"João Carlos Gouveia, actual líder socialista da Madeira, parece rendido às vantagens da zona franca. Ao contrário do seu antecessor, Jacinto Serrão, Gouveia defende a existência da zona franca. Embora admitindo que a sua manutenção “beneficie quem a administra”, isto é, “uma sociedade privada ou uma coutada de uns poucos”, Gouveia não deixa de defender a existência do «off-shore» madeirense: “Não pode ser uma espécie de paraíso para resolver todos os problemas, mas enquanto houver praças financeiras no plano europeu temos que aceitar o que existe na Madeira”, disse ao Expresso o actual líder dos socialistas madeirenses."
1) Seria mais fácil e populista para João Carlos Gouveia fazer eco das tontices que alguns dizem sobre a existência do Centro Internacional de Negócios (vulgo Zona Franca). Mas não fez. As suas declarações ao "Expresso" demonstram que JCG percebe a importância do CINM enquanto instrumento de competetividade fiscal entre regiões, de atracção de negócios, empresas e receitas que de outra forma não beneficiariam a economia regional.
2) Não é correcto afirmar que Jacinto Serrão era contra a existência da Zona Franca. Antes pelo contrário, por diversas vezes, demonstrou compreender o papel da ZFM na economia regional. E, está expresso nos dois Programas Eleitorais que o PS-M apresentou durante a sua presidência, a manutenção da ZFM.
A referência errada a Jacinto Serrão denota o tal jornalismo preguiçoso que prejudica as pessoas. Neste caso prejudica a imagem de Serrão. Se o jornalista lhe telefonasse estou certo que JS diria-lhe que nunca esteve contra a ZFM. Mais se certificar que as posições que se atribui a certos políticos dá muita maçada, e alguns jornalistas não estão para aí virados.
Obviamente que as pessoas que leram o Expresso tomam como certo que o jornalista certificou-se que JS está contra a ZFM e, por mais que JS queira agora repor a verdade, já ninguém quer saber. Estas são as consequências deste tipo de jornalismo.
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