
A história é simples. Todos os partidos estão de acordo que o Estatuto Político Administrativo da Madeira devia ser revisto. Era uma oportunidade para melhorar alguns aspectos pouco claros e introduzir algumas inovações. O objectivo final seria o aprofundamento da Autonomia. Logo, seria bom para a Madeira e para os madeirenses. Até aqui tudo normal.
Acontece que o PS, o BE, a CDU e o CDS defendem que, à semelhança do que já acontece para os deputados da Assembleia da República e para os membros do Governo Regional, sejam elaboradas regras de incompatibilidade entre a actividade de deputado e algumas actividades profissionais. Isto é de salutar porque vai no sentido de trazer à política mais transparência. Dignificando a actividade política e os partidos.
Mas para o PSD-M isso significaria tocar naquilo que lhes é mais sacrado: a mistura entre o interesse particular, público e político-partidário. Apresentada como a coisa mais natural do mundo.
Portanto, não haverá revisão do EPAM porque o PSD-M coloca os interesses privados de alguns dos seus apaniguados à frente do interesse da Madeira.
Na prática esta maioria do PSD-M sequestrou a Autonomia e usa-a como bem entende, para proteger os seus interesses, sejam eleitoralistas ou privados, transformando a política madeirense num pântano fétido.
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