segunda-feira, julho 16, 2007

Rescaldo das eleições intercalares em Lisboa

Costa admitiu, mas na minha opinião o novo executivo não necessita de fazer quaisquer coligações pós-eleitorais com nenhuma das candidaturas. Não deve ceder cargos do executivo aos vereadores da oposição. Costa tem condições para realizar as principais reformas, lançar projectos nestes dois anos de mandato e de aprovar os dois orçamentos. Para tal necessita do apoio (ou abstenção) de três vereadores para merecer aprovação. Explica-se facilmente. Qualquer tipo de acordo nesta altura, a dois anos de novas eleições, estaria já a comprometer com uma provável coligação pré-eleitoral em 2009. E isso não é desejável. E ao que parece em 2009 os executivos municipais já serão monocolores. A minha posição era de não ceder.

Marques Mendes perdeu. A sua estratégia inicial até era bem pensada. Tirou a confiança a Carmona, lavava as mãos, e apresentou um candidato que está acima de quaisquer suspeitas. Negrão encaixa-se neste pré-requesito. Mas faltava-lhe a notoriedade. Faltou um candidato forte ao PSD. Depois, e ao longo da campanha foi evidente a falta de conteúdo deste PSD. O PSD provou não estar preparado para marcar a agenda da campanha, com propostas válidas e elevação política. Eram ataques mesquinhos à equipa de António Costa (lembram-se da suspeição lançada a Manuel Salgado sobre os terrenos da Portela?).
Até ao Congresso do PSD espera-se uma luta titânica pelo poder. Se existe uma altura favorável a aparecerem candidaturas opositoras a Marques Mendes é agora. Aproveitavam alguma fragilidade do Governo de Sócrates.

Quanto a Paulo Portas penso que só agora caiu na real. Afinal não é o D. Sabestião que os militantes do PP pensavam que era e que o próprio também se imaginava. É o maior derrotado destas eleições. Apostou forte, perdeu em toda a linha. Outros maus resultados se advinham. O eleitorado cansou-se de Paulo Portas. E sabe do jogo sujo que fez para lá chegar…

Quanto aos independentes. Eu tenho uma forte admiração por Helena Roseta. Critiquei-a na altura pela falta de gratidão com os que a apoiaram e depositavam confiança para futuros combates. Mas não a convidava para o executivo.

Quanto a Carmona…simplesmente não tenho explicação. É mais um caso para juntar ao de Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro e Isaltino Morais. Mas, pior é que este pouca obra fez.

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