quarta-feira, setembro 12, 2007

Assembleia Municipal extraordinária IV

Datas sobre cedência de quotas de filho de Rui Marote em cinco empresas não coincidem
Escrituras contradizem relatório


O JM teve acesso a alguns documentos que demonstram que Roberto Marote, filho do vereador e ex-vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal Rui Marote, não tem qualquer participação no capital das cinco empresas identificadas no relatório da Inspecção Administrativa e Financeira do Governo Regional à Câmara Municipal do Funchal desde o dia 27 de Fevereiro de 2003.
Diz o referido relatório, que incidiu sobre a gerência de 2003 e 2004, que “foram solicitadas às conservatórias do Registo Comercial, cópias dos registos em vigor (matrículas e averbamentos)” das empresas “MSLV-Consultoria Informática Lda”, “GRR-Comércio internacional”, “Woodpaint-Materiais de construção civil, Lda”, “Woodpaint-Iluminações Lda” e “Roberto & Nuno, Lda”, tendo os auditores com base na informação recolhida, chegado à conclusão de que “o capital social é detido em mais de 10 por cento pelo descendente do vice-presidente da Câmara”. Nesta situação, as firmas em causa ficavam impedidas de participar em concursos de fornecimento de bens ou serviços, no exercício de actividades de comércio ou indústria, em contratos com o Estado e demais pessoas colectivas públicas.
Relata o mesmo documento que Roberto Marote renunciou à gerência ou cedeu quotas em algumas empresas a 20 de Junho e a 12 de Setembro de 2003. Uma situação que, no entanto, é negada tendo em conta as certidões a que tivemos acesso.
No caso da “Woodpaint-Materiais construção Civil, Lda” e “Woodpaint-iluminações, Lda”, a 27 de Fevereiro, Roberto Marote cedeu as suas quotas de valor nominal de 1.500 euros e 2 mil euros, respectivamente, em favor de outro sócio. Na mesma data, por 1.667 euros, fez o mesmo no que respeita à empresa “GRR”, assim como com a “MSLV”, por 1.250 euros, sendo que, nesta última, nunca esteve na gerência, ao que nos explicaram fontes ligadas ao processo.
De salientar que o relatório em causa aponta que Rui Marote autorizou despesas relativos à aquisição de bens às empresas atrás referidas, sendo que nas gerências de 2003 e 2004, o vereador autorizou despesas no montante global de 293.542,36 euros e pagamentos no montante global de 197.997,53 euros.
in Jornal da Madeira

Ontem, na assembleia extraordinária o Sr. Rui Cortez apresentou umas ceritdões que indicavam que o Sr. Roberto Marote tinha cedido as suas quotas nas empresas GRR e MSLV no dia 27 de Fevereiro de 2003. Há aqui qualquer coisa que não bate certo.

6 comentários:

Anónimo disse...

Cartórios? Perguentem aos funcionários da câmara quem tratava dos negócios dessas empresas. Toda a gente sabe que era o filho do veredaor Rui Marote. Deixem-se de atirra areia aos olhos dos funchalenses. Agora também a câmara PSD duvida dos inspectores do governo regional PSD e até elogia (imagine-se) o Tribunal de Contas. Mas que vergonha !

Anónimo disse...

Simples.
Não fazer e barulho e participar à PGR.

amsf disse...

Só falta descobrir agora que as conservatórias não são dignas de confiança e que emitem versões de documentos oficiais a pedido. Na mesa da Assembleia Municipal vi uma senhora que pertence a esse mundo dos Cartórios e Conservatórias!

Anónimo disse...

Participar o assunto à PGR e exigir resultados à PGR. Basta!

Rui Caetano disse...

Ora, quem vai confiar nas conservatórias nos dias de hoje. Tenho ouvido cada história encenada por algumas conservatórias que precisamos todos de estar de olho. Por isso, não me admira nada que tenha havido um arranjinho qualquer ao senhor Marote filho.

simplesmente disse...

Viram o que diz LFM no seu blog a propósito dessa noticia? " vou ali e já venho" e explica ele que é para não enloquecer, eu diria que ele sabe a verdade mas que neste momento não "pode" falar porque a disciplina do partido assim o impoem. Coisas de politicos mas quem paga são sempre os mesmos "idiotas"!