segunda-feira, julho 23, 2007

A Guerra Santa do PSD

"Uma vez mais, o novo bispo do Funchal, D. António Carrilho, voltou a não falar, na sua homilia, sobre assuntos alheios ao evangelho e às leituras da celebração litúrgica, desta feita por ocasião da missa do Sacramento do Crisma que ontem teve lugar na igreja matriz da Ribeira Brava."

No Diário de hoje, negritos meus.

Uma das razões porque o regime jardinista prosperou durante todos estes anos foi o apoio que teve da Igreja Católica. A relação politicamente promíscua ente a Igreja e o PSD era pública e confessada.
Também neste capítulo o PSD tem um discurso maníqueista: de um lado está o PSD- "os crente s" e do outro os "hereges".
Ora, o recente "caso" da não aplicação da lei da IVG não é uma palhaçada sem sentido do PSD. Eles sabem que vão ter de aplicar a lei e isso não lhes causa impressão nenhuma. O seu objectivo é outro e bem mais importante.
O PSD quer obrigar o novo Bispo a tomar posição sobre o assunto. E quer que todos os partidos da oposição também tomem posição sobre o assunto. Para quê? Para tornar claro para o novo Bispo que existe "nós" os crentes - PSD - e eles os "hereges" que estão contra a Igreja.
Daí a importância (para o regime) dos jornalistas andarem atrás do Sr. Bispo a ver se apanham qualquer sinal de apoio à posição do PSD.
Claro está que o Bispo não vai dizer que concorda com a IVG. Mas também até agora não se mostrou solidário com a "guerra santa" do PSD. Veremos até onde vai este jogo.

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