Até ao momento, apenas o jornalista Agostinho Silva teve acesso ao relatório da inspecção à CMF. Os partidos de Oposição já requereram o documento. Passado uma semana desde a publicação, não houve resposta. Embora sejam questões acessórias, face às graves ilegalidades que constam no relatório, faz sentido colocar as seguintes questões:
1. Quem entregou o relatório ao jornalista? A Câmara ou a Direcção Regional das Autarquias Locais (tutelada pelo Cunha e Silva e responsável pela sindicância)?
2. Este caso está a ter efeitos colaterais no corpo editorial do DN-M. Consta que os jornalistas afectos a cada um dos Vices andam muito activos. Ler o comentário de um anónimo a um post.
3. Cunha e Silva acusou o jornalista do Tribuna da Madeira, António Jorge Pinto, de colaborador de Albuquerque. Uma acusação grave. Coloca em causa a neutralidade e imparcialidade exigidas a um jornalista. Não se exige, no mínimo, um desmentido público? Relembro que António Jorge Pinto é um dos principais responsáveis por este semanário...
4. Neste jogo de disputa interna no PSD, Cunha e Silva tem dado cartas (com a colaboração da comunicação social). Mas, não terá as costas quentes? Eu coloco de outra forma. Não terá o aval de um elemento superior nesta disputa pelo poder? É porque as fitas e os teatros, que saem em defesa de alguns, são as especialidades de determinados políticos...
5. Os restantes vereadores do PSD vão continuar em silêncio? Em circunstâncias normais, não deveriam ter dito algo em sua defesa? Vão deixar este peso apenas para Miguel Albuquerque?
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