Violações ao PDM
Nos últimos dias apareceram na comunicação social noticias que denunciam várias situações em que a Câmara Municipal permitiu graves violações ao PDM. Apesar de se tratarem de casos que comprometem seriamente o desempenho da gestão liderada pelo Dr. Miguel Albuquerque, este não teve nenhuma reacção, nem apresentou qualquer explicação aos cidadãos da autarquia de que é o principal responsável.
Há duas razões para esta atitude. A primeira faz parte da estratégia de alguém que tem revelado a falta de competência politica para assumir o confronto de ideias, remetendo-se para uma posição nada democrática que lhe é normal dentro do partido a pertence. A segunda tem a ver com a passividade a que tem estado habituado por parte da população.
As pessoas por um lado não se importam com o que se faz desde que não seja no seu quintal. Só que assim deixamos que os políticos que esqueceram as razões pelas quais foram eleitos, que é defenderem o bem-comum, continuem a abusar da confiança dos cidadãos e a gerir o desenvolvimento da cidade de forma irresponsável e sem competência. A decadência da cidade pode resultar deste encolher de ombros e da resignação com a bandalheira. O avanço do totalitarismo, disfarçado como aqui na Madeira, resulta da falta de oposição firme aos comportamentos vergonhosos de oportunistas pseudo-democratas.
Por tudo isto é preciso que os cidadãos não se resignem nem tenham medo de actuar no exercício da sua cidadania.
A política é uma causa nobre e que deve estar ao serviço do bem-comum, não “isto” que se vê e que leva à maneira chocante como quase toda a população olha os “políticos” e a “politica”.
Não! É preciso demonstrar que a politica tem Valores. É preciso demonstrar que, para além da habilidade que requer, a Politica tem regras éticas a cumprir. Não é um “vale-tudo”, nem o triunfo da mentira e da mediocridade, como Orwell escreveu, o “Triunfo do Porcos”.
PS - o texto é da autoria de Luís Vilhena e foi publicado no dia 14 de Agosto de 2005 no http://funchalparatodos.blogspot.com. O Povo não lhe deu razão, mas o tempo veio (como sempre) repôr a verdade e dar-lhe razão.
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