Quando há mais de um ano Fidel Castro apelidou a utilização de combustiveis feitos a partir de cereais de "Cultura da Fome" houve um coro de iluminados a insinuar que este estava senil.
Hoje sabemos que Fidel Castro tinha toda a razão.
Devido ao aumento de procura de cereais subsidiados para a produção de combustiveis os preços destes têm disparado, tornando-se incomportável enviar ajuda alimentar para muitos paises com graves carências. Neste momento já se verifica que a ajuda alimentar chega a muito menos gente.
Para fazer face a este problema a UE está a seguir o caminho mais fácil e que a médio praza trará maiores problemas.
Está prevista a redução das áreas de pousio de modo a ser possivel aumentar a produção de cereais e assim fazer baixar os preços.
No entanto, mantêm-se as taxas alfandegárias à entrada de produtos agricolas dos países de terceiro mundo, nomeadamente em Africa.
Com o fim dos subsidios para a produção de biocombustiveis e a eliminação das taxas aduaneiras para os países de terceiro mundo seria possível estimular a economia desses países ao mesmo tempo que se estimulava a produção de biocombustiveis e ainta tinhamos como bonus a preservação dos nossos solos.
A opção escolhida leva ao aumento da precaridade de vida nos países de terceiro mundo e ao consequente aumento da emigração, que tantos problemas têm trazido à Europa.
Espero que o Brasil, com a sua crescente influência consiga ser o pivot desta mudança de mentalidades, para bem de todos nós.
1 comentário:
"ao mesmo tempo que se estimulava a produção de biocombustiveis e ainta tinhamos como bonus a preservação dos nossos solos."
Isto se estas monoculturas não forem feitas à custa de florestas e da sua biodiversidade.
Os biocombustíveis não são solução. Não substituem o petróleo nem contribuem assim tão claramente para o não aquecimento global. Apresentar as razões implicaria um post e não um comentário!
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