A tarefa de Gordon Brown era gingatesca. Por um lado, ele tinha que provar que era novo e diferente na continuidade e, por outro, ele teria de provar ao Partido que está a altura do desafio.
As últimas sondagens mostram que Brown consegiu convencer os ingleses de que vai mudar o que precisa ser mudado e manter o que deve ser mantido. Nesta altura, Brown está em alta.
Por isso estava muito curioso para ver o seu discurso, em directo pela "Ski News", na reunião anual do Labour. Era a sua prova de fogo.
Brown foi absolutamente brilhante. Gordon recuou dez anos e foi buscar "British Proud" de Blair e a "paixão pela educação" de Guterres, foi um discurso directo ao que é mais valioso para os ingleses: a família, os valores, o orgulho de ser britânico e a confiança no mérito e no trabalho duro.
Se nãao hover nenhuma alteração de fundo, o Labour arrisca-se a ganhar as próximas legislativas.
Esta experiência devia ensinar qualquer coisa aos políticos madeirenses.
5 comentários:
O Gordon está a sair-se "bem" pelo facto de o Blair ter vindo a perder o seu carisma. A substituição não se fez no hapogeu do Blair mas já no seu periodo de decadência!
O Blair não perdeu carisma.Perdeu alguma popularidade devido ao seu apoio à invasão do Iraque. Que, diga-se, foi a decisão acertada do ponto de vista da política geoestratégica británica.
E o facto de Brown ter de substituir um líder em queda de popularidade, tendo sido o seu n.º 2 desde o 1.º dia, só torna mais difícil a substituição.
Mas o facto de ele ter escolhido como a sua primeira acção (como PM) uma visita aos EUA para reafirmar a total disponibilidade da GB em apoiar o seu aliado EUA na guerra do Iraque, mostra a força de carácter deste homem.
Um primeiro ministro que vá perante Bush prestar vassalagem mesmo que por razões geostratégicas, chame-se Durão Barroso, Paulo Portas, Brown ou Sócrates, perde a minha consideração!!!
Os EUA estão a viver à custa do mundo! Não há tempo nem espaço para explicar no entanto os sinais estão ai. Tudo indica que o mundo vai entrar numa crise tipo 1929 que os EUA poderão tentar evitar com uma guerra que esconda a situação económica da américa e simultâneamente ilimine políticamente os seus credores!
A posição do UK no mundo é reforçada pela sua realção especial com os EUA. Tanto a nível militar,como diplomático, económico e estratégico. E todos os ingleses sabem disso. Fez escola a afirmação de Tatcher nos idos anos 80 de que "Todos os nossos problemas vieram do lado do canal (leia-se da Euroupa) e todas as soluções vieram sempre do lado do Atlântico (leia-se dos EUA). Portanto, não nos perguntem para que lado nos devemos virar, nem nos perguntem em quem confiamos ou quem são os nossos amigos."
E sabe que mais amsf? A história mostra que a Sra. Tatcher tem razão.
Nas relações internacionais há quem advogue o realismo puro e duro. Eu porque sou um "idealista" defendo que a ética que norteia as relações interpessoais também deve reger as relações entre nações. Sendo consequente digo que em relações internacionais vivemos sob ditadura dos EUA e não vale a pena falar na ONU pois esta é um símbolo dessa mesma ditadura. Não se pense que é por não funcionar, é mesmo por reger-se por regras não democráticas (Conselho de Segurança). Pergunto eu...se as nações se podem reger pelos seus interesses porque não hao-de os seres humanos ter o mesmo comportamento?
O que a história demonstra não é a razão da Thatcher mas é que os poderosos vencem. No dia em que EUA se virem relegados para um plano segundário o Reino Unido e a sr. Thatcher rápidamente mudarão de opinião. Aliás o Reino Unido é um cavalo de tróia dos EUA no seio da União Europeia. Faz parte da UE mas sem nunca aderir em pleno, salvaguardando sempre os seus interesses "pessoais"!
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