmara de Lisboa como o ministro mais popular do Executivo, ao somar 25 pontos positivos.
Ficha Técnica:O Barómetro foi elaborado pela Marktest para a TSF e o DN entre 15 e 18 de Maio, com o objectivo de saber como as pessoas votariam se as eleições legislativas fossem hoje e que avaliação fazem dos líderes políticos.Foram feitas 801 entrevistas a pessoas com mais de 18 anos residentes em Portugal Continental e com telefone fixo, 162 das quais na Grande Lisboa, 91 no Grande Porto, 152 no Litoral Norte, 134 no Litoral Centro, 170 no Interior Norte e 92 no Sul.O erro da amostra é 3,46 por cento para um intervalo de confiança de 95 por cento.

Serviço Público de Informação

A RTP (canal 1) apresentou ontem um trabalho sobre o congelamento da progressão nas carreiras dos funcionários públicos, onde confronta as declarações do Secretário de Estado da Administração Pública com as declarações do Primeiro-Ministro há 2 meses sobre a mesma matéria. A ideia que fica é que o Secretário de Estado não diz o mesmo que o PM sobre esta matéria. Cada uma tira as ilações que quiser sobre este episódio. Não é isso que me interessa neste apontamento.
O que pretendo realçar é que, ao contrário do que desavergonhadamente afirmam alguns deputados do PSD (pasme-se: até os eleitos pelo circulo da Madeira!!), a RTP a nível nacional cumpre um verdadeiro serviço público de informação, tratando de forma imparcial todos os partidos e confrotando o Governo com as sua incoerências.
Ora, qualquer semelhança entre isso e o que acontece com a RTP-Madeira só pode ser mera coincidência. A RTP-M dirigida por um (ex??) militante do PSD é, como sempre foi, a versão audiovisual do Jornal da Madeira. Ou seja, um órgão de comunicação social pago pelo erário público para fazer a propaganda oficial do PSD-Madeira e do Governo Regional.
Mas como diria Pacheco Pereira "mas essa nem é a questão essencial", essa é conseguir desvendar esse mistério que é a passividade com que toda a gente, que tem responsabilidades sobre a comunicação social neste País, assiste a este pântano a que se chama RTP-Madeira onde, dia após dia, se afunda a esperança de virmos a ter alguma pluralidade democratica no viciado debate político regional.
Não concorda, Dr. Almerindo Marques?

quinta-feira, maio 24, 2007

Retribuição de Links

Foram actualizados os links da barra lateral.
Foram colocados alguns links de blogs que costumo consultar e/ou são fonte de ligação para este blog.

Obrigado a todos pelas visitas.

Uma mão cheia de nada

A questão do vice-presidente da ALM é uma não questão.
Vem agora o PSD através de Jaime Ramos dizer que apenas garante 10 votos favoráveis para um vice-presidente da ALM, querendo obrigar o PS-M a assegurar os votos de todos os deputados da oposição, incluindo o deputado eleito pelo MPT, uma vez que todos os outros partidos, excepto este último, teram afirmado que votariam favorávelmente qualquer nome indicado pelo PS-M.
Para quase todos os partidos o que está em causa é uma composição plural da mesa da ALM.
Curiosamente, apenas Jaime Ramos e João Isidoro não pensam assim.
Em meu entender o PS-M deve indicar o nome da pessoa que se encontrar em melhorer condições de ocupar o lugar de vice, independentemente do PSD gostar ou não.
Se não for eleito, também não vem grande mal ao mundo.
Espero que toda a oposição se aperceba do que está aqui em causa e que responda da mesma moeda em relação à eleição dos vices do PSD.
Se todos os partidos chumbarem a eleição dos vices do PSD com declarações de voto contra a falta de respeito que o partido da maioria tem em relação á pluralidade, a paródia politica que o PSD quer fazer deste caso pode ter um desfecho diferente.

No easy way out

We're not indestructible,Baby better get that straight.
I think it's unbelieveable,How you give into the hands of fate.
Some things are worth fighting for,some feelings never die.
I'm not asking for another chance,I just wanna know why.
There's no easy way out, There's no shortcut home.
There's no easy way out,Giving in can't be wrong.
I don't wanna pasify you,I don't wanna drag you down.
But I'm Feeling like a prisoner,Like A Strange in a no-name town.
I See all the angry faces,Afraid that could be you and me.
Talking about what might have been,Thinking about what it used to be.
(...) Baby Baby we can shed this skin,We can know how we feel inside.
Instead of going down an endless road,Not knowing if we're dead or alive.
Some things are worth fighting for,some feelings never die.
(...)There's no easy way out,givin in, givin in, can't be wrong.

Dos Survivor e da banda sonora de Rocky IV

Porque ganha o PSD as eleições?

Quando se está demasiado tempo imerso numa determinada realidade perde-se a noção de prespectiva e, na minha modesta opinião, é o que acontece a algumas pessoas na política regional.
Há uma questão recorrente, tanto a nível regional como nacional, sobre a política madeirense.
Essa questão é: porque ganha sempre as eleições o PSD?
As respostas mais usuais, quanto a mim fruto da tal falta de distância na avaliação, são:
1. porque tem obra feita;
2. porque a oposição é muito fraca.
Quanto à primeira resposta a "obra" não me parece que seja determinante para o sucesso eleitoral. Pode ajudar. E se for bem potenciado ajuda de facto, mas não garante vitórias. Veja-se o caso de Cavaco Silva, construiu muito durante 10 anos, mas se fosse a eleições em 1995 muito provavelmente perderia. Assim como perdeu as primeiras presidenciais. Por outro lado, atente-se às últimas eleições regionais, as obras inauguradas foram ou privadas ou pequenas obras de manutenção ou melhoramento. Desta vez não havia obras públicas estruturais para inaugurar e vejam o resultado. Portanto, acentar o sucesso eleitoral na "obra" é, quando muito, um exagero.
Quanto à segunda resposta, a oposição grosso modo é de facto fraca. Mas o que quer dizer fraca? Bem é em primeiro lugar fraca tecnicamente, são poucos os quadros técnicos que queiram se juntar aos partidos de oposição. Depois é fraca do ponto de vista da organização interna e por última é pouco eficiente na sua acção política.
Mas porque será que isto acontece?
Todos sabemos que na Madeira a administração pública e a economia privada está partidarizada, Desta forma, um jovem (ou menos jovem) quadro técnico que queira fazer política na oposição tem legitimos receios de ver a sua situação profissional prejudicada. Todos sabemos que as peseguições políticas na Madeira são uma realidade, que dispensam chamar à colação nomes e situações passadas.
Depois, num partido onde existem muitos poucos lugares elegíveis e onde se acumulam derrotas é humanamente natural e até expectável que as esperanças vão morrendo e no seu lugar surjam tensões entre os seus membros, discordâncias de opinião e atribuição mútua de culpas. Isso desagua em divisões, em conspirações, que se traduzem em forças de bloqueio à organização do partido. Uma organização política com este fardo é muito dificil de organizar. Deste modo, com falta de conhecimentos técnicos e sem organização e motivação interna, é quase fatal que a eficácia da acção política seja muito baixa. Mas isso explica o reiterado insucesso eleitoral? Em parte, mas penso que nem sequer é a parte mais importante. Várias foram as vezes em que um partido quebrado chegou ao poder, sem que quase ninguém acreditasse nisso. Foi assim com Durão Barroso (PSD) em 2002 e com Carlos César (PS-Açores) em 1996. Dirão que na Madeira é pior. Não necessariamente. Lembram-se César e Barroso na oposição? Eram a piada do dia. Todos os dias. No entanto, também é veradade que nem em Lisboa nem nos Açores se viveu o clima de perseguição que se vive na Madeira.
Assim, penso que estas duas explicações, embora fáceis, não explicam o insucesso da oposição nem o sucesso do PSD. São dois factores menos importantes. Os que realmente contam, que moldam a realidade, a opinião pública, que fazem as mudanças acontecerem ou não, não têm a ver com as explicações apresentadas. São externas a elas. Um dia falaremos disso.

Contacto

Hélder Antunes é um Engenheiro Português, nascido nos Açores, que vive nos EUA desde os seus 10 anos de idade.
Este senhor é responsável por um departamento de desenvolvimento da CISCO, uma das maiores companhias multinacionais na área das telecomunicações e tecnologias de informação.
Desde o ano 2000 que Hélder Antunes tem promovido estágios de recem-licenciados em engenharia, no departamento onde é responsável, em San José da California.
No inicio foram "apenas" 7, mas neste momento já se pensa em cerca de 50 recem-licenciados por ano.
É de salientar que esta experiência de trabalho permite um salto qualitativo enorme para estes profissionais, permitindo-lhes trabalhar em áreas de desenvolvimento tecnológico e, mais importante aínda, contactar com um ambiente multicultural dificil de repetir por cá.
Os estagiários portugueses têm dado bem conta do recado e a sua capacidade de trabalho e de inovar tem sido reconhecida. Contribuindo para passar de Portugal uma imagem bem positiva.
A criação desta massa crítica de jovens engenheiros altamente qualificados permitiu a Portugal concorrer e ganhar face a outros parceiros europeus, relativamente à localização de um centro de apoio da Cisco para a Europa.
Além disso, e conhecendo a filosofia desta empresa, é de esperar que venham trabalhar para Portugal outros trabalhadores qualificados de toda a Europa e de todo o Mundo.
Como conclusão gostaria de referir que a acção de Helder Antunes e da sua mente aberta permitirá: aumentar grandemente a qualificação dos portugueses nesta área do conhecimento; permitir a colocação em Portugal de um grande centro de competências;
e atrair para Portugal trabalhadores altamente qualificados.

P.S. - Segundo sei existe neste momento um aluno Madeirense a estagiar na cisco, em San Jose.

quarta-feira, maio 23, 2007

Isenções fiscais II


Relativamente ao artigo do semanário Sol referente às inúmeras isenções fiscais às sedes do PSD-M cujo proprietário é a Fundação Social-democrata lancei um desafio a L.F. Malheiro que abordou este assunto mas esquivou-se a dar maior profundidade. Ao contrário do que Malheiro refere, esta situação não é legal nem se tratam de apoios, pois, estes prédios estão a ser utilizados para outros fins que não envolvem directamente as actividades da Fundação. Esse foi aliás o argumento utilizado pelas Câmaras Municipais de Câmaras de Lobos e da Ribeira Brava para indeferir a isenções às sedes do PSD local. Colocam-se portanto as seguintes considerações:

- A Secretaria Regional das Finanças e demais nove Câmaras Municipais estão declaradamente a fechar os olhos a uma situação de incumprimento fiscal grave. Até ao momento ainda não vieram a público negar o referido artigo.

- Por algum motivo o PSD local beneficia com as transferências das sedes do partido para a Fundação. Eu penso que a razão está implícita na resposta de AJJ (ver artigo). Para mais quando a Lei dos Partidos Políticos isentam as sedes partidárias (quando propriedade destes)...

Pela sua gravidade este assunto merecia ser esclarecido. Por menos Ministros vão à Assembleia da República prestar declarações. Ainda hoje o PSD nacional pedia a ida da Ministra de Educação para esclarecer a suspensão de um professor. É um tema que deveria entrar na agenda da comunicação social e partidária. Nada tem sido dito ou feito.
Bem esclarecedor!

Campanha de Lisboa

A candidatura de António Costa já tem o site a funcionar:

http://www.antoniocosta.org/

terça-feira, maio 22, 2007

Versatilidade


"Há quem tenha passado uma vida em cargos politico-partidários e, depois, nas vésperas de umas eleições, apareça subitamente desfiliado e despartidarizado, pronto a protagonizar candidaturas independentes e com o necessário discurso antipartidário qb, a condizer. É o que se chama versatilidade."Vital Moreira no Causa-Nossa

segunda-feira, maio 21, 2007

O que aconteceria?

E se o que está a acontecer em Lisboa, estivesse a acontecer no Funchal?

António Costa candidato, uma boa lista e um bom programa.

Ganhava? Ou levava uma banhada? E porquê?

E se...

O que aconteceria se a PJ e o MP dedicassem a algumas autarquias da Madeira uma infíma parte da atenção que dedicaram à Câmara Municipal de Lisboa?

E já agora: porque será que não o fazem?

Três razões para ser benfiquista

Há 3 razões lógicas para se ser Benfiquista:
A razão natural: a mulher dá à luz, não dá às antas nem a alvalade;
A razão bíblica: há uma passagem na bíblia que diz: "dominarei os leões e os dragões e voarei para o céu sobre as asas de uma águia";
A razão teológica: Jesus Cristo encarnou. Não azulou nem esverdeou!

Isenções fiscais

Disponibilizo o artigo, de Graça Rosendo, do semanário SOL de 19 de Maio referente à isenção fiscal das sedes do PSD-M. O DN-M publicou muito timidamente um artigo no domingo. Da oposição ainda não ouvimos nada. Interessante seria também saber a opinião de L.F. Malheiro…

Finanças deram isenção fiscal à Fundação do PSD-M. Mas ela não tem direito

A Fundação Social Democrata da Madeira, criada em Janeiro de 1992, é senhoria de praticamente todas as sedes do partido de Alberto João Jardim. Ao todo, são 32 prédios espalhados pela ilha, conforme está registado nas Finanças, que, apesar de não serem utilizados para os fins para que a Fundação foi criada – o que lhe daria direitos a isenção fiscal - , não pagam quaisquer impostos.
Na verdade, desde a sua criação, a Fundação tem conseguido sempre obter das Finanças locais respostas favoráveis aos seus pedidos de isenção de IMI para os imóveis que tem vindo a adquirir para o PSD-Madeira.
De acordo com o registo existente naqueles serviços, que o SOL requereu formalmente, a Fundação possui 32 prédios, dos quais 26 são urbanos. Quase duas dezenas deles situam-se no Funchal. O resto está espalhado pela ilha e corresponde, de um modo geral, às moradas que servem de sede ao PSD-M nas outras cidades da região.

Os fins da Fundação

Segundo esse mesmo registo, todos os prédios urbanos da Fundação estão isentos de IMI. Mas há duas excepções. Como o SOL apurou, na Ribeira Brava e em Câmara de Lobos, aos edifícios de que a Fundação é proprietária corresponde um IMI de cerca de 600euros/cada. Isto apesar de, tal como fez para todos os outros, a Fundação ter requerido a isenção fiscal aos serviços de Finanças. De facto, e segundo apurou o SOL, nestes casos a isenção foi negada. Precisamente com o argumento, previsto na lei, de que ‘’as fracções para as quais se solicitem as isenções não se destinam aos fins para que a requerente foi criada’’. Ou seja, porque foram arrendados ao PSD_M e não são utilizados directamente pela Fundação, não integram a condição que a lei prevê para que possam usufruir de isenção fiscal.
Nos casos da Ribeira Brava e Câmara de Lobos os pareceres dos técnicos do fisco foram no sentido de negar a isenção – argumento que acabou por ser acolhido pelo secretário regional com o pelouro das Finanças, que indeferiu os pedidos da Fundação. Nos outros 23 casos de prédios urbanos da Fundação para que foi pedida a mesma isenção e que são, quase todos, usados pelo PSD-M, os serviços locais de Finanças não hesitaram em concede-la.

PSD-M é excepção
Uma consulta aos outros partidos permitiu verificar que, sempre que possível, eles são directamente proprietários dos imóveis onde estão instalados. O que, aliás, também lhes dá direito a isenção fiscal, como determina a Lei dos Partidos Políticos.
(…)
O Tribunal Constitucional, no seu último relatório às contas dos partidos da Madeira, estranhou esta situação, sobretudo o facto de o PSD-M não ter património em seu nome.
Mas Jardim, em declarações ao DN do Funchal, justificou-se, então, assim: ‘’É verdade. Quem tem é a Fundação. Se o PSD tivesse património na Madeira, seria tudo do PSD nacional. Neste caso, o património é da Fundação e o PSD é seu inquilino. Logo, é de uma instituição madeirense. Simples como água’’ rematou.
Para todos os efeitos, a lei que regula as fundações permite-lhes igualmente requerer isenções fiscais semelhantes. No entanto, é exigido que, no caso dos imóveis, estes sejam utilizados pelas proprietárias, perdendo esse direito quando são arrendados a terceiros.

Bolsas e pouco mais
A Fundação Social Democrata da Madeira é uma instituição de utilidade pública e tem como fins estatutários ‘’contribuir para o desenvolvimento do regime democrático e da autonomia da Região Autónoma da Madeira, nas vertentes cientificas, económicas e jurídicas’’.
A sua existência confunde-se, no entanto, com a do PSD-Madeira, sendo o seu responsável máximo Alberto João Jardim. Da actividade da Fundação, pouco vem a público. Nos últimos anos, por exemplo, atribuiu bolsas anuais de ‘’estudos sociais e de mérito’’, sobretudo a estudantes com dificuldades financeiras.

Mnobras tácticas

"Na guerra, o estrategista vitorioso só procura a batalha depois da vitória ter sido assegurada, enquanto que aquele que vai ser derrotado combate primeiro e procura depois a vitória."
A Arte da Guerra, de Sun Tzu

Aproveitar a maré

Existe uma maré nos assuntos humanos,
Que, aproveitando-se o fluxo, conduz à fortuna;
Omitida, toda a viagem das suas vidas
Está destinada a cair em bancos de areia e em misérias.
Júlio César, de William Shakespeare, 1564 - 1616

PARABÉNS BICAMPEÕES




Na vitória é preciso saber parar II

Dois frangotes brigavam num monte de estrume. Um era mais forte, venceu o outro e afastou-se dali. As galinhas reuniram-se todas em volta do frangote e começaram a aplaudir.
Este então quis que no quintal do vizinho se soubesse da sua força e sua glória. Voou até o cimo do celeiro bateu asas e cacarejou bem alto: "Olhem para mim. Sou um fraganote vitorioso. Não há no mundo frango mais forte do que eu."
Ainda nem tinha acabado de falar, quando uma águia o matou com as suas garras e o levou para o ninho.
FÁBULAS, de Leão Tolstoi
1828 - 1910

Na vitória é preciso saber parar

"O momento mais perigoso é da vitória"
Napoleão Bonaparte

sábado, maio 19, 2007

quem souber...



Quem é que alegremente paga a candidatura de Helena Roseta?

Isto sim é marketing político inovador


No "EL PAIS" de 16/5/07
No todo está inventado en campaña electoral. Y la propuesta de Tania Derveaux, candidata por el partido NEE al Senado belga, lo demuestra. Nada menos que 40.000 felaciones para todos los que se inscriban en una lista disponible en la página web del partido. Esta falsa promesa es su manera de protestar contra los incumplimientos electorales de los partidos serios.
Así, casi sin proponérselo, esta joven estudiante de marketing, de 24 años, ha provocado todo un fenómeno en Internet, colocando la página web del NEE como el portal de un partido político más visto durante los últimos tres días (según datos de Alexa.com). Ha logrado que más de medio millón de personas la visiten al día, una cifra que supera la de la web de los demócratas estadounidenses o la de los Laboristas británicos.
"No soy modelo y me sentí bastante insegura al posar desnuda. Pero era necesario un reclamo para lograr visibilidad para nuestro movimiento", ha explicado Tania a ELPAIS.com. "A mis padres no les ha parecido mal. Me comprenden, saben que no tengo ambiciones políticas ni quiero ser modelo. Pero alguien tenía que hacerlo".

En realidad, pese al revuelo montado por el impresionante cuerpo de Tania en cueros, sus intenciones y las del NEE son bastante modestas. Las seis personas que forman el partido sólo quieren dar una opción a todos los insatisfechos con la política belga. Es un modo de mostrar descontento en un país donde es obligatorio votar. Para mostrar su neutralidad, el NEE (No a la mala política) promete que todos los escaños que logre para el Senado quedarán vacíos. Con esta sencilla filosofía, en las anteriores elecciones, las municipales, logró un considerable resultado: el 1,5% de los votos en Amberes.

De 'job' a 'blowjob'
La propuesta de las felaciones surgió de los lectores. Tania inició la campaña parodiando las "ridículas promesas" de muchos partidos belgas, al prometer 400.000 puestos de trabajo, desde un cartel en el que aparecía desnuda. Los navegantes fueron más allá y le enviaron numerosos correos electrónicos pidiéndole que, en lugar de 400.000 trabajos (jobs, en inglés), les ofreciera 400.000 blowjobs, o lo que es lo mismo, 400.000 felaciones.

La candidata accedió a cambiar la falsa promesa electoral y prometió 40.000 felaciones, estimando que, cumplir lo prometido -algo que no ocurrirá-, le llevaría 500 días a 80 sesiones de sexo oral diarias.

La broma de NEE no ahorraba en detalles. La web explica que los gastos de desplazamiento correrían a cuenta del partido, pero habría tres condiciones: el uso de preservativo (que debería poner el votante), un límite de 5 minutos y libertad para que la candidata lleve la iniciativa.
Y es que esta joven de 24 años (con un futuro prometedor en marketing, visto lo visto) no se amedrenta fácil: "No me ha resultado incómodo. Todos los correos que hemos recibido eran inteligentes, positivos. Además, todavía no me ha reconocido nadie por la calle porque nuestra difusión es por internet. No hemos salido apenas en los medios belgas, así que no me he sentido incómoda".

sexta-feira, maio 18, 2007

Gastar latim com os meus amigos

"Rebus in adversis animum submittere noli,
Spem retine; spes una hominem nec morte relinquit."
(Dionísio Catão)
Tradução:
Na adversidade, não percas a coragem,
E guarda a esperança; pois só a esperança não abandona o homem nem sequer no momento da morte.

Recomendação da semana



Morrie foi professor de Sociologia de Mitch e marcou-o profundamente. Vinte anos depois rencontram-se. Morrie tem uma doença fatal e está morrer. Mitch começa a se encontar com Morrie às terças-feiras para ser o único aluno da última turma que Morrie iria ensinar. Ao longo dessas terças-feiras Morrie lecciona um curso sobre a vida, ou sobre aquilo que realmente é importante. Recomendo vivamente este livro. Marcou-me. Fez olhar de novo para aquilo que tenho, para o que faço e os que amo com a consciência de que vou morrer. Leiam, vão ver que vale a pena. Fica aqui uma passagem do livro:

"Ah, se eu fosse novo outra vez." Nuncas ouves ninguém a dizer: "Gostava de ter 75 anos." Sorriu.

Sabes o que isso reflecte? Vidas insatisfeitas.Vidas incompletas. Vidas que não encontraram sentido nenhum. Porque se encontrares sentido na vida, não desejas voltar atrás. Queres ir para frente. Queres ver mais, fazer mais. Estás mortinho para chegar ao 75 anos.

Ouve, tens que saber uma coisa. Todos os jovens têm que saber uma coisa. Se estiveres sempre a batalhar contra o envelhecimento, vais ser sempre infeliz, porque isso vai acontecer de qualquer maneira."

"E, Mitch?"

Baixou a voz

"O facto é que vais mesmo acabar por morrer."

Provérbio do dia

"Quando um grande senhor passa, o camponês sábio
inclina-se profundamnete e peida-se sem ruído."
Provérbio etíope

quinta-feira, maio 17, 2007

Se houvesse vontade

Aplicando o método de hondt para a composição das comissões permanentes na assembleia legislativa regional, todos os partidos da oposição ficarão prejudicados, como eu já tinha referido em post anterior.
No entanto é possivel resolver este embróglio utilizando um método de Hondt matricial em vez do método de Hondt linear, isto é, para cada uma das comissões individualmente.
Passo a explicar.
Em primeiro lugar é elaborada uma lista ordenada, tendo em conta a representatividade parlamentar e utilizando o método de Hondt.
De seguida os deputados são distribuidos por uma matriz que têm como eixos o número de comissões e o número de deputados por comissão.
o primeiro elemento de cada comissão seria o presidente e por aí adiante.
Deste modo, todos os partidos veriam a sua representatividade respeitada.

Trova do vento que passa

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

(...)

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que temquem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
(...)
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificadanos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindonas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de sevidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Manuel Alegre

Transparência e credibilidade

Seria possível a algum candidato na Madeira garantir um mandatário financeiro do calibre de Saldanha Sanches?

O novo parque de contentores

De que foi a ideia de transferir o parque de contentores do porto para a placa central?

quarta-feira, maio 16, 2007

A golpada


64% 70% 90%, é sempre a subir.
Esta é a evolução da representação do PSD na próxima assembleia legislativa da Madeira.
64% foi quanto o PSD teve nas urnas.
70% é a sua representação nos plenários.
E agora, devido a uma prevista alteração no regimento, feita pelo próprio PSD, deverá ficar com uma representação de perto de 90% nas comissões permanentes.

Deste modo, TODOS os partidos da oposição vêem a sua representação nas comissões abocanhadas pelo PSD, com regras a ser criadas à posteriori.

Por mim, recusava-me a participar nesta palhaçada.

Só o Presidente da República é que vê normalidade democrática nesta terra. Deve ser da distância ou da falta de vontade em fazer ondas.

segunda-feira, maio 14, 2007

Porto do Funchal


No Google Earth. Com imagens de grande resolução para a Madeira e Porto Santo.

TED's Talks



Hans Rosling debunks myths about the so-called “developing world” using extraordinary animation software developed by his Gapminder Foundation. The Trendalyzer software (recently acquired by Google) turns complex global trends into lively animations, making decades of data pop.

TED's Talks.

sábado, maio 12, 2007

Pragmatismos...


1. Perante uma dificuldade, anunciar uma medida de grande impacto;
2. Na impossibilidade de enfrentar um tema, mostrar desconhecimento;
3. Ter sempre presente que é mais fácil mentir ''off record'';
4. Nunca anunciar uma medida que não possa ser anunciada mais de duas ou três vezes;
5. Exagerar no anúncio das políticas para obter melhor cobertura mediática;
6. Abandonar uma política que seja mal recebida pela opinião pública;
7. Explicar os temas mais controversos nos jornais ''amigos'';
8. Quando se trata de um tema mais delicado, ir à televisão.

''Manual de Blair'' no Sunday Times.

Assim vai ser difícil

Título do Diário Económico de quinta-feira:
''China atrai 60 empresas portuguesas de elevado valor acrescentado''.

Para além de ser muito significativo o número de empresas recém instaladas na China, é admirável o facto destas empresas incorporarem uma grande componente tecnológica e de inovação. São empresas das áreas das tecnologias de informação, telecomunicações, design, etc. que requerem mão-de-obra qualificada e não barata. São exemplos a da Portugal Telecom, Chipedia, Ydreams, Altitude Software, etc.

A Madeira com o CINM e uma Zona Franca Industrial, a hora e meia do continente, podia constituir-se como uma boa alternativa para o estabelecimento destas empresas. O facto é que não o é.

As culpas são repartidas. E bem identificáveis. A SDM e o Governo Regional. Promovemos e vendemos mal a nossa praça financeira e industrial. Não capitalizamos a nossa oferta dos recursos humanos, competitividade fiscal, meios técnicos, apoio logístico, etc.

Não me surpreende que na actual estrutura politico-admnistrativa da RAM, não exista uma Secretaria Regional da Economia, que reuniu-se o Turismo, os Transportes, uma Agência Regional para captar investimento externo, e outras competências distribuídas actualmente pela Vice-Presidência e pela Secretaria Regional do Plano e Finanças.

Assim, não vamos lá. Se eu discordo das Lei das Finanças Regionais, que penaliza a RAM, não é menos verdade que não tem existido a habilidade institucional e política para dar a volta a esta situação.

Bagunça na UMa


A propósito de uma carta do leitor no DN-M, ‘’UMa - gato por lebre’’:

A UMA foi a única universidade pública portuguesa a não adaptar-se ao Processo de Bolonha já no ano lectivo 2006-2007.
Acontece que para os entraram num determinado curso neste ano lectivo terão que repetir as mesmas cadeiras no ano lectivo seguinte, 2007-2008, já adaptado ao Processo de Bolonha. Por exemplo, num conjunto de 7 cadeiras ao longo deste ano, apenas duas serão reconhecidas, as restantes cinco não servirão para o plano de estudos. Andaram um ano a assistir às aulas, a pagar propinas de 800 euros, etc. e no final de nada serve.

A Associação Académica, que deveria defender os interesses dos estudantes, nunca reagiu. ‘’Quem cala consente’’ ou explica-se por haver algum ‘’peso na consciência’’. No ano passado, por esta altura, chamei a atenção de dirigentes da Associação para esta situação. Desconsideraram. Afirmaram que iriam aprender com as Universidades que entravam em 2006 para adaptarem-se de forma mais suave. Está visto.

Quem assume as responsabilidades?

Programa de Intervenção Turística


Requalificar as infra-estruturas públicas será "prioritário" na atribuição de apoios no âmbito do novo Programa de Intervenção Turística (PIT), que tem um orçamento de 100 milhões de euros para o período de 2007 a 2009, e é apresentado pelo Governo da República na próxima segunda-feira.
A região lisboeta e a Madeira serão preferenciais no âmbito dos apoios financeiros do PIT, nomeadamente na linha que diz respeito ao território, destinos e produtos turísticos.
"Como estas três regiões (Algarve, Madeira e Vale do Tejo) ficaram fora do objectivo I dos fundos estruturais comunitários, o PIT pode servir para co-financiar projectos de natureza pública", afirmou o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade.


Público

Ota: a melhor solução


Não pode deixar de suscitar enorme perplexidade que, na discussão em curso sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa, apenas seja dado relevo aos alegados custos de construção (sendo só cerca de 10 % o encargo do Estado português) e a dificuldades técnicas (que não são sentidas pelos responsáveis…). Nunca ou quase nunca se refere a localização dos utilizadores do aeroporto e a articulação deste com os demais modos de transporte. Trata-se de uma perspectiva fora do tempo e do espaço, que ‘desconhece’ que num projecto desta natureza têm de ser avaliados os custos e os benefícios, sociais, económicos e financeiros. Um aeroporto como aquele de que Portugal necessita deverá servir uma estratégia de desenvolvimento e de ordenamento do território nacional. Ora, a localização do novo aeroporto na Ota enquadra-se no Programa Nacional de Política de Ordenamento do Território, instrumento de desenvolvimento territorial aprovado pelo Conselho de Ministros e, na generalidade, pela Assembleia da República. Este Programa configura uma estratégia que também informou e foi informada pelo principal instrumento de desenvolvimento de que o país dispõe para o médio prazo: o QREN. A base do desenvolvimento de qualquer país ou região é constituída antes de mais pela sua população: o capital humano. E este está em 85% a norte do Tejo — com a localização da Ota próxima do seu centro de gravidade. É também a norte do Tejo que se encontra o maior potencial de desenvolvimento empresarial. O aeroporto na Ota aproveita a proximidade (a ‘intercepção’) dos principais eixos rodoviários e ferroviários: auto-estrada Lisboa-Porto, IC11, IP6, ligações ferroviárias ao Norte, a Oeste, a Leste e a Sul, incluindo a alta velocidade. Com a paragem de todos os comboios de passageiros na aerogare da Ota, há uma frequência máxima de ligações a Lisboa e ao resto da Região Metropolitana Atlântica, o que permite servir uma população superior a 8 milhões de habitantes num raio de duas horas, através do recurso ao comboio de alta velocidade e ao automóvel. A localização na principal zona logística do país, a proximidade de Espanha, o descongestionamento da área envolvente, a disponibilidade de terrenos com baixo valor agrícola e as excelentes acessibilidades terrestres, nacionais e internacionais, são factores decisivos para a atracção de actividades económicas que, actualmente, preferem localizações em espaços europeus mais centrais. O novo aeroporto será, pois, um importante instrumento de valorização da base económica do país, reforçando a sua competitividade. Algum custo mais elevado da sua construção terá que ser confrontado com os ganhos para o país. De resto, ainda não está provado que os valores agregados para todas as infra-estruturas associadas ao aeroporto sejam superiores no caso da Ota. Estando mais de 92 % dos utilizadores do aeroporto de Lisboa a norte do Tejo, como entender que sejam forçados a portagens e a congestionamentos, inevitáveis a determinadas horas do dia. O aeroporto de Lisboa na península de Setúbal, além de excêntrico relativamente à procura, iria acentuar a milenária tendência de localizar na margem sul as infra-estruturas de apoio à margem norte. Os impactes negativos não se reflectiriam apenas na área imediata da infra-estrutura aeroportuária, pois iriam precipitar a desqualificação ambiental, acelerando a especulação fundiária numa vastíssima área, muito sensível e com um elevado potencial agrícola, florestal e turístico. São incontestavelmente menores os impactos negativos na zona da Ota. E o Alentejo? Sobre as perspectivas de desenvolvimento para o Alentejo existem planos recentes e projectos em curso. Decorrem de estratégias que não passam pela construção de um aeroporto internacional na península de Setúbal. No âmbito das infra-estruturas de transportes avultam a valorização do porto de Sines, o aproveitamento das múltiplas valências do aeroporto de Beja e as novas ligações ferroviárias: Sines-Évora-Estremoz/Borba/VilaViçosa-Elvas-Badajoz. O único domínio que poderia obter alguma vantagem de um aeroporto na península de Setúbal seria o turismo da costa alentejana. Mas que turismo? Um turismo de massas desqualificado. O Alentejo terá toda a vantagem em exigir investimentos que mais directamente influenciem o desenvolvimento da região.

por Jorge Gaspar (Un. Lisboa) e Manuel Porto (Univ. Coimbra) no Expresso.

sexta-feira, maio 11, 2007

Nublina no Funchal vista de outra forma


O gráfico acima é um tefigrama e permite retirar muita informação metereológica.
Tal como em quase tudo, é necessário ter conhecimentos para que este diagrama sirva para alguma coisa.
Para os mais crentes basta dizer que o facto das duas linhas (verde e vermelha) estarem próximas uma da outra e o facto de a linha vernelha ter um desvio para a direita logo na base do diagrama, reflecte exactamente a situação de neblina verificada hoje no Funchal.

Sobre as nuvens




Fotos do DN-M

Uma fonte do Instituto de Meteorologia explicou que «se deve a uma massa de ar do Atlântico do quadrante sul, com temperaturas mais altas do que o oceano, e, ao entrar em contacto com as águas, acontece um processo de condensação muito rápido».

«É um fenómeno raro e localizado. A brisa do mar depois propulsiona o nevoeiro para terra», disse a mesma fonte.

No DD.

Porreirismo

O ditadorzeco que ganhou estas eleições vai acabar com o porreirismo que existia na Assembleia Legislativa Regional.
A partir de agora grupos parlamentares têm de ter pelo menos 30 deputados. Menos do que isso não é grupo que se veja.
E "mandou" os partidos da oposição trabalhar em vez de andarem a fazer chicana politica.
Será que esta besta e sus muchachos não percebem que o papel das oposições enquanto oposições é precisamente o de confrontar o Governo com as suas opções de modo a evitar abusos de poder?

Quem soltou este cão que o prenda.

quinta-feira, maio 10, 2007

A comédia

Aínda antes das eleições, houve a apresentação da conta de gerência da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior na Assembleia de Freguesia.
No relatório anexo às tabelas vem a seguinte afirmação "...dificilmente existirá na região ou mesmo no país uma freguesia com tão elevada taxa de execução orçamental".

Vamos à realidade, aos números e a um exemplo em particular.

No orçamento rectificativo apresentado em Junho de 2006, nos gastos com a festa de Santa Maria Maior é apresentado o valor de 3000€.
Já no relatório de conta é apresentado para a mesma rubrica, isto é, Festa de Santa Maria Maior, que o valor previsto para os gastos era de 10000€, em vez dos 3000€ apresentados no orçamento. Já na parte do realizado dizia-se que tinha sido gasto apenas 9 mil e tal euros o que indicava que os gastos teriam ficado abaixo do orçamentado, quando na realidade foram 3 vezes superiores ao que tinha sido orçamentado.

Isto é uma tentativa de fraude que não pode deixar de ser tido em atenção pelo tribunal de contas quando tiver a analisar as ditas contas.

Nada do que foi aprovado, como é obrigatório, relativamente ao orçamento de 2006, foi cumprido. Para que serve então a apresentação de um plano e orçamento?

Para o PPD/PSD não serve para nada. Planificação não é com eles.

quarta-feira, maio 09, 2007

Madeira no SE



Está disponível o artigo do SE na internet.

Clique AQUI

terça-feira, maio 08, 2007

Agradecimentos e felicitações

Tenho andado com pouco animo para escrever. Não posso negar que os resultados eleitorais do passado dia 6 de Maio foram uma imensa desilusão para mim e para todas as pessoas do PS-M que se esforçaram e deram o seu melhor para que pudesse haver uma alternativa de politicas na Madeira.

Mas os que me conhecem sabem que sou um optimista, e que esta derrota não me vai demover de continuar a dar o meu contributo para o que considero ser o melhor para a Madeira e para Portugal.

Os Madeirenses fizeram a sua escolha, e não posso deixar de felicitar o PPD/PSD e todos os seus militantes pelo resultado alcançado nestas eleições.
Felicito também todos os outros partidos que se apresentaram a estas eleições e que seguindo ideologias diferentes lutam pelo que consideram ser o melhor para os madeirenses.

Espero que a nova assembleia legislativa regional e o novo governo sejam capazes de promover o bem estar de todos os madeirenses e estejam à altura de trabalhar por uma melhor democracia na Madeira, apesar do passado mostrar o contrário.

Por fim quero agradecer a todos os madeirenses que acreditaram no projecto de governo do PS-M e o expressaram através do voto.

Acabo com uma frase de Jorge Palma:

Enquanto houver estrada para andar,a gente não vai parar.

sábado, maio 05, 2007

Escravos

Os escravos só são escravos enquanto não têm a noção que unidos a sua força é muito superior à força dos que limitam a sua vida e as suas liberdades.

Mas também é verdade que os escravos, onde deixaram de ser escravos, deixaram-no por força externas á sua condição.

Só alguém com liberdade pode lutar altruisticamente pela liberdade dos outros.

Branqueamento jornalistico

Passaram-se apenas algumas horas e o branqueamento jornalistico ao caso da militante do Partido Socialista que levou um tiro já se faz notar.

O DN-M diz apenas que a o incidente ocorreu na nazaré e que a policia já tinha identificado o autor.
Não diz, mas sabendo dos factos podia dizer, que o tiro veio de uma casa por baixo do mirador da nazaré (onde a militante se encontrava), da zona das vivendas e não da zona do bairro da nazaré.

ADENDA - Peço desculpa ao DN-M. A noticia que entretanto saiu na ultima página é bem mais precisa e completa do que a noticia que eu tinha lido na versão online às 2 da manhã.

Também na RTP se dizia que a senhora tinha sido vitima de uma bala perdida de alguem que supostamente andaria á caça(???).
Não faço ideia donde é que a RTP foi buscar esta informação.

O autor do disparo foi visto por diversas pessoas na dita casa, quando fugia para se esconder, ainda com a espingarda na mão, e o chumbo que atingiu a senhora nas costas foi recolhido pela policia judiciária.
Na altura em que o individuo passava junto á piscina da dita casa, já a SIC estava a recolher imagens, e por isso deve tê-las.

Grande parte dos apoiantes do PS que se encontravam no local aguardando para integrar uma caravana automovél estavam vestidos com uma t-shirt azul utilizada pelo PS nesta campanha eleitoral e muitos tinham bandeiras do PS.

Terá, este acto, sido mais uma consequencia do incitamento á violência do Presidente do Governo Regional?
Receio que sim.

P.S. - Não pensem nestas situações de agressões nem nos trabalhadores da construção civil que morreram em obras que tiveram de ser acabadas á pressa para as inaugurações quando estiverem a votar no próximo dia 6 de maio.

sexta-feira, maio 04, 2007

Sondagens enviesadas

(...) o próprio contexto social, mediático e político da Madeira. Nunca tivemos, na Católica, tantas recusas para responder a uma simples simulação de voto em urna como aqui na Madeira: 1/3 de todos os contactados. E há quem pergunte - garanto-vos - se depois de responderem à sondagem têm de ir votar na mesma no dia 6 ou se "já está", ou mesmo "o que é isso de uma sondagem?". Realmente, o hábito de responder a sondagens não existe, e há, por outro lado, uma opção política que é de tal forma dominante que quem a não partilha parece hesitar em declará-lo. Digo eu, porque uma recusa é uma recusa é uma recusa, sabe-se lá o que quer dizer. Mas não deve ser por acaso que a percentagem de recusas seja maior quanto menos "laranja" é a freguesia...

Pedro Magalhães no Margens de Erro.

Parece-me evidente que os partidos da oposição estão subavaliadas nas diversas sondagens que têm sido realizadas. Existe muito receio da população em assumir um partido diferente do da maioria. Não tenho dúvidas que alguns que respondem PSD para a sondagem, irão, conscientemente, votar noutros partidos. Na Madeira ainda é assim...

A confirmar só no dia 6 de Maio.

terça-feira, maio 01, 2007

Batemos no Fundo

A agressão ocorrida hoje em mais uma inauguração eleitoralista é duma gravidade tremenda. O incitamento á violencia é um habito de Alberto João, e desta vez a consequência foi a agressão a um popular que usava do seu superior direito á livre expressão.

A apoiante de AJJ que cometeu a agressão não pode deixar de ser julgada pela sua agressão, tal como seria julgado qualquer outro cidadão que cometesse um acto semelhante.

Quando no inicio da campanha veio cá um senhor da CNE dizer que a utilização de simbolos partidários nas inaugurações não era ilegal, ouviu-se um generalizado regozijo por parte dos senhores do PSD. Afinal veio a verificar-se que quando os simbolos são de outros partidos e que em vez de aplausos Jardim ouve criticas, a sua reação é violenta.

Pensem em como seria a nossa sociedade se fosse permitido a este senhor ter alguma tutela sobre as policias. Viveriamos uma ditadura tão ou mais opressora que a salazarista.

Não consigo perceber como é que amigos meus, militantes ou simpatizantes do PSD, que sei serem pessoas de valores, fecham os olhos a tudo isto e agaixam-se á passagem deste tirano.

A mudança também está nas suas mãos.