
Mais lá para o fim do mês terá lugar no Chão da Lagoa a festa do PPD/PSD/M/PA, onde certamente estará muita gente. A grande maioria encara o evento como mais um arraial de verão. Gente boa que gosta da sua festinha popular, com vinho seco, espetada e música pimba. Depois há os que vão para serem vistos. Em ordem decrescente de importância: os que querem ser vistos pela comunicação social; os que querem ser vistos pelo “chefe” e os que querem ser vistos pelo cacique da sua paróquia. Para a maioria destes aquilo é uma seca, mas a ausência pode ter consequências, por isso há que fingir que se alinha.
Depois há o “show” dos festeiros. Que basicamente se resume a tomar uma bebedeira e a dizer alarvidades. A estrela maior, ou se quisermos o gajo que bebe mais e diz mais alarvidades é naturalmente o Chefe. Por alguma coisa o homem é o Chefe!
Este ano, como sempre, aquilo vai ser monótomo. O "bando que domina o partido da Rua dos Netos" (linguagem do Regime) vai desfiar um rol de queixas e ameaças contra o governo e contra Sócrates. Que na práctica, e todos sabemos, são uma inutilidade e uma tontice. A política depende muito do caractér dos seus protagonistas. E é por demais claro que José Sócrates não alguém que se rale com ameaças, chantagens ou mesmo insultos. Mas também não é homem para dar a outra face. Por isso, o circo que está a ser preparado, só servirá para animar momentaneamente a malta já adormecida pelo vapores do alcóol e pelo sol abrasador. E "fazer mais um número" para a comunicação social doméstica. Que no fundo é o que pretendem.
Mas é no day after que sempre vem a ressaca. Que como se sabe, é dolorosa, dura mais do que queriamos e traz sempre arrependimentos tardios e fúteis.
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