No Diário de hoje, Albuquerque afirma que o relatório sobre a inspecção à CMF não está pronto porque a edilidade está a fazer o contraditório. Não é verdade.
A inspecção apresentou um relatório preliminar para que a CMF fizesse o contraditório.
Albuquerque andou a preparar o contraditório durante semanas, e recusou-se dar conhecimento do mesmo aos vereadores.
Os vereadores do PS pediram verbamente o relatório preliminar e Albuquerque recusou. Requereram por escrito e ele recusou. Intentaram uma acção de intimação para a informação no Tribunal Administrativo contra Albuquerque e este continuou a recusar.
Entretanto, o relatório foi concluído.
O relatório definitivo ficou pronto e foi entregue ao Presidente do Governo Regional para despacho.
Nesta fase, desesperado, Albuquerque tenta uma manobra dilatória: pede que a inspecção seja anulada por uma pretensa falta de competência dos inspectores para levarem a cabo a inspecção à CMF.
A sua argumentação anda à volta de uma pretensa inconstitucionalidade do decreto regulamentar que estabelece a carreira de inspector administrativo na Madeira.
O Presidente do Governo pediu à Vice-presidência (que tutela os inspectores) que se pronuciasse sobre essa alegada inconstitucionalidade.
A Vice-presidência vem dizer que isso é uma asneira, mas mesmo que o diploma seja inconstitucional a única consequência será a alteração da forma como os inspectores progridem na carreira e não a sua competência para fazer inspecções.
O Presidente do Governo, conhecendo as duas posições sobre o assunto devia dar despacho. Não o faz. Ele entra no jogo de Albuquerque e permite que este faça o contraditório ao contraditório da Vice-presidência sobre uma matéria manifestamente improcedente. Está, também ele, a protelar a decisão.
Portanto, o relatório está pronto e já foi feito o contraditório. O que está a acontecer neste momento são manobras dilatórias de Albuquerque, com a complacência de Jardim, para que o mesmo não seja conhecido.
Mas se existem manobras dilatórias para evitar que o relatório se torne público, é porque se está a ganhar tempo para alguma coisa. O quê?
Naturalmente que depois de dois anos de espera e tantas manobras de bastidores, é legítimo esperar que o relatório que eventualmente se tornará público seja muito diferente do original. Serão retiradas as situações que possam compremeter o futuro político de Albuquerque.
Mas se isso acontecer, os madeirenses ficarão a saber o que contam da parte do Dr. Cunha e Silva, o governante que tem a tutela sobre as autarquias da Região. Ficarão esclarecidos sobre a sua política de transparência. Ficarão esclarecidos sobre o que é mais importante para ele, a honestidade e a legalidade na gestão pública ou a protecção de companheiros de partido. E sobretudo ficarão esclarecidos sobre a sua aptidão moral e política para gerir a nossa Região.
3 comentários:
Não quero ser mauzinho mas a "Carta do Leitor" Ricardo Alves Delgado merece uma resposta. A serem verdadeiras aquelas informações a oposição fica muito mal perante os seus eleitores. A ser mentira o sr. Ricardo Delgado não poderá judicialmente ficar impune!
Espero que tenham consciência de quem cala consente.
Caro amsf,
concordo que a "carta" do meu colega Ricardo Delgado merece resposta. E é por isso que enviei uma "carta" para o DN sobre o mesmo tema. Veremos se o DN publica...
Quanto a ficar "judicialmente impune", não acho que a discussão deva sair do plano puramente político.
Cumprimentos,
Paulo Barata
Resposta insuficiente...não respondeu à acusação fundamental...
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