Gabriele Pauli quer união de sete anos, renovável apenas por mútuo acordo
A Presidente da Câmara de Fuerth, Gabriele Pauli, causou sensação e polémica na Alemanha quando em Fevereiro aceitou ser fotografada para a revista de moda, Park Avenue, em poses eróticas e com luvas e roupas de látex. Meses depois Pauli volta a causar polémica ao apresentar esta semana a proposta de limitar o casamento a um contrato de sete anos com a opção de ser renovado, se ambos os parceiros concordarem em continuar casados. Caso contrário o contrato extingue-se automaticamente.
A proposta caiu como uma bomba dentro das hostes políticas da CSU, um partido conservador e grande defensor da tradição familiar assente na doutrina da Igreja Católica, que faz parte das forças de coligação da chanceler alemã Angela Merkel. A CSU acusou Gabriele Pauli de ir contra aos princípios básicos do partido e aconselharam-na a consultar de imediato um psiquiatra.
"Acho que, após sete anos, os casais deviam poder decidir se querem ou não prolongar o casamento, e por quanto tempo, isto é, se quiserem, também podem ficar juntos toda a vida", disse Pauli. "Existem muitos casais que só permanecem juntos por medo da separação, por dependência financeira ou apenas por terem vantagens fiscais", alega. "Para mim, a família é um tipo de construção diferente do que a CSU defende, julgo que não é o Estado que tem o direito de determinar como é que as pessoas vivem juntas."
A proposta faz parte do programa com o qual se pretende candidatar à chefia do partido na próxima semana. A liderança está em aberto desde que Edmund Stoiber abandonou a presidência após mais de uma década à frente do Estado bávaro. Em Janeiro, Stoiber concordou em deixar o cargo após uma rebelião liderada pela própria Gabriele Pauli, que o acusou de mandar o seu chefe de gabinete investigar a sua vida privada para saber se bebia ou tinha amantes. Stoiber começou por negar a autoria da iniciativa, mas mais tarde o chefe de gabinete confessou a espionagem à vida privada da autarca.
Segundo sondagens do jornal Die Welt, 23% dos alemães aprovam a proposta e acham ainda que uma separação sem burocracia é melhor para o casal e para os próprios filhos; 9% questiona o porquê dos sete anos; 20% acha que o casamento é uma união para toda a vida; e 36% não acredita que a proposta seja séria.
Curiosamente, tudo indica que a liderança da CSU pode ser assumida pelo ministro bávaro Horst Seehofer de 58 anos, casado e com 3 filhos. Este político provocou polémica recentemente quando veio a público um romance com uma mulher muito mais jovem da qual tem um filho.
in DN
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