quarta-feira, outubro 17, 2007

Á custa dos espanhois.

Tenho ouvido com alguma frequência que o objectivo do défice de 3% foi atingido á custa dos sacrificios dos portugueses.
Essa é uma verdade que está aos olhos de todos.
De todos os que perderam o emprego, de todos os que passaram a ter urgências e maternidades mais longe, de todos os que perderam poder de compra, etc, etc.
Mas queriam o quê? Que o equilibrio orçamental fosse feito à custa dos sacrificios dos Espanhois?!
A memória é curta mas acho que todos lembram-se que há poucos anos, a Espanha teve que fazer os seus ajustes, que também exigiram muitos sacrificios dos espanhois. O Desemprego em espanha ultrapassou os 15%, mas para nós, isso significava pouco. Nessa altura ouvia-se que nós deviamos fazer o mesmo percurso dos nossos vizinhos.

Neste momento, porque não interessa, ninguém fala disso.

6 comentários:

amsf disse...

Há um ano atrás, muito antes do Saramago defender o iberismo, havia um desejo exacerbado de alguns em serem espanhois pelo que tive que usar esses mesmos argumentos nalguns blogs. O português é tipicamente mediano; só se da conta da sua situação quando é ultrapassado pelos outros povos, mas quando está melhor que os outros não se dá conta dessa realidade. Os espanhois chegaram a ter um desemprego de 19%!

BaBy_BoY_sWiM disse...

Eu nunca defendi ser espanhol! pode ver o história do meu blogue...

Esses 3% servem para quem? Para o cidadão comum? Para as pessoas que morrem a caminho do hospital por não haver urgencias? Por familias destruidas por não haver emprego / dinheiro? Demasiado sacrificios!

lagartixo disse...

O que eu queria Tino, é que o défice fôsse pago por quem o fez. Eu não fui de certeza, tu também duvido. Se começares á procura vais vêr que ainda descobres a coisa ter sido feita por quem governou. Porque somos nós a pagar é o que me faz mais confusão.

Tino disse...

Lagartixo,
Não considero que a população deva ser desresponsabilizada pelas escolhas que fez, votando ou abstendo-se.
A democracia representativa é isto mesmo. Se escolher-mos mal a "administração" o valor das nossas acções cairá.

lagartixo disse...

Caro Tino 09.57

A questão é: Tens 30 anos de indivíduos a se auto-proporem como os melhores e a prometer, para além do céu na terra, bacalhau a pataco. Tens um país virado do avesso, há anos a viver das sobras da Europa, uma economia de rastos, 1/2 milhão de desempregados (números oficias, mas como os números no bordel são o que são eu se fosse a ti desconfiava) e 2 milhões de pobres. Tens uma catrefa de "políticos", "gestores", "legisladores", e o raio que os parta, produzindo leis, medidas, regulamentos, directivas, planos, ás toneladas cúbicas, numa confusão tal (estou farto de ouvir juízes e advogados a dizer mais ou menos isto) que ninguém se entende e nada funciona como deve, a não ser sacar, acrescento eu. Ora bem. Estes gajos foram eleitos, com o meu, o teu voto, etc., o que tanto faz já que na verdade, tanto quanto sei, bastava o voto dos próprios para se elegerem. Falham estrondosamente durante 30 anos. São ainda recompensados com ordenados, tachos por inerência, reformas douradas, postos de "serviço" na Europa e outros sítios finos e internacionais, e a factura cai, não em cima deles, na verdade os responsáveis, mas em cima do desgraçado, que votando ou não, decididamente não teve nada a vêr com a incompetência ou simples má fé deles, nem voto na marosca. Diz-me uma coisa Tino. Tu és masoquista ?

amsf disse...

LOL! Não sei se devamos rir se chorar!