
Jardim diz que, para atrair investimento para a Madeira, vai baixar os impostos já em 2008.
1. É próprio de um populista a promessa de baixar os impostos. O povo gosta desta promessa. Foi assim com o “Choque Fiscal” de Durão Barroso e com a diminuição da taxa de IRS de Santana Lopes. Durão Barroso depois de eleito teve que aumentar os impostos e Santana Lopes acabou por ser despedido. No caso da Madeira, por incrível que pareça, Jardim safa-se sempre com todas as asneiras.
2. Dizer que a diminuição da taxa de IRC atrairá empresas para a Madeira é um logro monumental. Se assim fosse, a Zona Franca Industrial da Madeira onde a taxa de IRC é 0 (zero) seria um sucesso. Mas não é. Isto porque deslocar uma fábrica para a Madeira tem outros custos que não são compensáveis por uma mera redução da taxa de IRC. Desde logo, temos o custo do transporte, ao que é preciso acrescentar todos os custos de contexto: burocracia; justiça lenta; falta de mão de obra qualificada; legislação laboral proteccionista, etc.. Se somarmos a isto uma economia baseada na subsidiodependência onde prevalece o desrespeito pelas regras da concorrência, pelo não cumprimento da lei e das decisões judiciais e pela falta de transparência fiscal, tudo estimulado e acarinhado pelos responsáveis políticos desta Região, então, como é óbvio, nenhum empresário honesto e responsável estará interessado em vir para a Madeira.
3. Por outro lado, quando se diminui os impostos a consequência é uma diminuição de receitas. Ora, sendo a percentagem de funcionários públicos na Madeira superior à nacional e cerca do dobro da média da EU, como vai suportar tamanha despesa com menos receitas? E como é que o Governo Regional vai ter dinheiro para continuar a ser o “motor da economia” madeirense?
4. Em resumo, numa época em que as ajudas comunitárias são reduzidas para cerca de metade e que as transferências do OE vão diminuir, a solução de Jardim é diminuir os impostos, tendo como consequência a diminuição das receitas e sem ganhar nada com isso.
5. No entanto, não está preocupado com o endividamento directo e indirecto através das Sociedades de Desenvolvimento, nem com os cerca de 400.000 contos por ano gastos no Jornal da Madeira, nem com o que continua a gastar no Futebol Profissional, nem com o excesso de pessoal na Administração Pública, nem com o que a Região gasta em “Conselheiros Técnicos”, nem com as empresas que todos os anos recebem subsídios e mais subsídios para manter as portas abertas.
6. Às consequências de uma gestão irresponsável, Jardim acena com mais irresponsabilidade numa espiral de demagogia e populismo que nos leva, a passos largos, para o abismo. Por muito menos o PR demitiu o Pedro Santana Lopes.
1. É próprio de um populista a promessa de baixar os impostos. O povo gosta desta promessa. Foi assim com o “Choque Fiscal” de Durão Barroso e com a diminuição da taxa de IRS de Santana Lopes. Durão Barroso depois de eleito teve que aumentar os impostos e Santana Lopes acabou por ser despedido. No caso da Madeira, por incrível que pareça, Jardim safa-se sempre com todas as asneiras.
2. Dizer que a diminuição da taxa de IRC atrairá empresas para a Madeira é um logro monumental. Se assim fosse, a Zona Franca Industrial da Madeira onde a taxa de IRC é 0 (zero) seria um sucesso. Mas não é. Isto porque deslocar uma fábrica para a Madeira tem outros custos que não são compensáveis por uma mera redução da taxa de IRC. Desde logo, temos o custo do transporte, ao que é preciso acrescentar todos os custos de contexto: burocracia; justiça lenta; falta de mão de obra qualificada; legislação laboral proteccionista, etc.. Se somarmos a isto uma economia baseada na subsidiodependência onde prevalece o desrespeito pelas regras da concorrência, pelo não cumprimento da lei e das decisões judiciais e pela falta de transparência fiscal, tudo estimulado e acarinhado pelos responsáveis políticos desta Região, então, como é óbvio, nenhum empresário honesto e responsável estará interessado em vir para a Madeira.
3. Por outro lado, quando se diminui os impostos a consequência é uma diminuição de receitas. Ora, sendo a percentagem de funcionários públicos na Madeira superior à nacional e cerca do dobro da média da EU, como vai suportar tamanha despesa com menos receitas? E como é que o Governo Regional vai ter dinheiro para continuar a ser o “motor da economia” madeirense?
4. Em resumo, numa época em que as ajudas comunitárias são reduzidas para cerca de metade e que as transferências do OE vão diminuir, a solução de Jardim é diminuir os impostos, tendo como consequência a diminuição das receitas e sem ganhar nada com isso.
5. No entanto, não está preocupado com o endividamento directo e indirecto através das Sociedades de Desenvolvimento, nem com os cerca de 400.000 contos por ano gastos no Jornal da Madeira, nem com o que continua a gastar no Futebol Profissional, nem com o excesso de pessoal na Administração Pública, nem com o que a Região gasta em “Conselheiros Técnicos”, nem com as empresas que todos os anos recebem subsídios e mais subsídios para manter as portas abertas.
6. Às consequências de uma gestão irresponsável, Jardim acena com mais irresponsabilidade numa espiral de demagogia e populismo que nos leva, a passos largos, para o abismo. Por muito menos o PR demitiu o Pedro Santana Lopes.
2 comentários:
E as promessas do Sócrates? Para quem exige coerência aos outros, devias ter um comportamento mais digno, não? Mas continua lá com os teus ditames. São divertidos...Inofensivos, mas tão divertidos quanto as inocências pueris.
tem lógica, o povo gosta do governante, então ele é populista.
Ninguém curte o Socrates, então é um grande governante. Pena que esteja a lixar o país só para que o défice seja mais baixo. Devia era de investir no país para aumentar o PIB e assim diminuir o défice naturalmente, e não há força.
Depois então é que começava a cortar e a reformar
Enviar um comentário