Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Na Sicília do Atlântico II...

...todos as semanas surgem, de geração espontânea, "novos-ricos-empresários-de-sucesso".


Santos Costa teve empresa de construção já secretário
O secretário do equipamento social diz que a empresa é da mulher e filhos

Na Sicília do Atlântico...

...não há investigação criminal.

Assim, passam em claro mais uma série de crimes de abuso de poder.


Vacina para família e amigos
Parentes e amigos de membros do GR e de médicos tratados como grupo de risco

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Não temos desempregados, temos é pessoas à procura de emprego

É uma alegria ver que a Madeira diminuiu a taxa de desemprego no último trimestre. E ainda seria uma alegria maior se esse indicador estatístico tivesse um mínimo de adesão à realidade.
Já aqui falei uma meia dúzia de vezes, que as estatísticas de (des)emprego são uma coisa, e outra bem diferente, e bem mais realista, são os inscritos nos centros de emprego.
Nos dados hoje divulgados pelo IEFP ficamos a saber que a Madeira teve em Outubro mais 2,4% de inscritos à procura de emprego que no mês anterior, tendo crescido muito mais que a média nacional que foi de 1,4%.
Da discrepância entre os números da estatística e os números de inscritos nos centros de emprego surge a dúvida: em que números podemos confiar?
Não tenho dúvidas em afirmar que tendo em conta que o número de inscritos nos centros de emprego, não correspondem a números obtidos através de uma extrapolação de uma amostragem, ao contrário do que acontece com os números da estatística, que os números dos centros de emprego são mais fidedignos.

Assim sendo, e tendo em conta os 13000 desempregados inscritos nos centros de emprego da Madeira, podemos afirmar com segurança que a taxa de desemprego na Madeira é bem diferente da que foi apresentada na semana passada.
13000 desempregados numa população activa de 125000 pessoas correspondem a uma taxa de desemprego de 10,4% e não aos 7,9% que foram cozinhados pelas estatísticas regionais.
É um erro de 30%. Demasiado grande para dever-se a erros de amostragem. São dados falsos destinados a fazer propaganda política.

Pode haver pessoas que se deixam enganar por estes truques estatísticos de propaganda. Os desempregados e suas famílias, com certeza que não deixam.

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Desviar as atenções II

Será que houve deputados madeirenses que foram apanhados nas conversas com o filho do Godinho, assumindo que como arguido este também terá sido escutado?
E se essas conversas viessem escarapachadas nos jornais !? Manteriam a posição que tinham antes de saber que havia pessoal do PSD-M ligado ao caso, ou apenas fariam de conta que não tinham ouvido falar de nada.

Desviar as atenções

''Paulo, o filho mais velho, está mais dedicado a viagens pela ilha da Madeira. Aí, construiu o seu império e é com deputados da ilha que normalmente é visto no continente.''
Esta passagem do artigo do CM sobre o processo "face oculta" deve ser para desviar as atenções, caso contrário a blogosfera atenta, nomeadamente LFM, Baby_Boy e alguns conspiradores já tinham comentado.

P.S. - Fico à espera para ver a comunicação social madeirense, sempre incisiva, insinuar que o Godinho filho, andava metido com o Serrão, o Maximiano ou a Júlia Caré.

Sábado, Novembro 14, 2009

Vão deixar a Madeira de tanga!

Governo agrava em 5,2% as despesas correntes

Despesa corrente sobe 55,2 milhões à custa da redução em 31,4 milhões do investimento

Qual é a novidade?

Ou já se esqueceram que o "caso Freeport" teve a sua génese na célebre denúncia “anónima” congeminada entre gente da PJ, políticos do CDS e PSD e da gente da comunicação social, designadamente nos célebres “encontros da Aroeira”, e depois foi sendo alimentada pelo MP, pela PJ e pela manipulação da TVI, Correio da Manhã e Público?
Um remake. E quando este estiver esgotado, os memos produtores arranjaram outro filme.

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Óscares do turismo: Portugal vence em seis categorias

Para a Madeira: ZERO. A culpa deve ser do Sócrates, só pode....

E o crime...

de peculato continua...

O Cúmulo da "credibilidade"


Helepa Lopes da Costa ficou na Comissão de ...Ética

O Cúmulo da "credibilidade"


O António Preto ficou colocado na Comissão de Orçamento e Finanças

Obrigado, Angola

Texto de Miguel Esteves Cardoso no Público:
Já não posso ouvir o José Eduardo Agualusa e todos os outros portugueses e angolanos cá em Portugal que não se cansam de denunciar os desmandos e a corrupção do Governo angolano.
Serviço de despertar: Angola é um país soberano; mais independente do que nós. Tudo o que fizemos em Angola foi para o bem de Portugal, por muito mal (ou bem) que fizesse aos angolanos.
Mesmo assim, o Governo de Angola – e os angolanos em geral – perdoaram-nos, em pouco tempo, a nossa condescendência e a nossa exploração colonial.
Os portugueses e angolanos sempre se deram bem, independentemente de quem manda em quem. Gostamos uns dos outros e aprendemos uns com os outros. Somos muito parecidos. Os regimes políticos dos países mais nossos amigos são como os casamentos dos nossos maiores amigos: não se deve falar deles. Entre marido e mulher, não metas a colher. De resto, não temos voto na matéria.
Fomos lá imperadores e perdemos. Portugal também não era uma democracia quando andou por Angola a tratá-la e explorá-la como uma província de Portugal, fazendo tudo para matar quem fosse contra essa exploração.
Angola está a investir em Portugal. É uma chapada de luva branca, misturada com perdão. Por muito que se critique, Angola está a pacificar-se e a democratizar-se muito mais depressa do que Portugal de 1926 a 1976. Não trata Portugal como província ultramarina. Não interfere na nossa política. Imitemo-la nisso, por favor.
Não são só nossos amigos: são superiores a nós!

Portugal no pelotão da frente da retoma

Durante a campanha eleitoral para a AR a líder do PSD fartou-se de soprar aos quatro ventos que Portugal seria dos últimos a sair da crise.
Enganou-se.
Dados revelados hoje pelo Eurostat indicam que Portugal não só conseguiu resistir melhor à crise internacional com está no pelotão da frente da retoma, tendo o segundo maior crescimento da zona euro, no 3º trimestre.
Com notícias como esta, muito trabalho terá a oposição a arranjar casos e casinhos, para tentar desviar a atenção da realidade do país.

Aumento de pensões

O próximo ano será um ano excepcional. A aplicação das novas regras de aumento de pensões levaria, se aplicado cegamente, a uma diminuição do valor das pensões.
Pela excepcionalidade dos tempos que vivemos o governo decidiu que, apesar do cenário de deflação, o aumento das pensões será de 1,25% para as pensões mais baixas e de 1% para as pensões mais altas.
É precisamente neste ponto que eu discordo com a medida excepcional tomada pelo governo.
Um aumento de 1,25% numa pensão de 300€ equivale a um aumento de 3,75€, enquanto que um aumento de 1% numa pensão de 1000€ equivale a um aumento de 10€, ou seja, apesar de percentualmente mais baixo os aumentos das pensões mais altas são maiores em valor que os aumentos das pensões mais baixas.
Tendo em conta que este aumento de pensões é uma medida excepcional, não se aplicando as regras definidas à partida, considero que em alternativa a um aumento percentual deveria ser dado um aumento nominal, igual para todos os pensionistas.
Com um aumento de 5€ para todos os pensionistas, os efeitos na economia através do consumo, como nas contas públicas, seriam os mesmos que aplicando a medida que está prevista, no entanto atingiríamos uma maior solidariedade num tempo, volto a frisar, excepcional pela sua dificuldade.

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Amanhã estamos todos em risco!

É absolutamente inaceitável que a Justiça, que não consegue pelos vistos fazer "em campo" a prova que lhe compete, decida fabricá-la na secretaria sempre através do mesmo tipo de expedientes, visando criar “opinião pública” a seu favor.

A lei processual penal é muito clara ao determinar que escutas ao Presidente da Assembleia da República e ao Primeiro-Ministro só podem ser feitas com decisão prévia do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, pelo que todas as que não tenham respeitado esse requisito são irremediavelmente nulas e deveria ter sido o Juiz de Instrução do processo a declará-lo de imediato. Por outro lado, também resulta da lei que escutas feitas no processo não podem servir de prova para outro processo. Ora, os Magistrados sabem perfeitamente que isto é assim – porque é que então actuaram como actuaram?

Por fim, os elementos que vieram agora para a praça pública só podem ter sido divulgados de dentro do Ministério Público, com tão cirúrgica quanto inaceitável violação do segredo de justiça!

Este tipo de golpes são inaceitáveis em Democracia, pois os adversários políticos derrotam-se nas urnas e não com "operações negras" deste tipo. Se oportunisticamente as deixamos passar em claro, nomeadamente porque o atingido é alguém de que não gostamos, amanhã estamos todos em risco!

A fantochada

O PSD da Madeira é apenas um acrónimo que não significa nada. É a forma que um grupo de pessoas que tomou de assalto o poder e raptaram a autonomia, usa para se travestir de partido político democrático e enganar os incautos. Este grupo autoritário, de inspiração fascista, tem uma visceral repugna pela democracia e, como tal, toda a discussão democrática mete-lhes nojo. Ora, uma assembleia democrática, é contra a sua natureza política. Para eles tudo deve ser decidido no secreto do gabinete do grande, incontestável e insubstituível Chefe.
Por força de manterem o disfarce e também para manterem tachos e receberem (ainda mais) dinheiros do Povo, lá vão mantendo aberta Assembleia Legislativa da Madeira. Mas que ninguém ouse pensar que tal casa verá um dia qualquer coisa que se pareça minimamente com um parlamento democrático. O Chefe nem os ajudantes lá põem os pés, o Presidente da República foi proibido (e obedeceu...) de lá ir, não aceitam propostas de discussão, anulam toda e qualquer tentativa de debate sério, amordaçam os partidos lá representados, impedem os deputados que não gostam de entrar ou os agrediem e, sempre que podem, mandam fechar a porta.
Portanto, caros amigos deputados democráticos, desenganem-se se pensam que estão a participar em alguma coisa que tenha a mais leve semelhança com um processo democrático quando entram naquela casa. O que estão a fazer é a contribuir para a manutenção da fantochada.

A antecipação

''Governo acaba com taxas moderadoras no internamento e cirurgias''

Comentário: Ao contrário do que muitos previam, a produção e capacidade executiva deste novo governo pode não ser inferior à do anterior ou sequer ficar refém das oposições (em determinadas matérias fica dependente da oposição na AR). Joga-lhe a favor a capacidade de antecipação. Isto é, antes que outros tenham a iniciativa de levar a avante uma qualquer iniciatva contrária a uma medida do anterior mandato, o governo antecipa-se e apresenta uma reformulação ou simplesmente revoga (como no exemplo em cima).

Outras virão...

Madrinhas de Guerra II

Testemunhos:

"Se havia uma forma de deixar de pensar em guerra essa passava pela ânsia de receber quatro letras da sua “madrinha”. Com a chegada do correio os corações aceleravam e as que escreviam para também fugir a solidão, esta terminava com gestos ansiosos por abrir a carta e poder lê-la.
Quando o nome deste ou daquele não era mencionado e a sua ligação com o mundo era a sua “madrinha” podia-se ver uma nuvenzinha a toldar os olhos. (...)
Eram jovens que nem sequer conhecíamos, e só com o decorrer do tempo lá chegava uma foto, que ia direitinha para o nosso álbum de recordações.
Esse tempo solidificava amizades que terminaram tantas vezes em casamentos pois os laços que se iam desenvolvendo rumavam muitas vezes nesse sentido.
Se Portugal tinha a sua juventude masculina em guerra tinha na retaguarda a feminina que nunca dizia não. Na 3440, como em muitas outras esta amizade que se ia criando terminou muitas das vezes em romances de amor, que tiveram o seu epílogo no casamento.
Podemos hoje testemunhar essa situação, em que um moço de Santarém casou com a sua “madrinha “ de Santa Maria da Feira."

Manuel Dias - Comabetente em Angola:

"Era uma forma de esquecer e vencer a fúria dos homens na guerra. Porque Deus manifestava-se sempre em mim a través desta mulher " MADRINHA DE GUERRA" e me dizia: "Não temas porque eu estou sempre contigo."

Quando eu entrei no cemitério de Namboangogo e entre dez sepulturas abertas preparadas para enterrar os que caíam em combate. E cheguei-me a beira duma destas campas a chorar, soluçando dizendo na voz do silêncio "Será esta a minha sepultura a minha última morada. Será que nunca mais na vida os meus pais e meus irmãos, nunca mais me vão ver e ficarei para sempre esquecido na história. Odeio a guerra!"

Ela me disse, naquela voz que vinha de dentro de mim, "Não temas porque eu estou sempre contigo." Ela salvou-me a mim e ao meu camaradas de armas.

Eu casei com a minha madrinha de Guerra, que já dura 44 anos de casamento."

Madrinhas de Guerra

"Madrinhas de guerra". In: Revista Presença. Nº 1, 1963, p. 36-37:

"Que cada uma de nós se lembre que lá longe, nas províncias ultramarinas, há rapazes que deixaram tudo: mulheres, filhos, mães, noivas e o seu trabalho, o seu interesse, tudo enfim, para cumprirem o seu dever de soldados. É preciso que as mulheres portuguesas se compenetrem da sua missão, e assim como eles estão cumprindo o seu dever, lutando pela nossa querida Pátria, também vós tendes para cumprir o vosso, lutando pelo bem-estar dos nossos soldados- luta essa bem pequenina, pois uma só palavra, um pouco de conforto moral basta para levar alguma felicidade aos que estão contribuindo para a defesa da integridade do nosso Portugal.OFEREÇAM-SE PARA MADRINHAS DE GUERRA. MANDEM O VOSSO NOME E A VOSSA MORADA PARA A SEDE DO MOVIMENTO NACIONAL FEMININO".


As "Madrinhas de Guerra" e aquilo que significavam, pelo tipo de trabalho desenvolvido, foram muito importantes em termos de apoio psicológico àqueles que estavam longe de sua casa e dos seus familiares. Significavam algo mais do que o ambiente de combate vivido diariamente. Uma carta recebida e uma carta escrita eram fundamentais num contexto como aquele em que milhares de homens (jovens) se encontravam. Significavam muito. Ilusões, também. Mas isso fazia parte e mostrava-se de uma relevância extrema.
As próprias voluntárias acabavam por se envolver com as situações. Umas, certamente mais do que outras, acompanhavam com ansiedade o percurso africano do(s) seus(s) afilhado(s) e acabavam por viver intensamente a situação, juntamente com a(s) família(s) a que ele(s) pertencia(m).Algumas destas mulheres estão ainda hoje vivas. Algumas destas mulheres falaram já do que foi esse seu trabalho. E confirmam. Confirmam o que sentiram, também elas, embora diferentemente, num contexto de guerra.

Aerograma


Um aerograma é uma carta que se envia por correio aéreo, sem necessidade de sobrescrito, e tem uma tarifa diferente da do resto da correspondência. Mas para os soldados portugueses no Ultramar foi muito mais do que isso.


Tudo começou a 28 de Abril de 1961com a criação do Movimento Nacional Feminino (MNF) que, de acordo com os seus estatutos, “O Movimento Nacional Feminino é uma Associação com personalidade jurídica, sem carácter político e independente do Estado, que se destina a congregar todas as mulheres portuguesas interessadas em prestar auxílio moral e material aos que lutam pela integridade do Território Pátrio”.


Esta organização chegou a congregar cerca de 82 000 mulheres e desenvolveu um serviço de madrinhas de guerra, que em 1965 contava já com 24 000 inscrições. O MNF mantinha um serviço bem organizado de distribuição de diversas lembranças aos militares expedicionários. Cerca de um mês e meio após a formação do MNF, começaram as iniciativas para a concessão de isenção de franquia postal, para os militares expedicionários e suas famílias, o que veio a ser concretizado com a publicação da Portaria 18 545, de 23 de Junho de 1961 assinada pelo Ministro das Comunicações e do Ultramar.


Estabelecia a referida portaria, que ficavam isentos temporariamente do pagamento de porte e sobretaxa aérea, as cartas e bilhetes postais com correspondência de índole familiar, que fossem expedidos para qualquer ponto do território português, pelo pessoal dos três ramos das forças armadas ou das corporações militarizadas destacadas nas Províncias Ultramarinas, bem como, os expedidos do continente e ilhas adjacentes para aquele pessoal, pelos seus familiares e madrinhas de guerra.


Seriam impressos em papel de carta, constituídos por uma folha de papel, com o peso máximo de 3 gramas, dobrável em duas ou quatro partes, de modo que as dimensões resultantes da dobragem dos aerogramas não excedessem os limites máximos de 150 x 105 mm e mínimo de 100 x 70 mm.
Na frente, reservada às indicações do destinatário, seriam impressas as seguintes inscrições:
- no ângulo superior direito do aerograma inscrição “CORREIO AÉREO / ISENTO DE PORTE E DE / SOBRETAXA AÉREA / Portaria nº. 18 545 de 23-6-61”
- em baixo, “É PROIBIDO INCLUIR QUALQUER OBJECTO OU DOCUMENTO O DEPÓSITO NO CORREIO É FEITO EM QUALQUER ESTAÇÃO DOS CTT ”.


No verso, seriam impressas indicações referentes ao remetente. Neste espaço era obrigatório indicar, a seguir ao nome do militar, o seu posto e número.


No movimento de correspondência do Ultramar para a Metrópole, os aerogramas eram entregues nos respectivos Comandos ou em mão em qualquer estação dos CTTU e no sentido inverso eram entregues nos CTT. Nos dois sentidos, o transporte era sempre efectuado por via aérea.


No Continente, a aquisição dos aerogramas era feita ao preço unitário de 20 centavos. Os aerogramas podiam ser vendidos ao público na sede do Movimento Nacional Feminino, Rua Presidente Arriaga nº 6, 1º em Lisboa, nas Delegações Distritais e Concelhias do MNF, nas Juntas de Freguesia, no Serviço Nacional de Informação (S N I), nos Postos de Turismo do aeroporto e das estações marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos e em todas as Juntas e Comissões Municipais do Turismo do País.


A primeira entrega de aerogramas ao MNF, teve lugar no dia 2 de Agosto de 1961 e, no dia 8, seguiram 8000 impressos para as suas Delegações Distritais, entretanto já em funcionamento. Nesse mesmo dia, e por via aérea utilizando os Transportes Aéreos Militares - TAM, seguiram para Angola os primeiros 101 000 aerogramas.


No caso dos Açores, a Comissão de Assistência ao Soldado Açoreano (C.A.S.A.) mandou imprimir os seus próprios aerogramas, com modelo semelhante aos do MNF, e que distribuía aos soldados Açoreanos em serviço no ultramar.

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Não custa repetir: é preciso defender os trabalhadores e não os postos de trabalho

A administradora do Banco de Portugal, Teodora Cardoso, defende que Portugal tem de adaptar políticas laborais para defender os trabalhadores e não os postos de trabalho que já estão condenados.

A responsável, que falava no 7º Congresso do Instituto Nacional de Administração (INA), sublinhou que "é um erro" continuar a apostar "na defesa de postos de trabalho condenados" e que a tónica devia estar do lado dos trabalhadores, nomeadamente nos apoios à procura de novos empregos e formação.

À margem do Congresso, Teodora Cardoso mostrou-se favorável ao conceito de "flexigurança", que alia uma maior liberdade de despedimento com o reforço da protecção no desemprego. Ainda assim considerou a especialista, isso não significa distribuir sem regras o subsídio de desemprego a todas as pessoas que não têm colocação.