
Paulo Portas (PP) enquanto Ministro da Defesa Nacional (e posteriormente com a tutela para os Assuntos do Mar) teve a iniciativa de levar avante vários projectos que até então com os Governos Guterres pareciam não querer avançar. Finalizou a revisão da Lei de Programação Militar (onde se insere a renovação do equipamento militar, p. ex: compra de fragatas, helis e os polémicos submarinos), alargou a atribuição das pensões aos ex-combatentes, permitiu a construção de navios patrulha para águas costeiras (a RAM é contemplada com um navio), aquisição de material de combate aos hidrocarbonetos, radar (eu concordo!), acabou com recrutamento militar obrigatório ou ainda avançou com a candidatura para o alargamento da Plataforma Continental Marítima das actuais 200 milhas para as 350.
Mas, PP equivocou-se. Equivocou-se quando a opção Santana Lopes para Primeiro-Ministro vingou e PP aderiu. O próprio já o admitiu. Após a derrota nas Legislativas em 2005 falou na forte possibilidade de abandonar a Assembleia da República e ir para os Estados Unidos leccionar numa universidade. Nunca se concretizou. Razão? Preferiu andar a minar a direcção de Ribeiro e Castro ao longo destes últimos dois anos mas sempre na penumbra. Pensava sair-se incólume. Mas voltou a equivocar-se.
PP admitiu que o resultado das eleições de Lisboa deveriam servir de resposta sobre o desejo do eleitorado de o ver novamente na liderança do CDS/PP. Era um teste à sua liderança. O eleitorado manifestou-se e de forma clara. O CDS/PP obteve o pior resultado de sempre na capital. Os portugueses não desejam o regresso de PP à cena política. Não tirou as devidas ilações. PP continua a equivocar-se. Preferiu fazer-se de vítima e fugiu cobardemente à questão principal.
Qual ou quais os casos em Portugal que não sofrem de quebra de sigilo de justiça? Não pretendo desculpar esta situação, mas, por favor, não venham com teorias de conspiração e de perseguição sobre PP.
Para além desta questão formal, não esqueçamos a parte substancial do tema. É que caem fortes suspeitas sobre Paulo Portas no concurso dos submarinos. Vamos ser rigorosos.
Ao que parece ainda vamos ver PP nos EUA mais cedo do que imaginávamos…
4 comentários:
Ao Cláudio,
Quais "fortes suspeitas"?, onde esta isso escrito?, qual foi o magistrado que deu a conhecer tal situação?
Quando apontamos situações destas temos de ter o cuidado de as provar e comprovar com fontes reais. Senão estamos a promover um boato.
Porque se queremos promover boatos então o que aconteceu ao Ferro Rodrigues e ao Paulo Pedroso podemos considerar também verdade! ou não?!...
Isto para não falar do actual Primeiro Ministro e o caso dos sobreiros, no tempo em que ele era Ministro do ambiente.
Tenhamos um pouco mais de respeito pelas pessoas.
Cumprimentos
Roberto Rodrigues
Cortar (d)a Direita
As tais ''fortes suspeitas'' que tanto atormentam o Roberto não partem de mim. Foi o Expresso, que no dia 13, teve acesso e publicou o despacho que ordenou a instauração do inquérito pelo Ministério Público.
Esclarecido?
Quanto ao caso dos sobreiros, penso que referia-se ao caso Freeport (não confunda com o Portucale, que ao que parece este vai dar muito que falar para os lados do PP) já foi concluído pelo MP. Houve inclusivamente a condenação de um inspector da PJ e provou o envolvimento de assessores de Santana Lopes.
O Roberto que não se equivoque.
"falou na forte possibilidade de abandonar a Assembleia da República e ir para os Estados Unidos leccionar numa universidade. Nunca se concretizou. Razão?"
Apesar do Rumsfeld já não estar no Pentâgono penso que o Paulo Portas ainda consegue um lugar de formador em Operações clandestinas. A medalha que recebeu, enquanto ministro da defesa português, por serviços à causa americana aquando da entrada no atoleiro iraquiano ainda lhe deve abrir algumas portas.
Ao Cláudio,
Já que gosta tanto de "novelas policiais" e de boatos, deixo-lhe mais um, na altura publicado pelo Jornal de Notícias a 21 de Junho deste ano e que dizia o seguinte:
"Caso Portucale: Inquérito da PJ envolve membros do Governo PS
A investigação do caso "Portucale" não se deteve só em decisões do Executivo de Santana Lopes e Paulo Portas e no eventual financiamento do CDS-PP, mas entrou, também, na órbita do actual Governo.
Três dos seus membros e um alto dirigente do PS aparecem referenciados em conversas telefónicas escutadas pela Direcção Central de Investigação da Corrupção e da Criminalidade Económica e Financeira, da Polícia Judiciária (PJ)...
...Segundo o relatório do inquérito, já entregue ao Departamento Central de Investigação e Acção Penal, o envolvimento de membros do PS no processo prende-se com o objectivo do Grupo Espírito Santo (GES) de dar seguimento, após as eleições legislativas de 20 de Fevereiro de 2005, ao empreendimento turístico Portucale, em Benavente, e a outros projectos já viabilizados pelo Governo de Santana Lopes...
...Numa escuta telefónica de Abril de 2005, a PJ ouve o arguido e administrador do GES José Manuel de Sousa, à saída de uma reunião com um alto membro do actual Governo, comunicar a outro "peso pesado" do grupo que está tudo sob controlo, apesar da aparente incomodidade que vinha revelando um governante de uma outra pasta..."
Espero que agora perceba que o enganado não sou eu!...
E que os boatos podem e atacam a qualquer um!...
Por outro lado se tem tantas certezas e faz fé cega do que o Expresso escreve então mostre o despacho que ordenou a instauração do inquérito pelo Ministério Público em que são envolvidas pessoas do CDS.
Cumprimentos
Roberto Rodrigues
Cortar (d)a Direita
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