quarta-feira, junho 07, 2006

Nacionalismos

Voltou a febre das bandeiras. Voltou apenas devido ao futebol, é certo, mas voltou.
Uma coisa que não posso deixar de reparar, é que cada português só pode ter uma bandeira nacional em casa porque estas, feitas em outras bandas tal como China, estão ao preço da chuva.
Deste modo o nosso nacionalismo é do tipo "português suave". Se este orgulho patriótico saísse caro haveria muito menos espirito nacionalista.
Depois da febre nacionalista futebolistica virá a febre regionalista, com cada casa madeirense a receber uma bandeira amarela e azul.
Mas por cá as coisas são bem diferentes.
Quem não se lembra de AJJ afirmar que não queriamos por cá Chineses e Indianos?
Essa repulsa deverá estender-se ás bandeiras do povo superior que obrigatóriamente terão de ser feitas pelo povo superior, deste modo estimulando a pujante economia regional, que é invejada por diversas regiões europeias, africanas e até americanas, como dizia o amigo Casimiro.

1 comentário:

Anónimo disse...

As bandeiras são feitas na china e têm, muitas, traços orientais. Numas, os castelos tÊm um design oriental com os ameias em forma de triangulo, a imitar o topo do palacio chinês.
É o que dá comprar ao chinês, é barato, mas falha redondamente nos pormenores.
Quanto ao movimento nacionalista em torno da selecção, é completamente ambíguo. A população envolve-se cada vez mais no futebol e leva por arrasto o conceito de nação e sociedade, como se os principais desafios da nação estivessem pendentes daquele ou de outro qualquer evento desportivo. Para o poder politico o futebol está como o coliseu para os romanos na roma antiga, entretém o povo e este não coloca perguntas, é por isso e em relação à madeira em específico que o AJJ é conhecido por "joãozinho das festas".