Com o reacender dos conflitos em torno da “questão da Palestina” o assunto tornou-se tema obrigatório. À força de falar com muitas pessoas sobre o assunto, notei que a sua memória está alicerçada sobretudo nos acontecimentos da década de 90 até o presente. E, consequentemente, já se começa a perder “de vista” a forma como tudo isto começou. Para aqueles que estão nessa situação, deixo aqui uns breves apontamentos da história da “questão da Palestina” desde o início até 1991.
A Palestina tornou-se um problema depois da Primeira Grande Guerra e com o fim do Império Otomano. Vários países que faziam parte do império ficaram sobre a administração do Reino Unido. Com o tempo todos, à excepção da Palestina, tornaram-se independentes. E isto aconteceu porque o RU queria levar a cabo a “Declaração de Bolfour” emitida pelo governo britânico em 1917 e que expressava o seu apoio ao “estabelecimento na Palestina de um território nacional para o povo judeu”.
Durante o que se chamou o “Mandato da Palestina”, de 1922 a 1974, deu-se uma enorme emigração judaica para esse território. Vieram sobretudo da Europa e durante os anos 30.
Contudo, os palestinos resistiram à construção desse novo estado e em 1937 deu-se uma rebelião, seguida por actos de violência de parte a parte, imediatamente após a II Guerra Mundial. O RU tentou alcançar a paz mas viu as suas tentativas goradas e em 1947 passou o problema para as Nações Unidas.
As NU propuseram que se constituíssem dois Estados, um árabe e um judeu com Jerusalém internacionalizado. Israel aceitou e formou-se os Estado independente de Israel.
Em 1948 começou a guerra com a Palestina e ocuparam 77% do território e a maior parte de Jerusalém. Como consequência cerca de 50% da população da Palestina fugiu ou foi expulsa. Ao mesmo tempo a Jordânia e o Egipto também ocuparam território da Palestina, impedindo que este se torna-se um país independente.
Em 1967 Israel ocupou o restante território da Palestina que estava sob o controlo Jordano e Egípcio (West Bank e faixa de Gaza) e o restante território de Jerusalém.
As NU, através da resolução 242 (1967), manda Israel sair desses territórios ocupados.
Em 1974 as NU aprovaram o inalienável direito do povo Palestino à autodeterminação, independência e soberania.
Em 1982 Israel invade o Líbano. Milhares de palestino são massacrados nos campos de refugiados de Sabra e Shatila.
Em 1987 deu-se a “intifada” que foi violentamente esmagada pelas forças Israelitas.
Em 1991 deu-se a conferência para a paz no médio oriente que resultou na assinatura de uma Declaração de Princípios assinada em Washington D.C. que entre outras coisas levaram á retirada parcial dos territórios ocupados, às eleições palestinianas e à libertação de prisioneiros.
Daí para cá, já todos conhecem a história.
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