Esta foi a primeira oportunidade do novo presidente do PS-M falar para uma grande massa de militantes.
Como o próprio afirmou: estava um pouco nervoso. Apesar disso não se notar no discurso.
A linha de pensamento de JCG e dos seus mais fortes apoiantes é diferente da anterior direcção. Com tudo o que isso tem de bom e de menos bom.
Algumas notas sobre o discurso
1 - Algum afastamento em relação à direcção nacional. JCG tornou claro que não vai perder votos na Madeira para que o Eng. Socrates saia bem na fotografia a nivel nacional. Apesar das posições divergentes entre o PS-M e o PS Nacional serem uma minoria, não podemos deixar de defender o que consideramos ser melhor para os madeirenses e para a nossa actuação politica.
2 - Mais (ou melhor) Ministério Publico e Policia Judiciária para a Madeira. Não é possível falar em plena democracia na Madeira, quando a impunidade reina nos circulos próximos do poder. Um governante fala em negociatas envolvendo autarcas e quem de direito fica à espera de uma queixa ou de uma sindicandia administrativa?! Parece-vos normal? Porque razão a PJ não iniciou imediatamente investigações para apurar se existiram de facto essas ilegalidades?
3 - Desmascarar o "inimigo externo de AJJ". Frases como "... foi Sócrates que deu o monopólio nos portos e no transporte maritimo para o Porto Santo?! tornam claro algumas opções do GR que apenas visam uma perpectuação no poder e não um real beneficio das populações.
Para finalizar. Sou da opinião que o discurso do PS-M deve ser "limado".
Um discurso demasiado crispado e sem apresentação de alternativas afugenta as elites. Desmascarar o adversário, sim, mas sem nunca perder o objectivo de que a população quer e precisa que haja alternativa de poder na Madeira.
3 comentários:
Que elites?
O PS quer/precisa para ganhar as eleições das ditas elites ou do povinho?
bispo,
Quando falo em elites, refiro-me aquelas pessoas que o povo confia o destino dos diversos sectores da nossa sociedade.
São empresários, desportistas, jornalistas, médicos, advogados, dirigentes associativos, etc.
Apesar de na maior parte das vezes esse estatuto coincidir com a formação académica, existem muitas pessoas que atingem esse estatuto através da iniciativa, do empreendedorismo e muito trabalho.
Por outro lado, estranho que trate o povo por "povinho". É sem duvida um menosprezo daqueles que no fundo decidem quem governará os diversos sectores da sociedade.
É verdade que um político deve denunciar a situação e apresentar alternativas...se as ouver!
Já os bom propagadores da palavra de deus sabiam que não bastava descrever uma imagem bem realista do inferno de forma a prostar o suposto pecador mas era essencial transmitir esperança, apresentar um meio de redenção...sacríficios, donativos à Igreja, etc.
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