quinta-feira, agosto 03, 2006

É também um anti-autonomista de cu virado para Lisboa?

Virgílio classifica de brejeira linguagem usada por Jardim

Chão da Lagoa deu exemplos de discursos antipedagógicos e potenciadores da crispação política interna e externa

Virgílio Pereira, ex-vice-presidente do PSD e actualmente "na condição de cidadão normal", uma vez que já não tem "influência no directório político regional", considera que o discurso político do PSD e de Jardim usa linguagem "brejeira, muito ligeira e muito despudorada". Algo que, em seu entender, se mantém inalterável há 30 anos.

De negativo, destacou a crescente crispação do PSD com os restantes partidos e com o Governo da República. E a maior responsabilidade de tudo isto vai muito para a agressividade que o PSD tem posto no seu discurso.

Virgílio Pereira entende ser tempo de dar prioridade a uma postura diplomática. Desde logo no relacionamento com o Governo da República.

Entende que essa postura trará melhores resultados para a Região. Mas faz questão de ressalvar que os compromissos assumidos pelo Estado devem, em qualquer caso, ser honrados pelo Governo da República, sendo o contrário inadmissível.

Ao nível interno, o ex-dirigente dos social-democratas reconhece também que as oposições, "salvo raríssimas excepções", procedem da mesma forma. É que esse partidos têm-se deixado "contaminar" pelo PSD.

PSD E POLÍTICA A PERDER

O tipo de linguagem que vem sendo usada prejudica, antes de mais, o PSD e a participação política em geral. Entende Virgílio Pereira que o seu partido, com a implantação social que tem, nada ganha com o uso de linguagem brejeira, ligeira e despudorada. Pelo contrário, haverá gente que se afasta do partido por não se identificar com aquele tipo de discurso.

A mesma razão será uma das responsáveis por um movimento constante e crescente dos níveis de abstenção. A crispação fará com que cada vez menos os eleitores se identifiquem com os protagonistas políticos regionais.

MAU CHÃO DA LAGOA

O ex-vice-presidente do PSD fala dos maus efeitos pedagógicos, para os jovens, "quando ouvem certos discursos, como na Assembleia e em comícios, como, por exemplo, no Chão da Lagoa. Se amanhã tiverem a lembrança de utilizar o mesmo tipo de linguagem para com o pai, a mãe, o vizinho ou outra pessoa qualquer...", como será? Se for advertido para a utilização dessa linguagem imprópria não perguntará "se os outros usam, porque é que eu não posso (usar)?".

DN-M de 3/8/06

2 comentários:

Anónimo disse...

Mas onde andou o " professor" estes anos todos, quando então tinha influencia no PSD-M? Ao ler os seus ditos , parece que este cavalheiro acaba de desembarcar no aeroporto, e estava em parte incerta durante todos estes anos!Agora que a mamadeira se extingue, os compadres se zamgam, e os novos-ricos se acautelam, muita amnésia vai haver por aí.Muita farsa, muito fingimento.Até na Igreja, onde chuparam para obras, enriquecendo patrimonialmente, convém que venha um bispo novo, e que este comece a olhar de esguelha para o saco do Iscariotes.Somos iguais a nós mesmos.Seremos sempre um povinho submisso e sem carácter.

MouTal disse...

Esse Virgílio Pereira não é um gajo que começou na AOC (Aliança Operária ????) e que depois foi mamar na teta do PSD Madeira? E depois foi Euro-deputado?
Então agora zangou-se com o compadre?
Não tenham pena desse crápula.