A Madeira tem apenas 245.000 habitantes, tem uma Assembleia Legislativa, um Governo Regional, Institutos, Sociedades de Desenvolvimento, e mais um punhado de organizações administrativas. A somar a este excesso de administração ainda existem 11 municípios. Desses, 64% (7 em 11) têm menos de 20.000 habitantes. São eles, Porto Santo, S. Vicente, Porto Moniz, Santana, Calheta, Ponta do Sol e Ribeira Brava. Toda esta “administração” representa, obviamente, enormes custos para o erário público. Mas será que é mesmo necessária?
Observando apenas a realidade da organização autárquica da Madeira, não posso deixar de pensar que esta organização foi feita a pensar numa outra realidade. Foi feita num tempo em que não haviam vias rápidas, as comunicações eram difíceis, morosas, dispendiosas, não haviam os meios de comunicação que hoje existem, telefones, telemóveis, internet, e não haviam os equipamentos de apoio às populações, em cada município, que hoje existem. Portanto, a realidade alterou-se profundamente. Mas a organização territorial manteve-se igual.
Olhando para o mapa, atrevo-me a perguntar: porque raio não se junta o actual município da Ribeira Brava ao da Ponta Sol; o município de São Vicente ao de Santana e o município do Porto Moniz ao da Calheta?
3 comentários:
E ao nível de freguesia a situação é ainda mais gritante. Estou a pensar na freguesia com a sua componente de gestão política: Junta e Assembleia de Freguesia. Há freguesias em que o nº de eleitos para estes orgãos corresponde a 2% do nº de eleitores.
Ora está a ver Paulo, às vezes até tem boas ideias. Mas digo mais, quanto a mim, podia-se perfeitamente criar apenas 4 ou 5 grandes autarquias. Com um governo regional que assume grande parte das competências transferidas para as autarquias, não vejo necessidade de tantos municípios.
Cumprimentos.
Isso seria muito bonito, mas vemos os mesmos problemas em todos os municípios. O que realment interessa é existir um planeamento rigoroso a nível de cada conselho, com orçamentos e PDMs rigorasamente cumpridos, resolvendo os problemas mais básicos da população e deixarem-se de obras vistosas e inúteis (veja-se o novo túnel da Ponta do Sol!)
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